Arquivo da tag: Feminismo

É preciso falar sobre feminismo(s) e política

Rosilene Marcelino

Anúncios

Volte algumas casas no jogo da vida caso você pense feminismo como uma agenda cara a uma dada ideologia política. E outras tantas se ainda imagina o feminismo como oposto ao machismo. Retroceda um pouco mais caso não note a existência de feminismos (isso mesmo, no plural, reconhecendo toda sorte de vivências). E recomece a partida se segue julgando feminismo(s) como algo restrito às mulheres. 

Em um mundo polarizado (bipartido, do isso e daquilo, do é assim e do é assado, do certo e do errado, do bem e do mal, de direita e de esquerda, de santos e profanos, analógicos e digitais, do quiquei e do não quiquei e não sei mais o quê…). É provável você já ter se deparado com o (lamentável, raso e frágil) juízo de valor dos feminismos caracterizados como coisa de comunista, esquerdista e socialista, com essas expressões sendo proferidas a plenos pulmões como espécie de xingamento.  

Anúncios

Tal articulação, carregada nas tintas de matizes pejorativas, não passa de um mergulho no pires daqueles que abrandam como os nervos milimetricamente estivessem à flor da pele para afugentar qualquer possibilidade de reflexão e consciência. No âmbito político, tem sido no grito a estratégia de silenciamento das diversidades e, consequentemente, o retardo de possibilidades de exponenciar políticas públicas inclusivas. 

Dá-lhe barulho, de caso (bem) pensado, para tentar manter o patriarcado no poder. Em meio a quebra de braço e a opacidade de extremos forjados, brasileiros, parecem praticamente arremessados a uma saída perigosa: que trincheira integrar? Acena aí o risco, entre tantos, da subtração dos indivíduos da potência do diálogo e da reflexão, desde muitas perspectivas, para a busca de saídas conjuntas e responsáveis aos desafios de muitas ordens em termos de País. 

Anúncios

De uns tempos para cá, na esteira de crises socioeconômicas, políticas e sanitárias, tem-se tornado recorrente a expressão “terceira via”.  À beira das eleições 2022, o termo recuperado d’outras épocas, representa a fração da população que rejeita os, até aqui, líderes das intenções de voto: o Presidente Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT). Na tentativa de pavimentação nada tranquila da terceira via, seja nos “quiproquós” de bastidores ou sob holofotes, não se pode dar de ombros para os eleitores que não querem “isso ou aquilo”, mas outras respostas para a retomada de um projeto de Brasil.  

Com a distância de alguns dias da oficialização da candidatura da Senadora Simone Tebet à Presidência sob a tríade MDB, PSDB e Cidadania, assenta-se finalmente a promessa recente de uma chapa feminina com a confirmação da Senadora Mara Gabrilli à vice. 

Anúncios

Ter, agora, a constituição de uma alternativa de “terceira via” efetivamente composta por mulheres (emedebista e tucana) na corrida presidencial de 2022 soa emblemática e como um convite para se colocar em curso mais visibilidade para a luta por igualdade de gênero na política brasileira. A candidatura evidencia, ainda, que “mulheres no poder” não é caro a um dado espectro político apenas. 

Está se perguntando sobre o(s) feminismo(s) mencionados no início do texto? Para os efeitos destes dois dedos de prosa, fica a ciência de que essa movimentação política e intelectual abriu caminhos para a escrita desta reflexão. As palavras aqui partilhadas logo se dão na esteira de quem foi ponta de lança para denunciar a dominação masculina. Dito isso, lembre-se: Gabrilli não era a primeira opção dos “caciques” dos partidos envolvidos. E, ao final de julho, no sindicato dos Metroviários, foi anunciada pelo PSTU a primeira chapa integralmente feminina na disputa à eleição presidencial de 2022 formada pela cientista social Vera Lúcia e pela vice, a pedagoga Raquel Tremembé, indígena da etnia Tremembé, do Maranhão. Isso deixa o fio da meada para pensar visibilidades, invisibilidades e invisibilizações. 

Anúncios

Bora colocar os olhos no jogo político; ele diz respeito a todos.  

Rosilene Marcelino é professora do curso de Ciências Sociais da ESPM, doutora em Comunicação e Semiótica (PUC), mestre em Comunicação e Práticas de Consumo (ESPM), especialista em Comunicação com o Mercado e em Ciências do Consumo Aplicadas (ESPM).

Sobre a ESPM

A ESPM é uma escola de negócios inovadora, referência brasileira no ensino superior nas áreas de Comunicação, Marketing, Consumo, Administração e Economia Criativa. Seus 12 600 alunos dos cursos de graduação e de pós-graduação e mais de 1 100 funcionários estão distribuídos em cinco campi – dois em São Paulo, um no Rio de Janeiro, um em Porto Alegre e um em Florianópolis. O lifelong learning, aprendizagem ao longo da vida profissional, o ensino de excelência e o foco no mercado são as bases da ESPM.

Leia mais notícias em ocuboblog.com e nos sigam nas redes sociais: Facebook, Twitter, Telegram, Instagram e Tiktok. Colabore com mais informações nos enviando através do telefone e whatsapp/telegram (98) 98506-2064 ou pelo e-mail ocuboblog@gmail.com

Ou mande qualquer quantia pelo PIX para ocuboblog@gmail.com

Encontro virtual trata de arte feminina e tradição popular

A ceramista pernambucana Socorro Rodrigues (foto destaque), 66 anos, completados na quarta-feira (14), carrega a tradição da arte popular da família. O interesse pelos trabalhos feitos do barro veio de acompanhar o pai Zé Caboclo, um dos primeiros seguidores de Mestre Vitalino, um símbolo dessa cultura popular no Alto do Moura, em Caruaru, Pernambuco. Socorro começou a esculpir pequenas peças de brinquedos já aos seis anos e aos nove fazia peças para vender. Toda essa experiência de vida, Socorro vai contar no encontro virtual que o Museu do Pontal, do Rio de Janeiro, vai fazer nesta segunda-feira (19), às 17h.

A arte popular, no Alto do Moura, começou como uma tradição masculina a partir da obra do Mestre Vitalino, seguido por nomes como o pai de Socorro, por Manuel Eudócio e por Manuel Galdino, entre outros. As gerações seguintes começaram a mudar este comportamento e as mulheres passaram a ser reconhecidas como artistas e ceramistas.

A proximidade da participação do encontro virtual, que ela vê como mais um incentivo para tornar a sua arte conhecida, a deixou ansiosa. “Com esses tempos difíceis e a situação toda que está o nosso país, mas que se Deus quiser vai passar, né? Aí é muito importante. É mais uma divulgação para a gente poder vender. A pessoa fica mais conhecida, como eu estou vendendo na internet”, informou, à Agência Brasil, acrescentando que o seu site foi feito pela neta.

Preservação

Na região do Vale do Jequitinhonha, em Minas, foram as mulheres que começaram a tradição de arte cerâmica, como dona Isabel Mendes da Cunha, da comunidade Santana do Araçuaí; e Noemisa, de Caraí; entre outras. Há cerca de 20 anos o fotógrafo mineiro Lori Figueiró tem feito registros de benzedeiras e parteiras, como forma de preservar a cultura popular da região. Nesse tempo, tem encontrado muitas histórias, como a da dona Generina Isidório da Silva, uma benzedeira de 106 anos, que está completamente lúcida e tem tataranetos. Lori contou que a conhece há mais de 10 anos e durante esse tempo vem fazendo registros fotográficos dela, de Blandina Silva Souza, mais conhecida como dona Baranda, que tem mais de 90 anos e não é possível precisar a idade porque perdeu os documentos e de Vera Lúcia Marques de 72 anos. Todas as três moram em Araçuaí, no médio Jequitinhonha. “Eu venho fotografando constantemente com a ideia de fazer um livro em homenagem a essas três benzedeiras. Nenhuma delas está deixando seguidores. As três lamentam”, completou Lori à reportagem da Agência.

Tantos registros depois de várias manifestações artísticas, pela primeira vez Lori vai participar de uma live. Embora seja sobre um assunto que conhece bastante, está com grande expectativa e com certa ansiedade para falar dos conhecedores tradicionais, como costuma chamar os artistas, especialmente, da região do alto e do médio Vale do Jequitinhonha. “Eu registro benzedeiras, parteiras, artesãos de um modo geral, os grupos de congado, tambozeiros de Nossa Senhora do Rosário, as pessoas que ainda fazem os saberes mais tradicionais mesmo, a farinha de mandioca, a rapadura. Trabalho com essas pessoas”, disse.

Para Lori Figueiró, parte do trabalho que faz é o registro do final de uma era, uma vez que alguns ofícios não estão sendo repassados para novas gerações, como é o caso de quem produz a farinha e a mandioca pelos métodos tradicionais. “Os mais jovens não querem mais este tipo de trabalho ou esse tipo de ofício”, observou.

Essa situação, conforme o fotógrafo, muda um pouco quando a manifestação cultural é mais relacionada à cerâmica e às esculturas em madeira. “Acredito que isso vai perdurar um pouco mais, mas as benzedeiras, as pessoas que fazem algum tipo de culinária, isso vem se perdendo muito. Os jovens não querem muito e os pais e avós não estão conseguindo repassar”, completou, destacando que uma das razões é o maior interesse pelas redes sociais.

Segundo o fotógrafo, em 2011, quando fez um trabalho em Jenipapo de Minas, a associação da tecelãs do local tinha em torno de 60 mulheres e hoje está praticamente fechada. Na mesma época a associação de tecelãs da cidade Berilo tinha 120 pessoas e agora em torno de 7 pessoas entre homens e mulheres trabalhando no tear. “Isso vem se perdendo”, completou.

“Embora eu fale que venho registrando o final de uma era, ainda tem muita coisa para registrar. É impressionante a força do povo, principalmente, as mulheres que são a força motriz do Vale”.

Para Joana Corrêa, que vai ser a mediadora do encontro, o aprimoramento técnico dos artistas vem colaborando para a preservação de parte da cultura popular da região. Ela é carioca, mas se mudou para o alto do Jequitinhonha de onde acompanha os trabalhos de artistas locais. O encontro virtual, na visão dela, vai permitir também o debate de uma arte feita por mulheres, que originalmente era produzida por homens. Como antropóloga, ela disse que a ação do tempo não consegue preservar tudo e, cada geração, traz uma nova contribuição. “Eu não tenho um olhar negativo com relação a essas mudanças. Os jovens vão encontrar os seus caminhos. O que tem hoje de produção cerâmica no Vale do Jequitinhonha em relação há 20 anos, é infinitamente mais amplo e complexo”, observou, concordando com Lori, que no caso das benzedeiras isso é mais difícil.

Encontro

Além de Socorro Rodrigues e do o fotógrafo Lori Figueiró o encontro vai ter a presença da ceramista Ducarmo Barbosa, de Minas Novas e Turmalina, em Minas Gerais e da ativista cultural e congadeira quilombola Sanete Esteves de Sousa, do Quilombo Mocó dos Pretos, em Berilo, também em Minas. Sanete vai mostrar também os aspectos intersecções sociais e raciais que se misturam nos desafios de ser liderança e artista da cultura popular. “O Vale sempre foi tratado como muito caboclo, mas, na verdade, tem uma tradição negra, da região das Minas fundada por uma população majoritariamente de origem africana. Essa tradição muitas vezes é apagada. A Sanete traz essa força e muito raiz do Vale”, disse Joana em entrevista à Agência Brasil.

Livro

O encontro vai celebrar ainda o lançamento da segunda edição do livro Mulheres do Vale, substantivo feminino, de Lori Figueiró, pelo Centro de Cultura Memorial do Vale, no Serro. |Além de fotos, a publicação traz depoimentos das pessoas que fazem algum tipo de trabalho, que segundo o autor, deve ser preservado e poemas sobre elas. “É uma seleção de imagem de um vale mais tradicional e mais preservado. As casas com seus fogões de lenha, as paredes revestidas de imagens sacras misturadas com fotografias dos familiares, As benzedeiras, as mulheres que foram parteiras, as artesãs. O livro tem esse conjunto de imagens mais tradicionais do vale”, revelou. A primeira edição foi em 2019.

Protagonismo como arma contra o preconceito: Azul é a cor mais quente – Parte 4

A homossexualidade feminina trata-se de um universo peculiar em que o relacionamento de duas mulheres desafia a compreensão geral. O termo “lésbica”, surgiu quando a poetisa grega Safo cantou liricamente o amor entre mulheres da cidade de Lesbos, localizada em uma ilha Grega. Atualmente, a homossexualidade feminina surge como um tipo de subjetividade social e que busca uma “identidade lésbica” para estabelecer modelos sociais positivos.

Amanda Barros é uma dessas mulheres que se assumiram como lésbica mesmo sabendo dos perigos que a sociedade a expõe. Aos seus 23 anos é graduada em licenciatura em História e construiu, junto com sua namorada Alana Amancio, a loja “aa.slz”. Ela nos contou como foi assumir para sua família a sua homossexualidade. “Por parte da minha mãe, senti medo do silêncio dela no início. Depois de uma semana, ela me aceitou e disse que já sabia que eu era diferente da minha irmã (heterossexual). Meu pai me aceitou logo e minha irmã já sabia, os outros familiares já desconfiavam, mas não tive desentendimento com nenhum deles, tenho acesso livre com minha namorada a todos os eventos de família e tenho o respeito dos mesmos”.

O acolhimento familiar é essencial para acabar com o preconceito contra a homossexualidade. Só no Brasil, cerca de 4,9% das mulheres se declaram homossexual, conforme a pesquisa Mosaico Brasil, realizado pelo Projeto Sexualidade (Prosex). O número deve ser muito maior, pois assumir ser lésbica ainda é uma grande dificuldade. Amanda Barros também sentiu medo de ser negada e passou anos ocultando sua sexualidade. “No âmbito familiar, o receio de ser negada era grande. No Social, eu prefiro nem me focar muito, pois é desgastante. Só vejo algumas pessoas se preocupando em demonstrar o quanto são a favor de quem eu sou, mas não perdem a oportunidade de julgar outras lésbicas, como se eu fosse a única que pode ser aceita”.

A representatividade homossexual ainda é muito fraca em vários meios sociais. “É sempre bom e confortável ter alguém dentro do assunto e que vivencie pra representar algo e elaborar metas para combater as situações constrangedoras que passamos. Acredito que os resultados são melhores”, diz Amanda Barros. A mulher lésbica ainda é muito marginalizada nos filmes e séries. Muitas vezes são representadas somente como objetos de fantasia sexuais. “Existe algo que me incomoda que é o fetiche pela relação entre duas mulheres, a falta de respeito e a constante erotização. Tenho medo de demonstração de afeto em lugares públicos por receio de uma tentativa de assédio ou abuso.”

O filme mais famoso que traz a mulher lésbica como protagonista é o “Azul é a Cor Mais Quente”. O filme de produção francesa, conta a história da personagem Adéle, interpretada por Adèle Exarchopoulos que se descobre lésbica. A coadjuvante acaba representando os desafios que várias mulheres homossexuais enfrentam em sua adolescência. Adèle mostra durante o filme ser confusa sobre a sua sexualidade e não conseguia desabafar com suas amigas da escola. Amanda passou por isso e até se privava de ficar sozinha com suas amigas por medo do preconceito. “Dá pra perceber que nessas horas há uma preocupação, então pra que eu não tivesse que ver ou perceber isso, eu sempre saía antes. Hoje nem ligo, até porque quem anda comigo ou se aproxima, sabe ou aprende na mesma hora que o fato de estar perto de uma lésbica não significa que a mesma vai ser agarrada”.

Essa reportagem faz parte da Revista Dandara e teve a participação de Janilson Silva, Samuel Reis, Talila Frazão e Thárcila Castro. Ela será apresentada nesse blog em 5 partes.

Digite seu e-mail para assinar as notificações deste site

Junte-se a 1.389 outros assinantes

Protagonismo como arma contra o preconceito: um pouco sobre identidade, beleza, resgate e valorização – Parte 3

Nascida em 7 de Setembro de 1993, natural de São Luís do Maranhão. Karla Caroline Rocha é a filha caçula da dona de casa Marluce Silva e do aposentado Carlos Rocha. Formou-se em escola pública, hoje em dia estuda estética. Era para ter uma vida normal se não fosse marcada pelo preconceito racial.

Karla começou a sentir os impactos do preconceito durante a infância. Ela relembra um dos diversos episódios de bullying, principalmente no ambiente escolar em relação ao seu cabelo: “Me chamavam de cabelo de bombril, entre outros apelidos que não são agradáveis para uma criança crescer psicologicamente saudável”. Acrescentou que se sentia muito mal por ser uma das excluídas da turma: “Eram só eu e mais duas negras, vivíamos em nosso mundinho.” Karla sentia-se incomodada com sua aparência, não aceitava o volume do seu cabelo crespo que era o motivo das ofensas contra ela.

No período da pré-adolescência, revela que a mãe alisava o seu cabelo em uma tentativa de evitar que a filha sofresse tanto na escola quanto na rua: “Era como se ela quisesse me deixar próxima do padrão que predomina para eu não ter transtornos”. Karla começou a refletir sobre a sua identidade afrodescendente: “Foi um processo extremamente importante e difícil, pois eu precisava sair de um mundo que não me pertencia para me encontrar no meu. Então eu decidi buscar mais sobre o meu povo, da minha história, das lutas de meus ancestrais até que me encontrei e descobri o quanto eu sou forte”.

Pensando em um espaço que possa acolher as mulheres que têm dificuldades de aceitação, Karla criou o Coletivo AfroCulture que promove palestras, oficinas, ações e workshops. “Ele é voltado para a estética da mulher negra, repassando conhecimento como por exemplo, as oficinas de turbantes, que servem para elas entenderem mais sobre o símbolo da resistência entre outras atividades sobre conscientização”. Já o projeto Pretas em Foco tem a intenção de unificar mulheres e resgatar a sua identidade Afro: “Ele espalha a bandeira da empatia, do feminismo, valorizando a sua história e acompanhando todo esse processo de aceitação “. Os projetos foram bem aceitos e começaram a contar com membros em outros estados brasileiros como as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Após a divulgação dos seus projetos nas redes sociais, surgiu o convite para participar do programa Encontro com Fátima Bernardes , da TV Globo. Karla diz que ficou surpresa e muito feliz: “Nós falamos da questão do incentivo ao uso do cabelo natural e de fato foi muito gratificante. O nosso reconhecimento aumentou aqui em São Luís depois que fomos lá. Foi muito válido!”. Hoje em dias as pessoas a procuram por conta da visibilidade adquirida depois da participação no programa. Ela faz parcerias com empreendedores negros atuando como modelo para divulgação de lojas e produtos cosméticos.

Essa reportagem faz parte da Revista Dandara e teve a participação de Janilson Silva, Samuel Reis, Talila Frazão e Thárcila Castro. Ela será apresentada nesse blog em 5 partes.

Digite seu e-mail para assinar as notificações deste site

Junte-se a 1.389 outros assinantes

Protagonismo como arma contra o preconceito: a minha aldeia as mulheres são iguais aos homens – Parte 2

Falar sobre representatividade feminina indígena não é algo fácil, tendo em vista que no Brasil algumas particularidades refletem a diversidade do nosso país fazendo com que as mulheres indígenas ainda estejam entre as mais vulneráveis e marginalizadas. Prova disso é a história da índia Zahy Guajajara (29), que lutou por sua liberdade fora da aldeia onde nasceu e conseguiu conquistar visibilidade não só para si, mas também para seu povo, tornando-se um símbolo de representatividade para o público feminino e para todos os povos indígenas.

Zahy Guajajara é uma índia maranhense que vive no Rio de Janeiro. Ela se mudou aos 19 anos para o Rio em busca de uma vida melhor, mais justa e com mais oportunidades. Ao chegar à “Cidade Maravilhosa”, a indígena passou a viver na aldeia Maracanã, tornou-se ativista e, logo mais tarde, atriz.

Durante a infância na aldeia Colônia em Barra do Corda no Maranhão, ela fala que passou por muitas dificuldades com a sua família, como não ter o que comer ou somente começar os estudos aos nove anos, sem nem sequer ter condições de comprar um caderno.

No primeiro ano de escola ela não falava muito bem o português,além de ser muito tímida, por isso não conseguia fazer amizade com ninguém. “As outras crianças zombavam de mim por ser indígena e por isso eu me chateava na época”, reclamou.

A mudança para o Rio foi algo difícil, pois não é simples sair do seu âmbito familiar e ir para a cidade grande sozinha, ainda mais sem muita ajuda financeira. Por ser mulher e indígena, ela se sentiu diversas vezes vulnerável e passou por muitas dificuldades sendo afetada física e psicologicamente. Mas ela garante que isso lhe ensinou a valorizar ainda mais as suas qualidades como mulher e indígena. “Hoje me sinto tão mais livre para ser mais infinitamente a mulher indígena que sou”.

Zahy afirma que há uma grande diferença entre a mulher da aldeia e da cidade, pois enquanto na aldeia uma mulher é livre para fazer as mesmas coisas que os homens, na cidade as mulheres são julgadas por querer fazer as mesmas coisas que os homens e até mesmo usar um short curto é sinônimo de vulgaridade. Enquanto os homens da cidade querem ser superiores às mulheres, na aldeia os homens não têm preconceito quando a mulher assume algum tipo de liderança. “Muito pelo contrário, para nós é um máximo”.

Em 2017 Zahy interpretou a personagem Domingas na minissérie “Dois Irmãos” da Globo, onde teve a oportunidade de proporcionar maior visibilidade para seu povo. Sem dúvidas esse trabalho lhe permitiu valorizar a representatividade indígena feminina, já que é comum chamarem atrizes “normais” e transformá-las em índias, mas dessa vez a autenticidade foi um dos principais requisitos para o papel. “Meu sonho é ver a indiarada (sic) infiltrada em todas as categorias artísticas (risos). Afinal nós somos os primeiros artistas”.

Essa reportagem faz parte da Revista Dandara e teve a participação de Janilson Silva, Samuel Reis, Talila Frazão e Thárcila Castro. Ela será apresentada nesse blog em 5 partes.

Digite seu e-mail para assinar as notificações deste site

Junte-se a 1.389 outros assinantes

Protagonismo como arma contra o preconceito – Parte 1

A representatividade é a chave para uma sociedade igualitária.

As mulheres ganharam nos últimos anos mais espaço social. Historicamente, foram ensinadas a ocupar os espaços privados, como serviços domésticos e cuidar das crianças, enquanto o espaço público era dominado pelos homens. Embora ainda exista desigualdade , a representatividade torna mais comum a presença das mulheres nos ambientes sociais.

A representatividade feminina garante os direitos que as mulheres conquistaram e é uma defesa para uma sociedade mais igualitária. A criação de modelos femininas inspira outras mulheres e diversifica ainda mais a pluralidade de ideias. Quando a mulher se olha representada, sente que ganha voz e direitos, principalmente quando são em espaços como política, mídia e posições importantes dentro de uma corporação.

Representatividade na política

Na política, a bancada feminina ganhou novas representantes. Na Câmara, o número subiu de 51 para 77 deputadas, o que representa 15% das cadeiras, sendo que 43 das deputadas ocupam pela primeira vez o cargo de deputada federal. Estados como Maranhão, Sergipe e Amazonas não elegeram nenhuma mulher enquanto estados como São Paulo elegeram 11 mulheres na bancada de 70 deputados.

Mesmo ocupando 15% das cadeiras, ainda há muito o que conquistar. A média nos países latino-americanos e do Caribe nas Câmaras de Deputados e Câmaras Únicas é de 28,8%. O Brasil ainda continua abaixo da média na América Latina, ocupando 154ª posição em ranking de participação de mulheres no parlamento elaborado pela ONU Mulheres em parceria com União Interparlamentar (UIP) em 2017, que analisou 174 países.

No Senado, a bancada feminina ocupa 12 cadeiras, correspondendo a 14,8% do total de 81 cadeiras. O percentual é bem baixo se comparada à proporção de mulheres na população brasileira, em que elas são mais da metade. As mulheres chegam a 52% dos eleitores brasileiros. O aumento da bancada feminina foi graças à Emenda Constitucional nº 97/2017, que obriga cada partido a indicar no mínimo 30% de mulheres filiadas para concorrer no pleito. A representatividade feminina na política é importante para que alguns temas sejam colocados em discussão, como a violência doméstica e a igualdade familiar.

Podemos destacar a deputada federal de Minas Gerais Áurea Carolina, do PSOL que foi eleita uma das 100 jovens negras mais influentes do mundo na política pela Most Influential People of African Descent (Pessoas Mais Influentes dos Afrodescentes – Mipad). A Mipad é uma ONG que identifica os grandes empreendedores afrodescendentes em público e setores privados de todo o mundo. Áurea Carolina, além de mulher, é negra e foi a quinta deputada mais votada com 162 mil votos, e a primeira entre as mulheres na eleição de 2014. Sua representatividade acaba dando mais destaque às lutas da mulher negra e encoraja crianças e jovens a ocupar os espaços políticos. Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deputados negros ainda ocupam um número muito inferior, chegando a 4,09% das cadeiras contra 75% das cadeiras ocupadas por brancos.

Em Roraima foi eleita a primeira mulher indígena do Brasil. A Joênia Wapichana, da REDE, luta pelos direitos indígenas e os receios dentro da comunidade Wapichana sobre demarcações de terras. Ela terá um esforço maior na luta pelos seus direitos quando o governo anterior acabou com mais de 300 cargos da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), órgão do governo que promove estudos de identificação e demarcação das terras indígenas; e o governo atual, do presidente Jair Bolsonaro, já se posicionou contra as demarcações indígenas. A deputada estudou Direito e terminou o curso em quatro anos, quando no mínimo são cinco. Joênia Wapichana, além de ser a primeira deputada mulher indígena, é também a primeira advogada indígena do Brasil.

Já em São Paulo, Erica Malunguinho da Silva, do PSOL, foi eleita a primeira deputada estadual transgênera. A deputada é mestra em estética e história da arte pela Universidade de São Paulo (USP) e criadora da Aparelha Luzia, um quilombo urbano, espaço para fomentar produções artísticas e intelectuais na capital de São Paulo. Erica ganhou o cargo com mais de 54,4 mil votos. Erica é símbolo de força e de luta em um país que mais mata transexuais, conforme a ONG Transgender Europe. A organização calculou um total de 369 homicídios de transexuais e indivíduos não-binários. Segundo a Transgender Europe, muitos dados sobre pessoas transexuais assassinadas não são especificados em boa parte do país, possibilitando assim que o número real deva ser muito maior.

Representatividade na mídia

Um estudo feito pela agência Heads Propaganda mostra que entre mais de 3 mil comerciais exibidos na TV brasileira, apenas 26% dos protagonistas eram mulheres, sendo que, entre as personagens, 84% eram brancas e 62% tinham cabelo liso. Existe uma resistência que impede que certos grupos sociais não ganhem tanta visibilidade. Mulheres negras, transexuais e indígenas, por exemplo, possuem poucas aparições em comerciais e dificilmente ganham personagens de destaque em novelas, filmes e séries.

A pesquisa mostra como ainda existe um abismo na equidade de gênero. O abismo ainda é maior quando falamos de negras e transexuais. Na publicidade, a mulher acaba ainda sendo objetificada, como nos famosos comerciais de cerveja, por exemplo. Com a popularização do feminismo, dando assim muita mais voz para as mulheres, essa situação vem mudando. Algumas marcas, como Nike e Microsoft, já fazem comerciais destinados ao público feminino quebrando estereótipos e combatendo padrões de beleza inatingíveis.

Durante os 50 anos de Jornal Nacional, somente em 2019 uma mulher negra assumiu a função de âncora. Maria Júlia Coutinho, conhecida como Maju, em 2015 foi alvo de comentários racistas em uma rede social do Jornal Nacional, mostrando como o racismo e o machismo ainda são muito presentes no Brasil. A jornalista começou como repórter do Jornal Nacional, depois passou a apresentar a previsão do tempo e agora assumiu a bancada de um dos telejornais mais reconhecidos do país.

No cinema, nos últimos anos o universo dos super-heróis ganhou muito destaque e as mulheres finalmente ganharam um lugar, sendo protagonistas de suas próprias histórias. Um exemplo é o filme solo da Mulher-Maravilha, que arrecadou 821 milhões de dólares na bilheteria, e o filme solo da Capitã Marvel, que arrecadou 1,123 bilhões de dólares. Uma pesquisa feita pela BBC mostrou que 85% das meninas querem ver mais super-heroínas no cinema. A pesquisa mostra a importância da imagem feminina em personagens de destaque nas telas do cinema.

Essa reportagem faz parte da Revista Dandara e teve a participação de Janilson Silva, Samuel Reis, Talila Frazão e Thárcila Castro. Ela será apresentada nesse blog em 5 partes.

Digite seu e-mail para assinar as notificações deste site

Junte-se a 1.389 outros assinantes

Lições do feminismo ‘geek’

O guia de Kameron Hurley para não baixar a guarda diante do ciberataque machista

Kameron Hurley, escritora de ficção científica vencedora de dois prêmios Hugo, indicada a um Arthur C. Clarke, um Nebula e um Locus por uma produção que não deixa de crescer e se expandir, que abandonou a ficção e se sentou diante do espelho para contar como chegou até aqui e quais batalhas ainda é preciso travar – ela conta isso no livro The Geek Feminist Revolution (a revolução feminista geek) –, está fazendo uma pausa na agência de publicidade onde trabalha, em Dayton, Ohio. Sobre a mesa há uma Coca-Cola Zero, um ventilador e fones de ouvido. Se estivesse em casa, talvez estivesse jogando um videogame on-line e aguentando a infinidade de comentários de homens que lhe diriam em quais coisas poderia utilizar melhor o seu tempo. Em qualquer caso, Kameron não ficaria calada. Responderia. Porque, diz, “há uma revolução em andamento” – que inclui acabar, de uma vez por todas, com “a aguda nostalgia”, sentida “quase sempre por homens brancos”, daqueles “dias em que se considerava que eles eram o único público das obras pulp e dos videogames”. Em outras palavras, que só eles tinham direito de ser geeks (pessoas fascinadas pela tecnologia e a informática).

A escritora Kameron Hurley.
A escritora Kameron Hurley.

Já tentaram calar Hurley, que vê Duro de Matar duas vezes por ano – “tem um dos melhores roteiros já escritos” e “mostra justamente um cara tentando deixar claro que, embora sua mulher ganhe mais, ele continua sendo um ‘machão'”. “Embora tenham aumentado as oportunidades para as mulheres nos espaços geek, a rejeição também aumentou. As campanhas de ódio distanciaram algumas mulheres da rede e de um mundo que consideravam seu. Porque, gostem disso ou não, as mulheres também sempre foram geeks. Têm sido gamers e escritoras, leitoras de revistinhas e fãs de coisas como Conan, o Bárbaro e Jornada nas Estrelas. A única coisa que esses caras estão tentando fazer é defender seu relato do que se supõe que deve ser o mundo. Manter o status quo de uma situação que os beneficia”, diz Hurley, que incentiva toda mulher – e todo homem que se sinta ofendido pelas maneiras impositivas dessa parte do mundo que acha que o mundo é seu – a não se calar. A responder. Porque nesse terreno “não se ganha ou se perde de uma vez. Cada uma dessas pequenas batalhas importa. O que devemos fazer é persistir. Só persistindo o inimigo perceberá que o mundo mudou enquanto ele se dedicava a tentar evitar isso.”

Fã da fantasia sombria – “tentei ler Terry Pratchett na adolescência, mas não combinava comigo; sempre preferi Angela Carter” – e defensora da ideia de que não só é preciso talento para escrever, mas também, e muito, “trabalho duro”, Hurley lança seus dardos contra o núcleo duro do fandom. “Se não gostam que a gente mexa em suas coisas, é porque acham elas que são isso, ‘suas’. Mas não puderam impedir que a gente cresça e queira escrever e que nossos livros agradem. Não puderam impedir que fosse Leigh Brackett, uma mulher, a autora de O Império Contra-Ataca, considerado por muitos fãs o melhor filme da saga Star Wars. Tentam silenciar isso, mas não adianta. Quanto mais eu pesquiso, mais vejo a maneira como as mulheres foram apagadas da História. Ou simplesmente silenciadas. Mas isso já não vai acontecer de novo. Há mulheres como Anita Sarkeesian – que disseca questões de gênero nos videogames, diversas vezes ameaçada de morte por gamers – e Mikki Kendall, mulheres como eu mesma, que não vão se calar. A Revolução Feminista Geek, o livro, é, nesse sentido, ao mesmo tempo mistura de história pessoal – sobre como foi difícil para ela chegar aonde está e como sua situação ainda é precária, apesar do sucesso – e profunda e beligerante reflexão pop. Seus ataques vão para obras emblemáticas dos últimos tempos, como a série True Detective, em que as mulheres “nunca são pessoas”, só “obstáculos ou prêmios” – sobre o mundo de hoje.

Embora tenham aumentado as oportunidades para as mulheres nos espaços geek, a rejeição também aumentou. As campanhas de ódio distanciaram algumas mulheres da rede e de um mundo que consideravam seu

O livro artefato, um autêntico festim feminista que decididamente pode ser desfrutado, rebate essa visão única da ficção que tem muito a ver com o que pensamos quando ouvimos a palavra herói. “Em que pensamos? Num arquétipo. Um sujeito, músculos, branco, machão. Quando comecei a ler e consumir cultura pop, não entendia por que todos eram homens, por que nenhum podia ser mulher, e tampouco por que as mulheres eram obstáculos ou prêmios na trama”, diz Hurley. Como criaturas que vivemos “das histórias que contamos”, porque “disso todos estamos feitos, de histórias”, a melhor, a única maneira, de lutar contra o que não gostamos do mundo é “desafiar as expectativas” e fazer isso, também, através da ficção, pois a ficção “é o único antídoto”.

Fonte: El País


Leia mais Notícias em ocuboblog.com e nos sigam nas redes sociais: Facebook, Twitter e Instagram. Colabore com mais informações nos enviando através do telefone e whatsapp (98) 98506-2064

Para O Cubo crescer, vamos precisar da sua ajuda. Seja patrão do blog dando um pequeno patrocínio.

https://www.catarse.me/ocubo?ref=project_link


Digite seu e-mail para assinar as notificações deste site

Junte-se a 1.389 outros assinantes

Radialista é demitido após comentários sexuais sobre campeã olímpica

O radialista Patrick Connor foi demitido após fazer comentários sexuais sobre a campeã olímpica Chloe Kim. Patrick Connor trabalhava na Rádio KNBR, nos Estados Unidos.

Os comentários ocorreram nesta terça-feira, Connor de referiu a Kim com a expressão “hot piece of ass”, que em uma tradição livre significa “uma bunda gostosa”, entre outros comentários como “Seu aniversário de 18 anos é no dia 23 de Abril, e a contagem regressiva está rolando, bebê, porque meu Wooderson está aparecendo. Isso é o que gosto sobre as meninas do ensino médio”. Wooderson é o personagem do filme “Jovem, Loucos e Rebeldes” que se envolve com meninas mais novas.

Chloe Kim é filha de sul-coreanos, mas nasceu nos EUA. Kim ganhou ouro na prova de snowboard halfpipe feminina.

Patrick Connor publicou em seu twitter pedindo desculpas por ser “um total idiota” na tentativa de fazer as pessoas rirem.

https://mobile.twitter.com/pcon34/status/963753875491532800?ref_src=twsrc%5Etfw&ref_url=http%3A%2F%2Fesportefera.com.br%2Fnoticias%2Fgeral%2Cradialista-e-demitido-por-comentarios-sexuais-sobre-campea-olimpica-de-17-anos%2C70002190641

Morre a Inspiradora do famoso cartaz da Segunda Guerra Mundial

Naomi Parker Fraley foi a verdadeira inspiração para o cartaz “Rosie, a Rebitadora”
Considerado um ícone da mulher operária e do feminismo, o cartaz “Rosie, a Rebitadora” teve como inspiração Naomi Parker, que faleceu no sábado passado, aos 96 anos, no Estado de Washington.

Naomi inspirou o cartaz sendo um grande símbolo da mulher operária, incentivando o trabalho feminino nas industrias para substituir os homens durante a guerra. Aos 20 anos, a americana trabalhou na base aeoronaval da Alemeda.
Foi através do ressurgimento da obra de J. Howard Milller “Nós podemos fazer isso” que foi encontrada também, em 1980, a foto que mais tarde seria considerada um icone femista. Uma mulher de macacão azul e lenço vermelho na cabeça, mostrando seus bracos e demonstrando força ao aparecer na frente de uma fábrica.

A personagem que aparecia na imagem foi atribuída a muitas outras mulheres que se diziam reconhecer-se na foto, apenas em 2011, através de anos de pesquisa do acadêmico J. Kimble, a verdadeira Rosie foi encontrada.

Leia mais Notícias em ocuboblog.com e nos sigam nas redes sociais: Facebook, Twitter e Instagram. Colabore com mais informações nos enviando através do telefone e whatsapp (98) 98506-2064

Tribunal da Justiça decreta prisão a Lúcio André

O juiz Clésio Coelho Cunha, do Tribunal da Justiça, acatou ao pedido da promotora Bianka Sekkef Sallem Rocha e decreta prisão preventiva a Lúcio André Genésio, pré-candidato a deputado estadual.

Lúcio André Genésio espancou brutalmente sua ex-mulher, Ludmila Rosa Ribeiro da Silva, no sábado (11), que foi agredida desde a Lagoa da Jansen até próximo ao seu condomínio, no Bairro Cohama. Ele expulsou-a do veículo, quebrou o celular e foi embora. Onde voltou e continuou as agressões físicas. A ex esposa já sofreu outras agressões, como ano passado onde até estava gravida de cinco meses.

Irmão do Prefeito de Pinheiro, Lúcio André, ainda não se apresentou a Justiça. O delegado Valber do Socorro A. Braga está sendo investigado por ter liberado empresário, preso na madrugada de domingo (12), após espancar brutalmente a advogada.

Você já curtiu a página do O Cubo? Faça já parte e interaja com os outros leitores. Link para a página: https://www.facebook.com/ocuboblog

Você sabia que ao torna-se um patrão do O Cubo BLOG, você ajuda o site a continuar crescendo. http://ko-fi.com/ocuboblog