Mobilidade urbana como instrumento de desigualdade social

O planejamento adequado da mobilidade urbana pode ser um valioso instrumento de inclusão social e de redução das desigualdades sociais e econômicas que impedem o desenvolvimento do Brasil como nação. Pesquisas feitas por entidades sérias, como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mostram que a população de menor renda é ainda a que mais sofre com os problemas de mobilidade urbana. Segundo estudo do IPEA, essa realidade revela que os investimentos em vias e transportes são feitos de forma a beneficiar quem tem automóveis e mora perto do local de trabalho. “

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Priorizar investimentos em transporte individual em detrimento do coletivo produz distorções que limitam o alcance das populações periféricas ao transporte de qualidade e a serviços importantes, que geralmente se localizam em áreas distantes do local de moradia daqueles que mais necessitam, promovendo uma segregação invisível de oportunidades”, comenta Alysson Coimbra, diretor científico da Associação Mineira de Medicina do Tráfego.

Segundo estudo do IPEA, os mais pobres gastam quase 20% a mais de tempo do que os mais ricos no deslocamento para o trabalho. “Essa desigualdade, além de impactar na qualidade de vida, reduz a produtividade e impede, por exemplo, que uma significativa parcela da população possa se dedicar à busca de qualificação profissional, perpetuando um ciclo de desigualdade”, completa Coimbra.

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Investir em transporte público inclusivo e sustentável e no deslocamento coletivo é essencial para buscar a equiparação de acesso a serviços e oportunidades pelos mais vulneráveis. “O custo do deslocamentos no Brasil é muito alto. Quando isso se associa à falta de planejamento e integração de rotas, inviabiliza que milhões de brasileiros tenham acesso a cultura, saúde e emprego, por exemplo”, diz o diretor da Ammetra.

Segundo ele, o caminho do desenvolvimento é construir a mobilidade de uma forma inclusiva para todos. Enquanto privilegiarmos carros e as regiões mais ricas no planejamento urbano, continuaremos segregando a maior parte da população, justamente a que precisa de atenção maior do poder público. “Quando se prioriza o transporte individual, o preço das tarifas cresce e, com ele, amplia-se a desigualdade, na medida em que se nega a uma parcela da população o acesso à saúde, educação, cultura e emprego”, finaliza Coimbra.

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