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Novembro Azul: Exame de Próstata e o Tabu Masculino

O câncer de próstata e a realização de seu exame é ainda um tabu entre os homens. De acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a cada 38 minutos um homem morre de câncer de próstata no Brasil. Somente em 2018, 15.576 pessoas morreram com a doença e a expectativa é que o número de novos casos diagnosticados triplique. 

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Para começar, aos que desconhecem, o câncer que acontece na próstata é o segundo que mais acomete homens e alguns fatores de risco podem contribuir para o desenvolvimento da doença, dentre eles:

• Histórico familiar: pai, irmão, tio

• Idade elevada (acima de 50 anos)

• Excesso de gordura

• Tabagismo e excesso de álcool

Um dos grandes impasses do câncer de próstata, é que semelhante a outras doenças, ele não apresenta sintomas evidentes em estágio inicial. De toda forma, podem ser sinais de câncer de próstata: dificuldade em urinar ou a necessidade de urinar mais vezes, dor óssea, presença de sangue na urina e/ou sêmen. Em estágio avançado, o câncer de próstata pode resultar, por exemplo, em insuficiência renal.

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Quando o diagnóstico do câncer de próstata é feito na fase inicial, as chances de cura chegam a 90%. Mas se já estiver em um estágio bem avançado, a porcentagem cai para 10%. 

É muito raro a doença acometer pacientes mais jovens, mas pode acontecer. A estimativa é de menos de 0,5% da população masculina abaixo dos 40 anos. 

A consultora e especialista em sexualidade, Roberta Pavon, conta que muitos homens apresentam uma certa resistência quando se trata de realizar o exame de próstata. Entre outros fatores, esse comportamento pode estar relacionado a aspectos sócio-culturais, como falta de conhecimento, medo e preconceito em relação ao exame de toque retal, como se fosse afetar a masculinidade.

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“O exame de toque é indolor e absolutamente normal e não afeta a sexualidade de ninguém. Contudo, se você se sentir muito constrangido, vale a pena conversar com pessoas próximas que já fizeram esse procedimento para se tranquilizar.” esclarece Roberta.

Quebrar tabus é fundamental para ajudar a reverter o atual cenário da doença, que provoca a morte de cerca de 15 mil homens por ano no Brasil. Muitas dessas vidas provavelmente teriam sido salvas com o diagnóstico precoce, foco central da campanha do Novembro Azul, que visa conscientizar os homens e estimulá-los a se cuidarem, pois o índice câncer de próstata pode ser curável quando descoberto nas fases iniciais. 

Não há uma forma específica de prevenção do câncer de próstata. O importante é adotar um estilo de vida saudável, o que contribui para prevenir o surgimento de vários tipos de cânceres e outras doenças. Isso inclui:

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  • Alimentação saudável (rica em frutas, verduras, legumes, grãos, cereais integrais e menor quantidade de gordura, principalmente animal);

  • Atividade física regular (fazer no mínimo 30 minutos diários);

  • Manter o peso adequado para a altura;

  • Identificar e tratar adequadamente hipertensão, diabetes e problemas de colesterol;

  • Não fumar e não ingerir álcool em excesso;

  • Dormir bem;

  • Cuidar da saúde mental;

  • Fazer sexo seguro.

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“Muitos homens ainda possuem preconceito com relação ao exame de toque devido ao pensamento consciente coletivo. Precisamos quebrar esse tabu e entender a importância do pré-diagnóstico, que pode salvar muitas vidas.” finaliza Roberta Pavon.

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Exame em desenvolvimento pode facilitar o tratamento de distúrbios psiquiátricos

Um novo exame que está sendo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) pela empresa spin-off Quarium pode facilitar a escolha do tratamento de pacientes com esquizofrenia. A tecnologia em estudo é fruto de uma pesquisa realizada no Laboratório de Neuroproteômica da instituição que identificou no sangue a presença de sinais capazes de antecipar a resposta do organismo a diferentes medicações. Os resultados prometem facilitar a criação de um tratamento personalizado para cada paciente e servirão como base para uma segunda etapa de pesquisas.

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A ideia para a criação do teste partiu da análise de 54 amostras obtidas de pacientes diagnosticados com esquizofrenia e tratados com um de três antipsicóticos comumente receitados: olanzapina, risperidona ou quetiapina. Uma das vantagens previstas para o projeto é a possibilidade de fornecer resultados eficazes através de análises simples e rápidas. As amostras poderão ser coletadas através de um exame de sangue comum e devem chegar até o médico responsável em poucas horas. “A ideia é que a resposta do exame saia no mesmo dia para que o psiquiatra possa iniciar a medicação da maneira mais direcionada possível”, explica Daniel Martins-de-Souza, coordenador do estudo na UNICAMP.

A pesquisa surgiu como resposta para um dos principais desafios enfrentados pelos profissionais da saúde após um diagnóstico de esquizofrenia: a escolha da medicação correta para atenuar os sintomas do distúrbio. Esse momento é crucial para o tratamento e recuperação da qualidade de vida do paciente, já que pode determinar inclusive o agravamento do quadro. “O paciente que não melhora ou não tolera os efeitos colaterais de determinado antipsicótico pode ter novos surtos psicóticos e registrar declínio cognitivo irrecuperável”, explica Lícia da Silva Costa, pesquisadora e fundadora da empresa Quarium.

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Atualmente, a escolha do tratamento para a esquizofrenia é feita com base na análise clínica do caso em conjunto com um algoritmo clínico clássico. No entanto, uma parcela significativa dos pacientes abandonam o tratamento devido aos efeitos colaterais causados pelos remédios. “Embora esses métodos sejam importantes e colaborem para a escolha da melhor medicação, são generalistas e não consideram as particularidades metabólicas de cada paciente”, salienta Costa. A empresária explica que a resposta do organismo depende de diversas variáveis que costumam ser deixadas de lado com o uso desses métodos, como a alimentação, a idade, a interação com outras medicações e a resistência a dosagens diferentes.

Nesse cenário, o novo exame promete facilitar o desenvolvimento de um programa de tratamento individualizado que considera as condições clínicas e sociais de cada paciente, o que pode reduzir a ocorrência de efeitos colaterais e acelerar a melhora do quadro. Para isso, o teste vai buscar sinais presentes no sangue que indicam as possíveis  reações do organismo aos diferentes fármacos antes mesmo do início do tratamento. “A gente identificou quais são os marcadores e quanto deles deve ter no sangue para que o organismo responda bem àquela medicação. O teste vai procurar especificamente por esses sinais na amostra e, dependendo do resultado, a gente consegue dizer qual o melhor fármaco para aquela pessoa”, diz Daniel Martins-de-Souza.

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A tecnologia em desenvolvimento abre precedentes para uma nova era no tratamento da esquizofrenia e de outros distúrbios mentais, já que as pesquisas podem ser usadas para desenvolver testes aplicáveis a diversos transtornos. O estudo segue agora para uma etapa importante que busca transformar os dados coletados em um produto viável para clínicas e hospitais psiquiátricos. Lícia Costa destaca que um dos próximos passos é ampliar o escopo de atuação do exame para outros antipsicóticos, visando otimizar ainda mais o processo de escolha do tratamento.

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Aprovação de Bolsonaro despenca de 37% para 26%, diz pesquisa da EXAME/IDEIA

Saiu nesta sexta-feira (22), a pesquisa da EXAME/DIA onde mostra uma queda de 36% para 26% na aprovação à gestão do presidente Jair Bolsonaro. Sendo uma consequência direta da crise de saúde pública em Manaus e sua política de atrasar ainda mais o cronograma de vacinação.

A pesquisa exclusiva de EXAME/IDEIA, faz parte do projeto que une Exame Research, braço de análise de investimentos da EXAME, e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública.

Clique aqui para ver o relatório completo.

A desaprovação do presidente é maior nos estratos de maior renda e de maior escolaridade: entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, 58% não aprovam a gestão do presidente. No grupo dos que têm ensino superior, 64% desaprovam o governo federal.

O levantamento foi realizado por telefone, em todas as regiões do país, entre os dias 18 e 21 de janeiro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

“A dinâmica dos sérios problemas em Manaus junto a falta de perspectivas sobre um cronograma de vacinação e o fim do auxílio emergencial constituem os principais fatores que levam à queda de popularidade do presidente”, diz Maurício Moura, fundador do IDEIA.

Os dados de avaliação do governo  mostram um desempenho similiar: o percentual de pessoas que considera o governo ótimo ou bom passou de 38% para 27%. Do mesmo modo, o grupo que avalia a gestão Bolsonaro como ruim ou péssima subiu de 34% para 45%.