ALVORADA – Paisagens e Memórias Sonoras- Circuito terá edições especiais em São José de Ribamar, Rosário, Alcântara e São Luís via Lei Aldir Blanc

Circuito terá edições especiais em São José de Ribamar, Rosário, Alcântara e São Luís via Lei Aldir Blanc, em comemoração ao Ano I de realização.

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Tem início essa semana o Circuito Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras, para celebrar o Ano I do programa criado e apresentado pela jornalista e DJ Vanessa Serra, com apoio técnico da Capella Sonorizações. Tal como sua essência, o programa terá gravações ao ar livre, com passagens pelas cidades São José de Ribamar, Rosário, São Luís e Alcântara (MA). A iniciativa será realizada com recursos da Lei Aldir Blanc, através do edital Fomento à Cultura, SECMA, 2021.

A primeira cidade a ser visitada pelo Circuito é São José de Ribamar nesta terça-feira, 16. São José de Ribamar é uma cidade cercada de belezas naturais e respira religiosidade. Fica a 32km do centro de São Luís (MA). É conhecida como cidade santuário atraindo fiéis de todos os cantos do país. O local escolhido para a Alvorada é o coreto em frente a biblioteca pública municipal, situado na Rua de Santana, de frente para o mar. Começa às 7h da manhã, até às 9h.

A próxima cidade é Rosário (MA), a 75km da capital maranhense, conhecida pela produção dos seus artesãos com a cerâmica, pelas ruínas do forte de Vera Cruz, e pela força da cultura popular do seu povo. A edição acontece dia 18, quinta-feira, às 7h da manhã, no Complexo Ferroviário da antiga estação do município, que voltou a ser atrativo turístico e referência para a Cultura da cidade depois de sua restauração.  

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Depois será a vez da capital maranhense receber a Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras, que será realizada no terraço do auditório da Biblioteca Pública Benedito Leite, Centro histórico, reconhecida como uma das quinze bibliotecas mais bonitas do Brasil. Esta edição será no dia 22 de novembro, segunda-feira, às 9h da manhã, dia de Santa Cecília, exaltada como a padroeira da Música e dos Músicos.

Nesta ocasião, além da discotecagem 100% vinil, presente em todas as edições, a bela vista da cidade e dos rios Bacanga e Anil será moldura também para a realização de um show com convidados especialíssimos.

A performer Adriane Bombom, a cantora Rose Maranhão, Arlindo Carvalho Trio e o Mestre Josias Sobrinho participam desta edição, que ainda haverá um momento de coroação da Alvorada homenageando mulheres de grande expressão que tiveram contribuição fundamental para que esta iniciativa tivesse continuidade nesta travessia dos momentos difíceis de crise social e econômica em virtude da pandemia. São elas: jornalistas Larissa Corrêa e Suzana Fernandes, as professoras Sandra Passinho e Káty Morais e a cantora e colecionadora de discos Lenita Pinheiro.

O encerramento do Circuito acontece em Alcântara – MA no dia 23 de novembro, terça-feira, às 7h da manhã, no largo da Igreja de São Benedito, tendo a participação especial de um grupo da nova geração de caixeiras do Divino, liderado por Karina Pinheiro.

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A programação do Circuito Alvorada é aberta ao público. Todo o registro será editado em vídeo a ser transmitido pelo YouTube, em data a ser divulgada ainda.

ALVORADA – O nascer das manhãs, o começar do dia, a sensação festiva de despertar com oração e música definem o que é uma Alvorada. Uma tradição muito popular entre os devotos que participam de festejos religiosos e da cultura popular como a festa do Divino Espírito Santo realizada, anualmente, em diversos locais do Estado. Essa foi a inspiração para o programa dominical Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras, realizado toda semana e exibido pelas redes sociais, sempre a partir de 7h da manhã.

Alvorada também é título de uma das músicas mais emblemáticas do samba brasileiro de autoria de Cartola. Faz parte dos versos da canção de Paulinho da Viola “Foi um rio que passou em minha vida” onde diz: “O samba trazendo alvorada/Meu coração conquistou”. É ainda tema dos versos de domínio popular ecoado pelas caixeiras do Divino, registrados também no antológico disco do bumba-meu-boi de Laurentino, sotaque de zabumba, nos anos 70.  

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O programa teve sua primeira edição no primeiro domingo de maio no ano passado, e a cada semana, foi se fortalecendo com a presença do público apreciador, e tornando mais leve os tempos de isolamento por conta da pandemia do Covid – 19. Tornou-se como uma válvula de escape e fortalecimento de nossas esperanças, com estímulo das boas recordações e resgate da memória musical afetiva. As músicas que costumávamos ouvir nas vitrolas da casa de nossos pais, avós, tios; lembranças de uma boa infância e juventude em cidades do interior do Maranhão onde se ouvia música através das rádios AM ou sistemas de alto falantes.

Tudo isso é base ao que é realizado no programa Alvorada, com discotecagem 100% vinil, legitimando esse rico patrimônio cultural imaterial brasileiro.

Todo o repertório é formado por clássicos da Época de Ouro da produção fonográfica brasileira, sob os gêneros choro, samba, samba-canção, moda de viola, romântica, tropicália, rock rural, bossa nova, romântica, jovem guarda e bolero dos anos 40, 50, 60, 70, 80 e início de 90. Tem início com a audição de um concerto de Bach ou uma salva de caixeiras do Divino Espírito Santo, seguido das demais músicas e homenagens escolhidas para a semana. Há sempre um destaque para a produção regional, com clássicos de manifestações e artistas do cancioneiro maranhense.

É potencializada, principalmente, por conta de sua interatividade, onde todos os que assistem são motivados a participar com depoimentos e alôs através do chat. Cada um com suas histórias de vida, lembranças e momentos especiais que são por muitas vezes, compartilhados espontaneamente, ocasionando novas amizades e afinidades entre os participantes.

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O programa tem como estética principal ser sempre realizado ao ar livre. Geralmente, ocorre no quintal de um sítio onde mora sua idealizadora e apresentadora, situado no Itapiracó (que fica na divisa dos municípios de São Luís e São José de Ribamar, MA). Mas já houve também edições pontuais na ecopousada Maré de Atins, em Atins; na pousada Cajueiro, em Santo Amaro; localidades do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, e no quintal do estúdio Zabumba Records, em São Luís (MA).

Além do resgate de obras e autores, este trabalho alimenta bons sentimentos, lembranças, emoções e a autoestima através de paisagens sonoras. Estimula a comunicação, permitindo o contato direto ao diálogo, a interação, tem como linguagem a afetividade, sendo capaz de contribuir no crescimento como ser humano e profissional, reunindo cada vez mais um público orgânico, heterogêneo, fiéis consumidores.

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