Arte para celebrar a rua é o tema da segunda edição do Território Corpo

Centro Cultural Vale Maranhão leva para as ruas do Centro de São Luís uma programação com performances, oficinas de dança e intervenções urbanas 

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O Centro Cultural Vale Maranhão realizará, de 13 a 23 de outubro, a segunda edição do Território Corpo. Criado em 2020 pelo artista Calu Zabel, o programa abre espaço para o fazer artístico, promovendo novas experiências e formas de pensar a dança, o teatro, o corpo e a performance; e, também, possibilitando o diálogo sobre as relações entre corpo, arte e sociedade a partir de diferentes perspectivas, reunindo artistas maranhenses, de outros estados brasileiros e de outros países.

Neste ano, a programação expande seu alcance e celebrará a rua enquanto espaço de criação e experiência artística, onde artistas e público produzem conexões e trabalhos que tratam de temas urgentes e atuais. Serão oficinas, performances e intervenções urbanas acontecendo pelas ruas do Centro de São Luís.

A rua foi o tema escolhido para a segunda edição do programa por ser um espaço democrático de criação. “É onde as mais diversas conexões com a arte se estabelecem. Há uma pluralidade estética própria da rua, onde corpos fazem morada, habitam fluxos urbanos, compõem arquiteturas e perpassam pelo campo do material e do imaterial. Existe uma beleza na existência que só acontece no encontro com a rua”, afirma o professor e diretor teatral Abimaelson Santos, que assina a curadoria da programação de 2021 ao lado de Calu Zabel.

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Intervenções urbanas e performances com artistas maranhenses e de outros estados

O ator Erivelto Viana apresentará o trabalho Caminho, que integra a pesquisa do artista sobre ancestralidade e as linhas da Umbanda. A performance desenvolvida pelo artista será iniciada em frente ao CCVM e seguirá em direção às ruas e encruzilhadas do Centro Histórico.

Uma das intervenções urbanas será realizada pela atriz cearense Lidya Ferreira. Revela-se/Rebela-se convida mulheres a se enxergarem com outros olhos, fugindo dos estereótipos impostos pela sociedade, a partir da criação de três fotografias compostas com objetos propostos pela atriz, que remetem à maternidade, feminino e o corpo na cidade. O trabalho será realizado na praça João Lisboa.

Também compõem a programação a atriz Áurea Maranhão com a performance Mergulho III; Leônidas Portela com Couraça; Wilka Sales com No pôr do sol, a cigarra voa reto; Coiote Cego de Pedro Galiza; Lucas Länder com Permanência_Impermanência; e uma performance da artista chilena Andrea Guzman.

Oficinas de dança e residências artísticas na paisagem urbana de São Luís

Entre as oficinas, a cultura ballroom é um dos destaques, levando para praças do Centro o ritmo e movimentos do voguing, estilo de dança surgido nos Estados Unidos, nos anos 60, que se popularizou entre a comunidade negra latino-americana LGBTQIA+, como forma de resistência e celebração da diversidade. Um desfile no estilo voguing pelas ruas do Centro encerrará a oficina, que será ministrada pelos pioneiros do movimento no Maranhão, Davi e Josy Negroni Blyndex.

Gilvan Santos Outsider, pioneiro do movimento krump em São Luís, ministrará a oficina de Afrobuck, que é a união de várias linguagens dentro das danças urbanas, e que expressa a força e o vigor de uma dança que restaura a integridade corporal e a ancestralidade por meio de vivências e movimentos do dia a dia.

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O professor do curso de Teatro da Universidade Federal do Ceará, Francis Wilker, será o responsável pela residência artística Encenação-paisagem: uma cena que reivindica o mundo a céu aberto, que irá propor um espaço de reflexão sobre as perspectivas poéticas do encontro entre cena e cidade, abordando conceitos e processos de criação com ênfase na dramaturgia do espaço urbano e nas possibilidades criativas a partir de aspectos como memória, arquitetura, fluxos e paisagem.

A criação em conjunto é o principal objetivo da oficina Trajetórias Desviantes, do Coletivo DiBando, onde indivíduos que se veem fora da estrutura padrão da sociedade poderão compartilhar experiências, projetar travessias e construir uma ação urbana coletiva.

As artes visuais serão representadas pelo lambe-lambe, com o artista Dinho Araújo ensinando como fotografia e performance interagem por meio da técnica de colagem, apresentando os diferentes tipos de papel e recursos de impressão disponíveis para a elaboração de um mural. Todas as oficinas e residência terão um momento de prática pelas ruas, praças e paisagens do Centro de São Luís. As inscrições estão abertas até o dia 08 de outubro, no site do CCVM (www.ccv-ma.org.br).

Além da programação que acontecerá nos espaços urbanos da cidade, quatro rodas de conversa serão realizadas virtualmente, reunindo artistas, educadores e moradores do Centro de São Luís para conversas sobre processos, vivências e a influência da rua na construção artística que vivenciamos. Confira a programação completa abaixo:

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13/10 

  • 9h – Oficina Trajetórias desviantes – Coletivo DiBando 
  • 11h – Performance Caminho – Erivelto Viana – Em frente ao CCVM
  • 15h – Início da residência artística Encenação-paisagem: uma cena que reivindica o mundo a céu aberto com Francis Wilker 
  • 17h – Performance Couraça – Leônidas Portela – Na escadaria da Igreja da Sé

14/10

  • 15h – Performance Coletivo DiBando
  • 19h – Conversa Aberta Viver a cidade – olhares e experiências no centro de São Luís, com: Maria de Jesus (Dijé), Jandir Gonçalves e Vicente Martins Jr. Apresentação e mediação: Ubiratã Trindade

15/10

  • 15h – Oficina de dança AfroBuck
  • 17h – Performance Mergulho III – Áurea Maranhão, no Largo do Carmo
  • 19h – Conversa Aberta Poéticas do Urbano – o fazer artístico na paisagem, com Francis Wilker, Leônidas Portella e Lucas Länder. Apresentação e mediação: Abimaelson Santos.
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16/10

  • 14h – Oficina de Lambe, em frente ao Chão SLZ
  • 15h – Performance Afro Buck 

19/10

  • 17h – Performance No pôr do sol a cigarra voa reto, com Wilka Sales 
  • 19h – Conversa Aberta Rua das mulheres, com Valda Lino, Andrea Guzmán Jerez e Lidya Ferreira
    Apresentação e mediação: Rose Panet.

20/10

  • 15h – Oficina Matrake, com Davi Blyndex e Josy Negroni Blyndex
  • Intervenção urbana Permanência_Impermanência, de Lucas Länder, na Praça Deodoro, na Avenida Beira-mar em frente ao Palácio dos Leões e na frente do cemitério da Madre Deus

21/10

  • 11h – Performance “Coiote Cego” de Pedro Galiza, no Largo do Carmogo do Carmo
  • 16h – Performance Matrake
  • 19h – Conversa aberta Conversas sobre a rua: corpo, imagem e performance, com Áurea Maranhão, Pedro Galiza, Wilka Sales e Erivelto Viana. Apresentação e mediação: Calu Zabel

22/10 

  • 11h – Intervenção Urbana Revela-se/Rebela-se!, com Lydia Ferreira, na praça João Lisboa
  • 16h – Performance de Andrea Guzman 

23/10

  • 14h – Ação da oficina de Lambe
  • 15h – Ação final da residência artística com Francis Wilker 

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