Diagnóstico precoce de doença renal crônica não é feito com frequência nos serviços básicos de saúde

A doença renal crônica afeta aproximadamente 10% da população adulta de todo o planeta. Apesar disso, é uma das doenças não transmissíveis mais negligenciadas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em estudo publicado nesta segunda (14) na revista “Cadernos de Saúde Pública”, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP) mostram que doença renal crônica é diagnosticada, com frequência, em estágios avançados da doença na atenção primária à saúde, o que mostra falhas no diagnóstico precoce da doença.

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A pesquisa analisou os prontuários de 1.066 indivíduos com, pelo menos, um fator de risco para a doença renal crônica atendidos entre novembro de 2019 e fevereiro de 2020 em 10 Unidades Básicas de Saúde na Região Metropolitana de São Paulo. Os pacientes apresentavam hipertensão, diabetes ou mais de 60 anos.

Os profissionais de saúde são capazes de identificar a doença renal crônica através da associação de indicadores que apontam alterações nas funções dos rins, como pressão alta, inchaço no corpo e níveis elevados de gordura no sangue, além de exames de creatinina sérica e proteinúria. Como essas respostas são fornecidas por exames laboratoriais acessíveis, o diagnóstico da doença é simples e barato. Quando a doença é identificada precocemente, é possível evitar complicações, como as que levam à necessidade de diálise.

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O estudo acompanha a tendência internacional e demonstra que o diagnóstico precoce da doença renal crônica precisa ser melhorado. O rastreamento por meio da creatinina sérica não foi observado em cerca de 20% dos pacientes, e aproximadamente 40% deles não foram testados para proteinúria. Entre os pacientes com a doença, apenas 16,8% tinham registro desse diagnóstico no prontuário, o que indica que a doença pode não ter sido reconhecida na atenção básica à saúde.

Os resultados demonstram a necessidade de planejar intervenções mais efetivas para diagnóstico precoce e controle da doença renal crônica. “O estudo foi importante para obtermos um cenário basal que norteie as intervenções para melhoria da qualidade”, afirmam Farid Samaan e Ana Maria Malik, autores do artigo em parceria com Danilo Euclides Fernandes, Gianna Mastroianni Kirsztajn e Ricardo de Castro Cintra Sesso.

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“Além disso, a pesquisa prestou-se a identificar as falhas de rastreamento de pessoas de risco para a doença renal crônica na atenção primária à saúde. Pudemos também observar a necessidade de ações para melhorar o controle das condições mais prevalentes na população adulta, isto é, a hipertensão arterial, o diabetes e a dislipidemia”, completam os pesquisadores.

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