Pesquisa da USP sobre comunicadores e Covid-19 aceita respostas até dia 30 de abril

O formulário da pesquisa Como trabalham os comunicadores no contexto de um ano da pandemia da Covid-19?, que pode ser acessado aqui, fica disponível para preenchimento até o próximo dia 30 de abril (6ª feira). A iniciativa, promovida pelo Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT) da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), pretende compreender as condições de trabalho dos comunicadores brasileiros nesse período de enfrentamento da doença.

O estudo ocorre exatamente um ano após a realização de investigação inicial, que diagnosticou o momento vivido por esses profissionais ainda no começo da pandemia. O relatório dessa análise, feito no primeiro semestre de 2020 e transformado em e-book, pode ser consultado aqui.

Nessa segunda etapa, a pesquisa tem o apoio de 21 entidades e instituições da área, que também divulgaram o formulário entre seus associados, além de disponibilizar em seus sites e redes sociais o link para preenchimento, que pode ser feito anonimamente, de modo a preservar o sigilo dos respondentes.

“Queremos verificar nesse momento, passado um ano em que o Brasil sofre com o agravamento cada vez maior da Covid-19, como está a situação de trabalho dos comunicadores que, muitas vezes, a exemplo dos jornalistas, ocupam o pelotão de frente do combate à doença ao assumir o árduo papel de informar corretamente a sociedade sobre os riscos e tentar dissimular, infelizmente, as fake news e o negacionismo que ainda perduram nessa terrível fase da doença”, afirma a professora Roseli Figaro, coordenadora do CPCT.

CENÁRIO GRAVE – De acordo com ela, a expectativa é superar a amostra do estudo inicial, que teve 557 participantes de todo o país e do exterior, o que permitirá um diagnóstico mais amplo do cenário que, ao que tudo indica, só fez piorar nesse período.

“Passado um ano nossa esperança era de que pudéssemos retomar essa pesquisa na perspectiva de um pós-pandemia. Infelizmente, por tudo que temos visto, o quadro é ainda mais dramático pelo modo totalmente errático com que o governo federal tratou e continua tratando a Covid-19, que teve um aumento exponencial dos casos de contaminação e de vítimas fatais. A percepção de que as condições de trabalho dos comunicadores se agravou se deve à grande quantidade de pessoas sem trabalho, o que só piora com o próprio adoecimento dos profissionais e de seus familiares. Entender a situação desses trabalhadores pode auxiliar a diagnosticar os problemas advindos do quadro de precarização do trabalho e, a partir disso, cogitar possíveis alternativas para combater os graves impactos na área da comunicação”, diz Roseli Figaro 

APOIO NACIONAL – A importância do estudo pode ser medida pelo fato de que 21 entidades e instituições profissionais fecharam parceria para divulgação do levantamento: Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (ABEJ), Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), Sindicato dos Publicitários, Agenciadores de Propaganda e Trabalhadores em Empresas de Publicidade do Estado do Rio Grande do Sul (SINPAPTEP-RS), Conselho Federal de Relações Públicas (Conferp), Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas 2ª Região (CONRERP 2ª Região – SP/PR), Sindicato das Agências de Propaganda de Minas Gerais (Sinapro-MG), Associação Mineira de Propaganda (AMP), Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e de Publicidade no Estado da Bahia (SINTERP/BA), Sindicato dos Jornalistas no Ceará (Sindjorce), Associação Cearense de Agentes Digitais (ACADi), Oboré Projetos Especiais, Jornalistas&Cia, Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba), Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Radiodifusão, Televisão, Publicidade e Similares do Estado de Mato Grosso do Sul (Sintercom/MS) e Associação Profissão Jornalista (APJor).

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