ONG promove evento para que pessoas em situação de vulnerabilidade assistam aos jogos da Copa

Ação faz parte do projeto Seleção Invisível, que criou um álbum de figurinhas nas ruas de São Paulo

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Este mês, a SP Invisível, organização não-governamental de apoio à população de rua, assistirá aos jogos do Brasil com pessoas em situação de vulnerabilidade, em Centros de Acolhida, em São Paulo. Os eventos são parte das ações da campanha Seleção Invisível, que criou um álbum de figurinhas da Copa do Mundo, que no lugar de jogadores de futebol, há mulheres e homens que vivem em vulnerabilidade.

A campanha visa promover a inclusão, a diversidade e trazer luz para os Direitos Humanos para as pessoas que são tratadas como invisíveis, não só em São Paulo como em todos os lugares. “Estamos acompanhando as censuras do Catar que são feitas contra as pessoas que querem promover os direitos da comunidade LGBT e das mulheres, além do uso da mão de obra migrante para a construção de estádios. Trazer uma campanha como a Seleção Invisível com um protagonismo feminino e com a força das mulheres trans é muito importante nesse momento”, afirma André Soler, presidente da SP Invisível.

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As figurinhas da “Seleção Invisível” estão espalhadas pela cidade de São Paulo, em formato de lambe-lambe. Quem deseja ajudar a causa das pessoas em vulnerabilidade pode fazer uma doação, de qualquer valor, pelo site spinvisivel.org/selecaoinvisivel e completar o álbum. Todos os doadores receberão a versão completa do álbum “Seleção Invisível”, que traz fotos e relatos sobre a vida das 11 pessoas escaladas, dentre elas sete mulheres, sendo três mulheres trans, e quatro homens. A criação da identidade visual do projeto é assinada pelo Instituto Máquina do Bem.

Uma das histórias contadas na campanha é da Larissa Nascimento, mulher trans de 49 anos que vive no Centro de Acolhida Casa Florescer. “Eu nasci no regime militar, uma época muito binarista, sexista e opressora. Nunca me encaixei nos padrões exigidos pela sociedade. Desde antes da minha transição eu já sofria bullying por não me encaixar no típico biotipo masculino. Eu sei da importância do futebol para o Brasil, mas para mim sempre foi um meio muito machista e segregador”, relata Larissa.

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A ONG SP Invisível surgiu para contar histórias de pessoas em situação de rua e expandiu seu trabalho para projetos em prol dessa população que sofre com o frio, a fome, o desemprego e principalmente, a invisibilidade. “Vamos aproveitar o momento festivo da Copa do Mundo para sensibilizar e chamar atenção para o problema da população em situação de vulnerabilidade”, destaca Soler.

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