UNICEF apoia dignidade menstrual para milhares de meninas em escolas municipais de São Luís

Mais de 19 mil absorventes entregues à Secretaria Municipal de Educação serão distribuídos, junto com a cartilha “Menstruação e outras coisinhas +”, em escolas públicas da rede municipal a partir de fevereiro de 2022

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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e seu parceiro implementador Fundação Justiça e Paz se Abraçarão (FJPA), por meio da parceria com SEMPRE LIVRE®️ e CAREFREE®️, entregaram mais de 19 mil absorventes à Secretaria Municipal de Educação de São Luís, na última sexta-feira (17/12), na sede da FJPA. Na ocasião, cartilhas sobre “Menstruação e outras coisinhas +” também foram oferecidas para fortalecer discussões sobre pobreza e dignidade menstrual em escolas públicas.

“A cartilha tem diversas informações sobre menstruação que vão desde o acompanhamento do ciclo menstrual até informações que refletem na autoestima, confiança e proteção de todas as pessoas que menstruam. É preciso trazer informações confiáveis aos adolescentes para que possam vivenciar seus ciclos menstruais de maneira natural, sem tabus, vergonhas ou dúvidas”, explica Rayanne França, oficial da área de Desenvolvimento e Participação de adolescentes do UNICEF, no Território Amazônico.

A entrega contou com a presença da primeira-dama de São Luís, Graziela Braide, vice-prefeita da capital maranhense, Esmênia Miranda, a secretária municipal de Educação de São Luís, Ana Caroline Salgado, e a secretária municipal adjunta de Ensino, Gusmaia Pestana, do diretor da Fundação Justiça e Paz se Abraçarão, Paulo Sérgio Estrella, e das jovens líderes do Coletivo Menina Cidadã. “Proteger direitos desde a perspectiva das meninas, integrando a proteção e a dignidade menstrual, é uma das estratégias mais felizes e engajadoras que temos feito em São Luís”, ressalta a chefe do escritório do UNICEF em São Luís, Ofélia Silva.

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“As doações que foram realizadas pelo UNICEF, em São Luís, são muito importantes para o combate à pobreza menstrual, principalmente, por se tratar de um problema que muitas pessoas ainda não conhecem. A gestão do prefeito Eduardo Braide tem se empenhado, por meio de políticas públicas e ações sociais, como as do projeto Cuidar+, em combater esse problema que é de saúde pública. E com essa doação, tenho certeza, que as nossas alunas da rede municipal de ensino se sentirão mais confortáveis e seguras com o seu corpo para realizar suas atividades do dia a dia”, destacou a primeira-dama de São Luís, Graziela Braide.

A previsão é que, em fevereiro de 2022, aproximadamente 23 escolas públicas municipais sejam beneficiadas com as doações. A parceria também prevê a realização de rodas de conversa organizadas pelas meninas líderes do Projeto Menina Cidadã, coordenado pela FJPA, em cada escola beneficiada, proporcionando debates entre meninas sobre dignidade menstrual, prevenção à violência baseada em gênero e empoderamento feminino. As rodas de conversa nas escolas ampliará o alcance do Projeto Menina Cidadã que, desde 2020, promove debates com meninas e estimula o surgimento de novas lideranças entre adolescentes e jovens.

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“Não é somente a doação. Nós estamos falando sobre política pública que de fato acontece e que pretende levar o assunto da pobreza menstrual para que meninas tenham conhecimento. Quando trazemos esse assunto, falamos sobre a formação de sexualidade, sobre conhecimento do próprio corpo, então, é algo muito maior. Essa parceria é importante para nós e pretendemos que outras aconteçam”, afirma a vice-prefeita de São Luís, Esmênia Miranda.

A entrega de absorventes pretende estimular o debate sobre os espaços de convívio onde meninas estão inseridas e que, portanto, fazem parte de suas experiências e transformações do seu corpo. A líder do Coletivo Menina Cidadã, Marília Silva, esclarece que a escola é um dos principais sistemas de aprendizagem e de estruturação da vida de meninas em idade menstrual. “O UNICEF tem nos ajudado bastante com a parceria dos absorventes. É maravilhoso ver as meninas felizes em recebê-los. Na escola, pedia para ir para casa e dizia que estava com dor de cabeça, pois sentia vergonha de falar que estava menstruada. Hoje é diferente, quando não tenho, peço emprestado ou levo na bolsa e isso é muito importante, pois a alegria das meninas é a minha alegria”, salienta.

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