Bolsonaro promete fim das emissões de gases de efeito estufa mas não tem plano de governo para isso

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez mais uma promessa que não irá cumprir. Durante a reunião da Cúpula de Líderes sobre o Clima, Bolsonaro se comprometeu, nesta quinta-feira (22), a alcançar, até 2050, a neutralidade zero de emissões de gases de efeito estufa no país, antecipando em dez anos a sinalização anterior, prevista no Acordo de Paris.

“Entre as medidas necessárias para tanto, destaco aqui o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030, com a plena e pronta aplicação do nosso Código Florestal. Com isso, reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data”, disse Bolsonaro em discurso na Cúpula de Líderes sobre o Clima.

Porém, como é visto em suas declarações e ações anteriores, são promessas para gringo ver. Durante os dois anos de governo Bolsonaro, o presidente se esforça em esconder os dados dos desmatamento no Brasil e ainda ataca publicamente todos os críticos que apontam os erros do Governo Federal.

De acordo com Bolsonaro, “como detentor da maior biodiversidade do planeta e potência agroambiental”, nos últimos 15 anos o Brasil evitou a emissão de mais de 7,8 bilhões de toneladas de carbono na atmosfera. Mas não citou, que somente no governo dele, o Amazonas fechou o mês de agosto com mais de oito mil focos de queimadas, de acordo com os números do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O dado, que já representava o maior para o mês nos últimos 22 anos, bateu outro recorde histórico e passou a ser o mais elevado para um único mês desde 1998. Foram 8.030 mil focos de queimadas registrados no período.

Durante seu discurso, o Presidente dos EUA, país que Bolsonaro achava que tinha mais afinidade e conexão, ignorou o discurso do Presidente do Brasil, saindo da reunião até que Bolsonaro abrisse a boca.

Bolsonaro ainda apelou a um momento de mendigação internacional quando disse que é fundamental contar com os recursos financeiros de países, empresas, entidades e pessoas “dispostos a atuar de maneira imediata, real e construtiva na solução desses problemas”. Querendo tirar a responsabilidade de seu governo sobre a financiamento dos cuidados da Amazônia.

“Da mesma forma, é preciso haver justa remuneração pelos serviços ambientais prestados por nossos biomas ao planeta, como forma de reconhecer o caráter econômico das atividades de conservação”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro mendiga durante a reunião da Cúpula, porém sem quando poder, ataca qualquer país que critica. Alegando que a Amazônia é do Brasil e não dos países que ajudam financeiramente.

Em carta enviada  ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na semana passada, o presidente Bolsonaro já havia se comprometido a acabar com o desmatamento ilegal até 2030, em uma tentativa de se aproximar do Presidente dos EUA. Ele, inclusive, reconheceu o aumento das taxas de desmatamento a partir de 2012 e afirmou que o Estado e a sociedade precisam aperfeiçoar o combate a esse crime ambiental. No documento, ele também reafirmou a necessidade de apoio econômico.

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