Igualdade de gênero na ciência – evento pauta importância das mulheres para a qualidade das pesquisas científicas; conteúdo segue disponível

Pesquisadoras de países latino-americanos apresentaram cenários da presença de mulheres em carreiras científicas, apontando problemas de falta de representatividade

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Realizado no formato online entre 15 e 23 de setembro, o Gender Summit, evento internacional que pela primeira vez teve foco no Brasil e América Latina, colocou em destaque, por meio de dados e evidências, a importância das mulheres para a qualidade da produção científica.

Organizado por British Council, CNPq e Portia, o Gender Summit reuniu instituições de ensino superior e pesquisa científica, órgãos de governo e organizações multilaterais. Ao longo de seis dias, mais de 60 pesquisadoras e pesquisadores de países das Américas, Europa, Ásia e África compartilharam informações sobre a importância da presença e valorização das mulheres para a qualidade dos resultados das pesquisas científicas.

Os benefícios da igualdade de gênero para a qualidade da produção científica foram esmiuçados nas apresentações do Gender Summit, que demonstraram os impactos positivos da diversidade de gênero na elaboração do conhecimento científico, resultando em benefícios para a sociedade e avanços no entendimento de questões de diferentes âmbitos da vida humana e de desafios ambientais.

Pesquisa do British Council divulgada no Gender Summit revelou que, embora a região da América Latina e do Caribe mostre resultados melhores do que a média mundial em termos de paridade de gênero entre pesquisadores, ainda existem barreiras fortes e diferentes que impedem as mulheres de alcançar os níveis mais altos da carreira científica.

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Ainda de acordo com o estudo, as mulheres são grandes contribuintes para as publicações no Brasil: 51% dos autores de publicações científicas são mulheres, enquanto 40% dos 10% principais dos autores mais produtivos são mulheres.

O número de alunos matriculados no Ensino Superior no Brasil, de acordo com as informações mais recentes é de 8.450.755 estudantes, sendo 57,0% mulheres e 43,0% homens (INEP, 2020). 18%, 8% e 2% das mulheres brasileiras estão cursando bacharelado, mestrado e doutorado, respectivamente. No Brasil, embora as mulheres sejam maioria entre os alunos de graduação e de doutorado, sua subrepresentação começa no nível de docência universitária e a lacuna aumenta à medida que os cargos de liderança aumentam e se tornam mais políticos. Segundo os dados, nos cargos políticos mais elevados em Ciência e Tecnologia, a representação feminina no Brasil é de apenas entre 0% e 2%.

“O British Council tem o objetivo de promover a importância da diversidade de gênero para o desenvolvimento da excelência da pesquisa científica, evidenciando que é fundamental incentivar o interesse de meninas e mulheres pela ciência, ”, afirma Vera Oliveira, gerente sênior de educação superior do British Council. “Acreditamos na importância de aproximar pesquisadoras e pesquisadores, instituições de pesquisa, empresas e organizações que produzem dados que mostram como a representatividade das mulheres na ciência é benéfica para toda a sociedade. Esses esforços devem continuar para além do Gender Summit”, conclui Oliveira.

O público pode conferir gratuitamente as palestras e mesas de discussão do Gender Summit pelas próximas quatro semanas. O conteúdo está disponível aqui.

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