Racismo: Jovem negra denuncia policiais após abordagem em São Luís

Um vídeo que está circulando nas redes sociais mostra Tainara dos Santos, de 22 anos, sendo abordada injustamente após suspeitarem dela e de dois pessoas de praticarem assalto. Mesmo após serem abordados e constatado que não estavam armados, foram impedidos de continuarem a viagem. Esse acontecimento foi justamente no dia 24 de dezembro, em São Luís, na avenida São Marçal.

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“Por que ele queria pegar pra ‘mim’ outro ônibus? Por que eu não podia continuar dentro do ônibus?? Ele calado, continuou, e o policial veio pegar no meu braço. E eu falei para o policial que ninguém ia me segura. Eu, descendo do ônibus, peguei e falei para o motorista: eu vou tirar uma foto do seu ônibus e vou te denunciar”, contorno Tainara.

O preconceito continuou quando foram seguidos pela política, mesmo seguindo o caminho certo. Tainara dos Santos ainda foi levada para a Delegacia da Vila Embratel, onde ficou quatro horas sem comunicação com a família. A polícia alega desacato.

Tainara dos Santos fez um boletim de ocorrência e buscou a Comissão da Verdade e Escravidão Negra da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA).

“Entendemos que o é porta de entrada para uma série de atitudes que convencionam muito com o biotipo da pessoa. Uma técnica muito perigosa que já resultou na morte de diversos tipos em vários, em vários Estados e em vários países”, afirmou Erick Moraes, presidentes de países da Comissão da Verdade e Escravidão Negra da OAB-MA.

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Em vídeos gravados na delegacia, a jovem grito por socorro. Já os oficiais de registro um boletim de ocorrência contra Tainara por desacato. Segundo o subcomandante do 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM), a conduta dos militares será investigada.

Os polícias mesmo com as gravações e o preconceito sendo compartilhado por todas as redes sociais, continua na ativa e na atividade operacional. O subcomandante da 9º BPM, Major Jefferson, apenas disse que o comando vai abrir um processo, uma sindicância, para apurar os fatos.

Não é um caso isolado, todo dia negros são abordados e tratados como desumanos, simplesmente por serem “suspeitos”. O racismo está impregnado dentro da nossa sociedade, onde acaba tornando esse tipo de abordagem seja “naturalizada” pela polícia. Não é de hoje que pelas mesmas razões, um negro ou até uma família de pessoas negras acabam morrendo pela polícia.

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Em 2019, a família Santos Rosa acabou sendo morta pelo exercito no Rio de Janeiro por serem suspeita. O Exército afirma que confundiu o carro dessa família negra com o de dois criminosos que tinham disparado antes contra os militares.

Sim, isso mesmo, a desculpa para atirar para matar foi essa. Enquanto a nossa segurança for regida por praticas racistas, que coloca o negro como suspeitos, casos como de Tainara dos Santos e da família Santos Rosa vão se repetir.

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