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Unificação de dados do SUS poderia subsidiar pesquisas para melhoria da saúde no Brasil, diz cientista

André Julião | Agência FAPESP – O Ministério da Saúde conta hoje com mais de 800 sistemas que controlam vários aspectos da pasta. Como cada vez mais os atendimentos são feitos em prontuários eletrônicos, milhares de dados sobre a evolução das doenças em muitos brasileiros estão armazenados. Ter essas informações organizadas e acessíveis, portanto, poderia tornar o Brasil uma liderança em inteligência artificial aplicada à medicina, poupando recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) e também de pesquisa.

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A análise foi feita por Ester Sabino, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), em palestra apresentada no dia 09 de novembro, durante evento da série “A Ciência no Desenvolvimento Nacional”.

Organizado pela Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp) e pela FAPESP, o webinário – intitulado “Saúde humana e os desafios globais das doenças crônicas e infeciosas” – marcou o lançamento do sexto capítulo do livro produzido pela Aciesp em comemoração aos 60 anos da Fundação.

Segundo a pesquisadora e coautora do capítulo, o Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) do Ministério da Saúde publicou em 2018 a Agenda de Prioridades de Pesquisa, mas falta uma integração com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) para pensar em pesquisas de ponta que poderiam ser feitas. Um passo importante seria integrar os dados e torná-los disponíveis à comunidade acadêmica.

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“O SUS poderia dar um apoio enorme, uma vez que atualmente está limitado pela dependência tecnológica. Hoje tudo precisa ser importado ou a tecnologia necessária sequer foi desenvolvida. Uma vez que nos Estados Unidos, por exemplo, não existe um sistema de atenção primária, nem se pensa em torná-lo mais funcional. Por isso, fomentar esse tipo de pesquisa no Brasil é fundamental. Por outro lado, o cientista no Brasil sabe pouco sobre como funciona o sistema de saúde do país”, afirmou Sabino.

A pesquisadora lembra que uma parte significativa dos custos de estudos populacionais é o recrutamento de pacientes, quando o SUS está colhendo esse tipo de dado todos os dias.

Como exemplo, foram mencionados os dados do Centro de Telessaúde, em Minas Gerais, criado para armazenar laudos de eletrocardiograma. Um grupo de pesquisadores processou os dados e chegou a diversas conclusões interessantes, como a possibilidade de prever a idade do paciente por inteligência artificial.

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Num estudo publicado na Nature Communications a partir dessas informações, o grupo concluiu que, quando a idade estimada pelo computador é oito vezes maior do que a idade cronológica da pessoa, isso indica uma maior taxa de mortalidade para várias doenças.

“Isso com um simples eletrocardiograma. Imagine com dados de todos os outros exames, como raios X, ultrassom, hemogramas e outros, que existem no sistema e podem ser associados de forma organizada”, ressaltou a pesquisadora, que coordena no Brasil o Centro Conjunto Brasil-Reino Unido de Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE), apoiado pela FAPESP.

Vacinas e genoma

O encontro teve ainda como palestrantes Adriano Andricopulo, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP) e diretor-executivo da Aciesp, que coordenou a produção do capítulo.

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As possibilidades que a edição gênica trazem para a saúde foi o tema abordado por Mayana Zatz, professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) e coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP.

Juliana Quero Reimão, professora da Faculdade de Medicina de Jundiaí, falou sobre a urgência de novas vacinas e medicamentos para as chamadas doenças tropicais negligenciadas.

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O webinário teve ainda a presença de Vanderlan Bolzani, professora do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (IQ-Unesp) e presidente da Aciesp.

As apresentações podem ser conferidas na íntegra em:

Os primeiros cinco capítulos do livro FAPESP 60 anos: a ciência no desenvolvimento nacional estão disponíveis em: 60anos.fapesp.br/aciesp-eventos.

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Enem começa domingo com prova de redação

Também serão aplicadas provas de linguagens e ciências humanas

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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 começa a ser aplicado no próximo domingo (13). Além das provas de linguagens e ciências humanas, os estudantes farão a única prova subjetiva do exame, a de redação. Os cerca de 3,4 milhões de estudantes terão cinco horas e meia para responder a todas as questões. 

Ir bem na redação pode ser um diferencial para o candidato. As notas dessa prova variam de 0 a mil. Os candidatos que zeram a prova não podem participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior, ou o Programa Universidade para Todos (ProUni), que concede bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior. 

Na reta final de preparação, a dica é que os estudantes revisem as próprias redações escritas ao longo do ano e que vejam exemplos de redações que obtiveram nota máxima. “Recomendo que leiam o maior número de redações possível porque agora é muito ruim pressionar o estudante para que faça maratona [de escrita]. Ler as redações nota mil é um estudo ativo e mais confortável”, diz o professor de língua portuguesa e redação Vinícius Oliveira, conhecido como Profinho.

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Oliveira foi um dos 77 participantes do Enem 2016 que tiraram a nota máxima na redação. Naquele ano, mais de 6 milhões fizeram a prova. A redação que escreveu apareceu na cartilha divulgada anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) como exemplo de texto nota mil, em 2017.

A cartilha do Enem 2022 está disponível na internet . Ela explica os critérios de correção e traz exemplos de redações que receberam a nota máxima para ajudar os estudantes na preparação para o exame.

A professora de língua portuguesa e produção textual do Colégio Mopi, no Rio de Janeiro, Tatiana Nunes Camara recomenda que, nessa reta final, os estudantes releiam também os próprios textos e revejam as anotações e as correções feitas por professores. “O mais importante de tudo é ter confiança do que sabe e ter capacidade de produzir de forma autoral. Isso vai dar mais segurança para o aluno fazer uma boa prova”, diz. 

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A professora sugere ainda que, no dia do exame, os estudantes comecem pela prova de redação. “Por ser a única prova discursiva, ela exige mais clareza, uma cabeça limpa. Deixar essa prova por último pode prejudicar o estudante”. 

Já Oliveira recomenda que os estudantes leiam a prova de redação e intercalem a escrita com a resolução de questões objetivas da prova de linguagens. “Isso é legal por dois motivos, primeiro porque refresca um pouco a mente para ter mais ideias e, segundo, porque algum texto da prova pode colaborar com a argumentação do aluno. Não pode copiar o texto, mas pode abrir a mente para alguma ideia”. 

Correção da redação 

As redações do Enem são avaliadas em cinco competências, cada uma valendo 200 pontos: demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa; compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa; selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação; e elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

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Cada prova passa por dois corretores. Caso haja diferença de mais de 100 pontos em relação à nota total da prova ou de mais de 80 pontos em relação a alguma das competências, o texto passa, então, por um terceiro corretor. Se a diferença persistir, a prova é avaliada por uma banca composta por três professores, que atribuirá a nota final do participante.

Cuidado com a nota zero 

Segundo o edital do Enem, são motivos para zerar a redação: 

• fuga total ao tema;

• não obediência ao tipo dissertativo-argumentativo;

• texto com até sete linhas manuscritas, qualquer que seja o conteúdo, ou extensão de até dez linhas escritas no sistema Braille;

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• cópia de texto(s) da prova de redação e/ou do Caderno de Questões sem que haja pelo menos oito linhas de produção própria do participante;

• impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, em qualquer parte da folha de redação;

• números ou sinais gráficos sem função clara em qualquer parte do texto ou da folha de redação;

• parte deliberadamente desconectada do tema proposto;

• assinatura, nome, iniciais, apelido, codinome ou rubrica fora do local devidamente designado para a assinatura do participante;

• texto predominante ou integralmente escrito em língua estrangeira;

• folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho; e

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• texto ilegível, que impossibilite sua leitura por dois avaliadores independentes.

Veja os temas das redações de anos anteriores: 

Enem 2009: O indivíduo frente à ética nacional

Enem 2010: O trabalho na construção da dignidade humana

Enem 2011:  Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado

Enem 2012: O movimento imigratório para o Brasil no século XXI

Enem 2013:  Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil

Enem 2014: Publicidade infantil em questão no Brasil

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Enem 2015: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enem 2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil e Caminhos para combater o racismo no Brasil – Neste ano houve duas aplicações regulares do exame.

Enem 2017: Desafios para formação educacional de surdos no Brasil.

Enem 2018: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enem 2019: Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enem 2020: O Estigma Associado às Doenças Mentais na Sociedade Brasileira (Enem impresso), O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil (Enem digital) e A falta de empatia nas relações sociais no Brasil (Enem PPL e reaplicação)

Enem 2021: Invisibilidade e Registro Civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil

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Enem 2022

O Enem será aplicado nos dias 13 e 20 de novembro para cerca de 3,4 milhões de estudantes em todo o país. No primeiro dia de prova, os participantes farão as provas de linguagens, ciências humanas e redação. No segundo, matemática e ciências da natureza. Os locais de prova estão disponíveis no Cartão de Confirmação de Inscrição, na Página do Participante.

Quem está se preparando para o Enem pode acessar todas as provas e os gabaritos de edições anteriores no site do Inep, para se preparar para as provas. Para testar os conhecimentos, os estudantes podem acessar gratuitamente o Questões Enem, um banco preparado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que reúne questões de provas de anos anteriores. No sistema, é possível escolher quais áreas do conhecimento se quer estudar. O banco seleciona as questões de maneira aleatória. 

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Confira os 35 possíveis temas de redação para as provas do Enem 2022 em novembro

Na manhã desta quinta-feira (06), o Portal Nacional da Educação divulgou uma lista com os possíveis temas de redação para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2022), tanto para a edição regular e a edição digital do Enem 2022 (13 de novembro de 2022, domingo), confira a lista abaixo:

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  • Educação à distância e os impactos da pandemia no sistema de ensino online
  • O voto como ferramenta de transformação da sociedade
  • O abuso nos trotes universitários
  • A importância da empatia e da prática do voluntariado
  • Violência doméstica contra crianças
  • Desenvolvimento sustentável
  • Insegurança alimentar
  • O problema da violência nos estádios de futebol brasileiros
  • O movimento antivacina no Brasil: uma questão de saúde pública
  • A questão da valorização dos povos indígenas no Brasil
  • O desafio de combater o bullying no ambiente escolar
  • A questão dos maus-tratos aos animais pelos brasileiros
  • O esporte como mecanismo de inclusão social
  • O impacto dos influenciadores digitais na sociedade de consumo
  • O combate às epidemias no Brasil
  • O perigo da escassez da água no Brasil
  • Digitalização dos relacionamentos e importância da tecnologia
  • Condições sanitárias do Brasil
  • A internet e a cultura do cancelamento
  • Desafios do atendimento a pessoas com doenças raras
  • Consumo desenfreado da sociedade brasileira
  • Xenofobia estrutural no Brasil
  • Educação financeira
  • Saneamento Básico
  • Mudanças climáticas
  • Turismo sustentável
  • Sub-representação feminina na política
  • Caminhos para assegurar direitos maternos no mercado de trabalho
  • Desafios da saúde pública frente à queda de vacinação infantil
  • Digitalização dos relacionamentos e importância da tecnologia
  • Educação sexual e combate às doenças sexualmente transmissíveis;
  • Preservação do patrimônio histórico brasileiro;
  • A valorização das profissões do futuro;
  • Agenda 2030 da ONU (Organização das Nações Unidas).
  • 200 anos de independência do Brasil;
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ACERTOS NAS EDIÇÕES ANTERIORES DO ENEM:

O Portal Nacional da Educação acertou o tema base da prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entre 2015 a 2021 (edições tradicionais do Enem).

Para o Enem 2019, o Portal Nacional da Educação colocou o escudo do capitão américa (cinema) na contagem regressiva para o spoiler sobre o tema da redação. Na edição de 2020, a saúde metal estava fazendo parte das apostas para a redação. Na última edição, o professor Paulinho Kuririn (credenciado ao Portal Nacional da Educação) acertou o eixo temático da prova de redação (assista o vídeo oficial).

A escolha do tema da redação do Enem é bem diversificada. Deixamos uma lista sobre quais foram os assuntos propostos nas últimas edições do Exame. Veja: 

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  • 2021: “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil” 
  • 2020: “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira” (tema do Enem impresso) 
  • 2020: “O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil” (tema do Enem digital) 
  • 2019: “Democratização do acesso ao cinema no Brasil” 
  • 2018: “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na Internet”
  • 2017: “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”
  • 2016: “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”
  • 2015: “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”
  • 2014: “Publicidade infantil em questão no Brasil”
  • 2013: “Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”
  • 2012: “Movimento imigratório para o Brasil no século 21”
  • 2011: “Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado”
  • 2010: “O trabalho na construção da dignidade humana”
  • 2009: “O indivíduo frente à ética nacional”
  • 2008: “Como preservar a floresta Amazônica”
  • 2007: “O desafio de se conviver com a diferença”
  • 2006: “O poder de transformação da leitura”
  • 2005: “O trabalho infantil na realidade brasileira”
  • 2004: “Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação”
  • 2003: “A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo?”
  • 2002: “O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais de que o Brasil necessita?”
  • 2001: “Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar interesses em conflito?”
  • 2000: “Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional?”
  • 1999: “Cidadania e participação social”
  • 1998: “Viver e aprender” 

Por Portal PNE

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Consignado no Auxílio Brasil agrava risco de superendividamento dos beneficiários

Medida, que entrou em vigor hoje, pode gerar uma onda de dívidas entre a parcela mais pobre da população

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O Governo Federal publicou nesta terça-feira (27) a portaria 816/2022 que estabelece como deve funcionar o empréstimo via crédito consignado para beneficiários do Auxílio Brasil. Apesar de a medida garantir um limite para juros, o valor é alto, maior do que o consignado para aposentados e pensionistas. O que pode gerar um ainda maior superendividamento da população mais pobre do país.

São vários os problemas encontrados na portaria feita pelo Ministério da Cidadania. O primeiro e mais perigoso são os juros que podem ultrapassar a casa dos 50% ao ano. Além disso, serão retirados da conta dos beneficiários 40% do valor do Auxílio Brasil, ou seja, R$160 reais. Com isso, o valor que ficará em conta será de R$ 240,00, menor do que o já ínfimo mínimo existencial de R$ 303,00. O que gera uma contradição entre as duas legislações vigentes.

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A portaria também não garante a continuidade do programa e deixa claro que, se a pessoa deixar de receber o Auxílio Brasil, ela vai continuar a ter que arcar com a dívida do empréstimo, mesmo que não tenha dinheiro para isso. Um salto para criar dívidas eternas entre a população mais pobre do país. “É bom lembrar que o Auxílio Brasil não está previsto no orçamento do ano que vem. Se isso não mudar, as pessoas terão uma dívida de milhares de reais e sem dinheiro para poder quitá-la”, afirma Ione Amorim, coordenadora do Programa de Serviços Financeiros do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). 

Para ela, a medida é um descaso com o direito fundamental à dignidade humana da população brasileira. “A nova portaria, que regulamenta a concessão do crédito consignado aos beneficiários do Auxilio Brasil com menos de uma semana das eleições, é um desrespeito às famílias brasileiras que vivem em situação de extrema pobreza. As medidas anunciadas demonstram um debate apressado e raso sobre a sua aplicação e riscos de maior endividamento da população mais pobre”, confirma a economista em posicionamento oficial do Idec.

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Outros pontos questionáveis são o da proibição de propaganda e de pré-cadastro, que inclusive já foi realizado por instituições financeiras, mas que não explica como essa proibição será feita ou fiscalizada. Os contratos são de dois anos, mas podem gerar dívidas que não prescrevem, ou seja, eternas. 

Além disso, a portaria se contradiz ao dizer que é proibido o uso do cartão de crédito consignado em uma parte do texto, mas que traz em outra a possibilidade de 5% do valor emprestado ser feito por esse mesmo tipo de cartão.

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Com a tentativa de adiar a regulamentação para uma melhor participação da sociedade civil na oferta do consignado, o Idec junto com a Faculdade de Direito da USP de Ribeirão Preto (SP) e a Defensoria Pública do Estado de São Paulo fizeram a campanha “Em Defesa da Integridade Econômica da População Vulnerável”. Foram mais de 22 mil pessoas, dentre consumidores, autoridades e instituições que assinaram e apoiaram a nota.

Agora, com a regulamentação sem um debate aprofundado por parte do Governo Federal, a luta é para que a medida seja revogada por via política ou judicial.

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Maioria diz que governo Bolsonaro não trabalha para combater crimes na Amazônia

O enfrentamento ao crime organizado na Amazônia precisa estar nos planos dos candidatos a presidente da República. Oito em cada dez eleitores esperam do próximo mandatário medidas urgentes de combate à violência na região, que cresceu em ritmo bem superior à média do país, segundo o mais recente relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Os presidenciáveis, para 81% dos eleitores, devem também ter a proteção da Floresta Amazônica entre suas prioridades. 

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 Os resultados são de uma pesquisa encomendada pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) ao PoderData e feita junto a 3 mil eleitores de todo o país entre 28 e 30 de julho. Para a grande maioria (65%), o governo federal não está trabalhando para combater a grilagem, o tráfico de drogas, a exploração ilegal de madeira e outros crimes na Amazônia. Só 17% acham que o presidente Jair Bolsonaro trabalha para conter as práticas criminosas. 

 Tráfico, grilagem e garimpo ilegal

 O tráfico de drogas foi apontado por 39% dos eleitores como o crime que mais prejudica a floresta e suas populações. Em seguida aparecem a grilagem de terras, com 17%, e o garimpo ilegal, com 13%. A corrupção (9%), a exploração ilegal de madeira (8%) e o tráfico de animais (4%) também foram destacados. As perguntas sobre violência foram incluídas na série de pesquisas após os assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Pereira, que tiveram repercussão mundial. 

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 A pior avaliação do desempenho do governo no combate à violência na Amazônia foi detectada exatamente nos estados da região Norte: 69% disseram que o governo não está trabalhando para combater crimes na região, contra apenas 9% de avaliação positiva. Para o sociólogo Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a percepção da maioria, especialmente dos moradores da Amazônia, é de que o Estado brasileiro está sem o controle da região, sem conseguir controlar a criminalidade. A população sente na pele. 

Violência letal maior na Amazônia 

 A edição 2022 do Anuário do Fórum, informa Lima, apontou que a violência letal da Amazônia foi 38% superior às demais regiões. “São mais de 20 organizações criminosas regionais e duas nacionais disputando as rotas de armas e drogas”, destaca Renato. “Qualquer projeto de desenvolvimento para a Amazônia deve considerar a necessidade de recuperar os territórios das mãos das facções e milícias, prevenir a violência e enfrentar o crime, o que, para a população, não está sendo feito pelo governo. Assim, não há investimento socioambiental que dê conta”, acrescenta. 

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 A pesquisa detectou também um aumento dos que querem ver a proteção da Amazônia entre as prioridades dos candidatos a presidente da República. No levantamento anterior, de 3 a 5 de junho, o índice era de 76%, e agora chegou a 81%. A maior parcela, 49%, considerou ruim ou péssima a atuação do governo federal na proteção da Floresta, um ponto percentual a mais do que na pesquisa anterior. O índice dos que consideram essa atuação ótima ou boa caiu de 19% para 15%. Na Região Norte, o governo tem o menor índice de ótimo e bom na proteção da floresta, apenas 7%, e o maior índice de ruim e péssimo: 45%. 

 Imagem do Brasil no exterior 

 Cresceu também, em relação à pesquisa anterior, o índice dos que acham a preservação da floresta “muito importante” para a imagem do Brasil no exterior: de 41% para 44%. Foram de 25% para 29% os que consideram “mais ou menos importante”. O “pouco importante” se manteve em 12%, e o “não tem importância” oscilou de 9% para 8%. 

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 O eleitor também foi consultado sobre a relação entre a preservação da floresta e a questão da fome no Brasil: 62% acham que a proteção da floresta pode ter um impacto positivo no combate à fome, enquanto 15% consideram que essa proteção impacta negativamente. 

 A maioria dos entrevistados, 65%, considerou que a proteção da Amazônia é importante para o desenvolvimento econômico do Brasil, contra 19% que não a consideram importante. Três pensamentos foram apresentados aos entrevistados. O mais votado, por 64%, diz que “o desenvolvimento do Brasil depende da proteção da Amazônia”. Em seguida, com 21%, aparece a frase “para o Brasil se desenvolver, proteger a Amazônia não é uma prioridade”. A menos cotada, com 5% das respostas, diz que “o Brasil consegue se desenvolver mesmo sem proteger a Amazônia”. 

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Modelo de desenvolvimento fracassou

 Para Marilene Corrêa, doutora em Ciências Sociais pela Unicamp e coordenadora do Laboratório de Estudos Interdisciplinares da Amazônia na Universidade Federal do Amazonas, a pesquisa enterra a ilusão de que a Amazônia poderia copiar os modelos de industrialização, urbanização e agricultura intensiva de outras regiões do país. “Esses modelos fracassaram aqui na Amazônia por incompreensão da relação entre natureza e cultura. As cidades se tornaram precárias, e a transformação da floresta em pasto não gerou empregabilidade. Esses modelos fracassados ampliaram a agressão aos povos da Amazônia, as principais vítimas da desigualdade e da violência”, diz Marilene. 

 “Todos sabem que pecuária, garimpo, soja, contaminação dos rios, tudo isso agride e não se torna fonte de desenvolvimento. Após tantas frustrações, a proteção da Floresta precisa se impor à agenda do desenvolvimento, com aproveitamento inteligente dos recursos naturais”, diz Marilene. Ela também ressalta a preocupação com o crescimento do crime. O modelo predador e a falta de mecanismos de comando e controle, segundo ela, “estimularam as forças primitivas de acumulação de riqueza, que não usam a tecnologia nem a sabedoria tradicional, só a força para saquear e matar.” 

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 A região passou por várias ondas de violência contra as populações, lembra a pesquisadora, e agora vive a onda do narcotráfico e do crime enraizado no garimpo e na extração de madeira. “A Amazônia poderia ser um enorme laboratório de desenvolvimento sustentável, com três grandes focos de riqueza: água, floresta e alimentos. Temos muitos peixes e fontes inesgotáveis de riquezas como fungos, enzimas, extratos à espera de programas científicos de longo alcance que movimentem a bioeconomia, a bioindústria e a biotecnologia.”

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100 milhões de pessoas vivem sem coleta e tratamento de esgoto

Em 1.937 cidades, dejetos são depositados em ruas, lagoas, córregos e rios. Não há bem-estar social e ambiental sem saneamento básico, diz especialista

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Sem acesso aos serviços de coleta e tratamento de esgoto, 100 milhões de brasileiros, quase a metade da população, vivem em condições insalubres, expostas a inúmeros tipos de doenças. O descaso atinge 1.937 cidades que depositam os dejetos em fossas ou diretamente em ruas, lagoas, córregos e rios.

Na região Norte estão os mais desassistidos, com apenas 13,1% do esgoto coletado e tratado corretamente. No Nordeste, o percentual é de 30,3%. A região Sudeste concentra o maior percentual de atendimento total de esgoto. Entre as capitais, Curitiba (99,9%), São Paulo (97%) e Belo Horizonte (93,7%) têm a maior cobertura.

Em reportagem, o Jornal Nacional (TV Globo) mostrou o drama de pessoas que convivem com esgoto a céu aberto e os riscos à saúde decorrentes disso. Os dados, do Ministério do Desenvolvimento Regional, se referem ao ano de 2020.

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Em entrevista à reportagem, a professora Uende Aparecida Figueiredo Gomes, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMG, deu a dimensão o problema, ao dizer que a falta de coleta e tratamento de esgoto faz com que se estabeleça as condições para aparecimento de doenças infectocontagiosas. “Não há como a gente ter um bem-estar social, um bem-estar psicológico, um bem-estar ambiental na ausência de saneamento básico. É simplesmente incompatível”, afirmou.

Saneamento básico para todos

programa de governo da Coligação Brasil da Esperança, da chapa Lula-Alckmin, prevê a retomada de políticas para garantir o direito à cidade, combatendo desigualdades territoriais, em direção a uma ampla reforma urbana. “É importante garantir o direito à água e ao saneamento, por meio do reconhecimento da responsabilidade das esferas administrativas federal, estaduais e municipais na universalização dos serviços de saneamento básico à população brasileira e garantir a atuação das entidades públicas e das empresas estatais na prestação dos serviços de saneamento básico”, traz o documento.

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Saiba onde mulheres em situação de violência podem encontrar ajuda

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) disponibiliza o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher). Para além do canal de denúncias, a rede de acolhimento contempla órgãos da saúde, segurança pública, justiça e assistência social

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Delegacias especializadas, Casas da Mulher Brasileira (CMBs) e canais de denúncias como o Ligue 180 – disponibilizado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) –, integram a rede de atendimento às mulheres em situação de violência. Em todo o país, os serviços são oferecidos por órgãos da saúde, segurança pública, justiça e assistência social. A divulgação das iniciativas faz parte da campanha Agosto Lilás, lançada pelo ministério com o intuito de conscientizar para o fim da violência contra a mulher.

Assista a um dos vídeos da campanha nacional Agosto Lilás 

Entre os órgãos, também estão os Núcleos Integrados de Atendimento à Mulher (NUIAMs), ligados às Polícias Civis, assim como as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs); os Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs); os Centros Especializados de Atendimento à Mulher (CEAMs); os Núcleos de Atendimento à Mulher nas Defensorias Públicas; os Núcleos de Gênero dos Ministérios Públicos estaduais; os observatórios de violência contra a mulher; e as unidades de saúde voltadas ao público feminino.

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A titular do Departamento de Políticas de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SNPM/MMFDH), Grace Justa, afirma que a orientação é que a mulher em situação de violência procure os órgãos especializados, “mas onde não tiver esses serviços específicos, é possível recorrer aos comuns, que também têm o dever de atendê-la”. “Se uma mulher vive isolada da comunidade e não tem acesso a serviços da rede, ela corre um grande risco de morte. Infelizmente, cerca de 70% das vítimas de feminicídio não haviam acionado nenhum órgão da rede de proteção”, alerta a diretora.

Nesse processo de proteger uma mulher, a integrante do MMFDH também destaca a importância da família e de toda a sociedade. “Para além do Poder Público, a rede primária da mulher, que é composta por familiares e amigos mais próximos, é essencial para a mudança de cenário. Nesse quesito, todos são fundamentais, inclusive na questão da denúncia, já que qualquer pessoa pode denunciar violações em serviços como o Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher”, completa Justa.

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Sob a gestão do ministério, o Ligue 180 recebe denúncias de violências, além de compartilhar informações sobre a rede de atendimento e orientar sobre direitos e legislação vigente. O canal pode ser acionado por meio de ligação gratuita, site da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), aplicativo Direitos Humanos, Telegram (digitar na busca “Direitoshumanosbrasil”) e WhatsApp (61-99656-5008). O atendimento está disponível 24h por dia, inclusive nos sábados, domingos e feriados.

Brasil tem mais de 31 mil denúncias de violência doméstica ou familiar contra as mulheres até julho de 2022

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Psicóloga e doutora em sociologia, Laura Frade indica que um dos primeiros sinais de que uma mulher está vivenciando um ciclo de violências é o afastamento dela do círculo familiar e de amigos. “Devemos ficar atentos quando um homem procura afastar a mulher da sua rede de proteção”, observa. “Nesses casos, é comum observarmos que a mulher está frequentando menos as reuniões sociais, atendendo menos as ligações e demonstrando mais silêncio e tristeza”, aponta. 

Na perspectiva do enfrentamento ao ciclo de violências, a psicóloga alerta que, por existirem diversos tipos de violência, as mulheres sentem-se ameaçadas pelo agressor mas acabam por não fazer a denúncia enquanto está em nível de violência psicológica, até que a primeira agressão física aconteça. 

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“Decidir por denunciar o agressor pode ser muito mais complexo para uma mulher do que os outros possam imaginar. Isso porque as mulheres tendem a colocar os interesses da família antes de si mesmas”, definiu. “A mulher até se inclui na situação, mas ela nunca é a prioridade. E – quase sempre – carrega a expectativa de que aquilo é passageiro e que ela poderá reverter a situação sem precisar denunciar”, observou. “O problema nisso é que muitas dessas mulheres não conseguem sair do ciclo de violência a tempo e, infelizmente, acabam sendo mortas pelos respectivos agressores”, ressaltou.

Ciclo da violência

O ciclo da violência é a forma como a agressão se manifesta em algumas das relações abusivas. Ele é composto por três etapas – a fase da tensão, quando começam os momentos de raiva, insultos e ameaças, deixando o relacionamento instável; a fase da agressão, quando o agressor se descontrola e explode violentamente, liberando a tensão acumulada; e a fase da lua de mel, na qual o agressor pede perdão e tenta mostrar arrependimento, prometendo mudar suas ações.

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O final do ciclo da violência muitas vezes é o feminicídio. Até chegar a essa situação, geralmente começa com a violência psicológica ou agressão verbal, por exemplo. Uma forma de interromper esse ciclo é por meio da denúncia, com o intuito de acionar os órgãos da rede de atendimento às mulheres em situação de violência.

Casas da Mulher Brasileira

Espaços com atendimento humanizado, as Casas da Mulher Brasileira (CMBs) reúnem órgãos públicos voltados ao acolhimento de mulheres em situação de violência. Atualmente há unidades em funcionamento nos municípios de Campo Grande (MS), Curitiba (PR), São Paulo (SP), Fortaleza (CE), São Luís (MA), Brasília (DF) e Boa Vista (RR). A iniciativa é do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e conta com a parceria de gestores públicos locais.

As Casas integram, no mesmo espaço, delegacia especializada, Juizado, Ministério Público, Defensoria Pública, acolhimento e triagem, apoio psicossocial, promoção de autonomia econômica, brinquedoteca, alojamento de passagem e central de transportes.

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Impacto da inflação preocupa 79% das famílias brasileiras

Em um cenário de pressão econômica, 37% dos consumidores disseram que sua renda familiar diminuiu nos últimos três meses; as principais razões indicadas foram perda de emprego (24%) e redução de salário (21%).  

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A TransUnion, empresa global de informações e insights, divulga os resultados do Consumer Pulse Study referentes ao segundo trimestre de 2022. O destaque é como a inflação influenciou a vida financeira da população brasileira. Embora pesquisas recentes tenham mostrado que o impacto da pandemia de COVID-19 nas finanças tenha diminuído, com pequena melhoria na renda mensal, a dinâmica macroeconômica local e global gerou preocupação entre as pessoas entrevistadas.  

“Com a atual situação financeira do país, a perda de emprego e a redução de salário continuam sendo os principais motivos da diminuição de renda, o que gera impacto direto no poder de compra do consumidor”, diz Claudio Pasqualin, Vice-Presidente de Soluções da TransUnion Brasil. “A preocupação do brasileiro com a inflação reflete imediatamente na vida financeira da população. Desde o início de 2022 essa foi a principal queixa em relação às finanças. É difícil se planejar quando não se sabe qual será a taxa de inflação dos próximos dias. Os números mostram o quanto os brasileiros estão apreensivos em como irão pagar suas contas e, consequentemente, mais de 40% indicam que não irão pagar alguns de seus boletos nos próximos meses. Neste momento, empresas de crédito têm a oportunidade de oferecer novos recursos, adaptando seus serviços para a recuperação financeira estável da população”, finaliza.  

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Mesmo que o impacto financeiro causado pela pandemia de COVID-19 tenha caído, a inflação gera preocupação entre as pessoas entrevistadas  

Durante o segundo trimestre de 2022, 79% das pessoas apontaram estar muito ou extremamente preocupadas com a inflação nos últimos três meses, enquanto 86% dos consumidores indicaram a necessidade de realizar mudanças nos gastos por conta disso. Já a porcentagem de pessoas preocupadas com a capacidade de pagar contas ou empréstimos integralmente se manteve praticamente a mesma em relação ao trimestre anterior, com 78% da população pesquisada expressando atenção ao tema, 1% a mais do que o primeiro trimestre de 2022. Dentro deste grupo, 41% dos brasileiros disseram que não poderiam pagar pelo menos uma de suas contas ou empréstimos, sendo elas: cartão de crédito (48%), pagamento de empréstimos pessoais (27%), serviços de telecomunicação (10%) e serviços públicos (14%).  

De todos os pesquisados, 37% indicaram que sua renda mensal diminuiu nos últimos três meses, abaixo dos 40% se comparado ao primeiro trimestre de 2022. Enquanto isso, 35% disseram que a renda permaneceu a mesma e 28% apontaram crescimento nos ganhos. Os fatores mais citados como motivo da queda de renda foram a perda do emprego (24%) e a redução de salário (21%). A porcentagem de pessoas entrevistadas que relataram a perda de emprego por algum membro da família no último trimestre segue a mesma da pesquisa anterior (24%), enquanto, 21% e 13% indicaram que alguém em sua residência teve seu salário ou horas de trabalho reduzidos, respectivamente. Em contrapartida, o estudo também mostrou pontos positivos, já que 9% das pessoas pesquisadas indicaram que começaram um novo emprego, 12% iniciaram um novo negócio e 13% apontaram aumento de salário por algum integrante da família.  

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Enquanto a maioria das pessoas enxerga a importância dos produtos de crédito, menos da metade afirma ter acesso suficiente  

A TransUnion também avaliou as expectativas em relação aos gastos da população. No segundo trimestre de 2022, o percentual de pessoas pesquisadas que esperavam reduzir suas despesas extras (como alimentação fora do lar, viagens e entretenimento) subiu para 57% em comparação aos primeiros três meses do ano, que representava 49%. Além disso, 24% dos brasileiros entrevistados disseram ter reduzido ou cancelado serviços digitais, enquanto, ao contrário disso, 19% aumentaram ou ampliaram acesso aos mesmos serviços. A pesquisa também mostrou qual será a mudança esperada para os próximos três meses no quesito gastos domésticos. Enquanto 39% desejam conseguir controlar suas dívidas de gastos extras e grandes compras (como carros, eletrodomésticos, entre outros), 38% querem reduzir as despesas de varejo, em itens como roupas, eletrônicos etc.  

De acordo com o estudo, 91% dos entrevistados acreditam que ter acesso ao crédito e a empréstimos são fatores importantes para atingir suas metas financeiras, ao passo que, quase a metade (45%) afirmam ter acesso suficiente aos produtos de crédito. Apesar disso, 55% dos brasileiros consideram solicitar um novo crédito ou refinanciar algum outro já existente, mas, optaram por não fazê-lo. Os principais motivos apontados são o custo muito alto (44%), não teria o suficiente para pagar suas contas (24%), renda (19%), histórico de crédito (18%), entre outros.  

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A pesquisa também mostra que 62% das pessoas entrevistadas acreditam que sua pontuação de crédito aumentaria se as empresas se aproveitassem de informações que não constam em um relatório de crédito comum, como pagamento de aluguel, histórico de empréstimos a curto prazo, inscrição de academia, entre outros.  

Já para o futuro, 42% da população disse que solicitará um novo crédito ou refinanciamento nos próximos 12 meses, o que representa um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2022. Dentro deste número, os Millennials e a Geração Z foram as gerações com maior intenção de buscar novos créditos, com 49% e 47%, respectivamente. Logo aparece a Geração X com 34% e, em seguida, os Baby Boomers que são menos propensos a terem planos de pedir um novo crédito que as outras gerações, com 27%.  

“Mais da metade dos brasileiros deseja solicitar um novo crédito, mas, decidiram por não fazê-lo, o que mostra o quanto é necessário oferecer propostas que tragam qualidade à vida financeira do consumidor. A importância de ter produtos de crédito fica clara para 9 a cada 10 brasileiros (91%). Ou seja, a demanda existe, o que falta é investir em soluções que equilibrem risco, retorno e oferta a custo adequado. Para isto, é indispensável medir o risco de crédito de uma forma mais ampla.”, finaliza Pasqualin.  

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Quase 30% dos entrevistados afirmam ter sido alvos ou vítimas de fraude digital 

O estudo mostrou que cada vez mais as pessoas optam por usar recursos digitais para resolver pendências do dia a dia, como banco, consultas médicas, compras de supermercado e varejo, entre outros. No total, 43% dos entrevistados indicaram realizar mais da metade de suas transações online, 44% fizeram até metade das suas transações por vias digitais e apenas 13% não realizaram nenhuma transação online.  

Neste contexto mais digital, muitos se tornam um alvo fácil para ações fraudulentas. No segundo trimestre deste ano, 27% dos entrevistados indicaram que foram alvo ou vítimas de fraude digital, três pontos percentuais a mais do que no primeiro trimestre do ano. Os esquemas de fraude mais comuns incluíam golpes de cartões de crédito e taxas fraudulentas (31%). Cerca de 9 em cada 10 pessoas (85%) indicaram preocupação em compartilhar suas informações pessoais, citando apreensão com privacidade (74%) e medo de terem sua identidade roubada (72%). Porém, 56% disseram que seria mais provável fornecer suas informações pessoais se isso significasse economia de dinheiro.  

O Consumer Pulse Study do segundo trimestre de 2022 foi baseado em um levantamento de 1.013 pessoas adultas brasileiras, realizado entre 26 de maio e 03 de junho de 2022.  A pesquisa completa do Consumer Pulse Study sobre a situação financeira dos brasileiros realizada no segundo trimestre de 2022 pela TransUnion pode ser acessada aqui.

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Sobre a TransUnion 

A TransUnion é uma empresa global de informações e insights que traz a confiança para que companhias e consumidores alcancem grandes realizações na economia moderna. Fazemos isso fornecendo um olhar multidimensional de cada pessoa para que possam ser representadas de forma confiável e simétrica no mercado, possibilitando maior inclusão financeira. Como resultado, as empresas e os consumidores podem realizar transações com confiança, auxiliando na conquista por resultados. Chamamos isso de Informação para o Bem®. 

A TransUnion está há mais de 50 anos no mercado, com presença em mais de 30 países e em cinco continentes. Opera no Brasil há 10 anos, desde 2012, com o propósito de Ajudar a Melhorar a Qualidade de Vida das Pessoas. A companhia cria oportunidades econômicas, empodera consumidores e apoia centenas de milhões de pessoas em segmentos que incluem Serviços Financeiros, Seguros, Telecomunicações, Varejo, FinTechs, Indústrias e PMEs – Pequenas e Médias Empresas. 

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UFMA retornará com aulas 100% presencial em setembro

O Reitor Natalino Salgado Filho faz um balanço das ações que a UFMA implementou, durante a pandemia de Covid-19, e os avanços, sobretudo no campo das tecnologias da comunicação e informação, que garantiram que a universidade não parasse durante o período de isolamento. Ele também defende que esse legado de transformação seja incorporado, a partir da necessidade de professores e alunos, aos processos de ensino e aprendizagem neste momento da retomada do ensino presencial.

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A entrevista foi concedida ao repórter Raimundo Borges, no programa Band Entrevista, na última quinta-feira (4), publicada no jornal O Imparcial desta terça-feira, 9, e reproduzida nesta página.

Professor Natalino, vamos começar abordando este novo período que vai começar, no segundo semestre da Ufma. Ele será totalmente presencial?

NATALINO – O nosso retorno vai ser no dia 04 de setembro. E, desde o dia 30 de julho, todas as nossas resoluções que permitiam o trabalho não presencial e remoto já não existem. Isso quer dizer que, a partir do dia primeiro, nesse período de agosto, que é o período de férias, também chamado de período especial, nós já teremos uma oferta de disciplinas no formato 100% presencial.

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O que tem de novo na universidade, da pandemia para cá?

NATALINO – Eu gostaria que ressaltar que, quando nós atendemos ao apelo para retornar à reitoria da nossa universidade, nós assumimos no dia 11 de novembro de 2019, tínhamos o compromisso de fazer uma segunda revolução na nossa universidade, que é uma revolução tecnológica e que nós iríamos mexer na estrutura para prepará-la para o futuro. E, ao mesmo tempo, nós iríamos inovar na qualificação do ensino, buscar ferramentas novas, investir na nossa TI, porque, em 2007, no primeiro mandato, não tínhamos internet, não tínhamos um sistema acadêmico, não tínhamos nem números na universidade, era uma universidade que não tinha pesquisa, não tinha as nossas engenharias habilitadas. Então nós fizemos um avanço e crescemos, duplicamos o número de cursos – de 49 fomos para mais de 100 cursos hoje, de modo que agora a gente precisa consolidar esses avanços e implementar ferramentas novas. E aí esse projeto que nós estávamos implementando coincidiu com a pandemia. Quando veio a pandemia, em março 2020, eu tive que decretar o primeiro lockdown, a Ufma foi a primeira a decretar o lockdown e a servir de exemplo para as outras universidades daqui e no Brasil também. Nós ficamos 60 dias com a suspensão total do calendário acadêmico. Aí quando retornamos, já com planejamento, com a estrutura que nós montamos, criando uma diretoria nova, a Diretoria de Tecnologia Educacional e investimos muito nas ferramentas da estrutura de TI, tanto que nós tínhamos 10 gigas de velocidade na área de internet e implementamos para 100 gigas e criamos um sistema robusto. Fizemos treinamentos, fizemos pesquisa para identificar os nossos alunos com exclusão digital. Fomos a primeira universidade a distribuir tablets e conseguimos com a rede Rede Nacional de Pesquisa – RNP – os chips para os alunos terem internet, ofertando condições para nossos alunos acompanharem essa nova metodologia. Nós fomos pioneiros no Brasil na implementação do sistema remoto mas híbrido – remoto mas mantendo uma flexibilização para as aulas presenciais. E, mesmo com toda essa turbulência, de várias ondas da Covid-19, nós elaboramos várias resoluções e conseguimos antecipar formatura, fazer aceleração de formaturas, de modo que nós formamos dezenas de alunos e hoje, das 69 universidades federais, nove têm o calendário arrumadinho e nós estamos entre essas nove universidades, tanto que agora no dia 4 de setembro nós já vamos reiniciar o semestre 2022.2, ou seja, com todas as dificuldades da pandemia, a universidade está com seu calendário em dia. Nós temos no Brasil universidades que ainda estão finalizando o semestre 2021. Mas a maior novidade é que as tecnologias educacionais mudaram a forma de você ensinar, no mundo inteiro. Na Finlândia, por exemplo, o projeto pedagógico é construído com os alunos. Existe hoje uma dinâmica de interatividade que nos dá condições de avançar. Então nós vamos voltar agora 100%, mas vamos dar oportunidade para os nossos alunos e professores usarem a ferramenta que eles quiserem, ou seja, manter essa experiência tecnológica.

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Há um movimento, dentro da Universidade Federal do Maranhão, dizendo que, assim como o presidente Jair Bolsonaro tem interesse de transformar todos os cursos da universidade em online ou remoto, o senhor também estaria participando dessa ideia. O que que tem de verdade nisso?

NATALINO – Nenhuma verdade. Isso é uma grande mentira. Lamento muito que uma associação que tem participação na nossa universidade, que tem assento no conselho, participa dos debates e da construção da nossa universidade, vem a público, inclusive com muitos investimentos em outdoor, dizer uma inverdade, aquilo que não acontece. Não existe no Ministério da Educação nenhum projeto de mudança do padrão das nossas aulas. Cada universidade tem a sua autonomia para elaborar seu projeto pedagógico, utilizar os métodos que tem, algumas mais avançadas, outras menos, mas nessa autonomia o MEC nunca interferiu. O que o MEC está fazendo é criar uma expansão dos cursos em formato EAD e está chamando isso de Reuni Digital. Mas isso é um um projeto, ainda está em implantação, sem mexer, sem interferir no padrão dos cursos presenciais. O que nós estamos fazendo é que eu vou assinar daqui a 10 dias duas resoluções que dizem o seguinte: nós vamos retornar as aulas presenciais no padrão que nós sempre fizemos, mas muitos professores, que já utilizam videoconferência, chats, trabalhos, inclusive não é de hoje que nós fazemos defesa de tese doutorado com participação de professores de outros países por videoconferência, podem continuar usando ferramentas tecnológicas. O uso dessas tecnologias não tem como voltar. Eu diria que não é o futuro, isso já é o presente. E a experiência da pandemia mostrou que essas tecnologias ajudam, melhoram e qualificam o ensino e têm uma adesão fantástica de alunos e professores. Nós fizemos uma pesquisa agora recente e os alunos, sabendo que nós vamos voltar agora presencialmente, eles querem que, na metodologia do professor ensinar, ele possa de alguma maneira usar essa experiência tecnológica nesse período de pandemia. Nesse período de pandemia, nós adquirimos ferramentas que o mundo inteiro utiliza, como um programa na área de anatomia para estudo anatômico, que cria um ambiente virtual em 3D, que você consegue mexer com o coração, faz rotatividade, abre todas as câmaras cardíacas, disseca tudo e tem uma anatomia tão perfeita no ambiente virtual tão perfeito de simulação que é mais precisa que que o cadáver que você utiliza, que tá do formol, há anos sendo utilizado e que as peças anatômicas já estão esgarçadas e não estão na posição normal, levando a um aluno, topograficamente, aprender errado. Nós também adquirimos o Matlab, que é um programa estatístico que forma gráficos para as engenharias, que os professores já utilizavam isso se cotizando para comprar, nós compramos, fizemos o convênio com a empresa e essas ferramentas milhares de alunos e professores que utilizam. Então, o que que nós estamos fazendo? Nós estamos permitindo que os cursos, que vão retornar às aulas presenciais, possam lançar mão de novas tecnologias para o ensino.

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Isso em todos os campus? Quantos campus a UFMA tem hoje?

NATALINO – Sim, em todos os campus. Você sabe que nós fizemos uma grande expansão, porque a universidade estava restrita à capital. Nós interiorizamos a universidade, além de ter melhorado bastante aqui. Nós temos oito campus no continente e temos um aqui, que é a cidade universitária Dom Delgado. Então eu direi para você que essas ferramentas estão disponíveis para alunos professores e a decisão será dos professores usá-las para dar aula. Antigamente se dava aula e se usava retroprojetor, depois slides, aí vieram as videoconferências. E o que que nós estamos fazendo agora? Nós estamos dizendo: liberdade acadêmica, não é impositivo. Se o professor quiser usar a experiência positiva das ferramentas tecnológicas para melhorar o ensino, ele pode usar. Só isso. Mas o retorno é presencial, 100%. Daí vem uma associação, deliberadamente, politicamente, e introduz o governo federal, que não interfere na universidade e coloca que a Reitoria estaria acabando com as aulas presenciais e implementando estudo em EAD. Uma grande mentira, uma inverdade, ela deveria responder pela má informação porque isso é fake news. Isso distorce e cria uma ideia diferente para a sociedade. Mas a sociedade é sábia, a comunidade sabe que tudo isso é inverdade. Até porque esse discurso se repete ao longo do tempo e as pessoas já sabem separar o joio do trigo. Sabem da história, sabem como é que a universidade tem progredido, tem evoluído e vem atendendo às demandas da sociedade, apesar dessas grandes dificuldades que nós estamos vivenciando. Então é fácil separar o que é verdade do que é mentira.

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Por: O Imparcial

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Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação inicia em todas as UBS’s de Raposa nesta segunda (08)

A partir desta segunda-feira, 08, a Prefeitura de Raposa, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação para crianças e adolescentes de até 14 anos. A aplicação das doses ocorrerá em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) do município. No dia 20 de agosto será realizado o Dia D de mobilização nacional. A campanha prossegue até 9 de setembro. 

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O público-alvo contra a Poliomielite são as crianças até 4 anos de idade. As crianças menores de 1 ano receberão a dose que estiver em atraso ou a vacina prevista na rotina. Já as crianças de 1 a 4 anos, 11 meses e 29 dias devem receber uma dose extra da vacina pólio oral (gotinha), desde que já tenham recebido 3 doses da vacina inativada contra pólio (VIP). A meta é vacinar pelo menos 95% dessa população. Para a multivacinação, o público-alvo são crianças e adolescentes de 2 meses a 14 anos, 11 meses e 29 dias.

A estratégia é atualizar a caderneta de vacinação conforme situação vacinal encontrada e de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação. É fundamental que os responsáveis levem a caderneta de vacinação para a conferência das doses aplicadas e atualização da situação vacinal.

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