Toxoplasmose: não atire o pau no gato

Bichanos não são os vilões para a transmissão da doença, explica especialista

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Infecção de natureza crônica transmitida por um protozoário, a toxoplasmose é popularmente conhecida como a “doença do gato”. A má fama é injusta, conforme explica a médica veterinária do PetMania, Rayule Cristina.  “A possibilidade de transmissão de toxoplasmose para seres humanos pelo ato de tocar ou acariciar um gato é mínima”, disse.

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é transmitida na verdade pela ingestão de água ou alimentos contaminados, como carne crua ou mal passada. Frutas e saladas cruas, se não forem bem lavadas, também estão na lista de alimentos perigosos.  

A toxoplasmose é transmitida pelo protozoário Toxoplasma gondii. Em humanos, a doença pode ficar assintomática por anos ou causar sintomas leves como dores musculares e alterações no gânglios linfáticos. Em pessoas com imunidade comprometida, os sintomas podem ser mais severos, havendo o risco de desenvolvimento de toxoplasmose ocular ou cerebral. O risco é maior para as grávidas: nelas, a doença pode ser responsável por alterações no desenvolvimento do feto, como prematuridade, problemas neurológicos e de visão.

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A má fama dos bichanos em relação à doença vem do fato de que é no organismo dos felinos que o protozoário consegue completar o seu ciclo de vida. Gatos doentes com toxoplasmose eliminam ovos desse microorganismo junto com as fezes. A partir daí, pode ocorrer a contaminação de água, alimentos e outros animais. Mas o simples ato de brincar com um gatinho – ou até mesmo levar uma mordida ou arranhão – é insuficiente para transmitir a doença.

“Como eles têm hábitos de limpeza muito cuidadosos, não existe matéria fecal na pelagem de gatos clinicamente normais. Mordidas e arranhões também são vias de transmissão bem improvável, porque os transmissores dificilmente estão presentes na boca, saliva e unhas dos animais, mesmo naqueles casos de infecção ativa ou crônica”, explicou Rayule Cristina.

TRATAMENTO

Quem tem um animalzinho de estimação logo percebe quando algo não está bem. Observar alterações no comportamento dos gatos e procurar orientação especializada ao primeiro sinal de que há algo errado ainda é a melhor coisa a fazer, já que para o diagnóstico da toxoplasmose são necessários exames laboratoriais.

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“Os sintomas mais frequentes da doença nos gatos incluem depressão, falta de apetite, febre seguida de hipotermia, icterícia e falta de ar. O tratamento é baseado nos achados laboratoriais”, orientou a veterinária, destacando ainda que, se comprovada a doença, o animal precisará tomar antibióticos e outros medicamentos para aliviar os principais sintomas.

Mas, mesmo nos casos em que a toxoplasmose for comprovada, não há motivos para se desfazer dos gatinhos de estimação. No caso das fezes dos animais, a recomendação é para evitar o contato direto e fazer sempre o descarte adequado, para que não haja contaminação do meio ambiente. O cuidado deve ser intensificado com a higiene das mãos e dos alimentos. “O importante é lavar bem os alimentos e consumir sempre carnes bem cozidas ou bem assadas, bem como água filtrada. O hábito de lavar as mãos também faz parte do controle”, recomendou.

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