Novo reajuste do diesel pode afetar preço do frete nas transportadoras

Presidente do SINDICAMP reitera importância de repassar aumento do diesel ao custo de frete

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A alta do diesel registrada nesta semana afeta diversos setores, principalmente os de transportes de cargas, já que muitos fabricantes despacham produtos por caminhões. Nos últimos 12 meses, o valor do litro do diesel aumentou em torno de 50%. Com isso, o preço médio do combustível passou de R$ 4,51 para R$ 4,91, gerando a necessidade de reajuste adicional de 3,10% no frete das transportadoras.

O custo de frete é o valor combinado entre o embarcador e a transportadora e auxilia a cobrir os gastos de movimentação da carga da origem ao destino. Esse preço total é formado com base em diversas variáveis, negociadas antes de o contrato ser aprovado. Para que o fluxo operacional da empresa funcione, é comum utilizar a tabela de frete, que regula os valores mínimos a serem pagos por esses transportes.

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Essa alta no preço do diesel eleva o custo de frete e prejudica os preços de produtos. “É uma questão de sobrevivência. Ou nós, empresários do transporte, repassamos isso para nosso custo de frete, ou fechamos as portas. O diesel representava na operação de transporte uma média de 33% a 35% dos custos. Com o aumento de 24,9% que tivemos no dia 11 de março, o diesel passou a representar 50%. Com essa alta de quase 9%, somos obrigados a repassar”, relata o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Campinas e Região (Sindicamp), José Alberto Panzan.

Em nota, a Petrobras alegou que o aumento do diesel “segue outros fornecedores de combustíveis no Brasil, e que já promoveram ajustes nos seus preços de venda acompanhando os preços de mercado”. Segundo a estatal, o último acréscimo no preço do diesel, em 11 de março, refletiu apenas uma parte da alta observada nos preços de mercado.

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Além do novo reajuste do diesel, diversas mercadorias também são afetadas devido à alta dos custos de frete, o que atinge diretamente os consumidores. “Os alimentos em supermercados, confecções, autopeças e medicamentos impactam diretamente o bolso dos consumidores, diminuindo ainda mais o poder de compra do trabalhador”, finaliza Panzan.

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