Teste do pezinho: mãe conta sua história em vídeo e fala da importância da opção ampliada do exame

Quando a jornalista Larissa Carvalho descobriu que o filho caçula havia nascido com uma doença rara chamada Acidúria Glutárica e que alimentos à base de lactose, até mesmo o leite materno, poderiam matar os neurônios de Théo, ela descobriu também que o diagnóstico havia chegado tarde demais para ele. A doença da criança não foi rastreada pelo Teste do Pezinho disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para todos os recém-nascidos, isso porque, até então, rastreava apenas seis doenças, enquanto na rede privada, o teste podia identificar até 53 diferentes enfermidades raras.

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No dia 27 de maio deste ano, entrou em vigor a lei 14.154 que prevê a ampliação desse teste nas redes pública e privada de saúde, possibilitando o rastreamento das 53 doenças. Até o ano passado, o exame da rede pública incluía apenas as seguintes patologias: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, síndromes falciformes, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.

A partir do teste ampliado, também é possível identificar patologias graves, como excesso de fenilalanina, que causa lesões no sistema nervoso central e ocasiona retardo mental progressivo e irreversível. As enfermidades analisadas por meio do teste do pezinho não apresentam sintomas no nascimento, por isso a realização do exame é fundamental para identificar precocemente possíveis alterações e iniciar o tratamento adequado, a fim de minimizar ou eliminar as sequelas associadas a cada enfermidade, proporcionando melhor qualidade de vida ao bebê. Se forem diagnosticadas de forma tardia, podem causar sérios danos à saúde, inclusive retardo mental grave e irreversível.

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Thaisa Lucktemberg, supervisora do setor de Neonatal do DB Diagnósticos, explica que o ideal é realizar o teste do pezinho ampliado entre o 3º e o 7º dia do recém-nascido. “Nesse intervalo, o recém-nascido já foi alimentado o suficiente para evitar falsos-negativos nas doenças dependentes de amamentação. Com um teste simples e rápido, é possível identificar precocemente doenças e, assim, evitar consequências que prejudiquem o desenvolvimento somático, neurológico ou psíquico do bebê.”

O Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) está vigente há 21 anos e, apesar de o teste do pezinho ser obrigatório em toda a rede pública de saúde, ainda há regiões com grande deficiência em sua aplicação. De acordo com o estudo Triagem Neonatal – Teste do Pezinho no Brasil e no Mundo, divulgado neste ano pela Câmara dos Deputados como parte da Agenda Brasileira Primeira Infância, a cobertura da triagem neonatal ainda não é satisfatória em muitas regiões, seja pela falta de ferramentas que compõem o sistema ou por fatores socioeconômicos e culturais.

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O estudo ainda aponta que, historicamente, os estados da região Norte possuem menor percentual de recém-nascidos participantes do programa, apesar da melhoria progressiva dessa situação. De acordo com dados do Ministério da Saúde de 2019, com base na produção ambulatorial da dosagem de tripsina imunorreativa em amostras de sangue seco, feita para rastreamento da fibrose cística em recém-nascidos, os estados do Pará e Amazonas registraram índice em torno de 20%. Nos estados de Goiás, Piauí, Espírito Santo e Sergipe apenas cerca de 50% de nascidos vivos foram submetidos à coleta e exames de triagem neonatal.

Junho Lilás no DB

Para marcar o mês de conscientização sobre a importância do Teste do Pezinho, o laboratório DB Diagnósticos realizou um bate-papo com a jornalista Larissa Carvalho para falar sobre a importância do teste ampliado do pezinho. Confira essa história emocionante e entenda como a falta de um diagnóstico preciso realizado no momento certo, poderia ter mudado a vida dela e de seu filho Theo.

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Assista ao vídeo aqui: Teste do Pezinho: Uma gota a favor da vida – YouTube

Sobre o DB Diagnósticos

Fundado em 2011, o DB Diagnósticos é o único laboratório exclusivamente de apoio no mercado brasileiro. O DB conta com três unidades especializadas (DB Toxicológico, o DB Molecular e o DB Patologia) e três unidades de análises clínicas descentralizadas (São José dos Pinhais, Recife e Sorocaba), além das unidades regionais de apoio (URAs) distribuídas por todo o Brasil. Ao longo dos 11 anos de atuação, tornou-se líder no mercado de apoio laboratorial, levando exames de alta complexidade para regiões mais distantes e democratizando o acesso à saúde. Em 2021, o laboratório apresentou um crescimento de 35%, tendo atingido o índice de 558 mil exames realizados e analisados em um único dia.

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