Arquivo da tag: Alimentação

Confira 7 dicas realistas para uma alimentação saudável nas festas de fim de ano

Nesta época do ano, as confraternizações de Natal e Ano Novo são fartas de comidas típicas e bebidas alcoólicas. Até mesmo quem tem uma rotina saudável o ano inteiro, costuma não conseguir desviar da comilança.

Anúncios

Nos encontros de familiares e amigos, não podem faltar pratos como pernil, filé mignon, costelinha suína, peixe, bacalhau e as deliciosas sobremesas de tortas, mousses e sorvete. Alimentos ricos em gorduras, açúcares e carboidratos que em excesso fazem muito mal para a saúde.

Apesar de tantos pratos deliciosos, será que é possível passar uma virada de ano comemorando com uma alimentação pelo menos equilibrada?

A nutricionista Rivianne Santos Dionísio, que atua na Clínica Censo, em Parauapebas (PA), elaborou uma lista de “dicas realistas” para quem deseja aproveitar a ceia das festas de fim de ano, aliando a tradição dos alimentos típicos da época e uma vida mais saudável.

Anúncios

1-   Se alimente normalmente antes e após as festas

Nada de jejum antes da ceia. Ficar horas sem comer reservando espaço no estômago para o momento da ceia pode aumentar a sensação de fome e fazer você comer mais do que de fato o seu corpo necessita. Portanto, se alimente normalmente antes e depois das festas, pois ficar em jejum após a confraternização para compensar a comilança, pode gerar compulsão e desidratação.

2-   Não exagere na quantidade

São muitas opções deliciosas, é verdade! Mas foque em fugir dos exageros. Comer além do que o seu corpo consente pode gerar efeitos como desconforto abdominal, indigestão, ressaca e o sentimento de culpa. As ceias não precisam ser sinônimo de gula. É possível fazer refeições saudáveis e saborosas em quantidade adequada.

Anúncios

3-   Evite alimentos embutidos

Os embutidos (linguiça, bacon, salaminho, presunto etc.) estão presentes na maioria dos pratos das festas de fim de ano: nas tábuas de frios, farofas e recheios de carnes e são ricos em sódio e gorduras. Parece impossível, mas não custa tentar. Que tal escolher apenas um prato, focando naquilo que você mais gosta?

4-   Coma devagar e com atenção

Se você seguiu a dica 1, esta será fácil de cumprir porque você terá se alimentado antes da festa, e poderá fazer a ceia com tranquilidade e apreciando os sabores de cada alimento. Coma devagar e mastigue bem os alimentos, pois isso ajuda a melhorar a digestão e a sensação de saciedade.

5-   Atenção ao armazenamento dos alimentos

Quer evitar uma intoxicação alimentar? Então fique atento ao armazenamento dos alimentos. Pratos expostos por muito tempo e mal acondicionados são suscetíveis à contaminação por bactérias e parasitas. Além disso, evite ingerir gordura e açúcar além da capacidade normal, pois o excesso destas substâncias também pode causar intoxicação. Atenção aos sintomas de intoxicação alimentar: língua seca, fraqueza, sensação de desmaio, ausência de urina, vômitos e diarreias.

Anúncios

6-   Consuma bebidas alcoólicas com moderação

Posso beber? Pode! Deveria? Não. Mas se for beber, beba com moderação. Não misture bebidas alcoólicas diferentes, como destilados e cervejas, e intercale sempre com água para não desidratar e evitar a ressaca no dia seguinte. Comer antes e depois de beber também é importante para repor os nutrientes e eliminar o álcool do organismo. Tome muita água e água de coco. Faça refeições leves contendo frutas, sucos naturais e cereais integrais.

7-   Dance, brinque e divirta-se!

Por fim, desfrute da companhia de pessoas, não fique focado apenas em comer!

Leia mais notícias em ocuboblog.com e nos sigam nas redes sociais: Facebook, Twitter, Telegram, Instagram e Tiktok. Colabore com mais informações nos enviando através do telefone e whatsapp/telegram (98) 98506-2064 ou pelo e-mail ocuboblog@gmail.com

Ou mande qualquer quantia pelo PIX para ocuboblog@gmail.com

E se os apps de entrega de comida estimulassem a alimentação saudável?

Por Paula Martins Horta

Anúncios

Se você costuma pedir comida por aplicativos, as chances de você consumir alimentos ultraprocessados são altas. Um estudo científico que investigou a oferta de alimentos em dois apps em Belo Horizonte, em 2019, mostrou que lanches ultraprocessados (como pizza e hambúrgueres) somam quase 70% da oferta dos cardápios dos apps. Os outros 30% são compostos por refeições tradicionais, como o clássico PF brasileiro (arroz, feijão, carne e salada).

Essa discrepância também é notada entre as bebidas — que também podem ser ultraprocessadas. Refrigerantes e sucos industrializados ocupam quase 80% da oferta dos apps, enquanto água e sucos naturais ocupam, respectivamente, 48% e 27%. Além disso, em todo o país, os anúncios publicitários da principal plataforma digital de entrega de comida privilegiam as estratégias de desconto, entrega grátis e combos na oferta de preparações com ingredientes ultraprocessados.

Por definição, ultraprocessados são formulações industriais com pouco ou nenhum alimento in natura em sua composição e com alto conteúdo de calorias, gorduras saturadas, sódio e açúcares. Considerando essa intensa presença nos cardápios digitais, a pergunta que intitula este artigo parece até utópica, mas é necessária se desejamos aumentar — ou pelo menos manter — nossa expectativa e qualidade de vida nos próximos anos.

Anúncios

O caminho para a alimentação saudável, no entanto, não implica excluir essas plataformas do nosso cotidiano. Os apps têm seu lado bom: dão praticidade e comodidade na hora de comer, articulando restaurantes, consumidores e entregadores. Além disso, permitem um passeio por cardápios de estabelecimentos com diferentes inclinações culinárias, custos, regiões das cidades, tudo na palma da mão.

Dessa forma, em vez de desencorajar o uso de aplicativos de entrega de comida, é possível pensar em estratégias que os transformem em ambientes digitais mais saudáveis — tornando a nossa pergunta-título menos utópica.

Existem muitas saídas nesse sentido. Restaurantes cadastrados nessas plataformas podem, por exemplo, incluir informações da lista de ingredientes e de composição nutricional de suas preparações. Um consumidor mais bem informado é capaz de fazer escolhas mais conscientes.

Os estabelecimentos também podem destacar opções compostas por alimentos mais frescos e menos ultraprocessados, priorizando sua visualização pelo usuário. Cuidados como o uso de embalagens — se possível, sustentáveis — que permitam a manutenção do frescor do alimento não processado ao longo da entrega aumentam a aceitação do consumidor por esse tipo de preparação e o incentiva a fazer novos pedidos.

As empresas que gerenciam os aplicativos de comida, por sua vez, podem enviar mensagens de estímulo a escolhas alimentares mais saudáveis e identificar estabelecimentos comerciais com um selo de saudabilidade que considere a presença de alimentos mais frescos no cardápio, a variedade de frutas e hortaliças e práticas de sustentabilidade, entre outros quesitos. Além disso, podem-se criar concursos de preparações culinárias saborosas e inovadoras, e que tenham como base ingredientes não processados, nos quais o consumidor é o eleitor. São práticas que permitem às empresas gerar impacto positivo na sociedade, levando em conta sua capilaridade e usos massivos.

Anúncios

A lista de estratégias que podem ser adotadas para que o ambiente alimentar dos aplicativos de entrega de comida seja mais saudável é extensa e pode ser formulada em conjunto, incluindo as empresas, os restaurantes, o poder regulador e os consumidores. Usar as tecnologias em prol de um futuro de maior sustentabilidade e saudabilidade deve ser a tônica do nosso modo de viver nos próximos anos.

Sobre a autora

Paula Martins Horta é professora adjunta do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Doutora em ciências da saúde (2016), na área de concentração saúde da criança e do adolescente, pela UFMG.

SAIBA COMO ARMAZENAR SEUS ALIMENTOS NA PRAIA

cats 2
Levar a comida arcondicionada numa geleira ou mala térmica é fundamental.

Com o fim de semana todo pela frente e os termômetros a prometerem subir até perto dos 40ºC, em algumas regiões do país, ficam reunidas as condições ideais para uma ida até à beira-mar. Se é o seu caso e se está a pensar preparar farnel para levar para a praia, saiba que alimentos deve escolher e como os deve acondicionar para evitar intoxicações alimentares.

Ponto nº 1: opte sempre por transportar a comida numa geleira ou numa mala térmica, com cuvetes (formas) de gelo, ao invés de um cesto de palha, uma mochila ou um saco de pano.

Ponto nº 2: para assegurar que as refeições conservam a sua frescura, acondicione-as em caixas de isopor ou envolva-as em película aderente (papel filme) ou papel de alumínio.

SUGESTÕES ALIMENTARES PARA OS DIAS PASSADOS À BEIRA-MAR:

– Acondicione os alimentos mais perecíveis (queijo, fiambre, iogurtes, etc.) em geleiras, sacos ou malas térmicas com cuvetes de gelo ou placas frias para manter a temperatura;

Transporte os alimentos em caixas fechadas;

– Coloque a geleira ou mala térmica à sombra, longe da exposição solar direta;

Prefira alimentos que não se alterem com o calor (ex.: pão, frutos secos, fruta, conservas, hortícolas, etc.);

– Prepare os alimentos, de preferência, no próprio dia. Durante a preparação lave as mãos e utensílios. Por exemplo, facas utilizadas no corte de peixe ou carnes não devem ser utilizadas para cortar frutas ou hortícolas, para se evitar a contaminação cruzada;

– Se não conseguir uma geleira ou mala térmica evite levar para a praia molhos (maionese, natas), gelatina, produtos de pastelaria com cremes (creme de ovos, chantilly), marisco, quiches, empadas ou folhados.

– E se você é daquelas pessoas que já costuma levar fruta, mas cortada em pedaços, saiba que o melhor mesmo é começar a levar a fruta inteira, pois resiste mais facilmente ao transporte e à temperatura e fica menos sujeita a contaminações por bactérias. As frutas mais resistentes são a maçã, a pêra, a banana, a tangerina, a laranja e a nectarina (pêssego careca).

– Fruta lavada e água são alimentos por excelência do Verão. Beba água ao longo do dia e proteja a saúde dos seus rins. No Verão e em particular nos dias mais quentes e com maior atividade física bebemos sempre menos água do que o necessário. A água deve ser sempre a bebida de eleição, pois “interfere no funcionamento de todos os sistemas e órgãos e também auxilia na regulação da temperatura corporal”, explicam os especialistas. As crianças devem beber cerca de 1 litro e os adolescentes e adultos até 1,9 litros, no caso dos homens, e até 1,5 litros, no caso das mulheres.

– Bebidas alcoólicas e refrigerantes não são uma boa ideia pois aumentam o risco de desidratação.

No mais aproveite muito o sol, a brisa, o mar.

cats

Leia mais notícias em ocuboblog.com e nos sigam nas redes sociais: Facebook, Twitter e Instagram. Colabore com mais informações nos enviando através do telefone e WhatsApp (98) 98506-2064.