Prejuízo com depredação e roubo de cabos e equipamentos nos poços de abastecimento de água em Paço do Lumiar e São José de Ribamar chega a R$160 mil e traz impacto negativo para as comunidades

Mesmo localizada quase que totalmente no espaço subterrâneo, a rede de abastecimento de água e esgoto também é alvo de vandalismo. As partes aparentes que compõe o sistema de abastecimento são constantemente roubadas ou depredadas por vândalos.

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Por mês, são substituídos diversos tipos de equipamentos necessários para o bom funcionamento da distribuição de água e coleta de esgoto, dentre eles: mais de 870 metros cabos de cobre, 85 hidrômetros, tampas de PVs (bueiros), bombas, diversos componentes elétricos, e até portões de entrada de poços e estações de tratamento, gerando um custo de mais de R$ 100 mil, incluindo os gastos com a instalação e mão de obra. Outro problema enfrentado é a constante violência, intensificada pela pandemia, que sofrem os leituristas e demais funcionários das áreas que atuam em campo. Só em 2021 foram mais de R$ 40 mil em aparelhos de celular e tablets roubados e diversos boletins de ocorrência gerados por violência física aos agentes de campo da concessionária.

Os números foram levantados pela BRK Ambiental, responsável pelos serviços de água e esgoto em Paço do Lumiar e São José de Ribamar. Além dos prejuízos, esses equipamentos depredados ou roubados representam um risco iminente de acidentes, impactando diretamente no fornecimento da água nas comunidades que são abastecidas por esses ativos.

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Grande parte dessas ações são registradas nas áreas mais afastadas dos centros urbanos, em bairros periféricos e com menos circulação de pessoas. “A substituição destes equipamentos gera um custo significativo e uma movimentação de equipes, que poderiam ser revertidos para a modernização e ampliação do sistema de abastecimento de água tanto em Paço do Lumiar como em São José de Ribamar. Em alguns trechos, o desabastecimento causado por falta de cabos, por exemplo, torna ainda maior o impacto destas ações, deixando comunidades inteiras sem água”, informa o gerente operacional da BRK Ambiental no Maranhão, Jefferson Alves, pontuando que a responsabilidade pelo uso correto das redes de água ou esgoto e a preservação de poços e reservatórios, também é da população, cabendo às concessionárias a manutenção preventiva e corretiva dos sistemas.

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