Luta e resistência indígena são temas do próximo Diálogos Insurgentes

No mês indígena, quando, no dia 19, se recorda a resistência dos povos indígenas pelo mundo, a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), por meio do Núcleo de Educação em Direitos Humanos promove, no próximo dia 28, às 17 horas, o Diálogos Insurgentes “Luta e Resistência Indígena: da ancestralidade às novas gerações”, que será ministrado pela liderança indígena e representante da Coordenação Executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Sônia Guajajara.

O secretário da Sedihpop, Chico Gonçalves, afirma que a pandemia expôs de forma muito nítida a vulnerabilidade dos povos indígenas e defende que, se não fossem a organização das instituições indígenas e as articulações que partiram dos Estados, envolvendo a sociedade civil, as empresas privadas e os poderes públicos locais, “a política genocida que negou a existência da pandemia, minimizou a doença, se opôs às medidas de prevenção e se negou a adquirir a vacina, teria dizimado as nossas populações originais. É fundamental que as lideranças indígenas sigam demarcando os espaços de defesa da vida, da autonomia e das nossas florestas. O Diálogos Insurgentes, assim, é um espaço para ouvirmos esta história, aprendermos e nos aliarmos”, destaca o secretário.

O Diálogos Insurgentes tem como objetivo a promoção da educação em direitos humanos a partir da abordagem autêntica, profunda e responsável sobre temas que envolvem direitos humanos e sobre os quais haja necessidade de construção de consensos, visando-se a ampliação ou estabelecimento de políticas públicas na administração pública estadual.

Irão debater o tema com Sônia, a secretária executiva da Comissão Estadual de Articulação de Políticas Públicas aos Povos Indígena do Maranhão, Adriana Carvalho, e o coordenador do Fórum Estadual de Educação Ambiental do Maranhão, Sávio Dino Junior.

Adriana Carvalho destacou os povos originários como uma referência de resiliência, de amadurecimento, de capacidade de sobrevivência, de trabalho e de vida em sociedade. “Por isso, é fundamental olharmos para esses modos de vida, essas outras formas de relação com o mundo e investir na criação de uma agenda permanente de diálogo com a juventude e formar as novas gerações com um olhar sobre o desenvolvimento, sobre que tipo de desenvolvimento nós queremos, qual a relação que nós queremos ter com o planeta, com o meio ambiente e com os recursos ambientais”.

O evento será transmitido pelo nosso canal do YouTube “Direitos Humanos Maranhão”. Não perca!

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