Termos para tirar da sua vida no mês da visibilidade lésbica para sempre

Dia 29 de agosto é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, data em que aconteceu o 1º Seminário Nacional de Lésbicas em 1996. A data foi criada para trazer atenção às demandas da comunidade de mulheres lésbicas e bissexuais, dado o apagamento que sofrem no movimento LGBTQIAP+, no movimento de mulheres e na sociedade.

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Ainda que as discussões relativas à diversidade tenham ganhado a mídia, ainda é possível ver muita desinformação sendo difundida sobre orientação sexual e estereótipos de pessoas LGBTQIAP+. Em agosto é celebrado o mês da Visibilidade Lésbica, a data surgiu em 1996, quando aconteceu o 1º Seminário Nacional de Lésbicas. Hoje, mais de 20 anos depois, ainda existem termos relacionados a mulheres e casais lésbicos que precisam ser combatidos. 

Débora Baldin, produtora de conteúdo multiplataforma, começa declarando que não é correto perguntar quem é o homem da relação, já que é uma relação composta por duas mulheres. 

“As pessoas tendem a fazer essa pergunta como se fosse uma piada, “quem é o homem da relação?”, mas num relacionamento entre duas mulheres, são apenas elas, não existe isso de homem. Já passou da hora das pessoas pararem de questionar como é a vida sexual de duas mulheres.” afirma Baldin

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Ainda é possível ver pessoas alegando que ser lésbica é uma fase, que faltou conhecer o homem certo. Existe um estigma de que um homem pode resolver – como se fosse um problema – a sexualidade de uma mulher, seja através da violência física, moral ou até sexual.  

“Não existe nada para ser solucionado, não foi uma decepção e muitas vezes mulheres deixam de viver como gostariam por uma pressão social para a heterossexualidade. Uma mulher que é lésbica, não é lésbica por conta de um homem. A orientação sexual é algo localizado no processo de formação das nossas identidades.” explica Débora

Por fim, a produtora de conteúdo completa: “As pessoas precisam parar de dizer que é um desperdício duas mulheres juntas ou achar que por um casal ser composto por duas mulheres, está aberto a comentários fetichistas”. 

Sobre Débora Baldin

É produtora de conteúdo multiplataforma, comanda o podcast “Futilidade Pública” e o canal no Youtube que leva seu nome. É relações internacionais, engajada em assuntos políticos e sobre a comunidade LGBTQIAP+.

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