Homenagem aos 87 anos de João da Vale acontece nesta quinta-feira (14)

A homenagem contará com sanfoneiros nas janelas de casarão em São Luís

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O evento “Pisa na Fulô, Forró na Janela” é uma homenagem aos músicos João do Vale e Luís Gonzaga. Ele irá acontecer nesta quinta-feira (14), a partir das 18h00 e contará com a participação do grupo de forró Pé no Chão e mais 10 sanfoneiros que se apresentarão nas janelas do sobrado na Rua Portugal, nº 285, além de outras surpresas.

A homenagem promovida pela Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (FUMPH) e da Secretaria Municipal de Cultura (SECULT), em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Tributo ao Rei do Baião, realizará uma celebração do forró com os seus detentores, em um ato com o objetivo de fortalecimento dessa importante manifestação cultural em processo de patrimonialização pelo Iphan.

A ocasião associa essa celebração popular à comemoração do aniversário de nascimento do maranhense João do Vale, que completaria 87 anos de idade em 2021, e também como uma prévia do XVII Tributo ao Rei do Baião, que acontecerá em dezembro deste ano.

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É de origem maranhense, do município de Pedreiras, o autor de Pisa na Fulô, música conhecida em todo o Brasil. Quando escreveu a canção ainda nos anos 1950, em parceria com Silveira Júnior e Ernesto Pires, João do Vale, não poderia imaginar que a canção se tornaria um dos hinos do chamado forró tradicional. Se estivesse vivo, esse célebre autor de canções representativas do que hoje conhecemos como “Região Nordeste” poderia contribuir para a pesquisa sobre as denominadas Matrizes Tradicionais do Forró.

O Maranhão, estado natal desse expoente da Música Brasileira, estará contemplado nesse estudo, sendo uma das etapas do processo de Registro para avaliação do ritmo musical como Patrimônio Cultural do Brasil.

Esta pesquisa vem reunindo diversas fontes e dados referentes aos diversos gêneros musicais (como o baião, xote, xaxado, arrasta-pé, rojão), às festas, aos modos de fazer instrumentos tradicionais e aos lugares de referências sociais e culturais vinculados às matrizes forrozeiras, aprofundando os estudos sobre o que seriam essas “matrizes” e sua complexidade. Faz parte, assim, da instrução técnica do processo de Registro das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil, iniciada em 2015 e realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), encontrando-se atualmente em estágio final a ser concluído com a produção de seu Dossiê de Registro.

Em todo esse processo, vem sendo de suma importância a participação ativa dos diversos agentes (músicos, compositores, poetas, dançarinos, instrumentistas, artesãos, pesquisadores, produtores culturais, entre muitos outros vinculados ao termo “forró”, e o diálogo realizado para as discussões das questões relacionadas à instrução do referido registro a endo o estado de origem de João do Vale, o Maranhão vem participando desse processo, por meio da identificação dos grupos de forrozeiros e de aspectos que marcam o vínculo com as referências mais gerais do “forró”, assim como suas especificidades.

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Na capital São Luís, o forró é pulsante em diversas épocas do ano e principalmente nas festividades de São João. Já no interior, acontece anualmente a festa do Forró em Pedreiras, em homenagem a João do Vale, e em Lucindo, povoado do município de Poção das Pedras, a Festa é dos Sanfoneiros, reunindo tocadores de todo o Estado.

Considerando a importância e a valorização que encontramos no “forró” produzido em terras maranhenses, sobretudo no tocante aos lugares especiais de festa, aos aspectos musicais e rítmicos peculiares e ao legado de referências musicais, desde João do Vale aos grupos de forrozeiros de hoje, a Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico, Secretaria Municipal de Cultura e a Secretaria Municipal de Turismo, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, com o apoio do Tributo ao Rei do Baião, realizará uma celebração do forró com os seus detentores, em um ato com o objetivo de fortalecimento dessa importante manifestação cultural em processo de patrimonialização pelo Iphan.

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