Julgamento no Supremo Tribunal Federal decidirá futuro da exportação de amianto no Brasil

Banido desde 2017, exposição ao amianto causa doenças fatais conhecidas por aparecerem décadas após o contato

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Enquanto os principais jornais do mundo dão destaque à contaminação por amianto dos que foram voluntários ou trabalharam no salvamento e nos escombros do World Trade Center, em Nova York, o Brasil vive mais uma semana decisiva para a luta contra o amianto. Na próxima quarta-feira, 15, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar as ações pendentes da ETERNIT/SAMA para protelar a mineração do amianto em Minaçu, em Goiás, para exportação. O julgamento acontecerá pouco mais de uma semana da retomada das atividades da mineradora, que estava suspensa após decisão do juiz Federal Bruno Teixeira de Castro, da Vara Federal de Uruaçu/GO. 

Para o advogado Leonardo Amarante, representante jurídico da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (ABREA), a política comercial de exportar aquilo que não mais se usa para sociedades mais vulneráveis socioambientalmente é conhecida como racismo ambiental. “Apesar do mundo inteiro saber e noticiar os malefícios do amianto, aqui, no Brasil, mesmo banido desde 2017, esbarramos em tentativas desumanas de continuar expondo nossos cidadãos para explorar o amianto em Goiás. Não temos provas o suficiente da gravidade dessa atividade? Quantas pessoas ainda sofrerão por anos por causa dessa atitude?”, questiona o advogado.

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