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Veja dados e curiosidades das seleções e jogadores nas Copas do Mundo

Reportagem traz análises exclusivos sobre os mundiais desde a primeira edição, em 1930

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Desde a primeira Copa do Mundo, realizada em 1930 no Uruguai, 10.972 jogadores foram convocados para os times de mais de 80 seleções ao longo de quase 100 anos, segundo dados do World Football, analisados pela Agência Tatu.

Deste total de atletas, Montevidéu, capital uruguaia, foi a que mais teve atletas nascidos na cidade convocados para uma Copa do Mundo, com um total de 141. A segunda com mais jogadores convocados foi o Rio de Janeiro, com 96 nascidos na cidade.

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Quando o assunto é a altura dos atletas, o mundial deste ano se destaca. O atual goleiro da seleção holandesa, Andries Noppert, é o jogador mais alto que já jogou em uma Copa do Mundo, com 2,03 metros.

Esta edição também tem um dos jogadores mais baixos que já atuou em um mundial, o marroquino Ilias Chair, com 1,58 metro, perdendo apenas para um jogador do Congo Mambwene Mana (1,57 m), no mundial de 1947 na Alemanha, e o sul-coreano Ji-Sung Kim (1,57 metro), na Copa da Suíça de 1954.

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Entre as seleções que mais participaram das Copas do Mundo, o Brasil está no topo e é a única seleção que participou de todas as 22 edições realizadas desde 1930. A seleção alemã está na segunda colocação, com 20 participações, seguida da Itália, com 18.

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Copa do Catar 2022

Um dado que chama a atenção é em relação ao pé com que melhor chutam os jogadores convocados por cada seleção na Copa do Mundo do Catar. Neste quesito, o Uruguai se destaca por ter convocado 23 atletas, entre os 26 totais, que chutam melhor com o pé direito.

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No infográfico abaixo é possível filtrar por uma determinada seleção que atuou no mundial deste ano e ver mais características de cada um dos jogadores convocados, como o peso de cada atleta, a altura, cidade natal, data de nascimento e o melhor pé.

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Norte e Nordeste tiveram a maior alta na desigualdade de renda em 2021

Em contrapartida, estados da região Sul apresentam os melhores resultados no Índice de Gini

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A desigualdade de renda no Brasil cresceu expressivamente de 2020 para 2021. De acordo com o índice de Gini, o Norte foi a região que teve o maior crescimento, sendo seguido pelo Nordeste, que é a região que atualmente possui o maior Índice, ou seja, a maior desigualdade do país.

O Índice de Gini é um instrumento que mede o grau de concentração de renda em determinado grupo, apontando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. A medida do índice vai de 1 a 0, sendo que quanto mais próximo o número for de 1, maior é a desigualdade de renda, e quanto mais próximo de 0, menor a desigualdade.

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Em uma análise dos últimos 10 anos, é possível perceber que de 2019 para 2020 ocorreu uma queda significativa no nível de desigualdade. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), isso aconteceu devido aos benefícios dos programas emergenciais de transferência de renda. Já de 2020 a 2021 houve um aumento significativo na desigualdade no país, segundo o índice, refletindo a redução dos efeitos do Auxílio Emergencial e ausência de recuperação efetiva no mercado de trabalho.

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Agência Tatu analisou os dados recém divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), que apontam estados do Nordeste entre os que tiveram a maior alta do índice de Gini nos últimos 10 anos (de 2012 a 2021): Rio Grande do Norte teve um aumento de 15,6% e Paraíba de 8,6%. Em seguida, aparece Roraima, com aumento de 8,6% no mesmo período e que possui atualmente a maior desigualdade do país, quando o índice de cada estado é analisado isoladamente.

Contudo, não se pode dizer que um grupo é mais rico ou mais pobre que outro com base unicamente nos números do Índice de Gini, pois os dados medem apenas a distribuição de renda no território entre as pessoas que alí residem, conforme explica Luciana Caetano, economista, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

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“O estado de Alagoas, por exemplo, que tem um Índice [de Gini] relativamente baixo, hoje concentra um dos maiores percentuais de pessoas em condição de pobreza e extrema pobreza. Então, quanto maior a desigualdade de renda e desigualdade social é em um país, mais você tem um percentual muito grande da população que passou sobreviver e depender da intervenção do estado, através de programas sociais e consequentemente de transferência de renda, para compensar exatamente a renda que não foi alcançada via inserção no mercado de trabalho”, diz Luciana Caetano.

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Outro dado importante apresentado na pesquisa é que os estados da região Sul e Centro-Oeste, exceto Distrito Federal, foram alguns dos que apresentaram os melhores números do Índice em 2021. A economista observa que a média desses estados têm se mantido baixa nos últimos 10 anos.

“Muito provavelmente isso está relacionado com o nível de renda que é gerado naquela economia. Existem, por exemplo, regiões em que grande parte dos salários está concentrada no setor público. E isso é possível, pois quanto mais próxima estiver a renda obtida pelas pessoas, menor tende a ser esse Índice de Gini. Isso é independente de a renda ser muito alta ou muito baixa, então o que significa para a gente é que a renda gerada nesses estados, em que se tem um índice de Gini mais baixo, está melhor distribuída”, afirma Caetano.

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“A renda não é o único elemento que influencia na desigualdade social, mas ela é um importante indicador, considerando que é através da renda que as pessoas têm acesso a bens e serviços essenciais, como habitação, saúde e educação. Então, a renda talvez seja o mais importante entre os indicadores que definem a desigualdade social no país”, completa a especialista.

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Seleção brasileira teve apenas 10% de nordestinos em Copas do Mundo

Dos 355 jogadores e técnicos que já passaram pela seleção em Copas do Mundo, somente 35 são nordestinos

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Ser o único país cuja seleção masculina de futebol participou de todas as Copas do Mundo da FIFA faz jus ao título de “país do futebol” para o Brasil. Para conhecer melhor os times que fizeram parte do campeonato mundial, a Agência Tatu fez um levantamento da naturalidade de todos os jogadores e técnicos que já passaram pela seleção brasileira ao longo das Copas do Mundo e os dados revelam que, dentre os 355 futebolistas, somente 35 são nordestinos.

O número representa apenas 9,85% do total de jogadores e se mostrou bastante variável ao longo do tempo, tendo a Copa de 1998 na França a maior quantidade de nordestinos na seleção brasileira, um total de seis. Já as Copas na Itália (1934) e França (1938) não tiveram nenhum jogador da região Nordeste.

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No ranking de jogadores brasileiros que mais participaram de Copas do Mundo, o primeiro lugar é do nordestino Zagallo, natural de Alagoas, que fez parte de cinco campeonatos, seja como atacante ou como treinador da seleção brasileira. Em seguida, alguns nomes, que não são de nordestinos, aparecem com quatro repetições, como os cariocas Thiago Silva e Ronaldo, o paulista Cafu e o gaúcho Dunga.

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De todos os estados brasileiros, São Paulo e Rio de Janeiro são os que mais se destacam quanto à naturalidade dos jogadores e técnicos da seleção brasileira entre todas as Copas do Mundo. São Paulo soma 117 futebolistas e o Rio de Janeiro teve 102. Da região Nordeste, Bahia é o estado que mais teve jogadores na seleção, com um total de 14 ao longo das copas.

Nove estados do Brasil aparecem com nenhuma representação de jogador ou técnico na seleção brasileira, entre todas as 22 Copas do Mundo da FIFA, são eles: Amapá, Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins.

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Naturalidade de jogadores e técnicos que participaram da seleção brasileira em Copas do Mundo

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Metodologia

A Agência Tatu coletou os dados dos jogadores convocados em todas as Copas do Mundo da FIFA por meio de dados disponíveis no site da Wikipédia e checou o local de nascimento de cada um dos jogadores e técnicos.

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Perfil dos candidatos ao Enem 2022: mulheres jovens e negras são maioria no Nordeste

Somente Ceará e Pernambuco apresentam alguma diferença em relação ao perfil traçado; idade, sexo e cor/raça estão entre as características analisadas

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Pessoas autodeclaradas pretas, do sexo feminino entre os 21 e 30 anos representam o perfil dos candidatos do Nordeste no Enem de 2022. Ao total, 1.193.535 inscrições foram feitas na região entre as duas modalidades de prova, digital e impressa.

Agência Tatu coletou os dados disponibilizados pelo INEP e traçou o perfil das pessoas que se inscreveram para a prova do Enem. O 1º dia de prova já passou, foi no último domingo (13), o 2º dia de prova será no próximo domingo (20).

São 642.900 pessoas autodeclaradas pretas, isso corresponde a 53,8% dos candidatos da região. Após as pessoas pretas, a maior parcela é a de brancos, com 321.805 inscritos. 

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Outro campo que define bem o perfil é o de gênero, já que 723.234 dos candidatos são do sexo feminino, ou seja, 60,6% do total de inscritos. Enquanto 470.301 pessoas são do sexo masculino.

No recorte etário, pessoas entre 21 e 30 anos são a maioria dos candidatos ao enem este ano. As pessoas com idade igual a 18 anos também são bastante participativas nas provas.

No Enem de 2021, 1.384.676 pessoas se inscreveram para realizar a prova anual. Houve uma redução de 13,80% no número de inscritos no Enem deste ano.

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Quantidade de candidatos por gênero no Enem 2022

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Perfil dos candidatos ao Enem em Alagoas

Dos 62.723 candidatos em Alagoas, 61.513 farão a prova impressa do Enem e somente 1.210 a digital. Destes, há 38.188 mulheres inscritas, 34.271 são pretos e 17.464 estão entre os 21 e 30 anos.

Perfil dos candidatos ao Enem na Bahia

Sendo o estado mais populoso do Nordeste, a Bahia tem 260.311 inscritos para a prova do Enem. Destes, 258.355 realizarão a prova impressa e apenas 1.956 a digital. São 168.249 pessoas do sexo feminino, 125.776 candidatos autodeclarados pretos e a maioria continua entre 21 e 30 com 72.402 inscritos.

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Perfil dos candidatos ao Enem no Ceará

Com um total de 224.113, o Ceará tem 221.990 inscritos para prova impressa e somente 2.123 na digital. Há 124.714 mulheres candidatas, sendo 137.619 pessoas negras e 75.300 pessoas inscritas com exatamente 18 anos de idade, tornando o Ceará um dos poucos estados que foge parcialmente do perfil.

Perfil dos candidatos ao Enem no Maranhão

São 130.942 inscritos, 129.922 para a prova impressa e 1.020 para a digital com 81.314 mulheres inscritas, 80.497 pessoas autodeclaradas pretas e 31.770 com idade entre 21 e 30, porém, o número de inscritos com idade igual a 18 é de 31.448, ficando bem próximo do perfil analisado no Nordeste.

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Perfil dos candidatos ao Enem na Paraíba

A Paraíba tem somente 101.483 inscritos, sendo 99.220 para o impresso e 2.263 para o digital, e este é o estado com mais optantes pela prova digital. Foram 60.381 mulheres inscritas, 52.016 candidatos se autodeclaram pretos e 27.372 dos participantes totais estão entre 21 e 30 anos; com bem pouco a menos, foram 20.333 pessoas com idade igual a 18 anos.

Perfil dos candidatos ao Enem em Pernambuco

Com 186.837 inscritos, 184.860 vão realizar a prova impressa e 1.977 vão fazer a digital. São 113.314 mulheres e 91.793 pessoas pretas inscritas. Quanto a idade dos candidatos, 46.578 tem idade igual a 18 anos, enquanto 42.912 tem entre 21 e 30 anos.

Perfil dos candidatos ao Enem no Piauí

O Piauí tem 83.308 inscritos no Enem de 2022, em que 82.362 optaram pela prova impressa e somente 946 pela prova digital. Sem fugir ao perfil do Nordeste, há 50.644 mulheres inscritas, 48.947 candidatos autodeclarados pretos e 21.677 estão entre os 21 e 30 anos.

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Perfil dos candidatos ao Enem no Rio Grande do Norte

Dos 86.422 inscritos no Enem de 2022, 84.966 farão o Enem impresso e 1.456 o digital. Também dentro do perfil, 51.061 pessoas do sexo feminino, 40.262 são negros e 28.159 inscritos tem entre 21 e 30 anos.

Perfil dos candidatos ao Enem em Sergipe

Com somente 57.396 pessoas, Sergipe tem a menor quantidade de inscritos; 56.470 no Enem impresso e somente 926 no Enem Digital. Entretanto, o estado também segue o perfil apanhado do Nordeste. São 35.369 mulheres, 31.719 candidatos negros e 15.599 pessoas entre 21 e 30 anos.

Por Agência Tatu

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Pobreza menstrual afeta 4 em cada 10 mulheres no Nordeste

Problema não é solucionado apenas com a distribuição de absorventes, afirma especialista

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O período menstrual exige uma série de cuidados mínimos para as mulheres. Ter acesso a produtos adequados para higiene menstrual, um banheiro em bom estado de conservação, à água e saneamento básico podem parecer coisas comuns para a maioria das pessoas, mas infelizmente não é a realidade.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e analisada pela Agência Tatu mostra que, entre janeiro e fevereiro deste ano, 43% das mulheres da região Nordeste já precisaram pedir absorventes ou dinheiro emprestado porque não tinham condições financeiras para comprar os produtos.

O gasto com esses insumos pesa no orçamento de 45% das mulheres da região, que declararam que precisam economizar com esses itens. Outro resultado da pesquisa revela que 30% das meninas e mulheres da região já tiveram que usar outros itens no lugar de produtos de higiene menstrual por não possuírem condições financeiras para comprá-los. Papel higiênico é a principal substituição.

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Em uma análise do preço do absorvente descartável externo, que é o produto mais utilizado pelas pessoas que menstruam no Nordeste (83%), o custo mensal com esse item é em média R$ 16,56, de acordo com os preços do Procon Maceió.

O valor pode parecer ínfimo, mas significativo para muitas famílias em situação de vulnerabilidade social e que enfrentam a fome no Nordeste. Isso explica por que 61% das nordestinas concordam que se produtos de higiene menstrual fossem oferecidos gratuitamente trocariam com maior frequência, e por que 74% das mulheres dessa região afirmam que a menstruação atrapalha a rotina.

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A pobreza menstrual é um fenômeno caracterizado principalmente pela falta de acesso a produtos adequados para o cuidado da higiene menstrual, como absorventes, além de papel higiênico e sabonete; questões estruturais como a ausência de banheiros seguros e em bom estado de conservação; saneamento básico; insuficiência ou incorreção nas informações sobre a saúde menstrual; tabus e preconceitos sobre a menstruação, entre outros pontos.

Elaine Pimentel, coordenadora da Organização Não-governamental (ONG) Centro de Defesa dos Direitos das Mulheres de Alagoas (CDDM), explica que o assunto precisa ser mais discutido.

“Por mais que a gente já tenha avançado na abordagem desse tema, as meninas e as mulheres têm vergonha. É como se fosse uma coisa errada, suja. O assunto é muito menos debatido do que deveria ser”, relata Pimentel, que também é doutora em Sociologia e diretora do curso de Direito da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

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A afirmação da socióloga é evidenciada pela pesquisa, que mostra que 3 a cada 10 nordestinas sentem vergonha de conversar abertamente sobre menstruação com amigos, parentes ou conhecidos. Em outra análise, 90% das meninas e mulheres da região acreditam que a menstruação é um processo natural que a sociedade deve falar abertamente sobre.

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Dignidade menstrual

Em um relatório realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), publicado em maio de 2021, são apresentados outros dados que demonstram como crianças e adolescentes que menstruam têm seus direitos à escola de qualidade, moradia digna e saúde violados, quando seus direitos à água, saneamento e higiene não são garantidos nos espaços em que convivem.

Em uma elaboração própria de pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o relatório mostra que mais de 121 mil meninas do Nordeste estudam em escolas que não possuem banheiros em condições de uso e mais de 228 mil estudam em escolas que não possuem separação de banheiros por sexo.

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Outros dados apresentados pelo relatório sobre Pobreza Menstrual no Brasil mostram que, na região, 249 mil meninas estudam em escolas que não possuem papel higiênico nos banheiros, 416 mil estão em escolas que não dispõem de pia ou lavatório em condições de uso e 984 mil meninas informaram que a escola em que estudam não disponibiliza sabão para lavar as mãos.

Na pesquisa do Instituto Locomotiva é mostrado que 68% das nordestinas já faltaram à escola ou faculdade porque estavam no período menstrual.

Para além das dificuldades enfrentadas em escolas sem as condições básicas para higiene, o relatório também apresenta que 449 mil meninas residem em domicílios que não possuem banheiros, com chuveiro e vaso sanitário, para uso exclusivo dos moradores, incluindo o espaço do terreno e a propriedade.

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91% das nordestinas concordam que produtos de higiene menstrual deveriam ser oferecidos gratuitamente para quem precisa, contudo, segundo a professora da Faculdade de Direito de Alagoas (FDA) Elaine Pimentel, é preciso entender que a pobreza menstrual é um problema que não se resume ou é solucionado apenas com a distribuição de absorventes.

“É fundamental que não se pense que o problema da pobreza menstrual se resume à absorvente. Também é absorvente, mas não só” – Elaine Pimentel, professora de Direito e coordenadora de uma ONG de Direitos das Mulheres.

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“Essa questão da pobreza menstrual está no contexto mais amplo de saúde, de dignidade, de higiene, então tem a ver com água, com saneamento básico, porque não é só o uso do absorvente, são vários outros fatores que se agregam. (…) Imagine uma menina, uma adolescente, uma mulher adulta, em ciclos menstruais vivendo em uma favela, de lona, sem água potável, sem água corrente. Que condições ela vive, de higiene, para lidar com o ciclo menstrual?”, relata Pimentel.

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