Caso Francisco Osvaldo: Família denuncia Clínica São Francisco Neuropsiquiatria por tortura a paciente

A família de Francisco Osvaldo continua lutando por justiça contra a Clínica São Francisco de Neuropsiquiatria, localizada na capital maranhense. Francisco morreu aos 38 anos no dia 13 de março, três dias após ser devolvido a família, com 40 kg mais magro e com sinais de tortura.

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A família está lutando na justiça, fazendo até pedido na Procuradoria Geral de Justiça, para abrir investigação contra a Clínica São Francisco de Neuropsiquiatria. Para Sidneyde Dias, irmã do falecido Francisco, durante os 102 dias que seu irmão esteve internado, a Clínica usou e abusou de tortura e que chegou a cortar a comunicação com a família, impedindo até mesmo através de ligação, alegando que por causa da pandemia, não poderia haver visitas. Em relação as ligações, a clínica declarava que Francisco estava muito “instável”.

Francisco tinha depressão e transtorno bipolar, mas possuía uma saúde física forte e saudável. Ele ganhava seu sustento como manobrista, freelancer, no restaurante Cabana do Sol, motorista de vã e de ônibus. Foi internado na Clínica São Francisco após um surto, por causa da falta de remédio que o mantinha controlado.

De acordo com Sidneyde Dias, Francisco já mostrava uma situação piorada durante as visitas. A Clínica ainda cobrava o preço dos remédios, mesmo recebendo recursos direto do Sistema Único de Saúde.

A família de Francisco Osvaldo abriu denuncia no Ministério Público do Maranhão e entrou em contato com Direitos Humanos no Maranhão. Além ter instaurado uma Verificação Preliminar de Informação (VPI) na Delegacia da Cidade Operária.

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O caso de Francisco Osvaldo não é um isolado. Em 2015, a Clínica São Francisco de Neuropsiquiatria foi alvo de uma investigação da polícia sobre a morte de um outro paciente, chamado Vitor Alves Sales, de 21 anos, A família do jovem também alega que ele foi espancando chegando a entrar em óbito logo após ser levado ao Socorrão II.

O Blog Sílvia Tereza procurou em contato com o Assessor Jurídico da Clínica São Francisco de Neuropsiquiatria, dr. Tiago Paes Leme, onde declarou que as acusações seriam inverídicas, negando a prática de maus-tratos.

Na nota da Assessoria Jurídica da clinica, a defesa lamenta o falecimento de Francisco e afirma que o óbito não aconteceu nas dependências do hospital e que o mesmo não teria abandonado o paciente no dia dez de março e que o teria levado em casa na presença de equipe técnica.

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