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Bahia foi o estado do Nordeste com o maior número de empresas inadimplentes em setembro, mostra Serasa Experian

Estado registrou mais de 329 mil negócios com contas em atraso; Serasa Experian oferece serviços que ajudam a saúde dos empreendimentos do início ao fim

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Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian revelou que, dos 6,3 milhões de negócios com contas em atraso em setembro no Brasil, 329.174 foram da Bahia, sendo o estado com mais empreendimentos no vermelho no Nordeste. Além disso, a quantidade de dívidas negativadas na região foi de 1,9 milhões, com valor total de R$ 4,8 bilhões. O levantamento ainda mostra que esses empreendedores têm em média 6 dívidas por CNPJ. Confira o ranking completo no gráfico abaixo:

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Cenário Nacional

Na análise geral de empresas inadimplentes no país, o montante de dívidas negativadas atingiu 44,6 milhões em setembro, totalizando o valor de R$ 105,2 bilhões somente no mês de referência. A maior parte dos débitos foram contraídos dentro da categoria “Outros”, que engloba fornecedores e parceiros. Confira os números completos nos gráficos abaixo:

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Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, mesmo que algumas variáveis econômicas demonstrem melhora, como a queda da inflação, para reverter o quadro de inadimplência é preciso de mais tempo. “A diminuição da inadimplência depende de uma melhora contínua e prolongada. Estamos começando a ver um cenário mais estabilizado agora, mas é necessária uma tendência positiva consolidada para que esse índice de fato comece a regredir”. Rabi também explica que a inadimplência é um indicativo em cadeia. “Quando os consumidores conseguirem limpar seus nomes, vão quitar suas dívidas com as empresas. Essas, por sua vez, com um melhor fluxo de caixa, poderão honrar os compromissos financeiros com parceiros e fornecedores e, dessa forma, a inadimplência da pessoa jurídica tende a diminuir”.

Outro recorte do índice mostrou que a representatividade dentre os negócios negativados é maior no setor de Serviços (53,3%). Em sequência estão: Comércio (37,7%), Indústria (7,8%), Setor Primário (0,8%) e Outros (0,4%). Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.

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Na Avaliação por Unidade Federativa, o estado de São Paulo hospedou a maior fatia dos negócios com o nome no vermelho. Outras regiões que tiveram destaque foram Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. Veja no gráfico abaixo as informações na íntegra:

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Micro e pequenas empresas são maioria dentre as inadimplentes 

Em setembro, o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian também revelou que 5,6 milhões de negócios de micro e pequeno porte estavam negativados. Um aumento de 5,0% na comparação ano a ano. O setor de Serviços teve a maior participação, de 52,2%, seguido pelo Comércio, com 39,4%. Em sequência estavam as Indústrias (7,9%) e Demais (0,5%). De acordo com o vice-presidente de Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian, Cleber Genero, “as empresas menores tendem a demorar mais tempo para se reerguer, mesmo com a economia estável, por isso é importante planejar uma organização financeira e buscar soluções práticas que auxiliem a cobrança assertiva de clientes e a renegociação de dívidas com parceiros e fornecedores”.

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Serasa Experian ajuda empresas a ficarem no azul 

A Serasa Experian tem o compromisso de ajudar os empreendedores a manterem a saúde dos seus negócios sempre em dia com oferta de capacitação gratuita por meio dos conteúdos no blog oficial, além de ferramentas que ajudam no planejamento financeiro e inteligência de mercado. Desde a abertura da empresa até consulta de Score e das dívidas pelo CNPJ, tem sempre um produto perfeito para cada empreendimento. Clique aqui para acessar

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Aluna cadeirante morre após ser baleada em ataque a escola militar da Bahia

Caso ocorreu na manhã desta segunda-feira (26), na cidade de Barreiras.

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Uma aluna cadeirante, identificada como Geane da Silva Brito, de 20 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (26) durante um ataque a tiros a uma escola municipal em Barreiras, no oeste da Bahia. Um jovem invadiu o local com uma arma de fogo e um facão, e atirou contra os alunos. Não há informações sobre a motivação do crime.

O atirador foi baleado e socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Geral do Oeste. Não há detalhes sobre o estado de saúde do jovem. Um dos alunos que estava no colégio relatou o ocorrido.

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“O menino entrou na escola vestido de preto, deu um tiro na porta, lá dentro [do colégio] deu outro tiro. Os meninos [alunos] correram para a quadra, mas o instrutor mandou sair e ir para o fundo da escola, aí todo mundo arrodeou e conseguiu sair do colégio”, relatou o jovem.

Informações preliminares colhidas no local do crime pela equipe da TV Oeste, emissora da TV Bahia na cidade de Barreiras, apontam que o atirador era matriculado no colégio, mas não frequentava as aulas. Não há informações desde quando ele estava ausente das atividades escolares.

Um dos funcionários da Secretaria de Educação de Barreiras, Aparecido Freitas, contou que não viu o momento do ataque, mas confirmou o relato do estudante.

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“Quando a polícia chegou, que tentou apreender, ele enfrentou a polícia, e aí foi alvejado, e está sendo levado para socorro agora. É um fato que acabou de acontecer, a partir de agora vamos tomar todas as providências para entender o que houve”, contou o funcionário.

A Polícia Civil investiga algumas publicações em redes sociais atribuídas ao adolescente de 14 anos com discurso de ódio.

Em nota, a Prefeitura de Barreiras lamentou o caso e disse que a Secretaria de Educação e a Polícia Militar acompanham e oferecem apoio e assistência aos estudantes e seus familiares.

“Em tempo, solidarizam-se com a família da aluna vitimada, expressando os mais profundos sentimentos neste momento de profunda dor e consternação”, disse em trecho da nota.

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A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), também se manifestou por meio do Núcleo Territorial da Bacia do Rio Grande (NTE 11).

O órgão informou que uma equipe do NTE e psicólogos da SEC foram colocados à disposição para prestar atendimento e apoio socioemocional à comunidade escolar e aos familiares da vítima.

“Neste momento de dor, a SEC se solidariza com os familiares, amigos, estudantes, educadores e trabalhadores da instituição de ensino”, afirmou a secretaria.

Por G1

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8 entre 10 mortos por acidente de trabalho na Bahia são negros, aponta estudo

A construção histórica do racismo no Brasil interfere em diversas áreas de nossa sociedade, incluindo o padrão de mortalidade. Um recente estudo apontou que dos 2.137 óbitos notificados como acidentes de trabalho, no período de 2000 a 2019, no estado da Bahia, 84,9% envolveram trabalhadores negros. O artigo desenvolvido por cientistas da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) em parceria com a Universidade Federal de Recôncavo da Bahia (UFRB) está publicado na edição de sexta (22) na “Revista Brasileira de Saúde Ocupacional”.

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A pesquisa também apontou dados sobre a tendência temporal das Taxas de Anos Potenciais de Vida Perdidos (TAPVP), que considera o tempo de vida perdido resultante do óbito. A taxa entre os trabalhadores negros é quase três vezes maior que a dos trabalhadores brancos. Na somatória, a pesquisa indica que, durante o período analisado, foram perdidos 64 mil anos potenciais de vida. O TAPVP leva em consideração quantos anos a pessoa poderia ter vivido, ou seja, quanto mais jovem, maior a perda. Os resultados da pesquisa, quando analisados ano após ano, apontaram para uma tendência estacionária. “A perda potencial de vida em decorrência dos acidentes de trabalho estão diminuindo ou estacionando. Porém, essa tendência nas taxas iniciou mais cedo na população branca.”, conclui Felipe Dreger Nery, da UEFS, autor responsável pelo estudo. Os resultados da pesquisa também demonstram que os trabalhadores negros morrem mais cedo por acidentes de trabalho quando comparado com os trabalhadores brancos.

Os dados analisados pelos pesquisadores são provenientes da plataforma Datasus, um serviço de informática do Governo Federal que disponibiliza informações de acesso livre sobre a saúde no Brasil. De acordo com Nery, as declarações de óbito foram analisadas em suas variáveis. “Acessamos todas as declarações de óbito de 2000 a 2019 que foram emitidas no estado da Bahia e obtivemos as variáveis para o estudo”, explica o pesquisador. O nome dos falecidos é ocultado nas declarações de óbitos disponíveis no Datasus.

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O estudo apontou a importância do preenchimento correto da declaração de óbito por parte dos médicos. “Possuímos um problema grave de subnotificação no Brasil. Quando alguém morre por acidente, idealmente devia ser investigado se trata ou não de um acidente de trabalho, para então ser preenchido o campo específico para isso na declaração de óbito. Nas declarações analisadas, apenas 25% tinha essa informação”, explica Nery. De acordo com o cientista, é possível que o número de óbitos por acidente de trabalho durante o período analisado seja muito maior, inclusive por conta dos trabalhadores informais. “Sem o preenchimento correto da declaração de óbito não temos como conhecer a realidade e não é possível criar políticas públicas voltadas para atender à população trabalhadora e dessa forma, manter as pessoas mais tempo na atividade laboral, contribuindo para a sociedade como um todo”.

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Carta náutica do século 19 revela perda de até 49% dos recifes em região da Bahia

A região de Abrolhos, na Bahia, perdeu 28% dos recifes desde 1861. Entre os recifes mais próximos à costa, a perda é ainda maior: 49%. É o que diz uma pesquisa inédita no Brasil, que utilizou uma carta náutica histórica para comparar as condições ambientais daquela época com os dados atuais. Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade de São Paulo e Universidade de Victoria – no Canadá – mergulharam nessa história, que resultou em artigo publicado nesta sexta (24) na revista “Perspectives in Ecology and Conservation”.

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A carta náutica mostra como eram os recifes da região de Abrolhos, no Sul da Bahia, antes dos grandes impactos ambientais causados pelo ser humano. “O navegador francês documentou detalhes sobre o fundo dessa parte da costa brasileira: os tipos de organismos, conchas, recifes, etc. Então, fizemos comparações das informações de 160 anos atrás com os dados modernos obtidos por satélites. Assim, detectamos perdas na extensão dos recifes”, contextualiza a bióloga Mariana Bender, docente da UFSM e coautora da pesquisa.

Essa é a região de recifes mais complexa da parte sul do Oceano Atlântico. Sobre o que causou a degradação dos recifes, os autores apontam os motivos. “Durante muitos anos, os recifes de Abrolhos foram utilizados para a extração de corais. Blocos inteiros eram removidos para uso na construção civil – substituindo tijolos – e a fim de queimar para obter calcário. Essa extração durou séculos. Há relatos desde o século XVII”, explica Mariana.

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Atualmente, a região também lida com estressores que comprometem a biodiversidade, tais como a poluição, o turismo desenfreado e o aquecimento global. Por conta disso, a autora da pesquisa Carine Fogliarini, da UFSM, utilizou diversas ferramentas da Ecologia Histórica durante o doutorado para avaliar as mudanças: “Visitei museus e bibliotecas à procura de documentos que fornecessem uma perspectiva de como eram os nossos recifes no passado. A carta náutica foi um desses documentos históricos achados”, relata.

O biólogo Guilherme Longo, da UFRN, também co-autor do estudo, conclui explicando a importância de olhar para a natureza do passado para compreender como ela mudou durante os séculos: “Frequentemente, perdemos a referência do que é um ecossistema saudável ou a própria extensão dessas áreas. Por isso, este estudo é um marco importante, porque recupera uma referência do quanto já foi perdido”, explica. O pesquisador também afirma que a pesquisa permite definir objetivos mais realistas sobre como conservar os recifes. O projeto teve apoio do Instituto Serrapilheira.

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Na Bahia, 6 entre 10 mulheres com câncer de colo de útero iniciam tratamento após período determinado por lei

Um estudo realizado por pesquisadoras da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) revela que, na Bahia, são as mulheres com mais idade, com menos escolaridade e em estágio já avançado do câncer de colo do útero as que começam mais tarde o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, 65% de todas as mulheres no estado começam o tratamento no SUS mais de 60 dias após receber o diagnóstico, descumprindo lei federal (n.12.732/2012). O estudo, publicado na terça (21) na revista Cadernos de Saúde Pública, da Fiocruz, chama a atenção para uma realidade que pode ser nacional.

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Considerado o quarto câncer mais incidente em mulheres (desconsiderando o câncer de pele não melanoma), o câncer de colo de útero é a quarta causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil. Também chamado de câncer cervical, ele é uma doença de evolução lenta que acomete principalmente as mulheres com mais de 25 anos. O agente de transmissão é o papilomavírus humano, o HPV. Com base em dados de 2007 a 2018 do sistema de Registro Hospitalar de Câncer (RHC) do estado da Bahia, as pesquisadoras encontraram um total de 9.184 mulheres que foram diagnosticadas com o câncer cervical em algum estágio da doença. Na Bahia, maior estado da região Nordeste, o câncer de colo do útero tem sido a segunda maior taxa de incidência entre as mulheres (12,51 casos novos por 100 mil mulheres).

Os resultados apontaram que 65,1% das mulheres começaram o tratamento depois dos 60 dias após o diagnóstico. Desse total, houve aumento da chance de tratamento tardio em cerca de 30% das mulheres com idades acima de 45 anos, de 24% entre as sem nenhum nível de escolaridade e aumento de 17% entre as que apresentavam o tumor em estadiamento (estágio do diagnóstico) avançado.

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“Isso revela um dado triste e preocupante demonstrando uma fragilidade da rede assistencial. As pacientes com tumor em estágio avançado deveriam acessar o tratamento com a maior brevidade possível, mas o estudo demonstrou que, ao contrário disso, estas mulheres acabam tendo mais chance de atraso no início do mesmo” ressalta uma das autoras da pesquisa, a enfermeira Dândara Silva, doutoranda do programa de Biotecnologia e Medicina Investigativa da Fiocruz da Bahia e pesquisadora do Grupo de Pesquisa Integrada em Saúde Coletiva da UNEB.

De acordo com a OMS, a vacinação contra o HPV, o rastreamento com o exame Papanicolau e a gestão do cuidado são medidas que, quando aplicadas estrategicamente, podem eliminar o câncer do colo do útero. Contudo, muitas dessas ações acabam não acontecendo em países com baixa renda. Estudos mostram que em cada quatro semanas de atraso entre o diagnóstico e o primeiro tratamento do câncer, ou entre a finalização de um tratamento até́ o início do próximo, pode ocorrer um aumento de 6 a 8% na chance de morte do paciente. “Embora não tivesse sido o objetivo desse estudo, é possível supor uma relação também entre acesso ao diagnóstico e o local do tratamento disponível na rede de atenção do estado, sobretudo para mulheres residentes no interior. Reiteramos que o tratamento em tempo inoportuno para o câncer do colo do útero continua sendo um problema de saúde pública da Bahia, necessitando de incremento e continuidade de medidas preventivas e intensificação do rastreamento, bem como da uma maior oferta de tratamento. Recomendamos a implementação de políticas que assegurem o tratamento precoce da doença, em cumprimento ao que já está previsto em lei”, conclui Silva.

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Cientistas identificam na Bahia espécie de besouro que participa da produção da própolis vermelha

Nova espécie da família Buprestidae foi descrita por pesquisadores da USP e colaboradores. Grupo desvendou como o inseto contribui para a fabricação desse tipo de própolis pelas abelhas

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Thais Szegö | Agência FAPESP – Foi em uma viagem para Canavieiras, na Bahia, que Jairo Kenupp Bastos, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP), ouviu falar pela primeira vez sobre o inseto. “Os apicultores da região me contaram sobre um bichinho que faz furos em uma planta chamada Dalbergia ecastaphyllum, um tipo de leguminosa, de onde sai uma resina que serve de matéria-prima para a fabricação da própolis vermelha”, conta.

Essa resina é capturada pelas abelhas Apis mellifera, combinada com cera, pólen e enzimas, dando origem a esse tipo de própolis – o segundo mais produzido e comercializado no Brasil. Ela tem essa cor exatamente por causa da substância obtida na planta e possui propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antitumorais.

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Para entender melhor como esse processo acontece, Bastos levou algumas larvas do besouro para o Museu de Zoologia da USP, na capital paulista. Mas para identificar corretamente o inseto era preciso capturar espécimes adultos. A doutoranda Letizia Migliore ficou encarregada dessa missão e, acompanhada do entomologista Gianfranco Curletti, do Museo Civico di Storia Naturale em Carmagnola, na Itália, do pós-doutorando Gari Ccana-Ccapatinta, da FCFRP-USP, e do biólogo e apicultor Jean Carvalho, morador de Canavieiras, fez várias saídas de campo na cidade baiana para procurar os insetos nos galhos da planta.

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“Como eles são muito pequenos, não foi uma tarefa fácil, mas conseguimos coletar alguns machos e fêmeas que foram conservados em álcool 70° GL e levados ao museu, onde foram analisados no microscópio. Assim foi possível a descoberta dessa nova espécie da família Buprestidae, que recebeu o nome de Agrilus propolis”, conta Migliore. O trabalho contou com a participação de Curletti, Gabriel Biffi e Sônia Casari, chefe do laboratório de Coleoptera do Museu de Zoologia e orientadora de Migliore.

“Em paralelo a isso, análises fitoquímicas foram realizadas no laboratório de farmacognosia [da FCFRP-USP] para confirmar que a composição química da resina e a da própolis é a mesma, comprovando, assim, a sua origem botânica e a participação dessa nova espécie de besouro na produção da substância medicinal”, conta Ccana-Ccapatinta, integrante da equipe de Bastos.

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Transformação

A união das pesquisas dos dois grupos também possibilitou entender como o processo acontece. As larvas do inseto se desenvolvem no interior do caule da Dalbergia ecastaphyllum, popularmente conhecida como rabo-de-bugio ou marmelo-do-mangue, e, quando o ciclo de vida dos insetos se completa, os adultos saem da planta através de pequenos orifícios por onde vaza a resina ou o exsudato, nome científico para líquidos orgânicos que extravasam através das membranas celulares de plantas ou animais por causa de lesões.

As descobertas obtidas pela pesquisa foram publicadas no periódico The Science of Nature. O trabalho contou com financiamento da FAPESP por meio de um Projeto Temático coordenado por Bastos e de um Bolsa de Doutorado concedida a Jennyfer Mejía, coautora do artigo.

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“Esse artigo é de importância primordial, uma vez que o agente indutor da produção de própolis vermelha pela planta hospedeira foi finalmente identificado. Até então não se tinha qualquer informação sobre qual espécie de inseto poderia estar provocando esse fenômeno”, diz Casari.

A pesquisadora afirma que, com esses dados, será possível expandir os estudos sobre a produção da própolis, que apresenta efeitos importantes na economia devido ao seu alto valor comercial. Em 2019, ano em que o trabalho de campo foi feito, um quilo era vendido por US$ 150.

O artigo A new species of jewel beetle (Coleoptera, Buprestidae, Agrilus) triggers the production of the Brazilian red propolis pode ser lido em: link.springer.com/article/10.1007/s00114-022-01785-x.

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SOS: ONG arrecada doações para desabrigados no sul da Bahia e norte de Minas Gerais; saiba como ajudar

Visão Mundial envia itens essenciais à população afetada pelas chuvas; são mais de 31 mil desabrigados no estado baiano. Minas Gerais ainda se recupera dos efeitos da primeira onda de temporais

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As fortes chuvas que afetaram a região sul da Bahia e nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri em Minas Gerais, seguem causando sérios transtornos à população. Desde o início do alerta de emergência no início deste mês, a ONG Visão Mundial Brasil tem se mobilizado com parceiros locais (Cáritas Regional NE3, Cáritas Regional MG e Associação de Jovens Indígenas Pataxó) para enviar itens essenciais como água, alimentos e itens de prevenção para o COVID-19. Já foram aportados R$190 mil reais para o atendimento de pelo menos 2.000 famílias.

Com a situação agravada no último final de semana na Bahia, já existem pelo menos 100 municípios que sofrem com os efeitos da chuva. De acordo com o balanço mais recente divulgado, já são relatadas mais de 31.405 pessoas desabrigadas (anteriormente eram 6.300); pelo menos 471.000 pessoas afetadas; mais de 358 feridos; 20 mortes e cerca de 31.391desalojados.

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Via parceiros locais e com o apoio de doadores, a Visão Mundial Brasil visa aumentar o alcance das pessoas afetadas com assistência alimentar e assistência de proteção nos próximos dias.

“Até o momento já foram distribuídas 700 cestas básicas e a partir desta semana serão operados o restante dos insumos. Famílias de 28 municípios devem ser beneficiadas neste primeiro momento. O esforço agora é direcionado a prestar uma resposta mais robusta, frente ao crescente número da população afetada e os danos materiais e de infraestrutura ocasionados por novos temporais no fim de semana de natal. E, para tal, contamos com um esforço coletivo de prospecção de novos recursos financeiros e materiais”, conta a gerente de programas e atuante na Resposta Humanitária da Visão Mundial, Andrea Freire.

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A ajuda pode ser feita por doação financeira para a Visão Mundial, no banco Santander. A agência é 4500 e a conta poupança 60004972-5. A doação também pode ser feita por PIX, pela chave sos@visaomundial.org ou pelo site: https://doar.visaomundial.org/emergencia-ba-mg

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Apoiadores de Bolsonaro agridem jornalistas na Bahia

Neste domingo (12), jornalistas foram agredidos por apoiadores do Presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) e apoiados por seguranças do local. O ato covarde de atacar trabalhadores foi durante uma visita de Jair Bolsonaro em Itamaraju, Extremo Sul do Estado da Bahia.

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A face do fascismo se mostra quando membro de um seita se sentem a vontade para cometer crime em nome de um ser repugnante. Os jornalistas Chico Lopes e Dario Cerqueira (Aratu), da TV Aratu; e Camila Marinho e Clesriton Santana (Bahia), da TV Bahia, foram atacados por bolsonaristas para impedir que eles se aproximassem do Bolsonaro.

É mais um caso de ataque ao trabalho da imprensa dentro do Brasil. Conforme o Correio 24h, um dos seguranças segurou a repórter Camila Marinho pelo pescoço, com a parte interna do antebraço, numa espécie de “mata-leão” e teve a pochete roubada na confusão, que foi recuperada depois. Já o repórter Chico Lopes levou um tapa de outro segurança, quando a equipe do presidente tentou impedir que os jornalistas das duas emissoras erguessem os microfones em direção a Bolsonaro. Um apoiador atacou os microfones das equipes e rasgou a espuma que cobria o da TV Bahia, além de ameaçar desferir um soco em direção aos colegas.

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Esse tipo de comportamento agressivo é apoiado e incentivado por Jair Bolsonaro, que desde o começo do seu mandato, usa o discurso do ódio para alimentar seus minions. Igualmente como se fazia no fascismo, a violência e a ideologia de odiar quem não pertence ou apoia o líder da seita. O ataque a imprensa faz parte do fascismo. A imprensa considerada o quarto poder por vigiar e zelar pela democracia, acaba sendo o maior alvo de governos corruptos e autoritários.

Recuado e perdendo cada vez mais eleitores, o clã bolsonarista vai cada vez mais ficar agressivo, como animais amedrontado.

Segundo levantamento feito anualmente pela FENAJ, desde 2019 vem crescendo o número de ocorrências de ataques contra a imprensa, sendo que mais de 40% destes casos estão diretamente ligados ao presidente e seus apoiadores. É evidente que o clima de violência contra jornalistas tem relação íntima com as falas de Bolsonaro e seus filhos, que fazem um discurso a seus seguidores mais radicais indicando parte da imprensa e do jornalismo como inimigos do governo.

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Com informações da FENAJ.

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Duda Baroni é eleita Miss Salvador Gay

Neste domingo (18) foi realizado o Concurso Miss Salvador Gay, onde a candidata Duda Vanini foi eleita para representar a capital baiana no Concurso Missa Bahia Gay, que acontece em julho.

Duda Baroni, que é do Bairro da Vitória, em Salvador, concorreu com nove candidatas nesta 11° edição do concurso, que aconteceu no Centro Cultural de Plataforma. A comissão julgadora foi composta por sete profissionais da área.

Como de costume, a faixa para a vencedora do Miss Salvador Gay 2018 foi passada pela a miss do ano passado, DesiRée Back.