Vem aí Encontro Nacional e Internacional de Mulheres na Roda de Samba

São Luís do Maranhão fará parte dessa grande festa, tendo a capital como vitrine aos talentos locais femininos no Samba, no próximo dia 11 de dezembro.

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Garra, força e representatividade! Vem aí a quarta edição do Encontro Nacional e Internacional de Mulheres na Roda de Samba que será realizado no próximo dia 11 de dezembro, sábado, em 27 cidades do Brasil e 10 no exterior – Paris, Roma, Lisboa, Tóquio, entre outras. A iniciativa é idealizada pela cantora Dorina Barros e tem a proposta de celebrar todas as genuínas rodas de samba femininas de todo o país e do mundo. 

O Maranhão fará parte dessa grande festa, tendo a capital como vitrine aos talentos locais femininos no Samba. A Roda vai acontecer no Novo Butikin, situado no Centro Histórico, e terá um tempero especial, pois, o Encontro Nacional e Internacional de Mulheres na Roda de Samba vai homenagear a conterrânea, grande intérprete brasileira, Alcione Dias Nazareth, a diva “Marrom”, como é carinhosamente chamada, uma unanimidade como referência do samba feminino brasileiro.

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O Encontro Nacional e Internacional de Mulheres na Roda de Samba chegou à quarta edição e, pelo terceiro ano consecutivo, São Luís do Maranhão estará representada entre as 37 cidades do Brasil e do exterior, com a coordenação de Rose Carrenho, fundadora do grupo As Brasileirinhas, o primeiro grupo de samba, exclusivamente, feminino, do Brasil. Helô Santana e Chris Santana também integram a coordenação.

Um precioso ‘line up’ compõe a programação, tendo, Anastácia Lia (cantora e compositora), Andréa Frazão (cantora e compositora), Alessandra Santos (cantora e compositora), Alessandra Loba (cantora e compositora), Rose Maranhão (cantora), Gisele Padilha (cantora e compositora), Luciana Pinheiro (cantora e compositora), Paulinha Trindade (percussionista e baterista), Lia lobato (instrumentista), Mary Bass (instrumentista), Eline Cunha (instrumentista), Noely Moura (percussionista), Jéssica Martins (percussionista), Loren Correa (instrumentista e compositora), Hianne Pimenta (percussionista), Adriana Soraya (instrumentista), Amora (instrumentista) como as estrelas desse espetáculo. Todas as artistas têm carreiras artísticas independentes e de grande projeção no cenário local. O repertório será todo marcado por músicas autorais e também clássicos do cancioneiro popular nacional e maranhense, composições de Patativa, Cristovão Alô Brasil, Zé Pivó, Josias Sobrinho, Cesar Teixeira e Chico Maranhão, e também os sucessos na voz de Alcione terão destaque. A direção musical é de Chris Santana.

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Aos intervalos haverá participação da DJ Vanessa Serra, que, através do seu trabalho, contribui com a legitimação da equidade de gênero, através do seu protagonismo feminimo, na discotecagem e Cultura do Vinil no Estado.

A produção é de Dalila Sousa e Giselly Fernandes, e fotografia de Magali Melo.

A Roda de Samba executada por artistas mulheres será transmitida, como sempre, pelas redes sociais, simultaneamente, num grande encontro presencial e virtual, no Brasil e no exterior.

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Este mesmo grupo realizou recentemente o projeto das “Mulheres na Roda de Samba –  São Luís” com incentivo da Lei Aldir Blanc, através do edital de fomento a projetos culturais da Secretaria de Cultura do Maranhão, 2021, fundamental para a movimentação da cadeia produtiva local nesse momento de retomada da crise econômica em virtude da pandemia do Covid-19.

A saber o samba começou como um gênero predominantemente masculino. Mas grande parte do sucesso desses sambistas coube às vozes de mulheres que revitalizaram o samba com muita suavidade e emoção. Clementina de Jesus, Jovelina Pérola Negra e Dona Ivone Lara formaram a tríade do samba carioca, vozes legítimas da raiz africana no Brasil. Com Clara Nunes o samba arrebatou-se com a força da mulher e segue seu destino até hoje nas vozes de Beth Carvalho, Alcione, Leci Brandao, Mariene de Castro, Nilze Carvalho, entre outras.

“Nesse ambiente até então exclusivamente masculino, o papel de mulheres que se tornaram pioneiras no samba é mais que necessário ser celebrado, como missão!”, ressalta Rose Carrenho.

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