Surto de ansiedade coletiva: psicanalista alerta para possíveis danos emocionais dos jovens após longo período de isolamento

Um fato inusitado e assustador aconteceu na última semana com estudantes de Recife: um surto coletivo de ansiedade atingiu, pelo menos 20 crianças e jovens de uma escola. Por mais estranho que possa parecer, situações como essa são passíveis de acontecer, principalmente, após um longo período de isolamento, no qual essas crianças estavam impossibilitadas da convivência no ambiente acadêmico.

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Conforme relatos noticiados, a crise coletiva de ansiedade provocou sintomas diversos nos estudantes: sudorese, falta de ar, baixa saturação, pânico, taquicardia, crises de choro, tremores e medo intenso. Uma crise em cadeia que gerou insegurança ao corpo docente da instituição de ensino, assim como nos pais e responsáveis.

Esse fenômeno psicológico pode estar associado à retomada das aulas presenciais após dois anos de estudos remotos.  Retomar o ritmo normal de um ano letivo, suscita aspectos desafiantes em relação ao impacto desse processo. Já que, tanto alunos, docentes e responsáveis, viveram desafios estruturais e emocionais importantes no momento de isolamento.

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Visto que, não há dúvidas quanto a sensibilidade, insegurança e ansiedade de todos em relação aos acontecimentos dos últimos anos. Já que o trabalho pedagógico, assim como diversas outras atividades, precisou ser reinventado e readaptado.

A preocupação com a segurança e saúde aumenta a cada dia e demonstra a real necessidade de uma escuta ativa e acolhimento intenso destes estudantes. Jovens que estão se readaptando à essa retomada.

Psicanaliticamente falando, temos que ressaltar o aspecto relativo à criação de expectativas. Os alunos desejam, assim como os adultos a normalidade, onde possam desenvolver o senso de pertencimento, socializar e interagir com pessoas de sua idade.

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E como o momento ainda é bastante delicado, toda e qualquer anormalidade pode provocar um descontrole e desequilíbrio em todos os envolvidos.

A grande questão é que, os alunos são sujeitos envolvidos na dura missão de tentativa de controle de suas emoções, dúvidas e medos. Desafiados a uma nova adaptação cotidiana que não alimente, de modo geral, um pânico crescente, através da busca por uma racionalidade.

Afinal, é preciso estar preparado emocionalmente para essa retomada. A priorização do material humano e a cautela, complementam a necessidade de encontrarmos respostas e acolhimento dentro de todo esse contexto.

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Enfim, mais um caso que exemplifica a necessidade de se cuidar e favorecer a saúde mental.

Estamos todos sujeitos a algum tipo de transtorno. Além disso, se a escola é feita de pessoas, uma coisa é certa: não se pode negligenciar a vulnerabilidade e a necessidade de se construir conteúdos afetivos que sustentem o atendimento a uma demanda legitimada pela preocupação dessas famílias, pela ansiedade dos alunos e pelo desejo em voltar a uma normalidade tão almejada por todos.

Fato é que, essa crise de ansiedade coletiva demonstra e dá sinais da devastação emocional que evidencia a elevação dos casos de transtornos psíquicos, como: depressão, fobias e pânico.

Uma constatação que aciona o botão vermelho de alerta para que sejam levadas em consideração, as dores internas de cada um. Ou seja, é preciso atender ao coletivo de forma segura, saudável, empática e com muito afeto.

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