APAE de São Luís lança campanha interna de valorização da diversidade e combate ao preconceito e discriminação à pessoa com deficiência

Prestes a receber novos colaboradores com deficiência em seu quadro funcional, entidade sensibiliza todas as equipes com campanha educativa

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A APAE de São Luís é referência em serviços de Assistência Social, Educação (Escolarização, Educação e Qualificação Profissional e Inclusão no Mercado de Trabalho), Cultura e Reabilitação das pessoas com deficiência, além da oferta de diversos serviços de Saúde para a comunidade em geral, contando com convênios com o SUS / Sistema Único de Saúde) e com a Prefeitura de São Luís.

E para manter tudo funcionando a entidade conta com uma engajada equipe de colaboradores em diversas áreas, incluindo pessoas com deficiência, em sua maioria egressos da Escola Eney Santana, mantida pela instituição. Nesse próximo mês de março, a entidade vai receber 6 novos colaboradores com deficiência, que irão reforçar o time apaeano.

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Para melhor integrar todas as equipes, e atualizar conceitos sobre diversidade, foi lançada a “Campanha Interna de Valorização da Diversidade e Combate ao Preconceito, Discriminação e Assédio à Pessoa com Deficiência e Reabilitada”. Além de palestras de sensibilização, também está sendo produzida uma cartilha sobre o tema para ser compartilhada com todos. Afinal, na entidade que é responsável pelo apoio geral à pessoa com deficiência, o exemplo tem que começar de dentro. Na abertura da campanha, que contou com uma palestra de sensibilização voltada para as lideranças, a gestora da APAE de São Luís Christiane Diniz ressaltou que não basta ter cotas de inclusão profissional no mercado de trabalho ou acessibilidade física, como espaços com rampas para cadeirantes e banheiros adaptados. Isso é muito básico. É preciso ir além, e sensibilizar e educar os colegas para receberem de forma adequada o profissional com deficiência, evitando-se preconceitos, piadas ou mesmo o capacitismo, ato de tratar como inferior ou coitada a pessoa com deficiência. O mesmo vale para pessoas trans ou de diferentes etnias.

E mais, foi mostrado o quanto investir em diversidade no ambiente de trabalho é algo enriquecedor para a empresa, que poderá ter vantagens como um melhor clima organizacional, enriquecimento cultural do ambiente, maior produtividade, processos mais criativos e inovadores além de obter um valor de marca bem maior. Por diversidade entende-se um ambiente mais plural com variedade de perfis – pessoas com deficiência, de diferentes etnias e de diversos gêneros, incluindo-se LGBT´s.

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Vale lembrar que oficialmente há seis tipos de deficiências: Física, Intelectual, Intelectual Auditiva, Deficiência Visual, Surdocegueira e Deficiência Múltipla. Mas para todas elas vale o princípio de inclusão com respeito, começando pelo uso desses termos adequados para cada caso. Foi mostrado na palestra, que é errado usar termos como “pessoa com necessidades especiais”, “aleijado”, “inválido”, “especial”, “excepcional” ou mesmo “pessoa portadora de deficiência. O certo é dizer: Pessoa com deficiência, de modo geral. Ou de forma específica: mulher cega; homem surdo; jovem com deficiência intelectual etc… Sem pejorativos ou diminutivos.

Outra sensibilização feita para o time da APAE de São Luís foi sobre os termos corretos referentes à diversidade de gênero, ou LGBTQI+. A entidade deixou clara sua posição de respeito às escolhas pessoais de gênero, que devem ser respeitadas em todas as áreas, abolindo-se piadas e preconceitos no ambiente de trabalho, e fora dele. Não devem ser usados termos depreciativos como Gay, bicha, veado, sapatão entre outros em hipótese alguma. As recomendações de práticas positivas sobre diversidade incluem chamar pessoas trans pelo seu nome social, de acordo com o gênero com o qual se identificam. E na dúvida, basta perguntar como a pessoa quer ser chamada e considerada. Além do uso do banheiro de acordo com o gênero que a pessoa se declara.

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A capacitação fomentou também o respeito à diversidade étnica e a valorização de características sociais, raciais e religiosas diversas. Foi explicado ainda que é muito comum no imaginário popular a prática de preconceitos até mesmo inconscientes, como apontar pessoas negras como propensas à criminalidade; ou pensar que árabes são terroristas etc… Isso é racismo, crime previsto na Constituição Federal de 1998 e no Código Penal brasileiro.

“Além da mudança de mentalidade individual, é preciso educar o mercado e as empresas para se posicionarem de forma clara sobre questões como respeito à diversidade e o tratamento correto de pessoas com deficiência, de diferentes raças e de gêneros diversos. Todos merecem respeito e empatia, seja no ambiente físico de trabalho, seja nas redes sociais onde também é grande o preconceito para com esses grupos da sociedade”, reforçou o Presidente da APAE de São Luís, Sebastião Vanderlaan de Almeida Rolim.

Para reforçar o trabalho que foi iniciado nas palestras se sensibilização, a APAE de São Luís vai lançar uma cartilha educativa que será disponibilizada para todos os colaboradores, com os termos e posicionamentos adequados que devem ser usados para garantir um ambiente sempre respeitoso e inclusivo na instituição.

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