Pandemia modifica carreira médica e aquece mercado de pós-graduação, que deve dobrar de tamanho em 5 anos

Entre as tantas coisas que se transformaram neste período de quase um ano e meio da pandemia da Covid-19 no Brasil, uma delas foi a carreira médica. Muitos médicos saíram direto das universidades para atuar em plantões e emergências no combate ao Coronavírus, alguns até tiveram a formatura antecipada. Com a redução da pandemia e o fechamento de alguns leitos de UTIs pelo país, é hora de repensar a carreira para dar os próximos passos.

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Dados do estudo de Demografia Médica no Brasil, realizado pela USP e pelo Conselho Federal de Medicina, apontam que em 2010 os médicos eram 315.902 e devem ser 815.570 em 2030. Se em 1997 o Brasil tinha 85 escolas médicas, este número mais do que triplicou e atualmente já somos o segundo país do mundo neste quesito, atrás apenas da Índia. As vagas de residência médica nem de longe cresceram na mesma proporção.  “O desemprego não é uma realidade para os profissionais de medicina no Brasil hoje, mas já temos casos de empregos com condições ruins e degradantes. Não dá para se acomodar com a graduação, é preciso se qualificar para entregar mais valor ao paciente e, consequentemente, impulsionar a carreira”, explica o médico pneumologista Felipe Marques, que é também coordenador dos cursos de pós-graduação da Sanar, uma startup brasileira focada na jornada desses profissionais, com mais de 300 mil clientes espalhados pelo Brasil e mais 6 países.

A expectativa de quem atua no mercado de pós-graduação médica é que ele cresça aproximadamente 15% por ano nos próximos 5 anos, praticamente dobrando de tamanho. Os dados da startup comprovam uma mudança de rumo na formação do médico após o término da faculdade. Em 2021, o número de inscritos nos cursos de pós-graduação até agosto dobrou em comparação a todo o ano de 2020. Até dezembro do ano passado eram disponibilizados dois cursos no formato (Psiquiatria e Medicina de Emergência) e neste ano foram implantados mais cinco: Geriatria, Nutrologia, Terapia Intensiva, Endocrinologia e Medicina de Família e Comunidade.

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A escolha por uma pós-graduação foi a solução para muitos profissionais que precisavam e queriam se qualificar de forma rápida para ter mais segurança na rotina e no tratamento dos pacientes. Flávio Moreira, médico que atua em emergência, é um exemplo. “Fiz uma Pós porque queria melhorar minha habilidade com os meus pacientes críticos na emergência. As condutas atualizadas têm me ajudado a conduzir melhor meus pacientes, a exemplo das emergências cardiológicas e respiratórias, que são bastante comuns”, explica o pós-graduado. “Seguiremos apresentando soluções para jornada deste novo médico, que também está transformado por conta da pandemia e se conectando com novos formatos de carreira”, explica o professor e pneumologista Felipe Marques.

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