Como sair da zona de conforto? 5 dicas para entender melhor o seu cérebro

“Você precisa sair da sua zona de conforto”. Quem nunca falou ou ouviu essa frase? 

Mas você sabe o que é estar na zona de conforto? Isso é mesmo ruim? Como saber se eu estou na minha zona de conforto?  Para responder a todas essas perguntas, é preciso entender como o cérebro processa as tarefas que executamos e porque é tão importante dar a ele os estímulos corretos. 

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Menos tarefas, mais espaço – Trocamos as agendas telefônicas pelo WhatsApp, o autocompletar do Gmail torna dispensável a tarefa de escrever todo o endereço daquele que queremos contatar, as calculadoras fazem em milésimos de segundos contas para as quais dedicamos, por vezes, alguns minutos. Tecnologias como essas imitam funcionalidades que antes eram exclusivamente desempenhadas pelo nosso cérebro.

Embora algumas pessoas acreditem que a inserção das tecnologias tornou nosso cérebro preguiçoso, não é bem assim. Ao armazenar informações e delegar funções aos aparelhos, otimizamos nosso cérebro para desempenhar outras funções, tornando possível ampliar o leque de conhecimentos. É importante entender, no entanto, como o nosso cérebro recebe as informações que recebe. “Ao longo da vida o cérebro precisa ser estimulado com novidade, variedade e grau de desafio crescente. O conceito científico de neuroplasticidade, mostra que o cérebro pode se modificar, ou seja, ao estimular o cérebro com atividades novas, variadas e cada vez mais desafiadoras este órgão humano consegue se reorganizar conforme vivenciamos estas atividades. Atividades para o cérebro são traduzidas como estímulos, então é por meio dos estímulos de qualidade organizados é que ele é capaz de criar conexões, restabelecer conexões neurais e melhorar seu desempenho”, lembrou Patrícia Lessa, Diretora Pedagógica do Supera – Ginástica para o cérebro. 

O cérebro economiza energia? – Nosso cérebro pesa aproximadamente 1,5kg e utiliza cerca de 20% do oxigênio do nosso corpo, e essa quantidade pode variar quando desempenhamos funções mais complexas, como por exemplo estudar, podendo atingir até 50% do oxigênio de todo o corpo. Formado por cerca de 86 bilhões de neurônios, esse órgão é capaz de formar até 700 mil conexões entre os neurônios a cada segundo. Muita coisa acontece enquanto utilizamos o cérebro, né? O cérebro é uma verdadeira máquina e trabalha o dia todo fazendo milhares de conexões por segundo. Esse processo demanda muita energia deste órgão e é por isso que os neurônios têm uma tendência de economizar energia. Sabe como?

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Como o nosso cérebro entra na zona de conforto? – Quando desempenhamos situações rotineiras, como escovar os dentes, andar ou pegar um objeto, o cérebro cria conexões neurais para essas atividades que se repetem visando não gastar mais tanta energia com tarefas repetitivas. Pense assim: para cada atividade, cada coisa que sabemos, há um conjunto de conexões neurais específicas. É como um endereço de um mapa para chegar em uma residência: para chegar na casa de número 140 você faz um caminho diferente do que faria para chegar na de número 300, por exemplo. Assim também é com as tarefas que executamos. Nosso cérebro acessa essa memória por meio de um conjunto de ligações específicas. Com isso, quanto mais rotineiras forem essas atividades, menos energia ele gastará para desempenhá-la.

Procrastinando nas redes sociais?  – Sabe aquela espiadinha nas redes sociais que fazemos enquanto trabalhamos ou estudamos? É simplesmente nosso cérebro tentando economizar energia e buscando liberar dopamina, um neurotransmissor responsável por nos proporcionar uma sensação de prazer. “Estamos dando aqui exemplos simples que nos ajudam a entender por que fazemos o que fazemos. No entanto, essa rápida olhada no celular pode se transformar em um ciclo que vai tirar nosso foco e consequentemente interferir na nossa produtividade, por isso é tão importante entender porque fazemos o que fazemos e como o nosso cérebro reage a tudo isso. É importante lembrar que finalizar tarefas e conseguir estudar de forma efetiva também são ações compensatórias que liberam a dopamina”, lembrou a especialista. 

Aprendendo novos caminhos…

Da mesma forma que o cérebro entra no piloto automático, ele também pode ser estimulado para criar conexões, novos caminhos, que levarão para outras “residências” no nosso grande mapa mental.

Toda vez que damos a ele novidade, variedade e grau de desafio crescente, criam-se conexões que contribuem para a saúde desse órgão tão importante que é o cérebro.

Como tirar o cérebro da zona de conforto?  – Confira quatro dicas simples para incluir no seu dia a dia e manter seu cérebro sempre ativo:

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  • Leitura: a leitura é um verdadeiro exercício para o cérebro por envolver a prática da imaginação, mentalização, aprendizagem e a associação com conteúdos já aprendidos. Além disso, uma pesquisa realizada pela Universidade de Sussex demonstrou que a leitura pode reduzir em até 68% os níveis de estresse.
  • Palavras cruzadas: as palavras cruzadas também são uma ótima ferramenta para cuidar da saúde do cérebro. Elas aceleram o raciocínio e podem rejuvenescer em até 14 anos o cérebro de idosos. Muito utilizada por médicos para tratar doenças como a perda de memória, essa técnica também se faz presente em cursinhos pré-vestibulares, em que os centros educacionais fazem parceria na distribuição de livros com palavras-cruzadas, pois estas auxiliam os alunos a manter o foco e ainda ficar por dentro dos assuntos da atualidade. O mais legal é que você pode praticar essa atividade em revistas ou em dispositivos móveis que oferecem esse tipo de atividade.
  • Atividade física: que a atividade física faz bem para o corpo e cérebro todo mundo já sabe, mas é sempre bom relembrar, não é mesmo? A prática de exercícios físicos, além de contribuir para uma melhor qualidade de vida, ativa áreas relacionadas à memória, aprendizado e planejamento, também é responsável por estimular a neuroplasticidade, um processo importantíssimo que é capaz de tornar nosso cérebro cada vez mais apto a aprender coisas novas, fazendo com que ele se mantenha sempre em atividade e jovem.
  • Novidade, variedade e grau de desafio crescente: uma vez que entendemos como o nosso cérebro assimila as informações, você pode buscar ‘surpreendê-lo’ realizando tarefas cotidianas de um jeito diferente. Por exemplo, comer ou escovar os dentes com a mão que não está acostumado, caminhar por outra rota, ler em locais diferentes, aprender uma receita nova ou até mesmo fazer cálculos sem calculadora, você pode usar ferramentas como o ábaco para isso.

“É importante dizer que nosso cérebro precisa ser estimulado ao longo de toda a vida. Vamos viver tempos bons e ruins, mas o senso de autocuidado é integral e não deve ignorar nosso órgão mais importante. Ao fazer isso estamos cuidando de nós mesmos e daqueles que nos cercam”, concluiu. 

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