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Lula: BNDES voltará a ser motivo de orgulho do povo brasileiro

Na cerimônia de posse de Aloizio Mercadante à frente do banco, presidente reforçou a vocação da instituição como parceira para induzir a economia a partir de investimentos com potencial de inclusão social

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltará a ser parceiro essencial na indução do crescimento com viés de inclusão social. A retomada de financiamentos para obras de vários setores e a consequente geração de empregos no mercado interno é uma das apostas do Governo Federal para que a economia seja reativada, com a participação ativa de micro, pequenas e médias empresas.
 

A sua missão, meu caro Aloizio, é fazer esse banco voltar a ser motivo de orgulho do povo brasileiro. Esse banco tem de pegar dinheiro e devolver para o governo gerando investimento, gerando emprego, gerando renda e gerando melhoria na qualidade de vida do nosso povo”

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Essa perspectiva foi a tônica do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cerimônia de posse do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. O evento ocorreu no Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira, 6/02.
 

“A sua missão, meu caro Aloizio, é fazer esse banco voltar a ser motivo de orgulho do povo brasileiro. Esse banco tem de pegar dinheiro e devolver para o governo gerando investimento, gerando emprego, gerando renda e gerando melhoria na qualidade de vida do nosso povo”, afirmou Lula.
 

O presidente recordou o papel estratégico do BNDES ao longo de sua primeira gestão à frente do Governo Federal. Em 2002, o banco desembolsava R$ 37 bilhões para investimento. Em 2010, já eram 168 bilhões. Em 2021, contudo, caiu para R$ 64 bilhões.
 

“Se o BNDES é um banco de desenvolvimento e a gente percebe que, quando ele investe, a economia cresce, e quando não investe, a economia não cresce, eu fico me perguntando como é que vamos fazer voltar os investimentos em obra de infraestrutura nesse país”, questionou o presidente da República.
 

Lula citou que há mais de 14 mil obras paradas atualmente no país, quatro mil só na área de educação, além de muitas no setor de infraestrutura e logística. Para ele, o investimento a partir de financiamentos de bancos com viés sociais — casos de BNDES, CAIXA, Banco do Brasil, BASA e BNB — é uma forma de movimentar a economia, gerar empregos, induzir investimentos privados e priorizar a qualidade de vida dos brasileiros.
 

“Tem algumas palavras que são mágicas na boca de todos nós. A palavra credibilidade é muito importante para quem governa. A palavra estabilidade é importante. A palavra previsibilidade. A palavra responsabilidade fiscal é muito importante. A palavra responsabilidade social é mais importante ainda. O importante é saber qual delas a gente vai privilegiar ao sentar à mesa e decidir para que lado a balança vai pender em determinado momento”, disse o presidente. “Se nós temos uma dívida fiscal de 20 anos, de 30 anos, de 40 anos, nós temos uma dívida social de 100 anos uma dívida social de 200 anos, uma dívida social impagável se a gente não colocar o assunto como prioridade”, completou.
 

Para que essa dívida social seja equacionada, o presidente também cobrou de Mercadante os esforços para que a política do banco leve em conta a necessidade de juros mais baixos que os atualmente adotados pelo Banco Central para atrair investimentos e aportes.
 

“O BNDES pode contribuir para fazer com que a taxa de juros nesse país caia, porque não tem explicação para que a taxa de juros esteja 13,5%. Como vou pedir para os empresários ligados à FIESP investir, se eles não conseguem tomar dinheiro emprestado?”.
 

DESINFORMAÇÃO — Ao longo de sua fala, o presidente Lula reforçou, ainda, que um dos papéis da gestão de Aloizio Mercadante à frente do BNDES será desfazer uma série de desinformações que foram disseminadas em relação ao papel e à credibilidade do banco ao longo dos últimos anos.
 

“A primeira mentira foi a de que o BNDES era uma ‘caixa preta’. De tanto martelarem isso na cabeça das pessoas, o banco teve que gastar R$ 48 milhões em uma auditoria internacional. No fim, nada foi encontrado de irregular nas operações, porque todas foram contratadas com critérios técnicos e garantias firmes”, defendeu Lula.
 

Outra mentira disseminada, segundo o presidente, foi de que o BNDES repassava dinheiro direto a outros países. “O BNDES nunca deu dinheiro para “países amigos do governo”. O banco financiou o serviço de engenharia de empresas brasileiras em nada menos que 15 países da América Latina e do Caribe entre 1998 e 2017”, ressaltou. “Esse banco prestou enormes e grandes serviços ao povo brasileiro e vai continuar prestando”.
 

O evento no Rio de Janeiro contou com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, de diversos titulares de ministérios do Governo Federal, do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, da presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, além de diversos representantes do setor produtivo.

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
 

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Lula manifesta solidariedade a vítimas de terremoto que deixou mortos na Turquia e na Síria

Até a manhã desta segunda, governos dos países afetados contabilizavam mais de 1,6 mil mortos, 50 mil feridos e milhares de desaparecidos; ainda não há registro de brasileiros atingidos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou solidariedade às vítimas do terremoto que atingiu uma região na fronteira entre a Síria e a Turquia, e deixou centenas de mortos nos dois países na manhã desta segunda (6) – noite de domingo (5), no horário de Brasília.

“Olhamos com preocupação para as notícias vindas da Turquia e Síria, após terremoto de grande magnitude. O Brasil manifesta sua solidariedade com os povos dos dois países, com as famílias das vítimas e todos que perderam suas casas nessa tragédia”, escreveu Lula em uma rede social.

Até as 9h20 desta segunda, o Ministério das Relações Exteriores ainda não havia informado a presença de brasileiros entre os mortos ou feridos pela catástrofe.

O balanço oficial dos governos da Síria e da Turquia apontava, até o mesmo horário, mais de 1,6 mil mortos e 50 mil feridos em decorrência do tremor.

O terremoto de magnitude 7,8 atingiu o sul da Turquia e o norte da Síria na segunda-feira, derrubando centenas de edifícios e matando pelo menos 1.200 pessoas nos dois países.

Acredita-se que centenas ainda estejam presas sob os escombros. O número de vítimas pode aumentar à medida que equipes de resgate vasculham os destroços em cidades e vilas tanto na Turquia quanto na Síria.

Em ambos os lados da fronteira turca, moradores foram acordados pelo terremoto antes do amanhecer e correram para fora em uma noite fria, chuvosa e com neve de inverno, enquanto os prédios foram destruídos e fortes tremores secundários continuaram.

Equipes de resgate e residentes em várias cidades procuraram por sobreviventes, trabalhando em emaranhados de metal e pilhas gigantes de concreto.

Por G1

Como jornalistas usam de falácia hipócrita para justificar crimes de policiais

Você deve ter escutado argumentos do tipo que “criminaliza o crime”. Aqueles argumentos que são usados para justificar o crime de policiais ou para desviar o assunto. Isso é tão comum que até mesmo jornalistas acabam perpetuando falácias hipócritas que justificam crimes cometidos por policiais.

Uma dessas falácias é a ideia de que a policia precisa usar força para proteger a sociedade. Embora seja verdade que a polícia tenha a responsabilidade de proteger a comunidade, isso não significa que a força excessiva seja justificável. Em muitos casos, a violência policial é usada de forma desproporcional, especialmente contra pessoas negras e pobres, e acaba agravando ainda mais a situação.

Outra falácia comum é a de que as vítimas de violência policial são criminosos perigosos. Essa narrativa perpetua estereótipos negativos e desumaniza as vítimas, sugerindo que merecem o que lhes aconteceu. Na verdade, muitas vezes, as vítimas são inocentes que foram alvo de abuso de poder policial.

Infelizmente, muitos jornalistas perpetuam essas falácias, sem questionar a narrativa oficial e sem investigar a verdade por trás desses casos. Isso acaba por perpetuar a cultura de impunidade e violência policial, ao invés de denunciá-la e buscar soluções para o problema.

É importante que jornalistas sejam críticos e objetivos ao cobrirem notícias de violência policial. É preciso questionar a narrativa oficial, investigar a verdade por trás dos casos e dar voz às vítimas e suas famílias. Desta forma, a imprensa pode desempenhar um papel realmente útil na busca por justiça e igualdade para todos.

Em resumo, ao perpetuarem falácias hipócritas, jornalistas acabam justificando crimes cometidos por policiais e perpetuando a cultura de impunidade e violência policial. É fundamental que a imprensa seja crítica e objetiva ao cobrir esses casos, investigando a verdade e dando voz às vítimas.

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Composto produzido por coral invasor elimina o parasita da doença de Chagas

Elton Alisson | Agência FAPESP – A partir da década de 1980, um animal marinho conhecido popularmente como coral-sol (Tubastraea tagusensis) começou a ser observado no litoral brasileiro, ancorado em plataformas de petróleo na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. Hoje, essa espécie invasora, originária do Indo-Pacífico, já se espalhou por mais de 3,5 mil quilômetros (km) da costa brasileira e é considerada uma ameaça à diversidade biológica por destruir outras espécies de corais, se reproduzir rapidamente e não ter um predador natural.

Ao analisar as toxinas produzidas pelo coral-sol para se defender contra a predação por peixes e outros organismos e competir por espaço e substratos, pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, da Universidade Federal do ABC (UFABC) e do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (Cebimar-USP) constataram que uma das substâncias secretadas pelo animal é capaz de combater o Trypanosoma cruzi, parasita causador da doença de Chagas.

Os resultados do estudo, apoiado pela FAPESP, foram descritos em artigo publicado na revista ACS Omega, da Sociedade Americana de Química.

“Se por um lado o coral-sol é um vilão para a biodiversidade marinha, por outro tem potencial de ser benéfico para a vida humana ao produzir uma substância química com potencial farmacológico para combater uma doença que afeta 7 milhões de pessoas e carece de tratamentos eficazes”, diz à Agência FAPESP André Gustavo Tempone Cardoso, pesquisador do laboratório de novos fármacos para doenças negligenciadas do Instituto Adolfo Lutz e coordenador do projeto.

O cientista teve o primeiro contato com o coral-sol na década de 1990, ao mergulhar em Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ).

“Naquela época eu não sabia que esse coral, que é muito bonito, é uma espécie invasora”, afirma Tempone.

Ao falar de suas impressões sobre o coral-sol com Álvaro Esteves Migotto, o pesquisador do Cebimar e coautor do estudo comentou que o animal produzia toxinas que matavam outros corais encontrados no litoral brasileiro, como o coral-cérebro (Mussismilia hispida), e que estava dominando as paisagens marinhas.

Com base nessa observação, eles começaram a coletar amostras do coral-sol no canal de São Sebastião, litoral norte de São Paulo, onde está localizado o Cebimar, para analisar os compostos químicos produzidos pelo animal.

O estudo foi conduzido durante o doutorado de Maiara Romanelli Silva, primeira autora do artigo e orientanda de Tempone.

“Há muitos estudos sobre a biologia do coral-sol, mas ainda não existiam pesquisas relacionadas à atividade farmacológica dos compostos que ele produz”, afirma Tempone.

Composto candidato

Por meio de fracionamento guiado por bioatividade, os pesquisadores identificaram compostos químicos produzidos pelo coral-sol com potencial ação antiparasitária. Empregando técnicas de ressonância magnética nuclear e espectrometria de massa de alta resolução, eles conseguiram isolar e caracterizar quimicamente uma substância candidata a combater o Trypanosoma cruzi.

Já estudos conduzidos pelo pesquisador João Henrique Ghilardi Lago, professor da UFABC, permitiram elucidar a estrutura da molécula e identificá-la como um alcaloide indólico 6-bromo-2 de metilaplisoposina.

“Essa substância pertence a uma classe de compostos muito interessante do ponto de vista farmacêutico por apresentar atividades biológicas de interesse para o tratamento de doenças humanas”, explica Tempone.

Os pesquisadores testaram o composto químico puro contra o T. cruzi em células de mamíferos (in vitro) nas fases extracelular (tripomastigota) – presente na fase inicial da doença de Chagas, em que o parasita ainda está circulando no sangue – e intracelular (amastigota), presente na fase crônica da doença, quando o parasita desaparece da circulação por já ter invadido as células, principalmente as do coração e dos músculos digestivos.

Os resultados dos ensaios indicaram que o composto foi capaz de eliminar o parasita nessas duas fases, sem apresentar efeitos tóxicos nas células mesmo na concentração mais alta testada.

Já os resultados dos estudos de mecanismos de ação do composto no T. cruzi mostraram que a substância afeta os níveis de cálcio do parasita, reduzindo na mitocôndria a geração de ATP [adenosina trifosfato] – a fonte de energia celular.

“O composto danifica a única mitocôndria que o parasita possui e que fabrica o ATP”, explica Tempone.

Por meio de um estudo computacional (in silico), também foi avaliada a semelhança do composto químico com fármacos disponíveis no mercado para o tratamento da doença de Chagas, com base em suas propriedades físico-químicas e parâmetros farmacodinâmicos.

As análises indicaram que o composto tem propriedade semelhante à de diversos fármacos aprovados no mercado. Um dos únicos medicamentos disponíveis hoje para o tratamento da doença é o benzonidazol, que, a despeito de reduzir a carga de T. cruzi em pacientes crônicos, não evita danos cardiológicos causados pela enfermidade e nem outros sintomas, como o aumento do cólon, além de causar graves efeitos colaterais.

“Agora estamos dedicados a conseguir fazer a síntese total de compostos derivados dessa molécula, com maior potência, e testá-los em modelo animal”, diz Tempone.

O artigo Mitochondrial Imbalance of Trypanosoma cruzi Induced by the Marine Alkaloid 6â??Bromo-2-deâ??Nâ??Methylaplysinopsin pode ser lido em: https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acsomega.2c03395.

Lula retomará programa Minha Casa Minha Vida no dia 14 de fevereiro

Cerca de 3 mil unidades habitacionais devem ser inauguradas na data por todo país

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou, no domingo (5.fev), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá retomar o programa Minha Casa Minha Vida no dia 14 de fevereiro. Segundo ele, na data, o mandatário visitará a Bahia, onde acompanhará a inauguração de um conjunto habitacional na cidade de Santo Amaro. 

No mesmo dia, também serão disponibilizadas outras 3 mil unidades residenciais em todo o país, bem como as diretrizes do Minha Casa Minha Vida. Rui Costa informou ainda que o governo deve dialogar com prefeitos e governadores para retomar as 120 mil obras da faixa 1 do programa – destinada a famílias de baixa renda -, que estão incompletas.

“O governo anterior extinguiu a faixa 1 do programa, destinada a pessoas mais carentes. Nós vamos retomar e garantir moradia às famílias que mais precisam. Infelizmente, a sensação que nós temos é de que não tinha governo. Essa é a expressão. Não é que o governo era apenas ruim, não existia”, disse o ministro.

Fonte: SBT News

Dia Nacional da Mamografia: 7 mitos e verdades sobre o exame

Muitas mulheres ainda têm dúvidas sobre a mamografia, o que contribui para a falta de adesão ao acompanhamento médico

05 de fevereiro é o Dia Nacional da Mamografia, sendo uma data importante no calendário da saúde, sobretudo para a mulher, já que este exame é imprescindível para detectar alterações na mama e identificar o câncer.

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), 40% das brasileiras não realizam o exame há mais de três anos. O dado é preocupante, já que, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, o câncer de mama é o tipo mais incidente em mulheres de todas as regiões, após o câncer de pele não melanoma. Em 2022, estima-se que ocorrerão 66.280 casos novos da doença.

Estudos da Associação Americana de Câncer mostram que, se descoberto no início, o câncer de mama tem chances de cura de até 98%. Esse índice cai para até 50% se a neoplasia estiver em um estágio mais avançado.

Daí a importância de fazer a mamografia, o exame de rastreio por imagem que tem a finalidade de estudar o tecido mamário, tendo a precisão de detectar um nódulo, mesmo que este ainda não seja palpável, e identificar lesões em estágios iniciais.

“Mesmo que a mamografia tenha sua importância comprovada para diagnósticos precoces e ajuda no combate ao câncer de mama em estados agressivos, muitas mulheres ainda têm dúvidas sobre o exame, fator que contribui para a falta de adesão ao acompanhamento médico”, afirma Carlos Moraes, ginecologista e obstetra pela Santa Casa/SP e membro da FEBRASGO.

Para desmistificar informações sobre a mamografia, o especialista cita os principais mitos e verdades acerca do exame:

A mamografia é o principal meio de diagnosticar a doença em fases iniciais

Verdade: O exame é o método mais eficaz para identificar lesões, nódulos, assimetrias e microcalcificações, que são pequenos depósitos de cálcio alojados no interior da mama e que podem representar o início da proliferação celular do câncer.

A mamografia deve ser feita anualmente, a partir dos 40 anos

Depende: O INCA indica que a mamografia deva ser feita a cada dois anos, a partir dos 50 anos, caso não seja encontrada nenhuma alteração. Já a Sociedade Brasileira de Mastologia defende que as mamografias comecem a partir dos 40 anos.

O câncer de mama é mais comum em mulheres a partir dos 50 anos. No entanto, pode atingir mulheres mais jovens. O rastreamento costuma ser iniciado a partir dos 40 anos, com a realização do exame de mamografia anual. Mas, para mulheres com histórico familiar, a mamografia pode ser realizada a partir dos 35 anos.

Mulheres sem histórico familiar da doença não precisam do exame de rotina

Mito: “Ainda que o câncer de mama não tenha acometido ninguém da família, não significa que você estará imune à doença. Grande parte das mulheres que desenvolvem o câncer de mama não apresentam histórico familiar”, alerta Carlos Moraes.

A radiação da mamografia pode fazer mal à mulher

Mito: O exame pode ser realizado normalmente, já que a radiação emitida é muito baixa, sendo insuficiente para causar danos a outros órgãos.

Quem faz autoexame diário das mamas não precisa tanto da mamografia

Mito: O autoexame tem como objetivo identificar qualquer alteração na região das mamas. Se houver, será preciso realizar a mamografia para uma avaliação detalhada.

“Entretanto, há nódulos que não são palpáveis, sendo descobertos apenas na mamografia”, pontua Carlos Moraes, que também é especialista em Perinatologia pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein, e em Infertilidade e Ultrassom em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO, e médico nos hospitais Albert Einstein, São Luiz e Pro Matre.

As características da mama podem atrapalhar a mamografia

Verdade: Mamas gordurosas aparecem mais escuras no exame, sendo mais fáceis de identificar anormalidades. Já as mamas com muito tecido fibroglandular, cujo aspecto é mais branco e denso, criam uma dificuldade maior na detecção de um eventual câncer. Nestes casos, é preciso realizar também um ultrassom das mamas.

Prótese de silicone dificulta o exame

Depende: O silicone pode se sobrepor a lesões na mamografia, afetando os resultados. No entanto, há manobras durante o exame que permitem uma visualização quase que completa da mama, sem interferir o implante. Eventualmente, pode ser preciso aliar outros exames, como o ultrassom e até a ressonância magnética, que possibilitam uma melhor visualização.

“Vale lembrar que a mamografia deve ser realizada rotineiramente, com o objetivo de preservar a saúde da mulher. Muitas pacientes só marcam consulta quando já estão com os sintomas, correndo o risco desnecessário de não tratar a doença logo no início”, finaliza o ginecologista Carlos Moraes.

Parar de fumar e consumir álcool pode evitar 40% dos casos de câncer

No Dia Mundial do Câncer (4/2), confira oito dicas fundamentais para prevenir a doença

O consumo de tabaco, bebida alcoólica, alimentação inadequada e a falta de prática de atividades físicas estão entre os principais fatores de risco para o surgimento do câncer em todo o mundo. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o câncer é uma das principais causas de morte na população. A previsão é que 2,1 milhões de pessoas morram em decorrência da doença, até 2030. Câncer, também conhecido como tumor maligno e neoplasia é a denominação genérica de um grupo de doenças que pode afetar qualquer parte do corpo. A doença é caracterizada pelo crescimento desordenado de células que invadem órgãos e tecidos. “É unânime entre as recomendações médicas a indicação de hábitos saudáveis, como a interrupção do fumo, de bebidas alcoólicas, além do estímulo à prática de atividades físicas regulares na prevenção do câncer. De acordo com a OPAS, 40% dos casos poderiam ser prevenidos evitando estes fatores de risco”, destaca a médica Gisele Abud, diretora Técnica da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h Zona Leste, em Santos (SP). A unidade, que pertence a rede pública de saúde da Prefeitura de Santos, sendo gerenciada pela entidade filantrópica Pró-Saúde, está localizada na região litorânea do estado de São Paulo e atua como referência para urgências em Clínica Médica, Ortopedia, Pediatria e Odontologia. A médica acrescenta que o câncer de pulmão está entre os mais comuns, segundo as autoridades em saúde, e que o tabagismo é o principal fator de risco para o câncer, causando 22% das mortes. “É inegável que rastrear o câncer precocemente é fundamental para tratar corretamente e aumentar as chances de cura, mas a recomendação prioritária, é adotar hábitos que contribuam de fato para o não aparecimento da doença”, afirma Gisele. “Os exames ajudam no monitoramento e se fazem essenciais, porém, a prevenção de fato é mudar hábitos, rotina, o que permite que o corpo funcione melhor e saudável”, complementa. Dicas de prevenção No Dia Mundial do Câncer (4/2), data que busca aumentar a conscientização e a educação mundial sobre a doença, confira oito dicas fundamentais de prevenção: 

Mineração em terras indígenas da Amazônia aumentou 1.217% nos últimos 35 anos

Elton Alisson | Agência FAPESP – A mineração em terras indígenas na Amazônia Legal aumentou 1.217% nos últimos 35 anos, saltando de 7,45 quilômetros quadrados (km2) ocupados por essa atividade em 1985 para 102,16 km2 em 2020. Quase a totalidade (95%) dessas áreas de garimpo ilegal está concentrada em três terras indígenas: Kayapó, seguida pela Munduruku e a Yanomami.

Os dados são de um estudo feito por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade do Sul do Alabama, dos Estados Unidos. Os resultados do trabalho foram publicados na revista Remote Sensing.

“Observamos um crescimento constante da mineração em terras indígenas entre 1985 e 2020, que se agravou a partir de 2017. Naquele ano, o garimpo ilegal ocupava 35 kmem terras indígenas e, em 2020, saltou para quase 103 km2”, diz à Agência FAPESP Guilherme Augusto Verola Mataveli, pós-doutorando na Divisão de Observação da Terra e Geoinformática do Inpe, bolsista da FAPESP e primeiro autor do estudo.

Outros autores do artigo são Michel Eustáquio Dantas Chaves, também pesquisador do Inpe, e Elton Vicente Escobar Silva, doutorando na instituição.

A fim de identificar as áreas de mineração em terras indígenas, os pesquisadores usaram um conjunto de dados referentes ao período de 1985 a 2020 fornecido pelo projeto MapBiomas – uma rede colaborativa formada por organizações não governamentais, universidades e startups de tecnologia que mapeia a cobertura e o uso do solo no Brasil.

A iniciativa classifica o tipo de uso e cobertura da terra em todo o Brasil por meio da análise automática, feita por algoritmos, de imagens obtidas por satélites, com resolução espacial de 30 metros.

“Com base na classificação automática das imagens, o sistema é capaz de distinguir uma área de floresta de outra com mineração consolidada, que tem solo exposto e características muito diferentes da cobertura vegetal”, explica Mataveli.

Uma das limitações do sistema para identificar mineração em terras indígenas, contudo, é a impossibilidade de classificar o garimpo em embarcações ancoradas em rios ou em pequenas áreas onde não ocorreu a conversão da floresta para essa atividade.

“Esse número alarmante do avanço da mineração em terras indígenas na Amazônia Legal que levantamos provavelmente é ainda maior se levarmos em conta essas limitações do conjunto de dados utilizados”, afirma Mataveli.

Nova fronteira do garimpo

De acordo com dados do estudo, a maior parte do garimpo ilegal dentro das terras indígenas na Amazônia Legal está relacionada à mineração de ouro (99,5%) e apenas 0,5% à mineração de estanho.

Essa atividade está mais intensa na terra indígena Kayapó, onde a estimativa da ocupação da área por garimpeiros em 2020 – de 77,1 km2 – foi quase 1.000% superior à encontrada em 1985, de 7,2 km2.

Já na terra indígena Munduruku a atividade mineradora apresentou forte crescimento a partir de 2016, saltando de 4,6 km2 para 15,6 km2 em apenas cinco anos. O mesmo padrão foi encontrado na terra indígena Yanomami, onde o garimpo ilegal ocupava 0,1 km2 em 2016 e avançou para 4,2 km2 em 2020.

“São nessas três terras indígenas que o poder público tem que, de fato, atuar, por meio da intensificação de ações de fiscalização, para impedir o avanço da mineração ilegal”, avalia Mataveli.

De acordo com o pesquisador, a terra indígena Yanomami, demarcada em 1992, é a mais isolada entre as três. Esse isolamento dificultou por muito tempo o acesso de garimpeiros ilegais. O aumento da cotação do ouro no mercado internacional e o enfraquecimento da proteção da Amazônia Legal nos últimos anos, contudo, estimularam os investimentos em infraestrutura de acesso a essa área protegida.

“Essa combinação de fatores culminou na transformação da terra indígena Yanomami em uma nova fronteira da mineração”, afirma Mataveli.

Segundo dados do estudo, em 2018, a mineração ultrapassou, pela primeira vez, 2 km2 na terra indígena Yanomami. Desde então, o aumento exponencial dessa ilegalidade resultou em um cenário de invasões e violações de direitos humanos.

Em 2022, a Polícia Federal identificou um aumento de 505% na mineração às margens do rio Uraricoera. As lideranças Yanomami estimam a presença de mais de 20 mil garimpeiros ilegais dentro do território indígena, enquanto o número total de indígenas é de cerca de 30 mil. Além disso, a presença de garimpeiros ampliou os casos de malária e espalhou outras doenças infecciosas para os povos indígenas.

“A tragédia que estamos vendo hoje, com a crise humanitária dos Yanomami, já era previsível”, diz Mataveli.

Para reverter esse cenário é preciso, em um primeiro momento, identificar e monitorar as terras indígenas onde o garimpo ilegal tem aumentado de forma mais expressiva nos últimos anos. Além disso, é preciso coibir o desmatamento.

Normalmente, a mineração na Amazônia Legal, incluindo nas terras indígenas, ocorre após o desmatamento, diz Mataveli.

“A mineração ilegal na Amazônia está muito ligada ao desmatamento, porque é preciso desmatar a floresta para depois explorar o solo”, afirma.

O artigo Mining is a growing threat within indigenous lands of the brazilian Amazon pode acessado em: www.mdpi.com/2072-4292/14/16/4092.

Kadu Pakinha treina para a primeira competição da temporada de 2023

Após vencer o Troféu Mirante Esporte pela terceira vez, jovem surfista vai disputar o Quissamã Pro-Am.

O surfista maranhense Kadu Pakinha, que conta com o patrocínio do governo do Estado e da Potiguar por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, vive a expectativa pela primeira competição na temporada de 2023. Uma das principais revelações do esporte no Estado, o jovem atleta de 15 anos está confirmado na disputa do Quissamã Pro-Am 2023, que será realizado entre os dias 9 e 12 de fevereiro, na Praia Barra do Furado, em Quissamã, a 234 km do Rio de Janeiro.

Determinado a conquistar um grande resultado no Quissamã Pro-Am 2023, Kadu Pakinha passa por um período de treinos intensos no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. O jovem surfista pretende aumentar a coleção de conquistas após um 2022 histórico, com destaque para a participação no Campeonato Maranhense de Surf, onde foi campeão na categoria Sub-16 e garantiu a terceira colocação na categoria Open.

Na última temporada, Kadu também chegou às quartas de final do Iguape Pró, do Maresia Ondas do Futuro e do Circuito Caucaia, além de representar o Maranhão nas categorias Sub-14 e Sub-16 do Circuito Brasileiro de Surf de Base.

Por causa dos grandes resultados da temporada de 2022, Kadu Pakinha foi eleito o melhor atleta de surf na 18ª edição do Troféu Mirante Esporte, maior premiação esportiva do Estado, que ocorreu no Teatro Arthur Azevedo, em São Luís. Essa é a terceira vez que Kadu leva o troféu de destaque maranhense em sua modalidade, sendo a segunda de maneira consecutiva.

“Estou muito feliz com a conquista de mais um Troféu Mirante Esporte, agradeço muito a Deus, aos meus familiares e a todo mundo que votou em mim. Também fica o meu agradecimento ao patrocínio da Potiguar e do governo do Estado, que acreditam no meu potencial e me ajudam a representar o Maranhão em alto nível nas competições pelo Brasil. Esse prêmio me motiva a continuar trabalhando em busca de títulos, e espero ir bem na primeira competição do ano, em Quissamã”, afirmou Kadu.

Brasil é o 8º país com mais bilionários no mundo

País possui 62 bilionários, valor acima do Japão, Noruega e Chile, juntos

Com 62 bilionários, o Brasil ocupa a 8ª posição do ranking que lista os países com mais bilionários no mundo.

É o que revela um estudo divulgado pela plataforma de cupons CupomValido.com.br com dados da Forbes e Statista sobre o número de bilionários pelo planeta.

No total existem 2.668 bilionários no mundo. E os Estados Unidos é país de principal destaque, com 735 bilionários, o que representa mais de 27% do total de bilionários.

Ao considerar as top 10 pessoas mais ricas do mundo, os Estados Unidos também segue na liderança, sendo 8 norte-americanos.

Os Ganhadores e os Perdedores

Em comparação com o ano anterior, o Brasil perdeu 3 bilionários.

A Índia foi o país que mais ganhou, com um aumento de 26 bilionários.

Já a China foi o país que mais perdeu do ranking, com uma diminuição de 87 bilionários. Um dos principais motivos, foi a política restritiva de covid zero, que afetou sinoticamente a cadeia de suprimentos e manufatura.

Os mais ricos do Brasil

O Jorge Paulo Lemann é o homem mais rico do Brasil, com uma fortuna estimada de $15,4 bilhões de dólares. A principal origem de sua fortuna é proveniente da empresa de bebidas, Ambev (atual AB InBev, após fusão).

Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, também sócios da AB InBev, ocupam a 3ª e a 5ª posição do ranking, respectivamente.

Em 2ª posição, está o Eduardo Saverin, um dos cofundadores do Facebook junto ao Mark Zuckerberg em 2004.

Jorge Neval Moll Filho, o fundador da Rede D’Or, está em 4ª posição do ranking.

Joseph Safra foi o fundador do Banco Safra, e após seu falecimento, deixou a herança com sua família, que ocupa a 6ª posição.

Ainda estão no ranking dos top 10: Lucia Maggi (cofundadora da Amaggi), Andre Esteves (sócio do BTG), Alexandre Behring (cofundador da 3G Capital) e Luciano Hang (fundador da Havan).

FonteForbesCupomValido.com.brStatista