Instituto Lado a Lado pela Vida alerta a população sobre os riscos do câncer de pulmão

Doença é a responsável pela morte de 1,76 milhão de pessoas no mundo

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Em 25 de setembro é celebrado o Dia Mundial do Pulmão! A data tem como objetivo chamar a atenção da população para a importância desse órgão, vital para a nossa saúde, e aumentar a conscientização para as doenças relacionadas a ele. A principal delas é o câncer de pulmão, segundo tipo mais comum no Brasil. Segundo o Atlas de Mortalidade por Câncer – SIM, somente em 2019, o país registrou 29.354 mortes, sendo 16.733 homens e 12.621 mulheres.

De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), a incidência global do carcinoma pode chegar a 2,09 milhões de novos casos por ano, sendo o câncer que mais mata no mundo, com 1,76 milhão de óbitos. O principal fator de risco é o tabagismo, porém o índice em não fumantes chega a 20%. Além do câncer, outras enfermidades que atingem o órgão devem ser observadas, como a tuberculose, Doença Pulmonar Obstrutiva (DPO), asma, pneumonia e enfisema pulmonar. O Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL), que trabalha campanhas sobre o tema, como a “Respire Agosto”, faz um alerta tanto a população, quanto aos órgãos públicos para que o problema não seja negligenciado.

De acordo com Marlene Oliveira, presidente do LAL, é imprescindível que a discussão alcance a toda população para que haja controle das doenças, principalmente do câncer. “Nós procuramos orientar e estimular a população a dar atenção à saúde dos pulmões, sejam os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) ou aqueles que utilizam a saúde suplementar, para que em suas passagens pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou pelos consultórios médicos questionem sobre como fazer o controle da saúde dos pulmões. A conscientização é a chave para a redução dos altos índices”, aponta Marlene.

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Um dos objetivos principais do LAL é desmistificar informações duvidosas que circulam entre as pessoas, principalmente na internet. “Disponibilizamos informações qualificadas, para que a população seja bem informada e possa se prevenir e entender a gravidade do problema. Um alerta que temos feito com ênfase é sobre o uso crescente do cigarro eletrônico entre os jovens. Muitos afirmam que ele é menos prejudicial à saúde, mas a ciência afirma que o vapor inalado contém substâncias cancerígenas. Dar visibilidade às informações verídicas salva vidas”, argumenta a presidente.

A prevenção da saúde do pulmão passa pelo acompanhamento médico, assim como pela atenção aos fatores que interferem diretamente no surgimento de um tumor, de acordo com Igor Morbeck, oncologista e membro do comitê científico do LAL. “A exposição passiva ao tabaco, histórico familiar de câncer de pulmão e avanço da idade são alguns dos fatores que devem ter a atenção no tocante a prevenção. Além disso, exposição recorrente a altos níveis de poluição do ar, gás radônio e amianto — encontrado em locais de atividades de mineração — também são considerados fatores de risco”, afirmou o oncologista rebatendo o mito de que só desenvolve câncer quem é fumante.

“Apesar do fumante ter 20 vezes mais chances de desenvolver a doença, hoje, os consultórios médicos já registram índices próximos a 20% dos novos casos em pacientes que nunca fumaram. Isso reforça a necessidade do diagnóstico precoce e do conhecimento específico da doença, para elevar o potencial de cura” reforça Morbeck.

O diagnóstico precoce, aliado a um tratamento adequado, aumenta as chances de cura, segundo Morbeck. Uma pesquisa do Instituto Nacional do Câncer no Estados Unidos revela que 55,2% dos pacientes que obtiveram um diagnóstico da doença ainda localizada alcançam uma sobrevida de 5 anos ou mais. “Com a radiografia do tórax, um exame simples, é possível detectar a presença do tumor e combater seu desenvolvimento. Para isso, é imprescindível a ida frequente ao médico ou ao posto de saúde, para acompanhamento da saúde dos pulmões”.

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Marlene destaca o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) no processo de detecção e combate à doença. “Sem um sistema de atendimento qualificado não conseguiremos reduzir as taxas de incidência no país. É imprescindível que o SUS seja o foco das políticas públicas quando o assunto é prevenção e diagnóstico precoce. Nossa luta é por criação de políticas públicas que deem suporte ao SUS para que ele atenda plenamente a demanda da população”, finalizou.

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