Ministros e Governo Federal não conversam entre si

Para quem está acompanhando a CPI da Covid já percebeu que todos os Ministros da Saúde do Governo Bolsonaro não possuem autonomia sobre seu cargo. Os dois primeiros Ministros, Luiz Henrique Mandetta e o Nelson Teich, saíram do cargo justamente por verem que estavam como fantoche no governo.

Enquanto o Ministério da Saúde tenta de qualquer forma respirar, fica claro que é uma voz abafada dentro do hospício que é o Governo Bolsonaro. Nesta segunda-feira (10), o atual Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não haver outro caminho, se não a ciência, para lidar com os problemas históricos que o Brasil tem nas áreas sanitárias e de saúde. 

“Todos vivemos há mais de um ano impactados pela maior emergência sanitária do mundo. O Brasil se inclui pelas características de dimensões continentais, pela heterogeneidade do desenvolvimento socioeconômico de nossa nação é pelas vicissitudes crônicas que há no sistema de saúde brasileiro”, disse Queiroga ao abrir sua fala.

Uma fala bem contraditória se vc leva em consideração as falas do Presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), que vive fazendo publicidade do kit covid, exclusivamente da Cloroquina. Bolsonaro sempre mostra e deixar claro que é contra qualquer método cientifico que combata o avanço do coronavírus. Prefere muitas vezes acreditar em uma teoria da conspiração de que o vírus faz parte de uma guerra biológica.

Se consideramos essa teoria tosca como verdade, então o Bolsonaro está constantemente lutando a favor do vírus, quando adotou a genialidade de querer a Imunidade de Rebanho. Teoria essa que o vírus iria desaparecer magicamente quando pelo menos 70% da população estivesse infectada.

Para colocar isso em prova, a capital da Amazonas, Manaus, foi usada como matadouro. A Secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, admitiu durante um depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), de executou um plano do governo Jair Bolsonaro para difundir o uso de cloroquina para tratar precocemente a doença.

“O ministério disponibilizou uma orientação para os médicos brasileiros para, que de acordo com a autonomia que foi dada a eles pelo Conselho Federal de Medicina e a sua autonomia de prescrever e a autonomia do paciente de querer, que eles pudessem orientar medicamentos com doses seguras (de remédios) como cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina, que naquela época só tinham comprovação in vitro, e que hoje têm mais de 250 referências”, disse a médica.

Sim, a situação de Manaus, todas as mortes, todo aquelas pessoas morrendo sem ar, foi um plano do Governo Federal para testar de forma genocida, o uso de remédios sem eficácia baseado em teorias da conspiração.

O Brasil vive uma triste história. Enquanto somos feito de cobaias para teorias da conspiração, qualquer voz de sanidade não aguentar ficar em um cargo importante dentro desse (des)governo. Mas a única duvida fica, até quando o atual Ministro vai aguentar ficar no cargo?

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