Um terço das Áreas de Preservação Permanente em São Luiz do Paraitinga (SP) estão suscetíveis a inundações

Apesar do histórico de acidentes naturais, como o ocorrido em 2010, quando cerca de 3 mil pessoas foram desalojadas ou desabrigadas por conta da inundação no município paulista de São Luiz do Paraitinga, um terço (32%) das Áreas de Preservação Permanente do município estão, uma década depois, em locais de alta suscetibilidade a escorregamentos, com predominância de pastagens, solo exposto e área urbana. A restauração florestal nestes locais seria uma oportunidade de reduzir os riscos de desastres naturais frequentes na região, como inundações e deslizamentos. As conclusões são de estudo do Instituto de Pesquisas Ambientais de São Paulo em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRJ), publicado na sexta (16) na Revista do Instituto Florestal.

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Diante dos resultados, os autores ressaltam a necessidade da implantação de ações de mitigação e de planos de restauração florestal, principalmente nas áreas mais intensamente afetadas pela ação humana, para reduzir os riscos de desastres naturais e melhorar a qualidade de vida e ambiental. A observação foi possível a partir do cruzamento dos dados preexistentes acerca da suscetibilidade a desastres naturais com áreas que, segundo o Código Florestal, deveriam estar preservadas e protegidas — as Áreas de Preservação Permanente (APPs).

O autor principal do estudo, Ewerton Danilo Souza Santos, explica que a ocupação do solo por pastagem potencializa os processos de erosão, assim como áreas onde não há cobertura vegetal favorecem o assoreamento das calhas dos rios. “Ao identificar as APPs, principalmente as localizadas em áreas de risco, é possível focar e planejar ações de adequação ambiental e legal. Além disso, é uma opção para buscar equilíbrio entre os setores econômico e ambiental, que geralmente possuem interesses divergentes, visando também a segurança da população”, declara Santos.

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Para o pesquisador Humberto Gallo Junior, a análise é um ponto de partida, que nasce de um projeto de iniciação científica e abre caminho para investigações mais aprofundadas. “Após mais de uma década, seria muito interessante um estudo que verifique a resiliência do município aos riscos de desastres, ou seja, avaliar se o município está preparado para lidar com um evento como o que ocorreu naquele ano”, conclui.

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