Operação Laços de Família: Deputado Federal Lourenço Bonfim nega envolvimento e deixa culpa para seu irmão

Nesta quinta-feira (15), foi realizado a Operação Laços de Família que investiga uma denúncia do Tribunal de Contas da União (TCU) a respeito de desvios de recursos realizados no período de 2017 a 2020, durante a gestão do ex-prefeito de Miranda do Norte, Carlos Eduardo Fonseca Belfort, conhecido como Negão.

O ex-gestor estaria utilizando recursos públicos para quitar dívidas pessoais junto ao TCU. O mesmo artifício teria sido usado pelo também ex-prefeito e atual deputado federal, José Lourenço Bonfim Júnior, que esteve à frente da administração municipal de Miranda do Norte no período de 2009 a 2016.

Querendo se livrar da denúncia, o Deputado Lourenço Bonfim publicou um nota a imprensa, colocando a culpa somente em seu irmão. Veja a nota:

“Com relação a operação Laços de Família, deflagrada hoje pelo Gaeco e Polícia Civil, declaro que não tive acesso ao processo, pois corre em sigilo de justiça. Porém, ao ver as matérias divulgadas na mídia local, pude observar que o período inicialmente referido nas investigações, 2017/2020, não corresponde àquele em que estive à frente da gestão do município de Miranda do Norte. Como homem público, estou a disposição da justiça para colaborar com as investigações. Me coloco a disposição também do Ministério Público para qualquer esclarecimento.”

A operação visa recuperar em torno de R$ 22 milhões desviados dos cofres público. O esquema era operacionalizado por meio de empresas de fachada que participavam de processos licitatórios fraudulentos. Essas empresas não tinham capacidade técnica nem lastro financeiro para cumprir os contratos firmados.

Quatro contratos firmados entre a Prefeitura de Miranda do Norte e as empresas “PM Construções e Serviços Ltda.”, “F Cipião Prazeres” e “J Rodrigues Macedo” totalizaram um dano de R$ 22.061.477,53 aos cofres municipais. Esse, inclusive, é o valor do bloqueio das contas correntes, poupanças e aplicações dos investigados, solicitado pelo Ministério Público.

As investigações também apontaram ligações entre essas empresas, os ex-prefeitos investigados, seus familiares, empregados e amigos.

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