Arquivo da categoria: Checagem de Notícia

Como um militar que já morreu introduziu o negacionismo no debate digital sobre a desnutrição dos Yanomami

Perfis bolsonaristas nas redes sociais trabalharam durante horas no Twitter para introduzir link com visão conspiratória militar sobre indígenas após visita de Lula aos Yanomami em Roraima.

Por Marcelo Soares/InfoAmazônia

Um artigo negacionista foi o link mais compartilhado no Twitter por bolsonaristas após o presidente Lula visitar as terras Yanomami para prestar solidariedade à etnia que vive uma crise humanitária . O texto foi originalmente publicado por Roberto Gama e Silva,um militar que morreu há dez anos, num jornal que deixou de circular, o Tribuna da Imprensa (leia mais abaixo).

A viagem de Lula até Roraima, estado onde está localizada a terra indígena, ocorreu um dia após a publicação de uma reportagemno site “Sumaúma” sobre a emergência na saúde dos Yanomami. A tragédia tem raízes na invasão de garimpeiros no território. Os resíduos gerados pelo garimpo poluem as águas onde o povo pesca, degradam o solo onde podem coletar alimentos e põem em fuga os animais que poderiam ser caçados para comer. O garimpo traz, ainda, doenças infecciosas, como a malária, e a fome.

Inicialmente, como detectou o projeto Mentira Tem Preço, os bolsonaristas manifestaram confusão sobre o tema nos aplicativos de mensagens. Enquanto circulavam as fotos de indígenas desnutridos e em sofrimento, os bolsonaristas não tinham um discurso pronto para rebatê-las. Após a visita do novo governo a Roraima, porém, o texto negacionista do tal militar que já nem estava mais vivo foi resgatado no Twitter e compartilhado no mínimo quase 4 mil vezes por perfis que buscavam acusar Lula, “a esquerda”, “os venezuelanos”, “os indígenas” e “as ONGs” de criarem um factoide para prejudicar a imagem do governo Bolsonaro.

A forma como o link compartilhado chegou no Twitter mostra como funciona a mecânica bolsonarista nas redes para insinuar argumentos no debate público. O pico de multiplicação do link se concentrou na tarde de domingo (22) e, com menor intensidade, durante a segunda-feira (23). Desde terça (24), já havia sites jornalísticos resenhando o conteúdo do artigo.

Veja abaixo linha do tempo com o caminho da disseminação do artigo negacionista:

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COMO FAZEMOS O MONITORAMENTO: O projeto Mentira Tem Preço, realizado desde 2021 pelo InfoAmazonia e pela produtora FALA, monitora e investiga desinformação socioambiental. Nas eleições de 2022, checamos diariamente os discursos no horário eleitoral de todos os candidatos a governador na Amazônia Legal. Também monitoramos, a partir de palavras-chave relacionadas a justiça social e meio ambiente, desinformação sobre a Amazônia nas redes sociais, em grupos públicos de aplicativos de mensagem e em plataformas.

O Google Trends mostra a evolução das buscas pelo título do livro nos últimos sete dias:


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A história do artigo negacionista baseado em um livro

link compartilhado foi publicado pelo Ecoamazônia, site da Fundação para o Ecodesenvolvimento da Amazônia, que reproduz na íntegra artigos veiculados em diversas publicações, sob a observação de que o conteúdo é de responsabilidade de seus autores.
 

Mas, no final, quem é o militar que escreveu o artigo negacionista?

O artigo reproduzido pelo Ecoamazônia é de Roberto Gama e Silva (1932-2013), almirante reformado e candidato a vice-presidente de Enéas Carneiro em 1994. O texto foi publicado originalmente em 2012 no site do jornal “Tribuna da Imprensa”, cuja versão impressa deixou de circular em 2008. Gama e Silva nega a existência do povo Yanomami em seu artigo e, ainda segundo ele, a etnia teria sido criada por ONGs internacionais visando desmembrar o território brasileiro. Ele diz nunca ter ouvido a palavra “yanomami” durante a ditadura militar, quando trabalhou na região.

Por sua vez, o texto de Gama e Silva se baseia no livro “A Farsa Ianomâmi”, publicado em 1995 pelo coronel gaúcho Carlos Alberto Lima Menna Barreto — “de família ilustre”, observa Gama e Silva –, em reação à demarcação das terras Yanomami ocorrida em 1992. Na editora Biblioteca do Exército Brasileiro, ligada ao Ministério da Defesa, a obra está fora de catálogo. O texto de Gama e Silva chega a sugerir o uso da Lei de Segurança Nacional contra os servidores públicos que aprovaram a demarcação das terras para os Yanomami por “tentar submeter o território nacional, ou parte dele, ao domínio ou à soberania de outro país” – outra tese da extrema direita brasileira compartilhada nas redes – e por “tentar desmembrar parte do território nacional para constituir país independente”.

Além do link para o artigo, a capa do livro “A Farsa Ianomâmi” — com o desenho de um homem louro ocultado por trás de uma máscara indígena — também circulou no Twitter. No entanto, é muito difícil estimar o número de compartilhamentos quando o arquivo tem diversas versões e assume nomes diversos a cada vez em que é compartilhado.

Do livro à prática de governo

João Pedro Garcez, historiador, estudou a narrativa do livro em seu mestrado na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ele considera que a obra colocou os Yanomami no centro da visão conspiratória dos militares sobre os povos indígenas que já constava de manuais da Escola do Comando Maior do Exército. Pela peculiaridade dos Yanomami, que detêm o maior território indígena do país e vivem em uma região de fronteira, os militares passaram a ver a demarcação como uma ameaça à soberania nacional.

Durante a fase de pesquisas para sua dissertação, Garcez encontrou um post de Eduardo Bolsonaro no Facebook, em 2012, recomendando o mesmo artigo compartilhado no Twitter nesta semana. O post saiu do ar, no entanto. Em relação ao livro, o historiador identificou um outro leitor: o “guru” bolsonarista Olavo de Carvalho, que citava a obra para embasar sua acusação de que os ambientalistas seriam a nova roupagem do comunismo derrotado em 1989.

“O que me parece é que o governo de Bolsonaro colocou em prática o que se apresentava como tese no livro”, diz Garcez, lembrando que a doutrina militar vê os indígenas apenas como massa de manobra para interesses estrangeiros. No jornal “Diário do Nordeste”, o jornalista Lira Neto recuperou tudo o que Bolsonaro disse sobre os Yanomami em 30 anos de carreira parlamentar e todos os discursos que viu eram no sentido de extinguir a reserva.

“Nessa lógica, faria todo sentido, em um governo militar, deixá-los [indígenas Yanomamis] sem nenhum amparo, apoiando, inclusive, o garimpo ilegal (e todas suas consequências) em suas terras. O próprio livro do Menna Barreto é claro em destacar como eles [militares] vêem o garimpo de forma positiva, como uma força civilizadora para aquelas terras e pessoas”, diz Garcez.

‘Ianomamização’

Curiosamente, em sua obra, Menna Barreto atribui a “ianomamização” dos indígenas à fotógrafa suíça Cláudia Andujar, radicada no Brasil desde 1955. Na década de 1970, ela produziu ensaios fotográficos na floresta, revelando os Yanomami ao mundo e co-fundando a Comissão pela Criação do Parque Yanomami. Suas imagens foram o elemento central da edição histórica da revista “Realidade” sobre a Amazônia, em 1971.

Na época, os Yanomami eram considerados pela ditadura militar um empecilho à ocupação da Amazônia. Davi Kopenawa, que segue em atividade até hoje, foi o principal interlocutor de Andujar para compreender o pensamento Yanomami. Em 2019, as imagens de Andujar retratando a luta do povo indígena foram expostas pelo Instituto Moreira Salles.

O historiador André Gobi, que pesquisa na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) a percepção pública da História na imprensa, observa que o artigo mais compartilhado pelos bolsonaristas em reação à solidariedade aos Yanomami apresenta todas as características do discurso negacionista.

“O negacionismo é sempre direcionado a grupos específicos, historicamente marginalizados”, diz. “No caso da questão Yanomami, existe a negação da crise, existe o grupo marginalizado (indígena), existe a criação das conspirações e dos inimigos (esquerda, estrangeiros), existe a tentativa de chancelar intelectualmente (o livro do militar ilustre) e a questão do relato (se não vi, não existe).”

O debate no Twitter e a análise da InfoAmazonia

Para que um argumento extrapole as redes fechadas criadas em aplicativos de mensagens para chegar ao debate público, é preciso que ele invada outras redes frequentadas pela população geral e dê a impressão de que “todo mundo está falando disso”. O objetivo é fazer com que o conteúdo seja descoberto por quem não havia sido exposto ao argumento.

Para isso, quanto mais engajamento, melhor. No Twitter, isso vem na forma de curtidas, respostas e retuítes. Até respostas negativas ajudam: cada vez em que há uma crítica direta a algo, o algoritmo do Twitter mostra a interação aos seguidores do usuário. Por isso, quem caça o engajamento tenta pegar carona em postagens muito compartilhadas de contas com muitos seguidores. Mas, para dar a impressão de popularidade ao assunto, essa “campanha” não pode ser tocada por apenas uma conta.

A maneira como o artigo negacionista se espalhou pelo Twitter é um bom exemplo de como o mecanismo funciona. Para não atrair denúncias de comportamento robótico, nenhuma conta multiplicadora chegou a tuitar mais de oito vezes e nenhuma conta alvo chegou a receber o link mais de três vezes.

A InfoAmazonia chegou aos links multiplicados na bolha bolsonarista a partir da análise do comportamento das interações coletadas em 635 mil tuítes que citavam a palavra “Yanomami” em todas as suas grafias na semana de 17 a 24 de janeiro.

No agregado das redes, as interações repetiram o padrão da “Bolhanaro”, com perfis bolsonaristas conversando sobre o assunto numa bolha à parte de todo o restante do debate, usando fontes próprias e interagindo com outros grupos apenas em situações de confronto.

A reportagem captou 3.110 perfis participando da onda, com 3.757 tuítes. São captados apenas os perfis abertos. Deles, os que mais multiplicaram os links além dos mencionados acima foram @iveteguedes1 (3.115 seguidores), @Oilas (533 seguidores), @Pudines_PF (482 seguidores). Todos postaram o link oito vezes, geralmente em resposta a perfis maiores que postaram reportagens sobre a penúria dos Yanomami.

Os perfis que mais receberam o link como resposta foram @alfapobre (30,6 mil seguidores), o do ministro @FlavioDino (979,9 mil seguidores) e o do senador @randolfeap (932,7 mil seguidores), além da jornalista @miriamleitao (3,1 milhões).

Análises do projeto Mentira Tem Preço também detectaram confusão entre os bolsonaristas nos aplicativos de mensagens. Após a visita de Lula, eles começaram a compartilhar notícias de sites bolsonaristas denunciando “farsa da esquerda” na acusação de que o governo anterior abandonou os Yanomami e declarações da ex-ministra Damares Alves dizendo que não houve omissão do governo.

Postagens da Funai foram recuperadas informando sobre os atendimentos às comunidades.

No YouTube, o Mentira Tem Preço detectou pouca atividade. O principal resultado foi um vídeo do deputado bolsonarista Gustavo Gayer, de Goiás, investigado pelo TSE. Ele acusa “o PT e a esquerda” de criar narrativas de miséria para ganhar poder.

Reportagem da InfoAmazonia para o projeto PlenaMata.

Essa reportagem faz parte do projetoMentira Tem Preço— especial de eleições, realizado por InfoAmazonia em parceria com a produtoraFalaA iniciativa é parte do Consórcio de Organizações da Sociedade Civil, Agências de Checagem e de Jornalismo Independente para o Combate à Desinformação Socioambiental. Também integram a iniciativa o Observatório do Clima (Fakebook), O Eco, A Pública, Repórter Brasil e Aos Fatos.

É falso que associação yanomami Urihi foi condenada por desvio de R$ 33 milhões

É mentiroso o texto publicado pelo site Poder DF que acusa a organização yanomami Urihi de ter desviado, em 2016, R$ 33 milhões de verbas públicas que seriam destinadas à saúde dos povos indígenas. O processo citado na publicação é referente a outra associação, que atualmente está inapta na Receita Federal, e possui sócios e CNPJ diferentes da organização presidida por Júnior Hekurari Yanomami, acusado pelo site, de forma enganosa, com base em informações do TCU (Tribunal de Contas da União). A Urihi Associação Yanomami foi criada em 2016, após o TCU ter verificado a irregularidade contábil envolvendo a outra associação.
 

A falsa alegação acumulava ao menos 5.000 compartilhamentos no Twitter e 2.000 compartilhamentos no Facebook até a tarde desta sexta-feira (27).

Por Aos Fatos

Lula confirmou que vai criar Guarda Nacional e desarmar a polícia? Isso é falso!

Montagem manipulou perfil do presidente eleito para espalhar desinformação

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É falso que o presidente eleito, Lula, tenha declarado que planeja criar uma suposta Guarda Nacional, desmilitarizar ou desarmar polícias. Imagens contendo prints de publicações atribuídas às redes sociais de Lula são montagens.

O que estão dizendo?

A imagem que circula nas redes sociais é uma montagem que reúne dois supostos prints de mensagens escritas por Lula no Instagram. “Não vamos tolerar manifestações fascistas de caminhoneiros que querem prejudicar o Brasil. Vamos combater o neonazismo desde o primeiro dia com a nossa nova Guarda Nacional”, diz o primeiro trecho.

No segundo bloco de mensagens, o presidente eleito teria destacado que a ação seria de imediato: “Policiais devem servir o Brasil e não organizações bolsonaristas. No meu primeiro pacote de ações como Presidente está a desmilitarização, despolitização e desarmamento das polícias”.

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As informações são falsas. O primeiro fato enganoso é dizer que os prints seriam do Instagram do presidente eleito, já que as imagens simulam postagens no Twitter. Na verdade, em nenhuma rede social de Lula foram publicadas tais afirmações.

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Os falsos tuítes indicam que as publicações teriam sido feitas às 8h07 do dia 01 de novembro de 2022, mas ao conferir no perfil do presidente eleito no Twitter é possível ver que a primeira postagem neste dia foi às 8h53.

Ainda que se considere a possibilidade das postagens terem sido apagadas, isso não aconteceu. É o que mostram os registros do Projeto 7c0, iniciativa que cataloga perfis políticos e registra quando postagens são apagadas. Também não consta nenhuma postagem apagada nos registros do Internet archive, projeto que guarda o histórico visual de mais de 700 bilhões de páginas na internet, incluindo o perfil de Lula.

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Além das redes sociais, esta reportagem também verificou que termos como Guarda Nacional, desmilitarização, despolitização e desarmamento das polícias não são encontradas no plano de governo da chapa Lula e Alckmin apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral.

As propostas de governo onde policiais são citados, tratam somente de planos para a modernização e melhoria das condições de trabalho dos policiais. O novo boato afirmando que Lula confirmou que vai criar Guarda Nacional para combater protestos se trata apenas de mais uma versão de um assunto que já foi explorado por diversos conteúdos falsos e desmentido por várias iniciativas de checagem de fatos.

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É fake: “Lei de Benford” por si só não é capaz de comprovar fraude em eleições

Suposto dossiê compartilhado pelas redes sociais afirma que houve inconsistências na apuração de votos do primeiro turno. Documento é falso.

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Um conteúdo publicado em site de ultradireita afirma que houve fraude no primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras baseado na análise dos resultados a partir da Lei de Benford, um método matemático utilizado para detectar anomalias em dados numéricos.

Entretanto, essa lei, sozinha, não é válida para identificar fraudes em resultados eleitorais. Dessa forma, não é possível constatar fraude nas eleições a partir do conteúdo compartilhado.

O que estão dizendo?

Um texto que está sendo compartilhado nas redes sociais afirma que houve inconsistências na apuração de votos do primeiro turno das eleições presidenciais em diversas regiões do Brasil. O conteúdo, publicado em um site de ultradireita, se baseia em um suposto “dossiê confidencial” produzido por um grupo de especialistas técnicos nas áreas de matemática, ciência política e análise forense que aplicaram a “Lei de Benford” para analisar os dados apurados das eleições pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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De acordo com o texto compartilhado, “os padrões de dados descritos no dossiê contém muitas anomalias fortes que são flagrantes bandeiras vermelhas. Este é especialmente o caso na região nordeste do país”. O que sugere uma suposta fraude no primeiro turno das eleições presidenciais.

O conteúdo do texto compartilhado também aponta que: “Fox News e o New York Times noticiaram recentemente, há uma clara indicação de que os Tribunais Supremo e Eleitoral são tendenciosos e vão reprimir qualquer pessoa que investigue a integridade eleitoral no Brasil ou jornalistas que reportem informações que possam ser interpretadas como questionando a integridade dos sistemas eleitorais ou as ações de execução do próprio tribunal”.

Em uma busca nos veículos estadunidenses citados no texto – Fox News e The New York Times – não identificamos nenhuma matéria que afirmasse que o TSE ou STF seriam tendenciosos ou que iriam reprimir quem investiga a integridade eleitoral no Brasil.

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Não há indícios de que houve fraude no primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o uso do modelo estatístico “Lei de Benford”, por si só, não é capaz de provar qualquer irregularidade ou fraude em resultados eleitorais.

O órgão afirma ainda que “é consenso entre especialistas que a aplicação dessa lei para verificar fraude em pleitos eleitorais é controvertida”. A tentativa do uso da Lei Benford para comprovar fraudes nas eleições presidenciais brasileiras também já foi desmentida pelo TSE no pleito de 2014 e 2018.

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A Lei Benford é um método matemático utilizado para detectar anomalias em dados numéricos. Dalson Figueiredo, professor de Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), também afirma que não é possível detectar e comprovar fraude eleitoral a partir da Lei de Benford.

Segundo o pesquisador, a principal aplicação desse método está na área de auditoria forense para identificar padrões que se desviam do que é teoricamente esperado. “ Caso alguma anomalia seja detectada, os especialistas selecionam uma parte dos dados para aprofundar a análise com auxílio de outras técnicas estatísticas. Assim, o simples fato de uma distribuição não seguir a Lei de Benford não significa que os dados foram manipulados”, explica.

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Em parceria com o professor Ernani Carvalho (UFPE) e o pesquisador Lucas Silva (UNCISAL), Figueiredo examinou dados das eleições de 2018 disponibilizadas pelo TSE a partir de cinco métodos que incluíram a Lei de Benford e não foi encontrada nenhuma irregularidade. Uma pesquisa com os dados das eleições de 2022 também está sendo feita.

Ao analisar o dossiê que está sendo compartilhado pelo site de ultradireita, Figueiredo identifica uma série de falhas no documento: “Outro problema com o relatório é a aplicação do primeiro dígito, o que não é recomendado para dados eleitorais”, aponta.

“Outra limitação é a ausência de códigos computacionais para reproduzir as análises. Hoje em dia, qualquer pessoa com um conhecimento intermediário de Excel é capaz de produzir um relatório com informações enviesadas, ou seja, é muito fácil mentir com estatística. Por isso, a ciência vem aderindo a padrões rigorosos de transparência e replicabilidade, o que por sua vez exige a disponibilização de todos os dados e scripts computacionais utilizados para produzir um determinado resultado”, acrescenta.

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Nordeste Sem Fake

O conteúdo falso foi encontrado pela robô Dandara, que monitora diariamente diversas redes sociais em busca de publicações com conteúdos potencialmente relacionados à desinformação. O trabalho tem a participação dos checadores do projeto Nordeste Sem Fake, da Agência Tatu. Mais checagens de fatos estão disponíveis no site.

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Polícia nega motivação política em homicídio de bolsonarista

Circula pelas redes sociais uma afirmação de que o homicídio do bolsonarista Marcello Leite Fernandes tem “fortes indícios de motivação política”. A afirmação também foi compartilhada em um blog daqui do Maranhão com a assinatura do próprio jornalista e compartilhado em suas redes sociais.

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A informação compartilhada é falsa. De acordo com nota enviada pela Delegacia Territorial de Ibotirama, que é responsável pela investigação, as imagens da câmera de segurança foram analisadas e testemunhas já estão sendo ouvidas. A corporação diz que a apuração preliminar indica que não há indícios de motivação política para o crime. (Poder360)

Essa informação também foi compartilhada na matéria do blogueiro maranhense, porém em sua rede social, na legenda do post da matéria, ele afirma “Marcello Leite Fernandes foi vítima de emboscada e morte premeditada com fortes indícios de motivação política”.

Dentro da matéria, para enganar o leitor, foi colocado a falar do ex-secretário de Fomento à Cultura André Pociuncula, que não é responsável pelo caso e não é uma fonte oficial.

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Entenda o caso

O assassinato de um homem de 39 anos no interior da Bahia chamou atenção de bolsonaristas nas redes sociais na 2ª feira (25.jul.2022).

Marcello Leite Fernandes foi baleado na 5ª feira (21.jul) em Ibotirama (BA). Ele era apoiador de Jair Bolsonaro (PL) e usava uma camisa com uma imagem do presidente estampada no momento do crime.

Imagens de uma câmera de segurança no local registraram o homicídio. No vídeo, é possível ver 2 homens em uma motocicleta se aproximando de Marcello. Um deles dispara contra a vítima e foge do local.

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Com informações do Poder 360

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TCE desmente informação falsa sobre realização de concurso público

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) informou, nesta segunda-feira (13), que não têm qualquer fundamento as informações recentemente divulgadas nos meios de comunicação sobre concurso público a ser realizado pela instituição.

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De acordo com a Secretaria de Gestão do órgão, o que há de concreto são os estudos de viabilidade que vem sendo desenvolvidos por comissão específica, criada no ano passado pela Presidência com a finalidade de realizar os trabalhos preliminares à eventual promoção de certame para a seleção de servidores.

Não há portanto, no momento, definição quanto ao formato do eventual concurso, número de vagas, cargos e remuneração, ou quaisquer outros aspectos.

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A Secretaria informa ainda que, qualquer informação sobre a eventual realização de concurso público pelo TCE maranhense será divulgada em sua página na internet, www.tce.ma.gov.br, além do Diário Oficial Eletrônico da instituição que pode ser consultado no mesmo endereço na web.

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Cartilha sobre aborto do Ministério da Saúde desinforma e provoca medo nas vítimas, diz jurista

Mestre em Direito Penal esclarece que existe, sim, aborto legal, e aponta equívocos presentes em documento do Ministério da Saúde

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Uma nova cartilha elaborada pelo Ministério da Saúde afirma que não existe aborto legalizado no Brasil e que, portanto, toda prática de aborto constitui crime. “Não existe aborto legal. O que existe é o aborto com excludente de ilicitude. Quando comprovadas as situações de excludente de ilicitude após investigação policial, ele deixa de ser punido, como a interrupção da gravidez por risco materno”, diz o texto da cartilha.

O texto indica que mulheres que invocarem o direito legal para realizar o procedimento serão investigadas pela polícia. A jurista e mestre em Direito Penal Jacqueline Valles, do Escritório Valles & Valles, explica que quando qualquer pessoa denuncia um crime, todos os envolvidos no fato são investigados. “A polícia verifica todas as informações de todos os envolvidos, mas isso não quer dizer que as vítimas serão tratadas como suspeitas em investigações de estupro”, diz.

Quando uma mulher é violentada e procura atendimento médico, o fato já é comunicado à polícia, que elabora um boletim de ocorrência. A vítima passa por exames de corpo de delito para coletar vestígios e resíduos que permitam a futura identificação do criminoso. “Esse boletim de ocorrência vira um inquérito policial porque estupro é um crime de ação penal pública incondicionada, não depende de representação da vítima. Mesmo que ela não queira dar continuidade a essa investigação, isso não a impede de ter o direito de abortar”, completa a advogada.

Mesmo quando a vítima de estupro não denuncia o crime e descobre a gravidez posteriormente, afirma Jacqueline, ela também tem direito ao aborto. “Só que quando é iniciado o processo para a realização do aborto, é feita a investigação. Mas não é a mulher que é investigada e, sim, a autoria do crime. Ainda assim a vítima não precisa que a investigação seja concluída para que ela tenha direito a realizar o procedimento previsto na lei. A cartilha do Ministério da Saúde mais confunde que explica e tem um jogo de palavras que gera desinformação e pode desestimular ainda mais as denúncias de estupro, um crime que já é subnotificado no Brasil”, afirma.

Dados do Ministério da Saúde divulgados na imprensa mostram que, entre janeiro de 2021 e fevereiro deste ano, foram realizados 1.823 procedimentos de aborto autorizados por lei no Brasil.

A advogada criminalista esclarece que todo aborto feito dentro das regras da legislação é legal. “O aborto no Brasil é legalizado em três circunstâncias: duas estão no Artigo 128 do Código Penal – estupro e risco à vida da mãe; e uma é jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) – fetos anencéfalos. Então esse jogo de palavras usado na cartilha não corresponde à realidade. Só serve para confundir e vitimizar ainda mais as mulheres”, explica.

Estupros
Em 2021, o Brasil registrou 56.098 estupros de mulheres. A cada 10 minutos, uma mulher foi violentada. E, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ainda há uma subnotificação considerável no registro dos casos.

Os dados revelam que durante a pandemia (entre março de 2020 e dezembro de 2021) houve um aumento significativo dos casos de violência sexual contra meninas e mulheres, chegando a um total de 100.398 registros. “As vítimas precisam se sentir seguras e acolhidas para denunciar os crimes. Espalhar desinformação contribui para que crimes e criminosos não sejam investigados e permaneçam impunes. A sociedade, os entes jurídicos e o governo têm que garantir que as vítimas tenham segurança para denunciar e recebam o acolhimento necessário em um dos momentos mais difíceis das vidas dessas mulheres”, finaliza a jurista.

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É falso que APAE de São Luís está doando mil cadeiras de rodas e de banho

Circula pelas redes sociais uma mensagem em áudio em que afirmam que a APAE de São Luís está doando mil cadeiras de rodas e de banho. O áudio também fala que para receber a cadeira de rodas basta apresentar os documentos e a foto de quem está precisando de cadeira. Mas a informação é #FAKE.

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A APAE de São Luís informa que a solicitação de cadeira de rodas se dá através do agendamento de avaliação multiprofissional na Recepção do Centro Especializado em Reabilitação (CER III), que fica na instituição. Sendo necessários apresentar requisição médica, RG, CPF, Cartão SUS e comprovante de residência. Além de disso, é necessário que haja um acompanhante que também deve apresentar RG e CPF.

Em caso de dúvidas os telefones (98) 3216-4247 e (98) 3216-4249 estão disponíveis para informações, assim como as redes sociais da instituição pelo instagram @apaedesaoluis ou pelo Facebook @apaesaoluisma. Também é possível tirar dúvidas na recepção do CER III das 7h30 às 12h e das 13h às 17h.

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É falso noticia que Polícia Militar prendeu homem por porte ilegal de arma de fogo em Miranda do Norte no domingo (15)

Foi divulgada durante o domingo (15), uma notícia onde afirma que um morador com as inicias R.P.F. foi preso na BR-135 por porte ilegal de arma de fogo, após uma denuncia feita pela Polícia Militar.

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A informação é falsa. O homem foi vítima de uma notícia falsa por falta de apuração dos veículos de comunicação. O rapaz de 29 anos abordado pela polícia, porém ele tem todos os documentos legais da arma de fogo, acabando somente sendo um mal entendido no momento da abordagem, sendo liberado posteriormente após a comprovação da legalidade.

A arma em questão era uma pistola 9mm e estava com 14 munições intactas quando foi abordado pela polícia. Junto com a arma ainda tinha sido apreendido um coldre e o veículo Classic Cinza.

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Idosos são foco de desinformação sobre título de eleitor em grupos de WhatsApp

“Atenção! Golpe do TSE! Sabia que estão cancelando o título de quem tem mais de 70 anos?”, alega de forma enganosa uma mensagem que foi compartilhada em 20 grupos de WhatsApp monitorados pelo Radar Aos Fatos. “Tirei uma certidão negativa do cartório eleitoral, diz que não devo nada. Mas no rodapé da página diz que a inscrição foi cancelada”, completa o texto. Em outros grupos, versões da mensagem circularam com emojis de sirenes e chamadas alarmistas.

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Ao todo, foram 106 correntes observadas com o conteúdo, que é falso e foi desmentido recentemente pelo Aos Fatos. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não suspende automaticamente documentos de pessoas com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo. O título é cancelado apenas em situações específicas previstas no Código Eleitoral, como morte do eleitor, ausência de justificativa ou de pagamento de multa após não votar em três eleições seguidas, entre outros.

Mensagens com discursos focados em idosos representam mais da metade da desinformação sobre títulos de eleitor detectada pelo Radar, que monitora 220 grupos de discussão política no WhatsApp. Entre janeiro e abril deste ano, 284 postagens falsas relacionadas a cadastramentos eleitorais circularam 567 vezes. Dessas, 158 (54%), encaminhadas 290 vezes, miram essa faixa etária.

Corrente de Whatsapp desinforma sobre cancelamentos de títulos de eleitor de idosos
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Em março, o TSE lançou uma campanha para incentivar a participação de jovens no próximo pleito. Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), por sua vez, têm convocado, nas redes sociais, eleitores idosos a comparecerem às urnas. O prazo para regularização de cadastros e habilitação de novos eleitores termina em 4 de maio.

Segundo o tribunal, cerca de 27,5 milhões de títulos estão cancelados no país. O principal motivo relatado é a morte do eleitor (12 milhões), seguido da revisão do eleitorado (10,5 milhões) e da ausência sem justificativa em três eleições consecutivas (4,8 milhões). Entre janeiro de 2021 e março deste ano, mais de 2,3 milhões de documentos foram suspensos por esses motivos.

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A Flourish chart

Para sustentar alegações falsas sobre registros de idosos, algumas mensagens no WhatsApp distribuem um vídeo gravado em um cartório eleitoral de Santa Catarina checado como falso pelo Aos Fatos. Nele, uma mulher alega que a mãe teve o título bloqueado indevidamente. “Por que está cancelado, sendo que ela votou na última eleição, para prefeito e vereador?”, ela questiona a um servidor.

O documento da idosa, porém, foi suspenso em 2016 porque ela não coletou a biometria — que à época era obrigatória em sua cidade, São José (SC) — dentro do prazo. Depois disso, a exigência do cadastramento das digitais foi suspensa devido à pandemia da Covid-19.

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“Preste atenção no caso dessa senhora! O TSE cancelou o título da senhora, isso é armação dos togados”, conspira uma das correntes no WhatsApp. “Esse vídeo tem que chegar no Bolsonaro, as Forças Armadas convidadas pelo [Luís Roberto] Barroso tem que fiscalizar urgente”, protesta outra. O vídeo está presente em 19 postagens, compartilhadas 35 vezes.

A gravação também se espalhou em outras plataformas, como Facebook, YouTube e Telegram. Na rede social da Meta, por exemplo, 85 postagens reuniram mais de 5.000 interações e uma série de comentários falsos em ataque ao sistema eleitoral brasileiro. Um deles diz que “estão fazendo de tudo para roubar as eleições” assim “como fizeram nas eleições dos Estados Unidos”.

Print de vídeo falso sobre título de eleitor de idosos
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Mensagens com falsas exigências da Justiça Eleitoral para idosos também foram compartilhadas nas últimas semanas. Usuários afirmam, por exemplo, que pessoas com mais de 70 anos precisam renovar o título e cadastrar a biometria para participar das próximas eleições. Na realidade, o título de eleitor não tem data de validade, e a exigência de coleta biométrica, como mencionado acima, está suspensa.

Impulsionada nas redes sociais por meio de um vídeo publicado no YouTube, que foi apagado posteriormente, essa narrativa esteve presente em 33 mensagens, repassadas 61 vezes no WhatsApp. “Alerta aos idosos bolsonaristas! Atenção para seu título de eleitor. Reativar a partir dos 70 anos”, desinforma um dos conteúdos. Segundo um usuário, o aviso teria de ser repassado, pois está em curso uma estratégia para impedir que idosos votem em Bolsonaro.

CANCELAMENTOS E DIGITAIS

A narrativa desinformativa sobre a biometria não se limitou a uma faixa etária. A alegação falsa de que o cadastramento das digitais no sistema do TSE é obrigatório para todos os eleitores que irão votar na eleição de 2022 apareceu em 80 mensagens do universo monitorado, com 180 envios. Em geral, os conteúdos desinformativos acusam a Justiça Eleitoral de esconder a exigência para sabotar o pleito.

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“Já observou como a esquerda, a ‘imprensa’ (os ‘jornazistas’) e até o TSE estão caladinhos sobre isso???”, alega uma postagem. “Divulguem, essa é a oportunidade para os verdadeiros interessados em ter uma eleição limpa e democrática.” No entanto, para participar das próximas eleições, o eleitor só precisa apresentar um documento de identidade e regularizar o título dentro do prazo.

Alguns usuários relatam suspensões arbitrárias de documentos por parte do TSE. “Atenção, estão cancelando o título de eleitores de Bolsonaro depois de pesquisas nas redes sociais”, diz uma das postagens. Foram encontradas 46 publicações do tipo, compartilhadas 97 vezes.

Em quase metade dessas mensagens, um homem de São Luís (MA) afirma em vídeo que seu título foi cancelado, mesmo tendo votado nas últimas eleições, o que já foi desmentido por Aos Fatos.

O vídeo compartilhado nos grupos monitorados estimula os usuários a argumentarem que os documentos estão sendo cancelados sem motivo. “Eles são bandidos, canalhas…! O TSE fará de tudo para eleger o criminoso Lula…!”, diz uma das mensagens com o conteúdo, que extrapolou para outras redes. No Facebook e no YouTube, a gravação alcançou, respectivamente, 10.200 interações e 21.100 visualizações.

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Vídeo enganoso de certidão eleitoral que circulou no whatsapp

METODOLOGIA

Radar coletou mensagens que continham os termos “título” e “eleitor” ou “biometria” compartilhadas nos 220 grupos de discussão política monitorados na plataforma entre 1º de janeiro e 27 de abril de 2022. Depois, identificou quantas postagens difundiam desinformação sobre o assunto, de acordo com checagens produzidas anteriormente pelo Aos Fatos, e quais eram suas alegações.

Referências:
1. Aos Fatos (1234 e 5)
2. Site do Planalto
3. TSE (12 e 3)

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