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Pesquisa encontra proteína importante para a prevenção da doença renal em recém-nascidos

Na manhã do dia 13 de abril, o auditório de videoconferência do Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA-Ebserh-MEC) foi palco de mais uma defesa de doutorado. Desta vez, a médica neonatologista Patrícia Franco Marques defendeu a tese intitulada “Avaliação de biomarcadores da função renal em crianças nascidas prematuras em um hospital universitário do Nordeste brasileiro”, desenvolvida por ela no Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

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A tese foi aprovada e bastante elogiada pela banca devido à relevância do trabalho e ao grande esforço da profissional para o desenvolvimento da pesquisa em um período de pandemia, tendo por objetivo a avaliação de biomarcadores da função renal em crianças nascidas prematuras. Para tal, foram desenvolvidos dois estudos independentes, sendo uma revisão sistemática da literatura e um estudo de coorte que avaliou a função renal no nascimento e seguimento: <3, 4-6, 7-24, 25-36 meses após o nascimento.

A agora professora doutora Patrícia Marques falou das conclusões achadas na pesquisa: “Com base em ambos os estudos, concluiu-se que a cistatina C tem valor prognóstico aceitável para predição de Lesão Renal Crônica em recém-nascidos pré-termo. Seus valores de referência para estimativa da taxa de filtração glomerular nessa população não estão suficientemente esclarecidos. Os resultados apontam que a cistatina C pode ser mais confiável do que a creatinina sérica para a detecção de alteração da função renal em crianças com nascimento prematuro.

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O reitor da UFMA, professor Dr. Natalino Salgado Filho, que era o coorientador da pesquisa e o único da banca que estava de forma presencial, ressaltou a importância do trabalho. “Esta tese é fruto do grupo de pesquisa em nefrologia e trará um grande benefício na prevenção da doença renal nos bebês que nascem na Unidade Materno Infantil.”.

A banca examinadora foi composta pelo orientador da doutoranda, professor Dr. José Luiz Muniz Bandeira Duarte (UERJ); pelo coorientador, professor Dr. Natalino Salgado Filho (UFMA) e pelos membros: a professora Dra. Maria Cristina Caetano Kuschnir (UERJ); o professor Dr. Fábio Chigres Kuschnir (UFF); a professora Dra. Vanda Maria Ferreira Simões (UFMA) e a professora Dra. Noemia Perli Goldraich (UFRGS)

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Saiba mais sobre o PGCM:

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) firmaram parceria com a finalidade de qualificar os profissionais que atuam na área da saúde. O programa abrange os cursos em níveis de mestrado e doutorado, tendo por objetivo a formação de recursos humanos e a investigação científica em problemas de saúde em populações urbanas, seus mecanismos básicos e agentes associados.

A área de concentração em Ciências Médicas estrutura-se em torno de quatro linhas de pesquisa: Informação e educação em saúde; Atenção à saúde e a doenças ligadas ao processo do desenvolvimento humano; Doenças crônico-degenerativas em populações urbanas e Doenças infecciosas comunitárias e nosocomiais. 

Publicado originalmente em 26/04/22, no site do HU-UFMA.

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Por: Alexsandra Jácome/Unidade de Comunicação Social do Hospital Universitário

Revisão: Jáder Cavalcante

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Diagnóstico precoce de doença renal crônica não é feito com frequência nos serviços básicos de saúde

A doença renal crônica afeta aproximadamente 10% da população adulta de todo o planeta. Apesar disso, é uma das doenças não transmissíveis mais negligenciadas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em estudo publicado nesta segunda (14) na revista “Cadernos de Saúde Pública”, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP) mostram que doença renal crônica é diagnosticada, com frequência, em estágios avançados da doença na atenção primária à saúde, o que mostra falhas no diagnóstico precoce da doença.

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A pesquisa analisou os prontuários de 1.066 indivíduos com, pelo menos, um fator de risco para a doença renal crônica atendidos entre novembro de 2019 e fevereiro de 2020 em 10 Unidades Básicas de Saúde na Região Metropolitana de São Paulo. Os pacientes apresentavam hipertensão, diabetes ou mais de 60 anos.

Os profissionais de saúde são capazes de identificar a doença renal crônica através da associação de indicadores que apontam alterações nas funções dos rins, como pressão alta, inchaço no corpo e níveis elevados de gordura no sangue, além de exames de creatinina sérica e proteinúria. Como essas respostas são fornecidas por exames laboratoriais acessíveis, o diagnóstico da doença é simples e barato. Quando a doença é identificada precocemente, é possível evitar complicações, como as que levam à necessidade de diálise.

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O estudo acompanha a tendência internacional e demonstra que o diagnóstico precoce da doença renal crônica precisa ser melhorado. O rastreamento por meio da creatinina sérica não foi observado em cerca de 20% dos pacientes, e aproximadamente 40% deles não foram testados para proteinúria. Entre os pacientes com a doença, apenas 16,8% tinham registro desse diagnóstico no prontuário, o que indica que a doença pode não ter sido reconhecida na atenção básica à saúde.

Os resultados demonstram a necessidade de planejar intervenções mais efetivas para diagnóstico precoce e controle da doença renal crônica. “O estudo foi importante para obtermos um cenário basal que norteie as intervenções para melhoria da qualidade”, afirmam Farid Samaan e Ana Maria Malik, autores do artigo em parceria com Danilo Euclides Fernandes, Gianna Mastroianni Kirsztajn e Ricardo de Castro Cintra Sesso.

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“Além disso, a pesquisa prestou-se a identificar as falhas de rastreamento de pessoas de risco para a doença renal crônica na atenção primária à saúde. Pudemos também observar a necessidade de ações para melhorar o controle das condições mais prevalentes na população adulta, isto é, a hipertensão arterial, o diabetes e a dislipidemia”, completam os pesquisadores.

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