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7 dicas para evitar que a ansiedade roube seu sono

Estudo mostra que dentre as pessoas com propensão à ansiedade, cerca de 36% tem piora dos sintomas durante à noite

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Segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ainda é um dos países com mais pessoas ansiosas no mundo: mais de 9% dos brasileiros são acometidos pela ansiedade, o triplo da média mundial.

Já um estudo feito pelo psiquiatra Luc Staner, do Rouffach Hospital, na França, mostra que dentre as pessoas com propensão à ansiedade, cerca de 36% tem piora dos sintomas durante à noite, sem contar aquelas que possuem o diagnóstico de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).

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A ansiedade noturna é desencadeada pelos altos níveis de estresse gerados ao longo do dia, seja por questões profissionais ou pessoais. À noite, depois que as obrigações se encerram, recebemos menos estímulos à distração e abrimos espaço para as preocupações.

Porém, remoer os problemas à noite só irá resultar na perda do sono. Por consequência, o dia seguinte será exaustivo e, muito provavelmente, a próxima noite também será.

Como a mente e o corpo reagem

Segundo Monica Machado, psicóloga pela USP, fundadora da Clínica Ame.C, pós-graduada em Psicanálise e Saúde Mental pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein; na teoria, a noite seria o momento em que a mente relaxa e fica menos ativa. No entanto, para quem está com a cabeça a mil, a ansiedade se acumula à noite, já que, durante o dia, as preocupações são mais evitáveis por usarmos o cérebro ativamente.

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De acordo com um artigo da Faculdade de Medicina de Harvard, isso ocorre porque nosso cérebro é programado para responder ao perigo, aumentando a vigilância e a atenção para nos proteger.

“Durante o dia, quando estamos mais atarefados, o pensamento se estrutura no córtex pré-frontal do cérebro, onde estão as áreas de julgamento, planejamento e razão. Quando o córtex relaxa, ele se direciona às emoções. Consequentemente, os pensamentos ansiosos que estavam dormentes durante o dia surgem à tona”, explica a psicóloga.

Quem sofre de ansiedade noturna costuma ter os seguintes sintomas: batimentos cardíacos rápidos e irregulares; tremores; transpiração excessiva; pressão ou desconforto no peito; dormência nos membros; tonturas ou vertigens; náuseas; dificuldade para respirar normalmente; ondas de calor ou calafrios e dores ou espasmos musculares, além de pensamentos intrusivos que não permitem o descanso da mente, como insegurança em relação ao futuro e antecipação de acontecimentos ruins.

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Saiba enfrentar a ansiedade noturna

Para evitar ou lidar com a ansiedade que não te deixa relaxar e ter boas noites de sono, confira as dicas da especialista:

Não leve os problemas para a cama

“Se você for deitar remoendo suas preocupações, será impossível pegar no sono, mesmo que esteja exausto. Pior: você acaba se forçando a dormir, vira de um lado, vira de outro, vê a hora passar e o único resultado será mais ansiedade. Antes de dormir, aposte em livros, uma música calma ou um filme leve. O importante é distrair a mente e afastar os pensamentos negativos”, diz Monica Machado.

Pratique o relaxamento

Se o sono não vem, procure relaxar, não dormir. Se você relaxar, o sono virá com mais facilidade. Uma das dicas é praticar exercícios de respiração. Respire profundamente, direcionando a sua atenção para o movimento do ar que entra e sai. Solte o ar lentamente através da boca e, em cada inspiração, imagine uma paisagem ou uma imagem mental que transmita calma e serenidade.

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Tente manter a rotina do sono

Segundo a especialista, não ter um horário definido para dormir é um forte gatilho para a ansiedade e insônia. “Deite todos os dias no mesmo horário, com uma diferença de, no máximo, 30 minutos. O hábito regula o relógio biológico e o ritmo circadiano, fundamentais para o organismo ajustar o sono”.

Reveja os horários do treino

Praticar atividade física é essencial para combater a ansiedade, já que o exercício libera hormônios como dopamina e endorfina, que geram a sensação de bem-estar. No entanto, se exercitar nas últimas horas do dia pode fazer com que seu sistema nervoso fique muito ativo à noite, inviabilizando o sono.

“Para muitas pessoas, o treino à noite gera tanto relaxamento que até ajuda a dormir melhor. Já para outras, o exercício neste período causa agitação. Se você faz parte deste último grupo, prefira treinar na parte da manhã”, aconselha Monica Machado.

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Desconecte-se das telas (e das notícias)

Ao dormir, evite celular, tablet, notebook e TV. As luzes fortes comprometem a liberação da melatonina, o hormônio do sono. Além disso, as redes sociais ou os sites de notícias podem desencadear estímulos mentais negativos, aumentando a ansiedade e dificultando que o cérebro se desligue.

Esqueça os números ao se deitar

“Se o dinheiro é uma das suas preocupações, jamais se deite e pegue o celular para checar o extrato bancário ou a fatura do cartão de crédito. Você não vai solucionar nada a esta hora e só vai alimentar a ansiedade. Se precisa organizar as finanças, deixe para fazer contas e rever o orçamento durante o dia”.

Faça do seu quarto um ambiente aconchegante

Quanto mais agradável for seu quarto e sua cama, mais fácil será para dormir. Fatores como travesseiro confortável, temperatura ideal, ambiente sem luzes e ruídos podem determinar a qualidade do sono. Caso contrário, é possível acordar no meio da noite e não conseguir dormir mais.

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“Vale lembrar que dormir bem influencia diretamente a estabilidade física, mental e emocional, já que durante o sono, o organismo exerce as principais funções restauradoras do corpo e da mente. Portanto, se o quadro é crônico, não hesite em buscar ajuda o quanto antes”, alerta Monica Machado.

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Diante das incertezas no ambiente de trabalho, práticas de recursos humanos podem amenizar ansiedade dos funcionários

A instabilidade no ambiente de trabalho é uma das muitas consequências da pandemia de Covid-19 no Brasil. Fatores externos, como as crises sanitária e econômica, e internos, como pressão por produtividade, acentuaram a insegurança dos funcionários, resultando no aumento de casos de estresse, ansiedade e exaustão. Empresas podem reduzir esse quadro de incertezas ao implementarem em sua estratégia práticas de recursos humanos de alto desempenho, através das quais os funcionários percebam que a organização investe e se preocupa com eles. É o que aponta artigo publicado nesta sexta (10) na revista “GV Executivo”.

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Segundo Joana Story, professora da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV EAESP) e uma das autoras do artigo, o trabalho propõe direcionamentos práticos para gestores. Conforme a pesquisadora, o conjunto de procedimentos que a pesquisa descreve como recursos humanos de alto desempenho reforça o compromisso da organização com seus colaboradores. Essa postura neutraliza jogos políticos internos e comportamentos antiéticos que nascem do sentimento de insegurança em relação à estabilidade na organização.

As práticas de recursos humanos devem ser estratégicas e coerentes desde a seleção de candidatos até a integração dos colaboradores na empresa. Alguns exemplos citados pela pesquisa são o alinhamento do colaborador com os objetivos da organização, a rotação de tarefas para um melhor entendimento dos processos internos e a remuneração e concessão de benefícios compatíveis com as habilidades e o desempenho dos colaboradores. A gestão ainda pode dar feedbacks aos funcionários sobre o cumprimento dos objetivos a fim de assegurar o comprometimento da equipe com as estratégias organizacionais.

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“Não adianta eu ter uma excelente prática de recrutamento quando o meu processo de seleção é fraco, ou selecionar as pessoas com regras que não correspondem ao processo de socialização dentro da empresa, sem que entendam quais são os comportamentos e os valores da organização”, ressalta Joana Story. “Além de melhorar o desempenho dos funcionários, o sistema de RH de alto desempenho aumenta o sentimento de segurança porque evidencia os papéis das pessoas nessas organizações”, complementa a pesquisadora. Desta forma, o incentivo a práticas de inovação e competitividade nas organizações deve ocorrer em sintonia com o bem-estar dos colaboradores.

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Surto de ansiedade coletiva: psicanalista alerta para possíveis danos emocionais dos jovens após longo período de isolamento

Um fato inusitado e assustador aconteceu na última semana com estudantes de Recife: um surto coletivo de ansiedade atingiu, pelo menos 20 crianças e jovens de uma escola. Por mais estranho que possa parecer, situações como essa são passíveis de acontecer, principalmente, após um longo período de isolamento, no qual essas crianças estavam impossibilitadas da convivência no ambiente acadêmico.

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Conforme relatos noticiados, a crise coletiva de ansiedade provocou sintomas diversos nos estudantes: sudorese, falta de ar, baixa saturação, pânico, taquicardia, crises de choro, tremores e medo intenso. Uma crise em cadeia que gerou insegurança ao corpo docente da instituição de ensino, assim como nos pais e responsáveis.

Esse fenômeno psicológico pode estar associado à retomada das aulas presenciais após dois anos de estudos remotos.  Retomar o ritmo normal de um ano letivo, suscita aspectos desafiantes em relação ao impacto desse processo. Já que, tanto alunos, docentes e responsáveis, viveram desafios estruturais e emocionais importantes no momento de isolamento.

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Visto que, não há dúvidas quanto a sensibilidade, insegurança e ansiedade de todos em relação aos acontecimentos dos últimos anos. Já que o trabalho pedagógico, assim como diversas outras atividades, precisou ser reinventado e readaptado.

A preocupação com a segurança e saúde aumenta a cada dia e demonstra a real necessidade de uma escuta ativa e acolhimento intenso destes estudantes. Jovens que estão se readaptando à essa retomada.

Psicanaliticamente falando, temos que ressaltar o aspecto relativo à criação de expectativas. Os alunos desejam, assim como os adultos a normalidade, onde possam desenvolver o senso de pertencimento, socializar e interagir com pessoas de sua idade.

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E como o momento ainda é bastante delicado, toda e qualquer anormalidade pode provocar um descontrole e desequilíbrio em todos os envolvidos.

A grande questão é que, os alunos são sujeitos envolvidos na dura missão de tentativa de controle de suas emoções, dúvidas e medos. Desafiados a uma nova adaptação cotidiana que não alimente, de modo geral, um pânico crescente, através da busca por uma racionalidade.

Afinal, é preciso estar preparado emocionalmente para essa retomada. A priorização do material humano e a cautela, complementam a necessidade de encontrarmos respostas e acolhimento dentro de todo esse contexto.

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Enfim, mais um caso que exemplifica a necessidade de se cuidar e favorecer a saúde mental.

Estamos todos sujeitos a algum tipo de transtorno. Além disso, se a escola é feita de pessoas, uma coisa é certa: não se pode negligenciar a vulnerabilidade e a necessidade de se construir conteúdos afetivos que sustentem o atendimento a uma demanda legitimada pela preocupação dessas famílias, pela ansiedade dos alunos e pelo desejo em voltar a uma normalidade tão almejada por todos.

Fato é que, essa crise de ansiedade coletiva demonstra e dá sinais da devastação emocional que evidencia a elevação dos casos de transtornos psíquicos, como: depressão, fobias e pânico.

Uma constatação que aciona o botão vermelho de alerta para que sejam levadas em consideração, as dores internas de cada um. Ou seja, é preciso atender ao coletivo de forma segura, saudável, empática e com muito afeto.

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Cardiologista explica os cinco sintomas físicos da ansiedade

A ansiedade pode se manifestar com sintomas psicológicos, como medo, insônia, dificuldade de concentração, mas também pode apresentar sintomas físicos.

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Você já se sentiu mal, foi ao médico, fez um monte de exames, e que não acusaram nenhuma doença? Se a sua resposta for sim, você pode estar com sintomas de ansiedade. Isso mesmo. De acordo com o cardiologista e especialista em marca-passo, Dr. Roberto Yano, a ansiedade pode se manifestar com sintomas psicológicos, como medo, insônia, dificuldade de concentração, mas também pode apresentar sintomas físicos.


Entre esses sintomas, o Dr. Yano destaca:

1-             Alteração no ritmo cardíaco:

Segundo o especialista, em uma crise de ansiedade o ritmo cardíaco pode acelerar. Normalmente os pacientes usam a frase ‘meu coração parece que vai sair pela boca’, para explicar a sensação que estão sentindo.

 “A sensação de estresse e ansiedade faz com que o organismo libere mais adrenalina, um hormônio que aumenta a frequência cardíaca, por isso ocorre alteração e aceleração nos batimentos cardíacos”, explica Dr. Yano, acrescentando que já atendeu vários pacientes relatando estarem com sintomas cardíacos, quando na realidade estavam em crises de ansiedade.

 “Por outro lado, o contrário também ocorre de pacientes sentirem alteração no ritmo cardíaco, tratarem como se fosse apenas uma ansiedade, demorarem a me procurar, e quando avalio o paciente, ele realmente está com alguma arritmia cardíaca”, contou.

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2-             Tontura

Pacientes que sofrem com a ansiedade costumam relatar tontura, principalmente quando estão na crise. Tonturas no ansioso podem ocorrer em situações específicas, como por exemplo: quando se está em ambientes onde há muitas pessoas, ou em ambientes muito fechados.

 “Essa vertigem pode levar ao medo de sair de casa, de cair, de chegar a um local cheio e passar mal”, explicou Dr. Roberto.

3-             Falta de ar


Falta de ar quando está nervoso, estressado, brigando com alguém? Isso também pode ser um sintoma de ansiedade. Pessoas que sofrem desse mal, podem sentir falta de ar constantemente.

 “A falta de ar normalmente vem acompanhada de palpitação. Em situações de estresse é preciso tentar se acalmar, e se a crise de ansiedade não passar, procure orientação médica”, alerta o especialista.

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4-             Formigamento nos braços e língua

A dormência nos braços, mãos e língua, também podem ser causadas pelo estresse e ansiedade. Em pessoas com síndrome do pânico esses sintomas podem surgir acompanhados de outros sintomas, como suor frio, dor no peito, arritmia e formigamento.

 “Esse formigamento pode ocorrer por causa da liberação da adrenalina. O corpo entende que você está se preparando para uma situação de luta, ou fuga. O organismo começa a direcionar o fluxo de sangue para os músculos para que fiquem mais fortes e rígidos”, explicou o médico. ·.

5-             Cansaço

Quem nunca acordou com a sensação de que ainda não havia dormido? Totalmente cansado, fraco. Na realidade, a ansiedade não causa fraqueza muscular de fato, mas pode dar a sensação de cansaço, podendo se intensificar quando a pessoa está em crise.

 “Existem várias doenças que podem fazer uma pessoa se sentir cansada, como hipotireoidismo, insuficiência cardíaca, anemia e até a própria depressão. A recomendação é clara de não se automedicar, sem saber o diagnóstico”, alertou.

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Dr. Yano destaca que a ansiedade é uma doença psiquiátrica. O tratamento pode aliviar a maioria ou todos os sintomas.

 “A orientação é procurar ajuda de profissionais adequados, como psicólogos, psiquiatras, praticar exercício físico, ter uma boa alimentação, ter um hobby, horas de lazer com a família. Esse conjunto de ações vão te ajudar a viver mais e com melhor qualidade de vida”, garantiu Dr. Roberto. 

Caso você apresente alguns dos sintomas citados acima, é importante descartar outras doenças, como problemas no coração, doenças da tireoide, anemia, doenças ginecológicas. O importante é sempre procurar um bom médico, caso esses sintomas físicos ocorram.

“A ansiedade entra sempre como diagnóstico de exclusão. O paciente que chega com sintomas cardíacos, é sempre necessária a investigação minuciosa de todos os seus sintomas”, finalizou Dr. Roberto Yano.

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Saiba quem é Dr. Roberto Yano

Dr. Roberto Yano é médico cardiologista e especialista em Estimulação Cardíaca Artificial pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e AMB.

Atualmente suas redes sociais, que traz a #amigosdocoracao, contam com um número expressivo de seguidores. São mais de 1,5 milhão engajados e distribuídos nos canais do Facebook, Youtube e Instagram.

O principal objetivo do profissional é divulgar informações valiosas aos seguidores, sempre visando os preceitos do código de ética médica.

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Janeiro Branco: cuide bem da saúde mental

Em tempos de prolongada pandemia, recolhimento e tantas perdas, é quase impossível não sofrer algum tipo de problema mental ou emocional. Difícil passar ileso por esses quase dois anos de mudanças e tantos desafios sanitários. Publicação recente da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) examina estudos e dados de países da região, para tentar compreender o impacto da pandemia sobre a saúde mental da população. E faz uma constatação relevante: no Brasil, mais de 40% dos cidadãos tiveram problemas de ansiedade.

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No vizinho Peru, aumentaram em cinco vezes os sintomas de depressão e os canadenses que relataram altos níveis de ansiedade aumentaram 4 vezes. No caso brasileiro, o documento aponta, ainda aumento acentuado nos registros de violência doméstica. A psiquiatra Monia Bresolin, do corpo clínico do Hospital Dona Helena, de Joinville (SC), entende que a indefinição sobre o fim da pandemia – com o reaparecimento de novas cepas de vírus – faz desse tempo um fator de estresse crônico, sobretudo em função das incertezas do que ainda está por vir. “Além do sofrimento pela perda de pessoas queridas, também trouxe mudanças econômicas, na forma de trabalho, estudos, relação sociais e familiares, o que exige uma adaptação a situações nunca antes vividas”, reflete a médica.

Mas como resistir a tanta pressão? “As recomendações para manter a saúde mental não são muito diferentes quanto à saúde física”, explica Monia Bresolin, listando, entre as principais atenções que se deve ter nesses momentos difíceis, a prática de atividade física regular, alimentação equilibrada, rotina de sono adequada, manter vínculos sociais positivos, manter equilíbrio entre lazer, trabalho, família, vida social e religiosidade. E buscar auxílio profissional em caso de necessidade.

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Identificar essa necessidade de ajuda, porém, nem sempre é fácil. Mas a psiquiatra dá uma boa dica para distinguir o que é considerado comportamento “normal” daquele que exige uma maior atenção profissional: “Pode-se entender como ‘normal’ o padrão habitual da pessoa, levando em consideração sua trajetória de vida. E consideramos como merecedor de tratamento quando há alguma alteração de comportamento que cause sofrimento ou prejuízo significativo à pessoa.”

Nesse contexto mundial com tantas preocupações e poucas certezas, a médica destaca a importância não apenas de manter-se atentos a eventuais transtornos decorrentes dessa situação, mas, também, de buscar promover ainda mais a saúde mental. 

Criada em 2014, a campanha Janeiro Branco tem por objetivo chamar a atenção para a necessidade de cuidar da saúde mental como importante fator de qualidade de vida. Afinal, mesmo antes da pandemia, conforme dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil já era o segundo país da América com maior número de pessoas depressivas (5,8% da população) e, também, o país com maior número de ansiosos do planeta: 9,3%. E considerando a pandemia de Covid-19, aumentam exponencialmente as possibilidades de aparecimento e agravamento do estresse crônico e transtornos mentais. 

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6 gatilhos que podem agravar a ansiedade da virada de ano

Angústia, alterações de humor, insônia ou sono em excesso, dores musculares constantes e fadiga são alguns dos sintomas desencadeados no final do ano, época em que somos submetidos a inúmeros balanços e avaliações.

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A carga de ansiedade e preocupação nessa época, dizem estudos, é maior do que em qualquer outro período do ano. Uma pesquisa realizada pela Isma-BR (Internacional Stress Management Association – Brasil) mostra que o nível de estresse do brasileiro sobe, em média, 75% em dezembro.

Segundo Monica Machado, psicóloga pela USP, fundadora da Clínica Ame.C, pós-graduada em Psicanálise e Saúde Mental pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein; as consequências da pandemia pesam neste cenário.

“Fatores como saúde, luto, problemas socioeconômicos, emocionais, entre diversos outros advindos da pandemia, acentuam a ansiedade já natural da época. O ideal é identificar o que pode provocar ou aumentar esta ansiedade, mitigando as reações negativas”.

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Para ajudar nesta tarefa, especialistas selecionaram 6 gatilhos que costumam induzir sintomas adversos, e como evita-los:

Álcool

De acordo com o Dr. Rafael Maksud, psiquiatra da Clínica Ame.C, especialista em Saúde Pública, Dependência Química e Psiquiatria Ambulatorial e Integrativa pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e pelo Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB); o álcool é um depressor do sistema nervoso central, uma droga psicoativa que altera a percepção da pessoa, pois bloqueia a transmissão de mensagens dos receptores nervosos para o cérebro.

“Quando a pessoa bebe, se sente relaxada, já que sua percepção diminui. No entanto, o consumo regular reduz os níveis de serotonina no cérebro, um dos neurotransmissores responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar. Sendo assim, o álcool agrava a ansiedade e, principalmente, a depressão. Mesmo fazendo parte das celebrações de fim de ano, o ideal é evitar a bebida alcoólica. Ou, ao menos, não exagerar”, aconselha o psiquiatra.

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Dieta inadequada

A gustação é considerada um sentido ligado ao prazer. “No cenário atual, muitas pessoas acabam se rendendo a alimentos que ativam o sistema límbico no cérebro, responsável pelas emoções. Ao comer doces, por exemplo, há uma diminuição momentânea da ansiedade. Esse efeito acaba fazendo com que a pessoa recorra ao doce sempre que sentir essa ansiedade, como uma espécie de fuga do estado emocional. Além disso, o doce é muito palatável, o que torna a inclinação a comê-lo ainda maior”, afirma Flávia Teixeira, psicóloga, professora de pós-graduação em Psicologia Hospitalar na UFRJ e especialista em Transtornos Alimentares pela USP.

Entretanto, há formas de gerenciar a ansiedade com uma alimentação mais saudável. “Conhecer os alimentos que auxiliam no controle da ansiedade é fundamental, principalmente neste momento desafiador para a saúde, tanto física como mental. Além disso, experimentar novos sabores pode motivar o seu paladar na mudança da dieta”, diz Flávia.

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Frutas cítricas possuem grande quantidade de vitamina C, que atua na redução do cortisol. “A liberação do cortisol pela glândula adrenal ocorre em resposta aos episódios de estresse, que contribuem para aumentar a ansiedade”, explica a psicóloga. Já a banana contém grande quantidade de triptofano, um aminoácido essencial para ajudar na liberação da serotonina. A fruta também possui potássio e magnésio, controladores do equilíbrio iônico, necessário às reações orgânicas. “Quando esses elementos estão estáveis, promovem relaxamento e um sono tranquilo, condição ideal para a liberação de mais serotonina”.

Para quem não resiste a um doce, a dica da psicóloga Flávia Teixeira é apostar no chocolate, principalmente o amargo. “Ele possui flavonoides em sua composição, um antioxidante que também favorece a produção de serotonina. Nos níveis ideais, a serotonina aumenta a sensação de leveza e de bem-estar, melhora o humor e diminui os efeitos negativos da ansiedade sobre a mente e o corpo”.

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Entradas sensoriais

Certas luzes, cheiros ou sons podem afetar negativamente nosso estado de espírito. O ruído, especialmente os sons graves ou altos, podem ativar e aumentar a atividade na amígdala, uma área do cérebro responsável pela resposta de “luta ou fuga”, gerando estresse e irritabilidade.

“Os órgãos dos sentidos são fundamentais para a percepção da realidade, pois são eles os responsáveis por captar as sensações provocadas pelo meio externo e enviá-las ao sistema nervoso central, que registra e processa a informação recebida. Por isso, explorar cada um destes sentidos pode nos ajudar a compreender e lidar melhor com as emoções e os acontecimentos ao nosso redor”, explica o psiquiatra Rafael Maksud.

Ouvir música clássica constantemente, por exemplo, eleva a atividade cerebral que envolve as sensações de prazer e recompensa. Reduzir a dor e a ansiedade, baixar a pressão arterial, combater a insônia, aumentar e despertar emoções, ajudar no desenvolvimento do cérebro das crianças e dos bebês, e atenuar a tensão são alguns dos motivos para ouvir música clássica.

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Privação de sono

Já a privação do sono, prejudicial para qualquer um, é ainda pior para os mais ansiosos. Dormir mal ou pouco pode causar sonolência excessiva diurna, mau humor, fadiga, falta de atenção, dificuldade para retenção de informações novas, queda de produtividade, entre outros. Portanto, mude sua rotina à noite. Comece a se deitar sempre no mesmo horário, se possível. Evite qualquer tipo de iluminação no quarto.

“Quando não há luz, a retina envia informações para uma região do cérebro, o hipotálamo, que manda uma mensagem até o epitálamo, fazendo com que a glândula pineal libere melatonina, um neuro-hormônio que faz parte do nosso ritmo biológico, promovendo o sono na ausência de luz. Outro exemplo é o barulho. Os ruídos ativam o sistema nervoso central e dificultam o indivíduo a entrar nos estágios iniciais do sono”, aponta a Dra. Claudia Chang, pós doutora em endocrinologia e metabologia pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

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Falta de perspectiva

Para algumas pessoas que já conseguiram atingir um bom nível de autoconhecimento e levam suas vidas apoiadas em seus valores, é mais fácil lidar com as incertezas do destino. Mas para quem não chegou neste nível, acaba seguindo em frente sem muito planejamento e alinhamento com seus objetivos, perdendo grandes oportunidades de atingir suas metas e trazer melhorias em sua vida.

Para esse segundo grupo de pessoas, o importante agora é arregaçar as mangas e correr atrás do prejuízo. “Comece a identificar suas prioridades, aquilo que realmente importa para você. E não me refiro apenas a coisas materiais, mas aos valores que você pretende seguir e que poderão refletir positivamente ou negativamente em sua vida, dependendo das suas escolhas”, pontua a psicóloga Monica Machado.

Medo de mudanças

Muitas pessoas encaram as mudanças como algo ruim, pois se sentem fora da zona de conforto. No entanto, outras aproveitam para inovar. Se você perdeu o emprego, por que não tirar da gaveta aquele projeto dos seus sonhos que estava à espera de uma oportunidade para ser executado? Pode ser um negócio próprio, uma mudança de área, uma mudança de cidade… A vida tem imprevistos o tempo todo, e você deve ter um plano B para quando eles surgirem.

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“Vale lembrar que, muitas vezes, é preciso ‘abandonar’ a vida que havíamos planejado, pois já não somos mais as mesmas pessoas. Somos seres em eterna mutação, seja internamente ou pela necessidade de seguir a evolução do mundo. Portanto, se você havia feito vários planos, mas depois perdeu a identificação com eles, siga sua intuição e mude a rota. Trace metas que estejam alinhadas com seu ‘eu’ atual, com suas novas perspectivas de vida. Valores têm mais relação com ‘o que você quer ser’ do que com ‘o que você quer ter’. Essa evolução te ajudará a fazer escolhas coerentes e a trilhar caminhos mais produtivos, evitando que você perca tempo com aquilo que já não te interessa mais”, finaliza Monica Machado.

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Projeto Voluntários do Bem promoverá live sobre Ansiedade nesta sexta (19)

O projeto Voluntários do Bem promoverá uma live educativa que terá como foco ensinar e explicar sobre o tema que muitas pessoas têm dúvidas: a ansiedade. A transmissão será nesta sexta-feira (19), às 19h, pelo Instagram do projeto (@voluntarios.dobem).

Com a participação da Psicóloga Vanessa Lahana, terá um foco mais explicativo e profissional sobre o assunto. O transtorno de ansiedade é um problema de saúde pública e com a pandemia, acaba intensificando os sintomas. Conforme a Organização Mundial da Saúde, o Brasil tem a maior taxa de transtorno de ansiedade do mundo. Cerca de 9,3% dos brasileiros têm algum transtorno de ansiedade.

Voluntários do Bem

Criado em 22 de junho de 2018, o “Voluntários do Bem” é um grupo formado por estudantes e profissionais da área da saúde, cidadania, lazer, entre outras, com o propósito de ajudar o próximo. Uma Organização sem fins lucrativos, que realiza ações sociais em prol das comunidades carentes do estado do Maranhão, independente de raça, sexo, cor ou religião. “Nós trabalhamos por dois anos com várias causas sociais com mais de 150 voluntários e é um espaço aberto para que as pessoas se sintam à vontade para ajudar o próximo e colocar a mão na massa”, disse fundador dos Voluntários do Bem, Rodrigo Borges.

A ONG foi fundada por Rodrigo Borges com o intuito de criar um grupo para ajudar todas as classes sociais de sua região. A ONG tem mais de 100 voluntários em diversas áreas, como: Fisioterapia, Psicologia, Estética, Nutrição, Advocacia, Enfermagem, Assistência Social, Educação Física e Odontologia.

Para ajudar financeiramente o projeto, o pix é dobemvoluntariosslz@gmail.com.

Serviço

O quê: Projeto Voluntários do Bem promoverá live sobre Ansiedade nesta sexta (19)

Quando: 18 de março de 2021;

Onde: Instagram

Contato: (98) 98822-5503 (Rodrigo Borges) / (98) 98411-9751 (Amanda Sousa);