Braide entra na justiça contra o trabalhador do transporte coletivo

O Prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), entrou na justiça para boicota os trabalhadores dos transporte coletivo que estão lutando pelo seus direitos. A justiça determinou nesta terça-feira (19), que mesmo com a greve, tenha a circulação de 90% da frota do transporte público em São Luís.

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A categoria reivindicam 13% de reajuste salarial; jornada de trabalho de seis horas; ticket alimentação no valor de R$ 800,00; manutenção do plano de saúde; além da inclusão de um dependente e a concessão do auxílio creche para trabalhadores com filhos pequenos.

Enquanto a Prefeitura de São Luís está contra o trabalhador, Eduardo Braide foi a justiça para boicotar o direito a greve desses nobres trabalhadores que deram a vida durante a pandemia. Os cidadãos de São Luís queria essa rapidez em correr atrás dos interesses de terceiros em questões como educação, que centenas de escolas municipais estão paradas, ou até mesmo em garantir transporte realmente de qualidade, que só em nesse ano, dois ônibus pegaram fogo no meio da cidade.

Conforme o site da Prefeitura de São Luís, a justiça determinou – tanto ao Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA) quanto ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) -, que:

a – Garantam o percentual mínimo de 90%) da frota de ônibus em funcionamento, em todas as linhas e itinerários e em todos os horários, com os respectivos motoristas e cobradores em todos os horários; 

b -Não haja coação ou impedimento aos trabalhadores que não queiram aderir ao movimento de trabalhar;

c – Não haja bloqueio das entradas/garagens das empresas prestadoras de serviço de transporte público municipal;

d – Não seja praticada qualquer tipo de greve, tal como “greve branca”, “operação tartaruga”, “greve de zelo”, “greve de ocupação”, “greve ativa”, “greve intermitente”, “greve seletiva” ou qualquer outra que venha a prejudicar a prestação do serviço público.

Em caso de descumprimento das medidas, a Justiça do Trabalho estabeleceu multa diária de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) ao STTREMA e ao SET.

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