Empreiteira de Eduardo DP é vice-líder em licitações no Governo Bolsonaro

A empreiteira Construservise, que tem Eduardo DP como suposto sócio oculto, é a segunda empresa que mais ganhou licitação na Codevasf, empresa estatal do Governo Federal. A empresa é investigada por usar “laranjas” para participar de concorrências públicas na gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Anúncios

Nesta quarta-feira (20), a Polícia Federal realizou a operação Odoacro onde cumpriu 17 mandados de busca e realizou uma prisão após uma investigação sobre fraudes em licitações e desvios de verbas federais na estatal Codevasf. A operação foi realizada em várias cidades do Maranhão, e teve a prisão do empresário Eduardo Barros Costa, conhecido como Eduardo DP.

A estatal ganhou um foco maior do Governo Bolsonaro, sendo que durante 2018 e 2021, o valor reservado no orçamento para pagamentos pela Codevasf avançou de R$ 1,3 bilhões para R$ 3,4 bilhões. As emendas parlamentares saltaram de R$ 302 milhões para R$ 2,1 bilhões no mesmo período.

Anúncios

A empreiteira de Eduardo DP, Construservise, firmou contrato com o Governo Bolsonaro após 2019, recebendo uma bolada de dinheiro durante todo esse período. A Construservise tem duas pessoas registradas como donas oficiais. As duas foram ouvidas em 2015 durante uma investigação policial e admitiram que foram chamadas para constar formalmente como sócias na construtora, mesmo que não mantivessem nenhuma ligação pessoal ou empresarial entre elas, servindo como laranjas.

Eduardo DP é investigado pelo Polícia Civil e o Ministério Público por ser suspeito de comanda uma quadrilha responsável por crimes em mais de 40 municípios do Maranhão, durante o período de 2009 a 2012, entre eles desvios de recursos federais do Ministério da Educação.

Anúncios

É o segundo grande escândalo do Governo Bolsonaro nas terras maranhenses envolvendo corrupção. Ainda esse ano, o Ministério da Educação e pastores foram pegos negociando verbas públicas, envolvendo até mesmo troca de verba por ouro.

A assessoria de Eduardo José Barros Costa já falou sobre o caso. Veja a nota:

A defesa de Eduardo José Barros Costa, entende, com base no ordenamento jurídico pátrio, ilegal e desnecessária a prisão temporária de seu constituinte.

Anúncios

Informa que tudo o que há nos autos do inquérito policial em curso é fruto apenas do início da investigação e da visão unilateral da Polícia e do Ministério Público sobre os fatos; que ele nunca sequer foi notificado para falar, apresentar documentos e/ou quaisquer outras manifestações defensivas; que, a partir de agora, colabora com a investigação – que corre em segredo de justiça – esperando ter a oportunidade de prestar os devidos esclarecimentos, com os quais demonstrará sua inocência. Inocência, aliás, que deve ser presumida por força de expressa disposição constitucional!

Concita, por fim, a que se tenha muita responsabilidade na divulgação de fatos, alegadamente graves e sigilosos, evitando prejulgamentos (conjecturas ou suposições) baseados em informações incompletas ou unilaterais, que poderão, inclusive, ensejar futuras demandas reparatórias.

Com informações do O Informante(JP Online)

Leia mais notícias em ocuboblog.com e nos sigam nas redes sociais: Facebook, Twitter, Telegram, Instagram e Tiktok. Colabore com mais informações nos enviando através do telefone e whatsapp/telegram (98) 98506-2064 ou pelo e-mail ocuboblog@gmail.com

Ou mande qualquer quantia pelo PIX para ocuboblog@gmail.com

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s