Desmatamento na Mata Atlântica teve alta de 66% em 2021

A Mata Atlântica é um dos maiores biomas do mundo em biodiversidade e atualmente um dos mais ameaçados. O território, que hoje conta com cerca de 12% de sua área original, sofreu muito com o crescimento das cidades e o desmatamento e conta hoje com apenas cerca de 7% da sua cobertura original em bom estado de conservação. Um contexto que serve como alerta para o Dia Nacional da Mata Atlântica, lembrado nesta sexta-feira (27).

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De acordo com estudo do Atlas da Mata Atlântica, divulgado na última quarta-feira (25), entre 2020 e 2021 foram derrubados 21.642 hectares do bioma, crescimento de 66% em relação ao registrado entre 2019 e 2020 (13.053 hectares) e 90% maior que o período de 2017 a 2018, quando houve o menor valor de desflorestamento da série histórica (11.399 hectares). No último período monitorado, Minas Gerais foi o estado que registrou a maior área desmatada do bioma no país. Bahia e Paraná completam o ranking dos primeiros colocados.

A Mata Atlântica passa por 17 estados brasileiros e cerca de 125 milhões de pessoas vivem na sua área de abrangência, onde também estão concentrados aproximadamente 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O maior remanescente contínuo do bioma no Brasil é denominado Grande Reserva Mata Atlântica, que abrange 60 municípios dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Nesse território, um movimento conduzido por entidades de diferentes setores da sociedade busca atrair a atenção de todos para a importância da natureza conservada para o desenvolvimento socioeconômico regional, estimulando o desenvolvimento do turismo responsável em áreas naturais e de negócios sustentáveis que têm a natureza como seu principal ativo.

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Para falar mais sobre o problema do desmatamento na região e iniciativas para fortalecer a conservação do bioma, como a Grande Reserva Mata Atlântica, estão disponíveis para entrevista:

Clóvis Borges, diretor executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN);

Eduardo Vedor de Paula, professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), doutor em Geografia, pós-doutor em Ordenamento Territorial e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN);

Márcia Marques, professora titular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN);

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Marion Silva, gerente de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário, uma das instituições participantes do movimento Grande Reserva Mata Atlântica.

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