Trabalhadores fazem protesto contra Usina Itajubara em Coelho Neto

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Trabalhadores da empresa Usina Itajubara reivindicam seus direitos trabalhistas, localizado no município de Coelho Neto. Através de relatos, os trabalhadores afirmam que foram demitidos pelo Whatsapp e não receberam seus salários atrasados. Tendo casos que nem não assinaram os documentos da rescisão do contrato.

No vídeo de protesto, os trabalhadores relatam que trabalharam anos dentro da empresa, muito chegando a 30 anos de serviços prestados. Os trabalhadores estão protestando para garantir seus direitos. Em depoimento, Margereth da Silva implora a Justiça que olhe pelos trabalhadores de Coelho Neto.

“A gente pede, encarecidamente, a justiça, ao Recife, que veja Coelho Neto, Itajubara, aqui no Maranhão”, pediu Margereth da Silva.

Veja o vídeo:

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A Usina Itajubara pertence ao Grupo João Santos, dono da empresa Cimento Nassau e um dos maiores conglomerados empresariais do Nordeste. Essa empresa está sendo alvo de uma operação conjunta da Polícia Federal (PF), da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e da Receita Federal. São investigados crimes tributários, financeiros, trabalhistas e de lavagem de dinheiro.

Segundo a Procuradoria da Fazenda, as empresas do Grupo João Santos têm dívidas tributárias, de R$ 8,6 bilhões, e trabalhistas, de R$ 55 milhões. Elas são suspeitas de sonegar impostos e direitos trabalhistas de centenas de empregados. Os trabalhadores, de acordo com as investigações, ficavam sem receber salários e outros direitos trabalhistas.

Em nota, o advogado Taney Farias, que representa o grupo, afirmou que as empresas foram surpreendidas pela operação e que “cabe aos acusados se colocar à disposição para prestar todos os esclarecimentos”.

A polícia informou, o Grupo João Santos é suspeito de organizar um sofisticado esquema contábil-financeiro para desviar o patrimônio das empresas do grupo. Esses valores eram transferidos para sócios e interpostas pessoas (laranjas).

Segundo a Receita Federal, mais de 20 empresas do grupo eram utilizadas num esquema chamado de “factoring”, para desviar receitas que poderiam ser usadas para quitar dívidas trabalhistas e tributárias. Também foi verificada a ocorrência de subfaturamento em exportações, “com o claro objetivo de remeter, ilicitamente, recursos ao exterior”.

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