Radioamadorismo: a fidelidade e paixão que continuam dando vida à prática

 Pesquisador conta sobre a prática e como ela segue desenvolvida na atualidade

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Uma das formas de comunicação mais clássicas e antigas de nosso país, tem sua data comemorativa nessa segunda-feira (18): o Dia Mundial do Radioamadorismo, que é celebrado em lembrança ao marcante dia 18 de abril de 1925, oportunidade em que a União Internacional de Radioamadorismo (IARU) foi criada na França.

Os radioamadores foram os primeiros a testarem frequências altas e notarem os efeitos da rádio propagação, rompendo fronteiras globais de comunicação. No Brasil, há registros do começo dessas atividades na transição entre o século XIX e XX. A prática já teve um papel essencial de apoio e ajuda em desastres históricos no mundo, principalmente na ausência de redes telefônicas e internet, promovendo a solidariedade através de informações que já salvaram a vida em diversas comunidades.

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Geralmente, a pessoa que pratica o radioamadorismo tem a paixão pela técnica em equipamentos e no estabelecimento de uma rede de comunicação. O professor de Jornalismo do Centro Universitário Estácio São Luís e pesquisador em Comunicação, Paulo Pellegrini, conta que essa é uma iniciativa à margem do mercado e de índices de audiência, basicamente mantida por entusiastas, por isso segue sempre com força, dentro do seu nicho.

O radioamadorismo na atualidade

Com diversas possibilidades tecnológicas e facilidades de acesso a elas, surge a dúvida de como a prática está se mantendo na modernidade. Paulo conta que as novas tecnologias não configuram ameaça. “O avanço tecnológico proporciona oportunidades de ampliação da atividade. O futuro do radioamadorismo está mais relacionado às questões técnicas e ao interesse dos entusiastas”.

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Hoje as atividades são organizadas nacionalmente através de ligas estaduais, inclusive no Maranhão, além de ser regulamentada pela Anatel. Como é uma iniciativa à margem do mercado e de índices de audiência e basicamente mantida pelos apaixonados pela prática, segue com força dentro do seu nicho.

O pesquisador comenta que há ainda uma cultura de resistência no radioamadorismo, como há em outras atividades que as novas tecnologias hoje abarcam, mas que, de alguma forma, não contemplaram expectativas, sentimentos e paixões de todos, hábito bem semelhante às pessoas que continuam consumindo vinis, colecionando carros antigos, montando bandas de música com instrumentos de verdade, etc.

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“As novas formas de comunicação têm características diferentes, buscam engajamento, são armazenadas na nuvem, restringem-se majoritariamente aos grandes centros e às pautas urbanas. O radioamadorismo é o encontro de solitários, em tempo real, pelos quatro cantos do país, e faz uma comunicação prestativa e de orientações a seus ouvintes”, acrescenta Paulo.

O professor da Estácio também pontua a importância do radioamadorismo no desenvolvimento das habilidades do improviso ao falar, do timing da fala e da operação de equipamentos, necessárias ao rádio como um todo.

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