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Como jornalistas usam de falácia hipócrita para justificar crimes de policiais

Você deve ter escutado argumentos do tipo que “criminaliza o crime”. Aqueles argumentos que são usados para justificar o crime de policiais ou para desviar o assunto. Isso é tão comum que até mesmo jornalistas acabam perpetuando falácias hipócritas que justificam crimes cometidos por policiais.

Uma dessas falácias é a ideia de que a policia precisa usar força para proteger a sociedade. Embora seja verdade que a polícia tenha a responsabilidade de proteger a comunidade, isso não significa que a força excessiva seja justificável. Em muitos casos, a violência policial é usada de forma desproporcional, especialmente contra pessoas negras e pobres, e acaba agravando ainda mais a situação.

Outra falácia comum é a de que as vítimas de violência policial são criminosos perigosos. Essa narrativa perpetua estereótipos negativos e desumaniza as vítimas, sugerindo que merecem o que lhes aconteceu. Na verdade, muitas vezes, as vítimas são inocentes que foram alvo de abuso de poder policial.

Infelizmente, muitos jornalistas perpetuam essas falácias, sem questionar a narrativa oficial e sem investigar a verdade por trás desses casos. Isso acaba por perpetuar a cultura de impunidade e violência policial, ao invés de denunciá-la e buscar soluções para o problema.

É importante que jornalistas sejam críticos e objetivos ao cobrirem notícias de violência policial. É preciso questionar a narrativa oficial, investigar a verdade por trás dos casos e dar voz às vítimas e suas famílias. Desta forma, a imprensa pode desempenhar um papel realmente útil na busca por justiça e igualdade para todos.

Em resumo, ao perpetuarem falácias hipócritas, jornalistas acabam justificando crimes cometidos por policiais e perpetuando a cultura de impunidade e violência policial. É fundamental que a imprensa seja crítica e objetiva ao cobrir esses casos, investigando a verdade e dando voz às vítimas.

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História de vida do cão e características do tutor influenciam o grau de agressividade animal, diz estudo

Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP – Cachorros que passeiam diariamente com seus donos são menos agressivos. Cães cujas tutoras são mulheres supostamente latem menos para estranhos. Já os caninos mais pesados tendem a ser menos insolentes com seus donos do que os peso-leves. Pugs, buldogues, shih-tzus e outros animais com o focinho encurtado podem ser mais afrontosos com humanos do que os cachorros de focinho médio e longo, como é o caso do golden retriever e do popular vira-lata caramelo.

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Foi o que mostrou um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) com 665 cães de estimação de diferentes raças, inclusive vira-latas (sem raça definida). Na pesquisa, publicada na revista Applied Animal Behaviour Science, foram relacionados fatores morfológicos, ambientais e sociais com perfis de agressividade dos cães de estimação. O cruzamento de dados mostrou que não apenas condições como peso, altura e tamanho do focinho estão associadas a maior ou menor incidência de agressividade, como também questões relacionadas às histórias de vida dos animais e às características do tutor.

De acordo com o artigo, os resultados confirmam a hipótese de que o comportamento dos cachorros não é algo definido apenas pelo aprendizado, nem só pela genética. Trata-se do efeito de uma interação constante com tudo o que cerca a vida do animal. O estudo teve apoio da FAPESP por meio de um projeto sobre a abordagem etológica da comunicação social entre diversas espécies, entre elas a humana (leia mais: agencia.fapesp.br/37136/).

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“Os resultados ressaltam algo que estamos estudando já há algum tempo: O comportamento emerge da interação do animal com o seu contexto, ou seja, o ambiente e o convívio com o tutor, por exemplo, além é claro da morfologia do cachorro. Todos esses fatores têm impacto na forma como o cachorro interage com o ambiente e também na maneira como a gente interage com ele”, explica Briseida de Resende, professora do Instituto de Psicologia (IP-USP) e coautora do artigo.

No estudo, realizado durante a pandemia de COVID-19, 665 tutores de cães responderam a três questionários on-line, que forneciam informações sobre características do animal, seu ambiente, tutor e comportamentos agressivos, como latir para estranhos e até atacar. Ao cruzar essas informações com o grau de agressividade dos cães, os pesquisadores identificaram alguns padrões interessantes. Os questionários foram desenvolvidos pela pesquisadora do IP-USP Natália Albuquerque e a professora Carine Savalli, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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“Apenas o gênero do tutor se mostrou um fator capaz de predizer o comportamento com estranhos: a ausência de agressividade foi uma característica 73% mais frequente entre os cães de mulheres”, conta Flávio Ayrosa, primeiro autor do artigo.

O sexo do animal também parece influenciar o grau de agressividade. “A chance de o animal ser hostil com o dono foi 40% menor em fêmeas do que em machos”, diz o autor. “Mas foi na comparação entre tamanho do focinho que encontramos uma diferença mais significativa: as chances de agressividade contra o dono tendem a ser 79% maiores em cães braquicefálicos [focinho achatado] do que nos mesocefálicos”, afirma.

Por outro lado, quanto mais pesado o cão, menor era a possibilidade de agressividade contra seu tutor. Ao cruzar os dados, os pesquisadores identificaram que as chances de agressividade diminuíram 3% para cada quilo extra de massa corporal.

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Mas Ayrosa ressalta que os achados associados ao perfil do tutor não são uma relação de causa e efeito. “Encontramos uma relação, mas não é possível dizer o que vem primeiro. O fator ‘passear com os cães’, por exemplo: pode ser que as pessoas passeavam menos com os cachorros por eles serem animais agressivos, ou os cachorros podem ter se tornado mais agressivos porque seus tutores não passeavam com eles”, afirma.

“Características como peso, altura, morfologia do crânio, sexo e idade influenciam a interação entre os cães e seu ambiente. Isso pode fazer com que o animal passe mais tempo em casa, por exemplo”, completa.

Historicamente, a agressividade dos cães tem sido associada única e exclusivamente à questão da raça. Tal paradigma começou a mudar nos últimos dez anos, quando surgiram os primeiros estudos que relacionavam perfis comportamentais com fatores como idade do cão, sexo, questões metabólicas e diferenças hormonais. No Brasil, a pesquisa coordenada pelo grupo do IP-USP foi a primeira a avaliar questões morfológicas e comportamentais, entre elas a agressividade, em animais sem raça definida.

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“Só mais recentemente os estudos passaram a investigar a influência de fatores relacionados à morfologia, histórias de vida dos animais, características dos tutores, origem [comprado ou adotado], como é o caso do nosso estudo”, diz Ayrosa.

O artigo Relationships among morphological, environmental, social factors and aggressive profiles in Brazilian pet dogs pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0168159122002246?via=ihub#gs2.

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Trend no Tik Tok de tapar a boca com fita para dormir: Prática segura ou prejudicial?

Recentemente, uma nova trend no Tik Tok de tapar a boca para dormir ganhou bastante visibilidade. A hashtag “Mouth Taping” soma, inclusive, mais de 30 milhões de visualizações. A trend recomenda o uso de uma fita na boca com o intuito de garantir que a respiração ocorra pelo nariz durante o sono.

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Segundo os praticantes dessa nova “onda” das redes sociais, o objetivo é dormir respirando apenas pelo nariz para combater o envelhecimento e dormir melhor. Afirmam que fechar a boca com uma fita nos lábios, forçando uma respiração com o nariz ao dormir, resolve problemas de respiração. Entretanto, médicos consideram a ação perigosa, podendo transformar-se em um risco de vida.

Infelizmente, a fita na boca é uma maneira extrema de encorajar a respiração nasal que traz sérios riscos à saúde. “A atividade pode contribuir para problemas mais sérios, como doenças cardíacas, DPOC e derrame, principalmente se aplicado e você sofre de apneia do sono.” alerta o médico do esporte, otorrinolaringologista e com atualização em medicina integrativa Dr. Victor Lamônica.

A apneia obstrutiva do sono, que é o colapso total ou parcial das vias respiratórias, é uma das perturbações do sono mais comuns e perigosas. Segundo um estudo publicado em 2019 na revista Lancet Respiratory Medicine, acredita-se que mais de mil milhões de pessoas com idades compreendidas entre os 30 e os 69 anos têm esta doença. E, segundo os especialistas, existem milhões de pessoas que ainda não foram diagnosticadas.

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“Imagine que você tem uma obstrução na cavidade nasal devido a alergias ou está congestionado e, além disso, você prende a boca, pode ser problemático porque você não está recebendo ar suficiente do nariz ou da cavidade oral. Pode resultar em uma pessoa não recebendo oxigênio suficiente à noite.” esclarece o médico Victor Lamônica.

A respiração pela boca está frequentemente ligada a alergias, constipações e congestão nasal crónica. Um septo desviado, que é a cartilagem que separa as narinas, também pode ser uma causa – um septo torto pode bloquear as vias respiratórias.

Para uma boa noite de sono é preciso deixar as vias aéreas respiratórias superiores livres e isso inclui o nariz e a boca. Tampar a boca com fita adesiva, além de não ter nenhum efeito positivo, ainda pode ser prejudicial.

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O que mais deve-se considerar para ter uma boa noite de sono?

Evitar dormir de barriga cheia, ainda mais em se tratando de carnes e gordura. Evitar uso de bebida alcoólica, pois isso relaxa a musculatura e piora as chances de roncar.

A obesidade é um dos principais fatores que influenciam no nosso sono. E as alterações anatômicas como retrognatia (queixo para trás), desvio de septo, hipertrofia de cornetos nasais ou adenoide (carne esponjosa), rinite alérgica. Disfunções ou hipotonia do músculo da língua, estresse, ansiedade, uso de celular antes de dormir e sedentarismo.

Estas questões devem ser abordadas e avaliadas antes de decidir tapar a boca com fita. Nada comprova que fechar a sua boca à força durante a noite o vá ajudar a dormir melhor.

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“Todas estas questões médicas subjacentes podem ser tratadas numa consulta com um otorrinolaringologista ou um especialista em sono que pode criar um plano de tratamento personalizado.” finaliza o Dr. Victor Lamônica.

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Pejotização imposta aos médicos após reforma trabalhista inclui obrigações típicas de assalariado e exclui direitos

O médico no Brasil, apesar da condição de profissional liberal, se vê fundamentalmente como um trabalhador, cuja inserção no mercado vem sendo cada vez mais precarizada. A observação é de pesquisadores da Universidade Federal do ABC (UFABC) e da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) em estudo que será publicado na quarta (23) na revista Trabalho, Educação e Saúde, editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fiocruz. Com apoio da MRC/CONFAP-Health Systems Research Networks, o estudo recebeu fomento do Newton Fund/Medical Research Council (UK), Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

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Em pesquisa qualitativa baseada em entrevistas semiestruturadas com médicos, foram examinadas as tendências recentes da forma de inserção dos médicos no mercado de trabalho a partir da regulação das relações trabalhistas. O trabalho é o desdobramento da pesquisa “Como a atual crise reconfigura o sistema de saúde no Brasil? Um estudo sobre serviços e força de trabalho em saúde nos estados de São Paulo e Maranhão”, realizada entre 2019 e 2021, cujo objetivo central foi avaliar o impacto da crise econômica no sistema de saúde brasileiro público e privado desses dois estados.

O estudo, liderado pela economista e doutora em Medicina Preventiva, Maria Luiza Levi, da Universidade Federal do ABC, com a colaboração de seis coautores da FMUSP, mostrou que atualmente a pejotização constitui praticamente uma condição necessária para a atuação dos médicos. Embora o SUS ainda ofereça oportunidades de trabalho com carteira assinada, isso também vem diminuindo, e a pejotização tem sido frequente até na Administração Direta.

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Os entrevistados afirmam que a inserção pejotizada em geral não é escolha e o profissional tampouco consegue impor condições na contratação de seus serviços, como seria esperado de uma relação entre empresas. O resultado é uma relação em que o médico acaba tendo obrigações típicas de assalariado, pois cumpre horário, metas de produção e atua em locais que pertencem a empresas. “Porém, ele não tem acesso às contrapartidas em termos de direitos, como férias remuneradas, licença por motivo de saúde e aposentadoria. Há esquemas contratuais particularmente precários para os médicos, com risco de atraso de pagamento e até calote, situações que tendem a se intensificar a partir da flexibilização promovida pela reforma trabalhista”, observa Maria Luiza.

O estudo conclui que a inserção ‘pejotizada’ de médicos se apresenta como parte de um movimento mais geral de barateamento da força de trabalho associado à terceirização, potencializado pela reforma trabalhista. Também indica que há espaço para a exploração de políticas voltadas à gestão de trabalhadores que busquem atrair e fixar médicos no Sistema Único de Saúde.

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Dia da Consciência Negra: empreendedores negros chegam a 52% à frente de negócios no país

Segundo o Atlas dos Pequenos Negócios 2022, relatório divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae, no quarto trimestre de 2021, cerca de 52% de donos de negócio se auto classificavam como negros, que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, trata-se da soma de pretos e pardos. A proporção desses empreendedores é significativamente maior nas regiões Norte e Nordeste em comparação com Sudeste e Sul. Estados como Amazonas e Acre, por exemplo, o total chega a 84%, enquanto em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, eles são em 15%. Com a proximidade do Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, confira sete histórias de empreendedores de sucesso: 

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Márcio Flávio Reis, de 56 anos, se considera uma pessoa que “venceu na vida”. Após se aposentar, com 50 anos, foi apresentado por um amigo a Anjos Colchões & Sofás, rede especializada em colchões e estofados. Foi naquele momento que resolveu empreender e virar dono do seu próprio negócio. Mas, antes disso, como boa parte dos brasileiro, Reis começou “de baixo”. Ainda menino, perdeu o pai, o que o levou a começar a trabalhar aos 11 anos como entregador de farmácia. De lá para cá fez um pouco de tudo até se tornar gerente regional de uma loja de departamentos por 28 anos. Para ele, empreender é um desafio. “Não temos mais horário fixo e é preciso estudar muito. O lado bom é que o empreendedorismo abre a mente e permite recomeçar do zero. Ao mesmo tempo que é desafiador, também é muito gratificante. Meu conselho para quem está começando é estar aberto a aprender”, diz. 

A baiana Clara Ferreira, 48 anos, cresceu em Salvador e trabalha como geógrafa na área de meio ambiente e geoprocessamento. Com medo de ser demitida por conta da privatização, abriu uma franquia da Yes! Cosmetics, segmento pelo qual é interessada como consumidora desde criança. “Como já usava os produtos da marca, sabia da qualidade e por isso confiei em abrir um negócio com essa parceria”, conta. Ela explica que como mulher, preta e periférica, sofreu na pele todas as mazelas que a condição coloca às brasileiras. “Só me dei conta disso recentemente e agora consigo fazer uma reflexão maior sobre o que vivi. Cresci num bairro da periferia e credito todo o meu crescimento aos estudos. Sempre fui muito aplicada e contei com pais que me apoiaram nesse sentido. Principalmente a minha mãe, que era professora e criou em casa um ambiente de aprendizagem constante e incentivou tanto a mim, quanto aos meu irmãos, sobre a necessidade de estudar. O estudo me proporcionou ter uma boa colocação no mercado e trilhar um caminho de crescimento”.

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Natália Pereira, 36 anos, é relações públicas e viu sua vida mudar após enxergar na Maria Brasileira, maior rede de franquias de serviços de limpeza residencial e empresarial do Brasil, a oportunidade de ser dona do seu próprio negócio e conciliar a carreira profissional com a tão sonhada maternidade. “Atuei durante nove anos em uma franqueadora, mas chegou o momento em que considerei a questão familiar e a maternidade. Analisei as possibilidades e, como aquele ambiente não seria acolhedor com uma mulher grávida, decidi empreender. Acredito que existam inúmeros desafios para nós, então, a dica que eu tenho é estudar muito e buscar conhecimento. Isso é libertador e pode determinar o crescimento ou a morte do seu negócio”, afirma a multifranqueada responsável pelas unidades nos municípios de Bauru, Lençóis Paulista, Lins e Bady Bassit, todos em São Paulo.

Daniela Masada, 35 anos, deixou o emprego em uma empresa multinacional de RH, na qual era CLT, para se aproximar da filha e manter algum trabalho que pudesse ser feito em casa. Fez um curso de confeitaria e começou a vender doces gourmet em restaurantes. Nesse mesmo período, seu irmão Danilo, pesquisando algumas franquias, encontrou o Emagrecentro, uma rede que conheceu quando sua esposa realizou o método 4 fases. Juntos, como sócios, inauguraram a unidade de Ferraz de Vasconcelos (SP) há três anos. “Virar empreendedora mudou minha vida! Hoje tenho mais tempo com a minha filha, comecei a cursar nutrição e abraço todos os desafios de ter o meu próprio negócio. Aqui priorizamos transmitir a nossa essência para os nossos colaboradores para que o atendimento seja um diferencial e uma marca registrada para cada um de nossos clientes. Isso reflete no bom faturamento por meio do nosso trabalho e empenho diário”, explica.

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O economista Glaucio José de Araújo, 46 anos, trabalhava em uma multinacional quando decidiu empreender. Detinha pequenas participações em empreendimentos de outras pessoas quando conheceu a OdontoCompany, maior rede de clínicas odontológicas, em uma feira de franquias. “O desafio foi imenso, primeiro porque era uma área nova e precisei estudar bastante, desde o modelo de franquia, o setor de odontologia e o formato do negócio, que já era reconhecido e ajudou muito”, explica. Mas nem tudo foi fácil e, ao assinar o contrato e se preparar para a reforma, veio a pandemia, que parou com tudo. Seis meses depois, quando pode retomar, enfrentou mais um problema, dessa vez com o fornecimento de matéria prima. “Hoje em dia tenho certeza que tudo valeu a pena, ainda mais por ser um segmento de odontologia, dando muito mais solidez para o empreendimento”, finaliza Glaucio.

Jairo Rocha, de 37 anos, estava no último semestre da graduação em música quando resolveu que era a hora de virar a chave e apostar no empreendedorismo. Proprietário de duas unidades em Campinas (SP) da Casa de Bolos, rede pioneira em bolos caseiros, ele relata que o começo da jornada não foi tão fácil. “Eu morava em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, mas, quando tomei a decisão de ser franqueado, mudei para Campinas. Esbarrei em muitas dificuldades burocráticas no início, mas como sou de uma família empreendedora, já sabia qual o caminho que tinha pela frente”. Com a vida tomando outros rumos, o empreendedorismo levou Jairo a cursar outra graduação, desta vez de administração, na qual já está concluindo o último semestre. “Ter meu negócio me fez ver o que realmente gosto: acompanhar uma empresa ganhando forma e mudando para melhor. Por precisar entender mais sobre minhas lojas, comecei a fazer administração e me encontrei cada vez mais no que faço”, compartilha. 

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Para a administradora de empresas Fernanda Souza, de 35 anos, o empreendedorismo sempre fez parte dos seus sonhos. Franqueada da Mais1 Café, maior rede de cafés especiais do Brasil, na cidade de Araxá (MG), Fernanda é graduada desde 2008 e, ao longo da vida, buscou atuar em empresas para ganhar experiência. Em 2020, durante a pandemia da Covid-19, ela e o marido, Rafael Menezes, de 36 anos, entenderam que era hora de fazer algo diferente. “Nós dois cursamos a mesma turma durante a faculdade e, desde aquela época, sonhávamos em ter o nosso negócio”, conta. Agora, quer investir em capacitação para aprimorar o seu dia a dia. “Estou em uma fase de aprendizado, porque conheço as teorias, mas a prática é muito diferente. Quero fazer cursos para me profissionalizar ainda mais sobre a parte de vendas e de gestão”, finaliza. 

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Intolerância Religiosa: Até quando?

Taxada como “charlatã” detentora de um dos principais canais de espiritualidade no YouTube, espiritualista Kélida Marques fala sobre sua trajetória com a espiritualidade e casos de Intolerância Religiosa.

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Ofender, difamar e agredir são considerados crimes e a maioria das pessoas tem, ou deveria ter, a mínima consciência que ofender a honra, a reputação ou a boa fama de qualquer pessoa, assim como não respeitar diferenças ou crenças religiosas de terceiros, são atos passíveis de consequências judiciais.

Na próxima quarta-feira, dia 16, é comemorado o Dia Nacional da Tolerância Religiosa, e mesmo em pleno século XXI muitos não têm tranquilidade em expor sua religião. É muito comum encontrarmos relatos sobre terreiros destruídos, santos quebrados, xingamentos e muito mais. A espiritualista Kélida Marques é detentora de um dos principais canais de espiritualidade do Youtube, arrasta mais de 1M de seguidores, foi pioneira em realizar giras de umbanda online, mas ainda sofre bastante com a intolerância religiosa.

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“Quando comecei a publicar os meus vídeos na internet não mostrava o meu rosto, primeiro porque meu marido não aceitava e tinha receio de sofrermos represálias. Quando o que eu fazia chegou aos ouvidos da minha família, muitos deles se afastaram. Minha mãe, por exemplo, ficou sem falar comigo por alguns anos e o resto da família, sem sei como estão.  Se você me perguntar se me sinto mal com isso, hoje te digo que isso me liberta. Eu sou eu, faço o que amo, e sei que meu caminho é de luz e fico muito feliz de poder ajudar as pessoas com o meu trabalho”, relata Kélida.

Além da família, o preconceito também acontecia dentro do próprio segmento. Alguns membros a chamavam de “charlatã”, já que ela foi pioneira em fazer lives e cultos online e esses não enxergavam essa atitude com bons olhos. “Recebi ataques de outras pessoas, de membros da religião inclusive, que me chamavam de atriz, quando eu fazia as lives com as entidades. Recebia uma enxurrada de críticas, calúnias, fui motivo de gozação dentro do próprio meio espiritual. Também cheguei a ser impedida de fazer uma ação na TV porque eu estava vestida de cigana. Eles me disseram que a apresentadora não queria fazer a ação e pediram para eu trocar de roupa. Claro, que não aceitei e nunca aceitaria. Aquilo foi uma das piores coisas que já sofri, porque foi cara a cara mesmo”, comenta a espiritualista. 

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Recentemente, em nome da Casa Espiritual Maria Madalena, dirigida por ela em São Paulo, Kelida moveu uma ação contra o Pastor André Valadão após ele ter postado em seu perfil em uma rede social, com ofensas à entidade da Umbanda e do Candomblé dizendo que “o fedor que é da Pombagira, cheiro ruim é que é do capeta”. O processo foi arquivado e nada foi feito. “Nesse sentido, com o arquivamento da representação, este lamentável episódio de preconceito e intolerância religiosa passará impune e incentivará mais condutas deste tipo” – finaliza.

Kelida Marques é responsável pela transformação na vida de milhares de pessoas. Recebe mais de 1000 mensagens por dia em seus canais de atendimento, realiza mais de 250 consultas de Tarot por mês, dezenas de rituais de amor, saúde e prosperidade, além dos atendimentos caritativos presenciais e online. “Sinto a espiritualidade em minha vida desde pequena e tenho como missão acabar com pré-conceitos absurdos em torno da religião. Vou continuar lutando para que ninguém passe impune” – conclui.

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Sobre a espiritualista Kélida Marques: Detentora de um dos principais canais do YouTube sobre Espiritualidade com quase 1M de inscritos e mais de 60 milhões de views em seus vídeos, Kélida que também é psicanalista, hipnóloga e terapeuta holística reikiana  realiza atendimentos online, promove rituais de cura, benzimentos e vigília, de maneira constante e gratuita. Faz previsões, rituais, responde perguntas através do baralho cigano e fala com propriedade sobre conexões entre almas, cartas psicografadas, numerologia e terapias alternativas. Com toda essa bagagem espiritual (bruxa naturalista na linhagem de São Cipriano por tradição familiar) e profissional (formada em psicologia), a mística espiritualista atua unindo corpo, mente e espírito sempre com um pouco de magia. www.ciganakelida.com

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IBGE: renda média de trabalhador branco é 75,7% maior que de pretos

Brancos também têm sido menos afetados pelo desemprego

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Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado hoje (11) mostra a cor como fator relevante na diferenciação do rendimento mensal médio dos trabalhadores no país em 2021. De acordo com o levantamento, os brancos ganham R$ 3.099 em média. Esse valor é 75,7% maior do que o registrado entre os pretos, que é de R$ 1.764. Também supera em 70,8% a renda média de R$ 1.814 dos trabalhadores pardos.

Mesmo entre pessoas com nível superior completo, persiste uma distância significativa. Nesse grupo, o rendimento médio por hora dos brancos foi cerca de 50% maior que o dos pretos e cerca de 40% superior ao dos pardos. Além disso, embora representem 53,8% dos trabalhadores do país, pretos e pardos ocuparam em 2021 apenas 29,5% dos cargos gerenciais.

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Os brancos também têm sido menos afetados pelo desemprego. A taxa de desocupação em 2021 para eles é de 11,3%. Entre a população preta é de 16,5% e para a população parda, de 16,2%.

Os dados revelam ainda diferenças na informalidade: apenas os brancos se situam abaixo do índice nacional de 40,1%. Segundo o IBGE, “a informalidade no mercado de trabalho está associada, muitas vezes, ao trabalho precário e à ausência de proteção social”. Ela envolve trabalhadores que podem enfrentar dificuldades para acesso a direitos básicos, como a aposentadoria e a garantia de remuneração igual ou superior ao salário mínimo.

A proporção de pessoas pobres no país também é bastante distinta no recorte por cor. Entre os brancos, 18,6% estão abaixo da linha da pobreza, isto é, vivem com menos de US$ 5,50 por dia conforme uma das classificações do Banco Mundial. O percentual praticamente dobra entre pretos (34,5%) e pardos (38,4%).

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Intitulado Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, o estudo faz um cruzamento de dados extraídos de mais 12 pesquisas do próprio IBGE. Ele está em sua segunda edição. A primeira, divulgada em 2019, foi mais enxuta: indicadores sobre mercado de trabalho e distribuição de rendimento, por exemplo, não integraram o levantamento. De acordo com o IBGE, “as desigualdades raciais são importantes vetores de análise das desigualdades sociais no Brasil, ao revelar no tempo e no espaço a maior vulnerabilidade socioeconômica das populações de cor ou raça preta, parda e indígena”. 

Outros indicadores

O estudo traz ainda informações atualizadas sobre patrimônio, educação, violência, representação política e ambiente político dos municípios. De acordo com o IBGE, há um acesso desigual dos diferentes grupos populacionais a bens e serviços básicos necessários ao bem-estar, como saúde, ensino, moradia, trabalho e renda.

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Foi constatado que nos domicílios de pessoas brancas há maior presença de praticamente todos os bens duráveis analisados: geladeira, televisão, máquina de lavar, forno, micro-ondas, automóvel, computador, ar-condicionado, tablet e freezer. A única exceção foram as motocicletas, que aparecem com maior frequência em domicílios de pessoas pardas. No campo, entre os proprietários de terras com mais de 10 mil hectares, 79,1% se declaram brancos, 17,4% pardos e apenas 1,6% eram pretos.

O estudo também apresenta um recorte das vítimas de homicídio no país em 2020. Entre as pessoas pardas, registra-se a maior taxa, com 34,1 mortes por 100 mil. Na população preta, esse índice é de 21,9 mortes, enquanto entre os brancos é de 11,5.

Na educação superior, o IBGE encontrou diferentes realidades conforme o curso. Na pedagogia, por exemplo, pretos e pardos representavam 47,8% dos alunos matriculados em 2020. Na enfermagem, eles eram 43,7%. Por outro lado, no curso de medicina, representavam apenas 25%.

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Dados de representação política nas eleições municipais de 2020 também foram incluídos no levantamento. Entre os candidatos a prefeito que realizaram campanhas com arrecadação superior a R$ 1 milhão, 67,5% são brancos.

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64% deixaram de consumir ou diminuíram a frequência de consumo devido ao aumento dos preços do cardápio, revela pesquisa da Galunion

Estudo também mostra que os hábitos de consumo no ambiente de trabalho mudaram, já que o quesito ‘sair para comer na maioria das vezes’ registrou uma queda de 20% para 15% nesta edição

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Desde 2020, a Galunion, consultoria especializada no setor de alimentação fora do lar, realizou cinco edições da pesquisa de alimentação na pandemia, evidenciando as constantes mudanças decorrentes deste cenário no mercado brasileiro de Food Service. A sexta edição traz dados que mostram quais os hábitos e as preferências dos consumidores que irão prevalecer nesse momento. O estudo foi realizado de 19 a 26 de setembro de 2022, contou com 1.045 entrevistas respondidas por pessoas a partir de 18 anos, das classes ABC, em todo o território nacional.

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Neste novo levantamento, alguns dados chamaram a atenção. O primeiro deles é que 64% dos ouvidos afirmaram que o motivo por deixarem de consumir ou diminuírem a frequência de consumo foi devido ao aumento dos preços do cardápio. Ou seja, a preocupação com os custos fundamentada nos índices oficiais, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, continua sendo um dos maiores desafios e entraves para aqueles que atuam no mercado de Food Service, refletindo assim na escolha dos clientes.

“Com base nas respostas coletadas, o número de pessoas trabalhando registrou um aumento, já que em fevereiro eram 76% e em setembro esse número passou a ser de 82% com relação à situação dos entrevistados. Destes, 41% voltaram a trabalhar presencialmente, 23% estão em formato híbrido e 14% seguem a maior parte do tempo em casa. Tais números refletem na forma de consumo dos brasileiros. Quando perguntamos o que pretendem fazer em relação aos gastos com comida fora de casa nos próximos seis meses, ficou evidente que isso varia bastante de acordo com a classe social. Neste caso, temos a Classe A em que 35% querem diminuir gastos, 53% irão manter e 13% planejam aumentar. Na Classe B, por exemplo, há um equilíbrio entre manter e reduzir os gastos com alimentação fora do lar, com 42% e 51% respectivamente, sendo que apenas 7% desejam aumentar. Além disso, é possível observar que a maior tendência de redução está na Classe C, já que essa é a intenção de 58%, enquanto 37% querem manter e 5% aumentar os gastos”, revela Nathália Royo, especialista em inteligência de mercado na Galunion.

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Diante deste cenário, a consultoria levantou a hipótese sobre qual pedido os consumidores fariam, caso pudessem, para os donos de bares, restaurantes, cafeterias e toda a cadeia de Food Service. Dois itens obtiveram destaque, já que 45% apontaram que seria importante trazer opções de pratos mais baratos e gostosos e para 33% é essencial não sacrificar a qualidade dos produtos. Além disso, 15% preferem que os estabelecimentos invistam em experiência e hospitalidade e 7% que criem maneiras de atendê-los onde quer que o cliente esteja. Um fator que chamou a atenção neste levantamento foi que, entre os critérios de escolha dos restaurantes, a opção de ter uma comida gostosa, com 61%, ultrapassou o quesito de higiene e limpeza, com 56%, que aparecia em primeiro lugar nas demais pesquisas com consumidores desde o início de 2020.

“Com relação aos hábitos de consumo durante o almoço quando os entrevistados estão trabalhando de casa, 64% comem comida em casa feita na própria residência na maioria das vezes, enquanto esta é a opção apenas por algumas vezes de 24%. Quando falamos dos hábitos de almoço no ambiente de trabalho, o estudo revela que houve uma alteração, pois a decisão de sair para comer na maioria das vezes registrou uma queda de 20% antes da pandemia para 15% neste levantamento. Já os pedidos via delivery ou take away ainda são feitos pela grande parte dos respondentes, registrando um percentual de 80%. Entre as curiosidades desta modalidade, podemos apontar que 84% das pessoas tiveram problemas com delivery nos últimos três meses e, desses, 69% foram relacionados ao tempo de entrega maior que o prometido”, explica a fundadora e CEO da Galunion, Simone Galante.

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Consumidor como protagonista

Além de preço, comida gostosa, agilidade no atendimento e higiene, 85% dos consumidores desejam alterar ou personalizar seu pedido do seu jeito e 77% gostariam de receber sugestões de alterações do pedido com base em suas escolhas anteriores. Além disso, 95% das pessoas querem encontrar novidades em alimentos

e bebidas nos bares e restaurantes. Ou seja, ter autonomia para comer o que quer e da forma que deseja, se tornou um diferencial para os clientes. Isso fica ainda mais evidente nas novas gerações, que preferem os canais digitais para efetuar pedidos via delivery.

Ainda com base neste serviço de entrega, além do prato principal, 51% dos entrevistados costumam incluir bebidas não alcoólicas nos pedidos, enquanto 44% integram a refeição com sobremesas ou doces. Mas, ainda há algumas barreiras para os clientes não comprarem entradas, acompanhamentos, sobremesas e bebidas no delivery. Entre os motivos, para 40% as opções oferecidas pelos estabelecimentos são de marcas que podem ser encontradas em todos os lugares ou que já possuem em casa, além de 30% que afirmam poder comprar opções iguais ou similares em outro lugar.

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O estudo ainda mostra quais são as principais tendências em oferta culinária, na visão do consumidor, sendo elas: 42% produtos feitos com ingredientes naturais, 40% produtos de café da manhã ou qualquer hora do dia, 38% comfort food – prato ou bebida que te traz conforto, 36% produtos de fornecedores locais ou artesanais, e 34% produtos gostosos e indulgentes, para me premiar. Porém, vale ressaltar que nem todas as tendências e culinárias são desejadas em todos os lugares. Quando questionados sobre onde preferem culinárias internacionais, açaí e sorvetes, salgados e comidas asiáticas, a maioria indicou preferência pelo consumo fora de casa. Já grelhados, churrascos, espetos, peixes e frutos do mar foram destacados como opções que menos pessoas preferem pedir por delivery ou take away. As opções que preferem fazer e consumir em casa são comida brasileira caseira, cafés, chás, sucos, vitaminas, saladas, pokes e massas.

“Com base em todos os dados levantados, conseguimos traçar qual a visão atual dos consumidores em relação à variedade de opções disponíveis no mercado de Food Service. Dessa forma, é possível evidenciar que negócios que investem em fatores como educação, humildade, respeito, ser acolhedor e pedir feedback dos clientes em relação aos alimentos e ao atendimento, ganham destaque no setor. Além disso, nossa orientação principal é que os estabelecimentos busquem por comidas naturais, acessíveis, saudáveis e gostosas, além de investir em compreender as ocasiões de consumo mais significativas do seu negócio. Ao saber onde e para que inovar, fica mais simples adicionar as novidades de acordo com as tendências de mercado. O importante é focar na necessidade do público-alvo e como atendê-lo com excelência não apenas com um prato primoroso, mas em todas as esferas do negócio, proporcionando uma boa jornada de compra e uma experiência de consumo de qualidade”, finaliza Galante

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Sobre a Galunion

Especializada no setor de alimentação, a empresa atua como uma catalisadora de conhecimento, networking e inovação. Os serviços são voltados para negócios e profissionais que atuam no mercado de Foodservice. Fundada e comandada pela CEO, Simone Galante, a Galunion atua em projetos de consultoria estratégica e de inovação, monitoramento de tendências, pesquisas, educação, roadshows, laboratório culinário e outros eventos para o mercado de alimentação preparada fora do lar. Realiza também estudos quantitativos e qualitativos em parcerias com renomadas entidades como a ABF (Associação Brasileira de Franchising) e a ANR (Associação Nacional de Restaurantes).

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Nove em cada dez pais não leem termos de jogos e aplicativos usados pelas crianças

Mais de 75% dos pais e tutores de crianças com até 12 anos relatam aumento do uso de jogos e aplicativos digitais e da visualização de canais infantis durante a pandemia. Porém, apenas 10% leem os termos de consentimento de mídias e dispositivos utilizados pelos menores. Os apontamentos são de pesquisadores da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) em artigo publicado na revista Cadernos EBAPE.BR na segunda (31).

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Os pesquisadores aplicaram questionário online com 24 perguntas fechadas a 565 pais e tutores nos meses de setembro e outubro de 2020.  107 desses respondentes também preencheram uma questão discursiva opcional, com depoimentos, analisados de forma qualitativa.

Os autores observam que os pais atribuem a si mesmos a responsabilidade do uso dos dispositivos e mídias digitais pelas crianças. Apenas uma respondente menciona a ausência de leis para regular a publicidade em plataformas e jogos voltados ao público infantil. Mais da metade (56%) das crianças da amostra têm seu próprio celular, e alguns pais e tutores relatam controlar o tempo de uso de dispositivos pelas crianças como medida principal para restringir a exposição aos conteúdos digitais. Mas esse esforço individual não evita a disponibilização de dados do público infantil para as plataformas, aponta o artigo.

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O pesquisador da FGV EAESP Fernando Vianna, um dos autores do estudo, destaca que a discussão sobre a relação entre usuários e plataformas ainda é incipiente no Brasil. São necessárias, segundo ele,  mais pesquisas com observações de campo em escolas primárias para entender o comportamento das crianças diante das tecnologias. O segundo passo, explica Vianna, é “compreender como as próprias escolas estão se relacionando tanto com as crianças quanto com as organizações proprietárias de plataformas, especialmente em um cenário de aparente tecnocracia, em que tudo o que é plataformizado acaba sendo tomado como garantia de bom e moderno”.

O autor aponta, ainda, a importância de analisar lacunas na efetividade de legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para a segurança dos dados de usuários. Isso se aplica à própria tecnologia do Estado para o tratamento de dados como os que passam por aplicativos de benefícios sociais ou de atendimento de saúde. “Há uma opacidade muito grande das plataformas. Ninguém fora delas consegue compreender, exatamente, seu funcionamento. E essa situação precisa ser analisada, já que elas se tornam sistemas sem controle externo efetivo, mas com total acesso aos dados dos seus usuários”, completa Vianna.

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