Os gols ‘esquecidos’ de Pelé: Por que a memória nos faz extraordinários?

Na semana em que o Brasil se despede do maior jogador de futebol de todos os tempos, são as lembranças do que os olhos humanos presenciaram nos campos de futebol em um passado recente que colocam Pelé em um dos lugares mais nobres do imaginário coletivo mundial.

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Em 18 anos de carreira foram mais de 1.200 gols, a maioria sem registro em vídeo – uma dificuldade própria da época. A ausência de documentos históricos que comprovam a genialidade do jogador brasileiro – no entanto, nunca foram um impeditivo para sua majestade no esporte graças a memória de milhares de expectadores que testemunharam seus feitos históricos e extraordinários em campo e perpetuaram por gerações o que presenciaram ao vivo.

Memória: nosso bem mais precioso

O jurista e filósofo Norberto Bobbio (1997) disse que ‘Somos aquilo que lembramos’. O exemplo dos muitos gols de Pelé não registrados que permanecem na memória coletiva, reforça que somos porque lembramos. Foi graças a memória dessas pessoas que a fama de Pelé se espalhou pelo mundo e o transformou em uma das personalidades mais lembradas da história.

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Lembrar é o que diferencia os humanos de outras espécies. Tudo que somos e acreditamos está diretamente relacionado com a memória que armazenamos ao longo da vida.

Por que então esquecemos tanto?

São muitos os relatos de pessoas que lembram em detalhes dribles e passes do rei do futebol, mesmo já se passado algumas décadas. Segundo especialistas em neurociência, este maior acesso do cérebro a questões antigas e muitas vezes dificuldade para lembrar fatos mais recentes está diretamente ligado a mudanças recentes em nosso estilo de vida, com um mundo mais rápido e mais efêmero, onde as mudanças acontecem diariamente o que exige muito mais do cérebro humano do que no passado, impactando diretamente a criação de memória.

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A neurocientista do SUPERA – Ginástica para o cérebro, Livia Ciacci, explica que a maior causa de lapsos e falhas envolve a memória de trabalho e acontece porque insistimos em tentar usá-la para muitas tarefas simultâneas “Nossa memória de trabalho não consegue realizar várias tarefas ao mesmo tempo. Quando duas tarefas precisam do mecanismo neurológico ao mesmo tempo, uma ou ambas as tarefas levarão mais tempo ou perderão qualidade”, detalhou.

Como melhorar a memória em 2023?

Episódios como a perda de alguém tão singular como o rei Pelé explicitam a importância de cuidar da memória ao longo da vida. Além da prática de ginástica para o cérebro – um recurso único que oferece benefícios para todas as idades, a educação constante, leitura além de bons hábitos de vida – como a prática de exercícios físicos e uma alimentação saudável são fundamentais para uma boa memória “A memória gosta de boas noites de sono, alimentação equilibrada, exercícios físicos regulares, interação social de qualidade e ginástica cerebral. Tem boa memória quem consegue prestar atenção. Um bom treino cognitivo, ou seja, elaborado por profissionais competentes beneficia o cérebro como um todo, de maneira integrada e harmoniosa, porque a memória não se localiza em apenas uma região do cérebro”, concluiu.

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