Tratamento com canabidiol é popularizado pela tecnologia

O chef de cozinha Henrique Fogaça, a cantora Beyoncé e o ex-pugilista Éder Jofre são apenas algumas das celebridades que descobriram os benefícios do uso medicinal da maconha. No caso de Fogaça, a paciente é sua filha, que sofre de uma síndrome rara e há 3 anos vem usando o óleo medicinal chamado CBD, extraído da maconha. “E digo pra vocês que graças a planta “sagrada” ela está cada dia melhor, com um semblante de paz, de alegria, sorrindo e sentindo os pequenos prazeres da vida”, disse o chef em suas redes sociais. 

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Já o ex-pugilista Éder Jofre sofre de encefalopatia traumática crônica e Beyoncé utiliza o medicamento para tratar dor e inflamação, algo mais comum que se imagina. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 30% da população ao redor do mundo sofre com dor crônica, caracterizada pela persistência do desconforto ao longo de dias ou até mesmo meses. No Brasil, a estimativa é de que 37% da população enfrenta esse problema. 

Os relatos cada vez mais comuns de que os tratamentos com fitocanabinoides, como o Canabidiol (CBD) e o Tetrahidrocanabinol (THC), ambos extraídos do cânhamo, têm sido eficazes na redução da dor e também de outros distúrbios, tem levado ao aumento do interesse por esse tipo de medicamento.  

Mas, além do preconceito, quem deseja iniciar um tratamento desse tipo se depara com outro problema: a dificuldade encontrar profissionais que conheçam e prescrevam o canabidiol. Dos quase 500 mil médicos que atuam em território nacional, estima-se que apenas mil conhecem e indicam tratamento com canabinoides. Desses, 42% estão em São Paulo e Rio de Janeiro. Quem reside em outros Estados praticamente não tem acesso. 

Tal desafio vem sendo sanado através do uso da telemedicina oferecido pela plataforma focada em tratamentos com base na cannabis medicinal, Medicina.in. Desde que começou a funcionar, em dezembro de 2020, a Medicina.in já teve 779 agendamentos de consultas. “Em junho, tivemos 40 tratamentos iniciados. Temos dobrado mês a mês as consultas efetivas. A grande procura comprova que o acesso rápido e amplo a estes medicamentos já era esperado há anos pelos brasileiros”, afirma Darwin Ribeiro, sócio da empresa. 

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A plataforma conta com ferramentas de gestão para os médicos, além de canais que facilitam a comunicação com o paciente. “O tratamento é individualizado, pois para cada pessoa é prescrita uma dose diferente, não há bula. E essa dose vai sendo ajustada conforme a necessidade”, explica o executivo. 

A plataforma também tem uma área de apoio para a aquisição do medicamento. Nela, o paciente obtém todas as informações necessárias, passo a passo, para receber a autorização de importação. Segundo Albuquerque, isso foi necessário porque, apesar de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso de canabidiol já há alguns anos, não é qualquer farmácia que conta com o produto na prateleira. “É bom deixar claro que a plataforma não vende, apenas ajuda no caminho, o que agiliza bastante o processo”, ressalta. 

A expectativa dos empreendedores é de forte crescimento nos próximos anos. Até porque a demanda é alta. Segundo dados disponibilizados no site da Anvisa, até o final de 2020, 11 mil pacientes tinham licença para usar canabidiol no Brasil. A previsão da agência é chegar a 30 mil este ano e a 100 mil em 2022.

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