Clínica São Francisco: Mãe de Jorge Luis continua lutando por justiça pela morte do filho

Após o caso de Francisco Osvaldo ser atendido pela defensoria pública do Maranhão, vários casos estão vindo a público. A família de Jorge Luis Oliveira Junior continua lutando para conseguir justiça ao jovem que morreu após ser atendido pela Clínica São Francisco Neuropsiquiatria.

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O jovem Jorge Luis Oliveira Junior foi atendido pela Clínica São Francisco no dia 25 de janeiro de 2014. Na época, o jovem tinha 18 anos e foi internado por ser dependente químico e precisaria ser desintoxicado. Foi entregue lúcido fisicamente saudável, somente com sinais de agitação. O prazo para visita foi somente após 15 dias na clínica.

Jorge Luis ficou internado somente 06 dias. Quando no dia 31 de janeiro de 2014, já de noite, foi encontrado na rua por um amiga da mãe do jovem que morava perto da Clínica.

“Essa minha amiga me liga, dizendo que ele (Jorge Luis) estava muito mal e cuspindo sangue pesado da boca. A boca dele estava horrível, toda comida”, relata a Val Gomes, mãe do jovem Jorge Luis.

Jorge Luis foi encontrado já com ferimentos e marcas de tortura, tendo até mesmo a língua corroída por algum tipo de ácido, fazendo com que Jorge cuspisse sangue misturado com saliva, uma situação que mãe nenhuma gostava de presenciar.

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Diante dessa situação, no dia 01 de fevereiro de 2014, Val Gomes levou seu filho para o Hospital Socorrão 2, onde Jorge acabou entrando em coma. No dia 22 de março de 2014, Jorge Luis acabou falecendo, por motivo de traumatismo craniano e queimadura na língua. O mesmo foi entregue à família para sepultura, sem ao menos passar pelo IML para relato de autópsia.

Val Gomes ainda foi na Clínica São Francisco antes de Jorge Luis falecer, querendo informações sobre o caso dele.

“Eu fui lá na Clínica perguntar sobre o Jorge Luis, para saber o que eles iriam me falar. Só disseram que ele tinha fugido. Falaram que tentaram ligar para mim, mentindo que eu não atendi. Então mandei me ligarem agora, porque meu telefone é ligado 24 horas”, declarou Val Gomes.

A mãe de Jorge Luis, em 2014, ainda correu atrás para registrar um Boletim de Ocorrência, porém a delegacia de São Luís (no Bairro da Cidade Operária) e de São José de Ribamar (no Bairro Jardim Tropical) ficavam jogando uma para a outra, se negando a fazer o Boletim de Ocorrência. Sem conseguir fazer o B.O, Val Gomes procurou a Defensoria Pública, onde não conseguiu o auxílio que tanto necessitava.

“A Clínica São Francisco nem sabe que meu filho morreu. O interesse deles foram tão grande, que nem sabem que morreu. Se eu tivesse ido lá, eu teria feito merda. Por isso nem avisei a Clínica. Mas fui na Defensoria Pública depois que ele morreu. Fui atrás. Não adiantou, ele viraram as costas pra gente, parece que são tudo comprados”, lamentou Val Gomes.

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Jorge Luis deixou uma filha que na época tinha menos de 1 ano de vida e que inclusive também é órfã de mãe. Não há investigações sobre o caso até o momento

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