Saiba o que é fato e o que é fake na Anestesia Geral

A maioria das pessoas ainda possuem muitos medos e dúvidas quando o assunto é anestesia geral

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Nos primórdios da anestesia, quem precisava passar por algum tipo de procedimento cirúrgico consumia álcool para diminuir a consciência e com isso também as dores. Os mais ricos antes de 1846, quando foi utilizado pela primeira vez o aparelho inalador de éter para realizar uma cirurgia de maior porte, provocando a primeira anestesia geral em uma pessoa, faziam todas as cirurgias todas em casa, como é mostrado em séries e filmes no mundo todo. Isso acontecia por causa da fama que os hospitais tinham na época de serem lugares pouco seguros e com muitos riscos de infecção.

A anestesia geral é o estado de total ausência de dor e consciência. Mesmo sendo um procedimento razoavelmente simples e cercado de cuidados, a anestesia geral ainda reina no imaginário popular como algo perigoso, um risco de vida. Afinal, é seguro? É possível acordar de uma cirurgia? As medicações usadas previamente pelos pacientes podem interferir na anestesia geral? Essa e outras perguntas serão respondidas no formato de fato ou fake.

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Primeiros passos

Antes de tudo é preciso entender que a anestesia geral está intimamente ligada à condição de saúde do paciente, o ideal é que o profissional anestesiologista saiba sobre as doenças pré-existentes e alergias do paciente. Por isso, é tão importante a consulta pré-anestésica, nela é solicitado ao paciente, que vai se submeter a uma cirurgia, diversos tipos de exames para descobrir o real estado de saúde dele e se ele tem alergias às medicações mais comumente usadas em procedimentos cirúrgicos. Por recomendação da Sociedade Brasileira de Anestesiologia e do Conselho Federal de Medicina todos os pacientes que vão passar por uma cirurgia devem passar por essa avaliação pré-anestésica em procedimentos eletivos.

Segundo o Dr Plínio Cunha Leal, anestesiologista da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, as pessoas precisam perder o medo da cirurgia geral: “A gente precisa tirar da nossa cabeça esse mito de que a anestesia geral é algo perigoso, a gente tem que saber se ela se faz necessária para aquele tipo de procedimento cirúrgico e para aquele paciente em específico”, afirma o anestesiologista.

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Fato ou Fake

  • É fato ou fake que as medicações usadas pelos paciente podem interagir com as medicações anestésicas? FATO

Resposta do Dr Plínio Cunha Leal: Isso é uma dúvida muito comum dos pacientes: “Dr, eu vou ter algum tipo de alergia?” Existem dois questionamentos que são bem comuns dentro do consultório de avaliação pré-anestésica, por isso é tão importante o paciente passar nessa consulta pré-anestésica em cirurgias eletivas, antes da cirurgia. A primeira é em relação às alergias. Essas alergias precisam ser relatadas ao médico anestesiologista, porque em determinadas alergias, a gente consegue evitar o uso de medicações eventualmente feitas no período pré-operatório. Além disso, esses pacientes precisam fazer uma bateria de exames e testes alérgicos antes da cirurgia. E uma segunda questão é:  “- Dr, eu tomo uma medicação, essa medicação que eu faço uso para pressão, para diabetes, enfim para qualquer tipo de patologia. Elas podem interferir na anestesia?” A resposta é sim, as medicações podem interferir sim nas anestesia. Algumas medicações, elas podem ter alterações com as medicações anestésicas. Algumas precisam ser suspensas, algumas têm que ser mantidas, por isso que é tão importante, o paciente passar por uma avaliação pré-anestésica e a gente orientar. Algumas medicações tem que ser suspensas alguns dias antes, algumas tem que ser mantidas até o dia da cirurgia, então é importantíssimo. Aqui cabe frisar que você vai ser submetido a um procedimento eletivo, consulte o seu anestesista. Ele que vai garantir que todo o seu procedimento ocorra sem nenhuma intercorrência e da melhor maneira possível.

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  • A Anestesia Geral é perigosa? FAKE

Resposta do Dr Plínio Cunha Leal: Uma grande dúvida que os pacientes sempre tem é sempre a questão da anestesia geral. A primeira coisa que precisamos entender é que: existem procedimentos cirúrgicos diferentes e a anestesia que esse paciente vai ser submetido depende tanto do procedimento cirúrgico como das comorbidades que esse paciente possa ter. Uma paciente gestante normalmente é submetida a uma raquianestesia, porque o benefício dela ser submetida a essa anestesia que é aquela picadinha na coluna em que fazemos uma medicação para ela ficar anestesiada do abdômen para baixo e vai conseguir mexer os braços, vai ser mais segura para ela nessa situação. Porém, se essa mesma paciente tem alguns problemas de saúde como por exemplo algum problema cardíaco grave ou se ela tomar alguma medicação como um anticoagulante (substância que “grosseiramente” falando deixa o sangue mais fino) para ela paciente é mais seguro, em determinados momentos, fazer uma anestesia geral. A gente precisa tirar esse mito de que a anestesia geral é perigosa, a gente precisa saber, se ela se faz necessária para aquele tipo de procedimento cirúrgico e para aquele paciente em específico.

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  • É possível acordar de uma cirurgia? FATO (pode acontecer em algumas situações)

Resposta do Dr Plínio Cunha Leal: Isso é outro questionamento comum dos pacientes. Primeiramente precisamos saber qual é o tipo de anestesia que o paciente será submetido. É um bloqueio com sedação, ou seja, a gente vai fazer uma medicação para tirar a lembrança e ele perder o nível de consciência levemente ou essa sedação pode ser superficial, moderada ou profunda. Ou até mesmo ele pode ficar levemente acordado durante o procedimento como uma fratura de membro inferior que a gente faz uma raquianestesia da cirurgia para baixo ele fica sem se mexer e da cintura para cima ele pode manter os movimentos e a gente pode fazer uma sedação superficial para ele relaxar no procedimento e ele não saber o que está acontecendo no ambiente. Uma outra questão é na anestesia geral, por exemplo numa cirurgia de gastroplastia (mais conhecida como redução de estômago), o paciente precisa não lembrar, ele tem que ter analgesia (não sentir dor) e ele precisa também do relaxamento dos músculos para o cirurgião pode operar melhor e ele precisa manter a pressão e os batimentos cardíacos adequados durante o procedimento. Durante esse tipo de cirurgia, a gente tem que monitorar o nível de consciência desse indivíduo. Existem medicações hoje em dia bem seguras e existem dispositivos que a gente utiliza durante a cirurgia para a gente ver se esse paciente está dormindo ao não. Independente disso, um pequeno número de pacientes podem ter a chamada “recall”, ou seja, lembrar do que aconteceu durante a cirurgia mesmo que a gente faça todas as medicações, porém nós temos bastante segurança nas medicações que a gente utiliza e existem medicações específicas para que a gente faça uso no período perioperatório, ou seja, durante todo o momento ali do ato cirúrgico ou até mesmo antes do ato cirúrgico acontecer para evitar esses despertamentos durante a anestesia.

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