Museu de Arqueologia e História Timbira da UEMASUL organiza a exposição étnica Tenetehara

A exposição étnica Tenetehara, organizada pelo Centro de Pesquisa em Arqueologia e História Timbira (CPAHT), estará aberta para visitação, no pátio da Universidade Estadual da região Tocantina do Maranhão (UEMASUL), em Imperatriz, a partir de segunda-feira (11), das 8 às 12h e das 14h às 18h. Ficará disponível aos visitantes até o final de abril, tem como um dos objetivos, desmistificar a data civil alusiva ao Dia do Índio. É a primeira exposição do povo Guajajara- Tenetehara a ser realizada pela instituição.

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A exposição irá apresentar a diversidade dos povos indígenas do Sul do Maranhão. Serão expostas fotografias, artefatos de uso cotidiano e simbólicos, como adornos das festas da Menina Moça, Festa dos Rapazes e Festa do Mel. 

A designação Tenetehara refere-se ao tronco linguístico Tupi, que se subdivide em Guajajara, localizado no Maranhão e Tembé, no Pará.  O nome Guajajara significa “donos do cocar” e Tenetehar, “somos os seres humanos verdadeiros”.  As famílias Guajajara-Tenetehara vivem em cerca de 140 aldeias, localizadas na Terra Indígena Araribóia, no município de Amarante, situado a 113 km de Imperatriz.   

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A coleta do material foi realizada na aldeia Novo Funil, que fica a 36 km do município de Amarante. Lá, vivem 15 famílias. A chefe de divisão de Etnologia do CPAHT, Aline Guajajara, faz parte da comunidade indígena e explicou como se deu a coleta. “Avisamos sobre a visita, explicamos para as lideranças e para a comunidade, o objetivo da exposição e toda a aldeia se mobilizou para ajudar na coleta dos materiais”, informou.

“Mostrar esse acervo é importante por conta do conhecimento. Sabemos que a maioria da sociedade ainda vê os povos indígenas como no tempo da colonização. Mostrar um pouco da aldeia, dos nossos artefatos, um pouco do que usamos no nosso dia a dia é uma forma de desconstruirmos pensamentos equivocados que a sociedade ainda tem em relação aos povos indígenas, para conhecer, valorizar e respeitar os povos indígenas”, ressaltou Aline Guajajara.

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A responsável pelo CPAHT, arqueóloga Danielly Morais Rocha Marques, informou que todo o acervo foi doado permanentemente para o museu, mas que a exposição será temporária. 
“No momento não temos espaço para abrigar essa nova exposição no museu, sendo que um dos objetivos é sensibilizar a comunidade para a necessidade de um espaço permanente sobre e para o povo Guajajara, que é considerado um dos povos mais numerosos do Brasil, se concentrando às margem oriental da Amazônia, todas situadas no Maranhão”, justificou Danielly Marques.

CPAHT

O CPAHT é um espaço destinado à pesquisa e preservação da cultura material e imaterial da Região Sul Maranhense. Fruto de estudos e pesquisas, consolidados pelo Núcleo de Estudos Africanos e Indígenas (NEAI), da UEMASUL, o museu tem o objetivo de incentivar e apoiar a produção e a difusão de conhecimentos nas áreas de Etnologia, Arqueologia, Educação Patrimonial e Cultura Popular.

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O museu fica localizado ao lado do prédio da UEMASUL, em Imperatriz. Funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. As visitas guiadas em grupos podem ser agendadas pelo e-mail: cpah.timbira@uemasul.edu.br ou pela conta do museu no Instagram: @museu_cpaht.

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