Senadores da base de bolsonaro interrogaram o ex-ministro Mandetta com base em informações falsas

Os senadores que apoiam e são da base do Governo Federal, Jorginho Mello (PL-SC), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Eduardo Girão (Podemos-CE), interrogaram o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta com base em informações falsas, conforme o “Aos Fatos”, uma agência de checagem de informação.

Conforme com o “Aos Fatos”, a declaração do senador Jorginho Melo quando afirmou: “Lá no meu estado, os municípios de Rancho Queimado e Chapecó fizeram um kit covid e o resultado foi extraordinariamente positivo (…) porque evitou mortes e limpou os hospitais”, é FALSA.

Essa declaração é uma fake news que foi desmentida no dia 9 de março pelo Ao Fatos. Foi mostramos que, segundo dados oficiais do governo de Santa Catarina e do SUS, o município de Rancho Queimado contabilizava até então três óbitos e 337 casos de Covid-19 desde o início da pandemia. Veja mais aqui.

Já em 5 de abril, Chapecó mantinha 193 pacientes internados com a doença, sendo 129 em UTI. As peças de desinformação sobre o caso também omitiam que, entre 23 de fevereiro e 7 de março, a cidade adotou medidas restritivas de circulação de pessoas. Veja mais aqui.

Outra afirmação falsa foi feita pelo senador Luis Carlos Heinze quando citou o chamado “tratamento precoce”. O senador Luiz Carlos citou que “milhares de brasileiros estão fazendo esse tratamento e se curando”, citando os casos de Rancho Queimado (SC) e de Porto Seguro (BA).

Porém, em 30 de março, o “Aos Fatos” mostrou que Porto Seguro, apesar de adotar drogas com suposta ação preventiva, contava com 45 pessoas hospitalizadas. A secretária de Saúde do município, Raissa Soares, também já foi alvo de checagem do Aos Fatos. Veja aqui.

No caso do senador (Podemos-CE), foi outro que defendeu durante a CPI o uso de drogas que compõem os chamados “kit covid” ou “tratamento precoce”, que não possuem comprovação científica.

O senador Girão perguntou ao ex-ministro Madetta, se não teria errado ao se opor ao “tratamento precoce”, segundo ele uma “tentativa de tratamento extremamente seguro segundo especialistas e médicos renomados”.

Mas em 23 de março, o Aos Fatos explicou que nenhum estudo científico sólido comprovou até agora que medicamentos que compõem o chamado “kit covid” ou “tratamento precoce”, como hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina, curem ou previnam a Covid-19. Veja aqui.

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